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Juiz Substituto - 2024


Página 6  •  Total 100 questões
42372Questão 51|Direito Processual Penal|superior

Em inquérito policial instaurado para apurar crime de furto, a autoridade policial concluiu pela existência de elementos mínimos sobre a autoria e a materialidade do delito e remeteu os autos ao Ministério Público. O promotor de justiça, discordando do relatório, promoveu o arquivamento fundamentadamente e comunicou à vítima, ao investigado, ao juiz e ao delegado de polícia.

Diante desse cenário, é correto afirmar que:

  • A

    no caso de discordância do arquivamento, o delegado de polícia poderá remeter os autos ao procurador-geral de justiça para revisão;

  • B

    no caso de discordância do arquivamento, o juiz poderá mandar desarquivar os autos do inquérito policial para a retomada das investigações;

  • C

    no caso de discordância, o delegado de polícia poderá proceder ao desarquivamento do inquérito policial e continuar as investigações;

  • D

    no caso de discordância do arquivamento levado a efeito pelo órgão ministerial, a vítima poderá ajuizar ação privada subsidiária da pública;

  • E

    no caso de discordância, a vítima poderá, no prazo de 30 dias do recebimento da comunicação, submeter a matéria à revisão da instância competente do órgão ministerial.

42373Questão 52|Direito Processual Penal|superior

Roberto, vítima do crime de estelionato, ajuizou ação privada subsidiária em face de Pedro, diante da inércia do Ministério Público em promover a ação penal. Contudo, durante a instrução, Roberto, apesar de intimado, deixou de dar andamento ao feito por mais de 60 dias, mostrando-se negligente.

Diante desse cenário, é correto afirmar que:

  • A

    o feito deve ser extinto em razão da ocorrência da perempção;

  • B

    o feito deve prosseguir, com a retomada da ação pelo Ministério Público como parte principal;

  • C

    o feito deve ser extinto em razão da renúncia ao direito de queixa subsidiária;

  • D

    o feito deve ser extinto em razão da ocorrência da renúncia ao direito de representação;

  • E

    o feito deve prosseguir, e a Defensoria Pública deve retomar o processo como parte principal.

42374Questão 53|Direito Processual Penal|superior

Em processo instaurado em razão da prática do crime de roubo, tendo como acusados Rômulo e Jair, o primeiro foi citado por edital, porém não compareceu e não constituiu advogado. Por sua vez, Jair encontrava-se no exterior em local sabido, tendo sido expedida carta rogatória para a sua citação.

Diante desse cenário, quanto ao curso do processo e da prescrição relativamente a cada um dos acusados, é correto afirmar que:

  • A

    em relação a Rômulo, será suspenso o curso do processo, mas não o do prazo da prescrição;

  • B

    em relação a Jair, será suspenso o curso do prazo da prescrição até o cumprimento da carta rogatória;

  • C

    em relação a Rômulo e a Jair, serão suspensos o curso do processo e o curso da prescrição;

  • D

    em relação a Rômulo, será suspenso o curso do prazo da prescrição, mas não o do processo;

  • E

    em relação a Jair, será suspenso o curso do processo e interrompido o curso da prescrição.

42375Questão 54|Direito Processual Penal|superior

Em processo por crime de homicídio, o juiz, antes de proferir a decisão de pronúncia, determinou diligência para dirimir dúvida sobre ponto relevante, qual seja, a vinda aos autos do exame de confronto balístico, considerando que o Ministério Público não havia requerido esse exame.

Diante de tal cenário, é correto afirmar que o juiz:

  • A

    poderá requisitar o exame, se com isso concordar previamente o Ministério Público;

  • B

    não poderá requisitar o exame de ofício, pois houve preclusão no tocante à produção da prova;

  • C

    poderá requisitar o exame de ofício, pois a diligência se destina a esclarecer aspecto relevante;

  • D

    não poderá requisitar o exame, pois isso implica quebra de sua imparcialidade;

  • E

    poderá requisitar o exame, se com isso concordar previamente a defesa técnica do acusado.

42376Questão 55|Direito Processual Penal|superior

Ricardo, pronunciado pelo crime de homicídio triplamente qualificado, é reincidente e será julgado pelo Tribunal do Júri.

Durante os debates em plenário, o Ministério Público:

  • A

    poderá fazer alusão à determinação do uso de algemas como argumento de autoridade que prejudique Ricardo, sem que haja nulidade;

  • B

    não poderá fazer alusão ao silêncio do acusado como argumento de autoridade que o prejudique, sob pena de nulidade;

  • C

    poderá fazer alusão à falta de interrogatório como argumento de autoridade que prejudique Ricardo, sem que haja nulidade;

  • D

    não poderá fazer alusão aos antecedentes de Ricardo como argumento de autoridade, sob pena de nulidade;

  • E

    poderá fazer alusão à decisão de pronúncia como argumento de autoridade que prejudique Ricardo, sem que haja nulidade.

42377Questão 56|Direito Processual Penal|superior

Robson foi condenado a uma pena de cinco anos em regime aberto pelo crime de roubo impróprio. O Ministério Público, na petição de interposição do recurso, limitou sua impugnação recursal ao regime de cumprimento de pena. Contudo, nas razões recursais, postulou também o aumento da pena. Robson e sua defesa técnica não recorreram da sentença condenatória.

