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Página 4  •  Total 100 questões
108944Questão 31|Direito Processual Penal|superior

Sobre a possibilidade de imposição de astreintes no processo penal, visando conferir efetividade às decisões judiciais, é correto afirmar que:

  • A

    no balizamento dos valores da multa coercitiva devem incidir aqueles decorrentes da penalidade por ato atentatório à dignidade da justiça;

  • B

    sem prejuízo das sanções criminais, civis e processuais cabíveis, deve o juiz aplicar multa, de acordo com a gravidade da conduta do réu e as circunstâncias concretas do caso submetido a processo e julgamento;

  • C

    a decisão que impõe medida cautelar emergencial de constrição de ativos financeiros mediante a utilização do sistema BacenJud é incompatível com o contraditório diferido e a posterior revisão da decisão;

  • D

    o Art. 139, IV, do Código de Processo Civil, que autoriza o juiz a determinar todas as medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-rogatórias necessárias para assegurar o cumprimento de ordem judicial, não tem aplicação ao processo penal;

  • E

    não viola o princípio do contraditório a constrição de numerário por meio do sistema BacenJud quando o devedor, após deixar de cumprir determinação judicial anterior e de realizar o pagamento de multa diária cominada, é alertado do risco de adoção de outras medidas cautelares.

108945Questão 32|Direito Processual Penal|superior

Segundo orientação do Superior Tribunal de Justiça, o “poder geral de cautela”:

  • A

    pode ser aplicado ao processo penal, havendo restrição a ele no que diz respeito às cautelares pessoais que, de alguma forma, restrinjam o direito de ir e vir da pessoa;

  • B

    não pode ser aplicado ao processo penal, pois há incidência do princípio do procedimento tipificado;

  • C

    pode ser aplicado ao processo penal, não havendo restrição a ele, pois há incidência da teoria dos poderes implícitos, capacitando o juiz criminal a atuar de forma livre;

  • D

    não pode ser aplicado ao processo penal, pois há proibição decorrente do princípio do nemo tenetur se detegere e da vedação à analogia in malam partem;

  • E

    pode ser aplicado ao processo penal, havendo restrição a ele no que diz respeito ao procedimento probatório que, de alguma forma, afete o direito de defesa.

108946Questão 33|Direito Processual Penal|superior

A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz das particularidades do caso concreto, levando-se em consideração o número de réus, a quantidade de testemunhas a serem inquiridas, a necessidade de expedição de cartas precatórias, a natureza e a complexidade dos delitos imputados, assim como a atuação das partes.

A Corte Suprema admite, ainda, como fator legitimador da duração razoável do processo:

  • A

    a existência de sentença condenatória com imposição de acentuada reprimenda;

  • B

    a contagem aritmética dos prazos legais em confronto com o desenvolvimento do processo;

  • C

    o excesso de trabalho a cargo do órgão do Poder Judiciárioresponsável pelo julgamento;

  • D

    a limitação estrutural do órgão do Poder Judiciário responsável pelo julgamento;

  • E

    a gravidade em abstrato dos delitos imputados ao réu,independentemente da homogeneidade.

108947Questão 34|Direito Processual Penal|superior

Sobre a prisão preventiva, é correto afirmar que:

  • A

    a gravidade em abstrato do crime constitui uma das fundamentações idôneas para a decretação ou manutenção da custódia cautelar;

  • B

    a periculosidade do agente não constitui uma das fundamentações idôneas para a decretação ou manutenção da custódia cautelar;

  • C

    a necessidade de interromper a atuação de organização criminosa não constitui uma das fundamentações idôneas para a decretação ou manutenção da custódia cautelar;

  • D

    a inobservância do prazo nonagesimal previsto no parágrafo único do Art. 316 do Código de Processo Penal não implica automática revogação da prisão preventiva, devendo o juiz ser instado a reavaliar a legalidade e a atualidade de seus fundamentos;

  • E

    a inobservância do prazo nonagesimal previsto no parágrafo único do Art. 316 do Código de Processo Penal não implica automática revogação da prisão preventiva, desde que o Ministério Público se manifeste pela manutenção da custódia cautelar.

