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Analista Jurídico - 2018


Página 6  •  Total 70 questões
26305Questão 51|Direito Civil|superior

Gabriel era empregado caseiro do imóvel de praia de José Luiz, localizado no Balneário Camboriú. Após o falecimento de José Luiz, nenhum familiar se apresenta a Gabriel, que, embora demitido pelo inventariante do espólio de José Luiz, mantém-se no imóvel, cuidando dele como se seu fosse. Após dois anos do falecimento do ex-empregador e a realização de diversas benfeitorias para a manutenção do imóvel às suas expensas, Gabriel é surpreendido, ao retornar de um rápido passeio, com a ocupação do imóvel por sobrinhos de José Luiz, dizendo-se proprietários do bem.

Diante dessa situação, Gabriel:

  • A

    nada poderá fazer, pois os sobrinhos agiram mediante legítimo desforço possessório;

  • B

    poderá pleitear indenização pelas benfeitorias, mas não a posse, já que era mero detentor;

  • C

    não faz jus a indenização por benfeitoria e tampouco a reaver a posse, visto que esta era exercida de má-fé;

  • D

    pode se valer do imediato desforço possessório moderado para reaver, por autotutela, a posse;

  • E

    deve receber o valor das benfeitorias realizadas em dobro, por conta da posse de boa-fé.

26306Questão 52|Direito Processual Civil|superior

A medida judicial em que, de acordo com a legislação de regência, a pessoa jurídica de direito público, depois de integrada à lide, pode se abster de contestar, e até aderir ao pleito autoral, é:

  • A

    ação direta de inconstitucionalidade;

  • B

    mandado de segurança;

  • C

    mandado de injunção;

  • D

    habeas data;

  • E

    ação popular.

26307Questão 53|Direito Processual Civil|superior

Pedro ajuizou ação indenizatória em face de sociedade de economia mista estadual, pleiteando a condenação desta a lhe pagar verba correspondente a mil salários mínimos. Finda a fase instrutória, o juiz julgou parcialmente procedente o pedido, condenando a ré a pagar ao autor a verba equivalente a setecentos salários mínimos. Inconformada, a sociedade de economia mista interpôs recurso de apelação, pugnando pela reforma integral do julgado, vindo Pedro a fazer o mesmo, embora por meio de apelo adesivo, em que postulou a majoração da verba indenizatória. Ocorre que, na sequência, a ré desistiu de sua apelação.

Nesse contexto:

  • A

    o recurso da ré não deverá ser conhecido, embora deva sê-lo o de Pedro;

  • B

    o recurso de Pedro não deverá ser conhecido, embora deva sê-lo o da ré;

  • C

    ambos os recursos deverão ser conhecidos;

  • D

    nenhum dos recursos deverá ser conhecido, operando-se o imediato trânsito em julgado da sentença;

  • E

    nenhum dos recursos deverá ser conhecido, impondo-se a subida dos autos ao tribunal, mercê do reexame necessário.

26308Questão 54|Direito Processual Civil|superior

Credor de obrigação contratual, já vencida e não paga, ajuizou ação em que se limitou a pleitear a declaração da existência de seu direito de crédito.

Ao apreciar a petição inicial, deverá o órgão jurisdicional:

  • A

    indeferi-la, dada a falta de interesse de agir;

  • B

    indeferi-la, dada a impossibilidade jurídica do pedido;

  • C

    indeferi-la, dada a sua inépcia formal;

  • D

    determinar que o autor a emende no prazo legal;

  • E

    proceder ao juízo positivo de admissibilidade da demanda.

26309Questão 55|Direito Processual Civil|superior

No que concerne à denunciação da lide, é correto afirmar que:

  • A

    é modalidade voluntária de intervenção de terceiros;

  • B

    pode ser provocada pela iniciativa do réu, mas não pela do autor;

  • C

    visa a corrigir o vício de ilegitimidade ad causam no polo passivo da lide;

  • D

    se o denunciante for vitorioso na demanda principal, a sua ação de denunciação não terá o mérito apreciado pelo juiz;

  • E

    pode haver várias denunciações num processo, para ensejar a pacificação de todas as relações jurídicas controvertidas.

26310Questão 56|Direito Processual Civil|superior

João propôs uma demanda indenizatória em face de José, cumulando os pedidos de ressarcimento de dano material de dez mil reais e de reparação de dano moral de cinquenta mil reais. Após a audiência de conciliação infrutífera, José reconheceu a procedência do pedido de ressarcimento de dano material, pois realmente causou o prejuízo afirmado por João. Todavia, entendeu que não assistia direito a qualquer reparação de dano moral. Nesse sentido, protestou pela produção de prova oral para provar suas alegações. O juiz, em julgamento antecipado parcial do mérito, julgou procedente o referido pedido de dano material, uma vez que este se mostrou incontroverso, e determinou a produção de prova oral em relação ao pedido de reparação de dano moral alegado.