Diante desse cenário, conhecido o recurso ministerial, é correto afirmar que o tribunal, no julgamento do recurso:

  • A

    não poderá reduzir a pena de Robson, pois este não recorreu da sentença;

  • B

    poderá aumentar a pena de Robson, dando provimento ao recurso ministerial;

  • C

    não poderá modificar o regime de cumprimento da pena de Robson;

  • D

    poderá reduzir a pena de Robson apesar de este não ter recorrido;

  • E

    poderá aumentar a pena de Robson e fixar regime de cumprimento de pena mais gravoso.

42378Questão 57|Direito Processual Penal|superior

Lorenzo foi condenado pelo crime de calúnia em ação de iniciativa privada ajuizada por Pablo. Passados seis anos do trânsito em julgado, Lorenzo ajuizou revisão criminal, visando a desconstituir a sentença condenatória, e requereu justa indenização pelos prejuízos sofridos em razão da injustiça da condenação.

Diante desse contexto, é correto afirmar que:

  • A

    será cabível a revisão criminal e Lorenzo não fará jus à indenização pelos prejuízos sofridos;

  • B

    não será cabível a revisão criminal em razão de sua intempestividade;

  • C

    não será cabível a revisão criminal em razão da decadência do direito de queixa;

  • D

    não será cabível a revisão criminal por se tratar de ação de iniciativa privada;

  • E

    será cabível a revisão criminal e Lorenzo fará jus à indenização pelos prejuízos sofridos.

42379Questão 58|Direito Processual Penal|superior

Pedro Paulo cometeu crime de injúria contra Rivaldo. Na audiência preliminar no Juizado Especial Criminal, houve composição dos danos civis, sendo o acordo homologado pelo juízo.

Diante desse contexto, é correto afirmar que o acordo homologado:

  • A

    não acarreta a extinção do feito, sendo oportunizado a Rivaldo exercer o direito de representação;

  • B

    acarreta a renúncia ao direito de queixa, extinguindo-se a punibilidade;

  • C

    acarreta o perdão tácito, devendo o processo ser extinto;

  • D

    acarreta a renúncia ao direito de representação, devendo o processo ser extinto;

  • E

    não acarreta a extinção do feito, sendo oportunizado a Rivaldo exercer o direito de queixa.

42380Questão 59|Direito Constitucional|superior

Em razão de grave crise econômica que assola o estado-membro Alfa, João, deputado estadual, apresentou proposição legislativa disciplinando a criação de um programa de iniciação à atividade profissional, no qual seria estabelecido um vínculo direto entre o estudante adolescente e o órgão público estadual tomador do serviço, com o pagamento de uma ajuda de custo durante a duração do programa. No âmbito da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Alfa, argumentou-se com a inconstitucionalidade da proposição, que era dissonante da lei federal sobre estágio, dissonância esta que é verdadeira.

À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar que a proposição é:

  • A

    constitucional, pois trata de matéria típica de regime jurídico, de competência estadual;

  • B

    inconstitucional, pois compete privativamente à União legislar sobre direito do trabalho;

  • C

    inconstitucional, pois compete privativamente à União legislar sobre diretrizes e bases da educação;

  • D

    constitucional, pois compete concorrentemente à União e aos estados legislar sobre direitos da infância e da juventude;

  • E

    constitucional, desde que a proposição tenha a forma de lei complementar e observe as normas gerais editadas pela União.

42381Questão 60|Direito Previdenciário|superior

João, pessoa com deficiência física de natureza motora, vive com o pai, a mãe e três irmãos solteiros, sendo todos maiores de 21 anos. Apesar de receber uma pensão especial de natureza indenizatória, no valor de um salário mínimo, tendo a família a renda mensal total de três salários mínimos, requereu a fruição do benefício de prestação continuada previsto na Lei Orgânica da Assistência Social, sob o argumento de não possuir meios de prover a própria manutenção nem de tê-la provida por sua família. O requerimento, no entanto, foi denegado, sob o argumento de não terem sido preenchidos os requisitos legais. João, no entanto, ficou irresignado com o indeferimento, pois o benefício deveria ser concedido em razão:

I. do grau de sua deficiência;

II. de sua dependência de terceiros; e

III. do comprometimento de parte do orçamento familiar com gastos médicos não supridos pelo SUS.

À luz da sistemática estabelecida pela Lei nº 8.742/1993, é correto afirmar que João:

  • A

    não é elegível para o recebimento do benefício, por receber uma pensão especial de natureza indenizatória;

  • B

    não é elegível para o recebimento do benefício, considerando que a renda familiar mensal per capita é superior a um quarto do salário mínimo;

  • C

    é elegível para o recebimento do benefício, sendo que apenas o argumento apresentado em II pode ser utilizado para contornar o óbice apresentado pelo valor da renda familiar per capita;

  • D

    é elegível para o recebimento do benefício, sendo que apenas os argumentos apresentados em I e II podem ser utilizados para contornar o óbice apresentado pelo valor da renda familiar per capita;

  • E

    é elegível para o recebimento do benefício, pois os argumentos apresentados em I, II e III podem ser utilizados para contornar o óbice apresentado pelo valor da renda familiar per capita.

Juiz Substituto - 2024 | Prova