108948Questão 35|Direito Processual Penal|superior

Em relação ao procedimento fixado na Lei nº 8.038/1990, referente à competência originária dos Tribunais, é correto afirmar que:

  • A

    após o oferecimento da denúncia, a parte acusada será notificada pelo relator designado por sorteio para apresentar defesa prévia;

  • B

    no julgamento que deliberar sobre o recebimento da denúncia, não há previsão de sustentação oral para qualquer uma das partes;

  • C

    ofertada a denúncia, o relator designado por sorteio deliberará sobre o seu recebimento, determinando a citação do acusado em caso de admissibilidade;

  • D

    o procedimento especial privilegia a oralidade, disciplinando-se a ocorrência de debates orais após a instrução, facultada a conversão em memoriais, em caso de complexidade;

  • E

    entre o oferecimento da denúncia e o juízo de admissibilidade a ser proferido pelo Tribunal, não há espaço para dilações probatórias.

108949Questão 36|Direito Processual Penal|superior

Segundo a orientação do Supremo Tribunal Federal, de acordo com a teoria do juízo aparente, as provas colhidas ou autorizadas por juízo aparentemente competente à época da autorização ou produção:

  • A

    não podem ser usadas;

  • B

    devem ser novamente produzidas;

  • C

    são válidas, independentemente de ratificação;

  • D

    podem ser ratificadas;

  • E

    dependem de prova de reforço.

108950Questão 37|Direito Processual Penal|superior

Segundo orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, no caso de situações envolvendo agentes com prerrogativa de foro e outros agentes:

  • A

    se derivadas de serendipidade de primeiro grau, é possível a separação em primeira instância, com encaminhamento apenas dos detentores de foro para a competência originária;

  • B

    se derivadas de encontro fortuito de prova de segundo grau, devem ser encaminhadas na sua integralidade à competência originária, que decidirá sobre a cisão;

  • C

    a cisão do processo pode ser deliberada pelo juízo de primeiro grau, ad referendum do tribunal competente, que detém a palavra final sobre a competência;

  • D

    a determinação do desmembramento é orientada pela discricionariedade do tribunal competente, bem como pela quantidade de agentes imputados;

  • E

    quando a cisão por si só implique prejuízo ao seu esclarecimento, não é facultado o desmembramento do processo.

108951Questão 38|Direito Penal|superior

Segundo orientação do Superior Tribunal de Justiça, a constrição de bens (medidas assecuratórias penais) pode alcançar:

  • A

    apenas os réus imputados em ação penal;

  • B

    apenas os réus imputados em ação penal e investigados;

  • C

    terceiros não investigados ou denunciados;

  • D

    réus, investigados, pessoas jurídicas e familiares não denunciados;

  • E

    apenas os réus imputados ou investigados e as pessoas jurídicas a eles ligadas.

108952Questão anuladaAnuladaQuestão 39|Direito Processual Penal|superior

No que concerne à legitimidade ativa – tanto ad causam quanto ad processum – para a impetrabilidade do mandado de segurança, a Lei nº 12.016/2009 em seu Art. 1º, caput, dispõe que “qualquer pessoa física ou jurídica” pode valer-se do remédio constitucional para assegurar seu direito líquido e certo não amparado por habeas corpus ou habeas data.

Na área criminal, quanto ao assistente de acusação, é correto afirmar que:

  • A

    possui ampla legitimidade para sua impetração;

  • B

    possui livre legitimidade para sua impetração;

  • C

    não possui legitimidade para sua impetração;

  • D

    possui legitimidade restrita no caso de inércia do Parquet;

  • E

    possui legitimidade restrita aos casos de impronúncia.

108953Questão 40|Direito Processual Penal|superior

Em relação às técnicas especiais de investigação, a quebra de sigilo de dados informáticos estáticos relativos a dados pessoais e registros de conexão ou acesso a servidores, navegadores ou aplicativos de internet, delimitada por parâmetros de pesquisa em determinada região e por período de tempo, é válida desde que, além de indícios mínimos que indiquem a configuração da suposta ocorrência de crime sujeito à ação penal pública, sejam indicados(as):

  • A

    circunstâncias que denotem a existência de interesse público relevante e a decisão seja proferida por autoridade judicial competente e com fundamentação suficiente;

  • B

    infrações penais com sanção privativa de liberdade máxima igual ou superior a quatro anos ou de caráter transnacional;

  • C

    infrações penais previstas no rol da Convenção de Palermo, desde que tenham correspondente na legislação interna;

  • D

    decisões proferidas por autoridade judicial competente e com fundamentação suficiente, justificando a medida para fins de investigação criminal ou instrução processual criminal;

  • E

    circunstâncias excepcionais, que, à luz da existência de interesse público relevante, se mostrem adequadas ao princípio da proporcionalidade.