Nesse cenário, é correto afirmar que:

  • A

    a cumulação de pedidos no caso é sucessiva, uma vez que é lícita e não há vínculo prejudicial entre os pedidos;

  • B

    a decisão que reconheceu o dano material não é impugnável imediatamente, devendo-se aguardar a decisão final de mérito;

  • C

    a decisão em relação ao dano material é impugnável por apelação, já que se trata de resolução do mérito deste pedido;

  • D

    é possível o enfrentamento do mérito integral, podendo ser concedida a antecipação de tutela do pedido referido de dano material;

  • E

    a decisão que julgou procedente o pedido de ressarcimento de dano material é impugnável por agravo de instrumento, no prazo de 15 dias úteis.

26311Questão 57|Direito Processual Civil|superior

Um credor celebrou contrato de mútuo com dois devedores solidários, que não cumpriram o dever de pagar o valor devido na data estipulada. Nesse cenário, o credor intentou ação de cobrança do valor total da dívida, em face de apenas um devedor.

O outro devedor, que não integrou a lide originária, pode:

  • A

    oferecer o incidente de desconsideração da personalidade jurídica inversa do réu, para que os bens de eventual sociedade sejam trazidos ao processo;

  • B

    peticionar nos autos, requerendo seu ingresso como assistente simples, uma vez que é juridicamente interessado;

  • C

    peticionar nos autos, requerendo seu ingresso como réu, formando um litisconsórcio passivo superveniente;

  • D

    ser denunciado à lide pelo autor ou pelo réu originário, formando um litisconsórcio ativo ou passivo, respectivamente;

  • E

    ser chamado ao processo pelo réu originário, formando um litisconsórcio passivo ulterior.

26312Questão anuladaAnuladaQuestão 58|Direito Civil|superior

Maria, brasileira, e Manoel, português, ambos domiciliados em Portugal, por força de decisão judicial estrangeira, romperam seu vínculo matrimonial, que determinou o divórcio do casal e, em partilha de bens, estabeleceu que o imóvel situado em Florianópolis passaria a pertencer exclusivamente a Maria e o imóvel de Portugal passaria a pertencer exclusivamente a Manoel.

Em relação a essa decisão estrangeira, é correto afirmar que:

  • A

    poderá ser homologada no Brasil, pois Maria é brasileira e não obsta a que a autoridade judiciária brasileira conheça da demanda de divórcio;

  • B

    não poderá ser homologada no Brasil, pois a competência para a partilha de bens, no caso, é da autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra;

  • C

    poderá ser homologada no Brasil, pois as partes mantêm vínculos no Brasil, como a propriedades de bens;

  • D

    não poderá ser homologada no Brasil, pois não se admite o exercício de atividade jurisdicional brasileira quando as partes têm domicilio fora do território nacional;

  • E

    poderá ser homologada no Brasil, pois a obrigação deverá ser cumprida no Brasil e não há na lei brasileira impedimento para o divórcio.

26313Questão 59|Direito Penal|superior

Durante uma discussão entre Carla e Luana, que eram amigas, Carla desfere, com intenção de causar lesão leve, um tapa na face de Luana, que a havia ofendido. Ocorre que, de maneira totalmente surpreendente, Luana vem a falecer no dia seguinte, em virtude do tapa recebido e da lesão causada, pois rompeu-se um desconhecido coágulo sanguíneo na cabeça, mesmo diante do fraco golpe. Na semana seguinte, a família de Luana, revoltada, procura a Delegacia, narra o ocorrido e afirma ter interesse em ver Carla processada criminalmente.

Confirmados os fatos, assim como a intenção de Carla, o Ministério Público poderá imputar a Carla a prática do(s) crime(s) de:

  • A

    lesão corporal leve dolosa e homicídio culposo;

  • B

    lesão corporal seguida de morte;

  • C

    lesão corporal leve;

  • D

    homicídio doloso;

  • E

    homicídio culposo.

26314Questão 60|Direito Penal|superior

Flavio, pretendendo matar seu pai Leonel, de 59 anos, realiza disparos de arma de fogo contra homem que estava na varanda da residência do genitor, causando a morte deste. Flavio, então, deixa o local satisfeito, por acreditar ter concluído seu intento delitivo, mas vem a descobrir que matara um amigo de seu pai, Vitor, de 70 anos, que, de costas, era com ele parecido.

A Flavio poderá ser imputada a prática do crime de homicídio doloso, com erro:

  • A

    sobre a pessoa, considerando a agravante de crime contra ascendente, mas não a causa de aumento em razão da idade da vítima;

  • B

    sobre a pessoa, considerando a causa de aumento em razão da idade da vítima, mas não a agravante de crime contra ascendente;

  • C

    de execução, considerando a agravante de crime contra ascendente, mas não a causa de aumento em razão da idade da vítima;

  • D

    de execução, considerando a agravante de crime contra ascendente e a causa de aumento em razão da idade da vítima;

  • E

    de execução, considerando a causa de aumento da idade da vítima, mas não a agravante de crime contra ascendente.

Analista Jurídico - 2018 | Prova