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Oficial de Justiça Avaliador Federal - 2022


Página 4  •  Total 60 questões
56470Questão 31|Direito Civil|superior

Matos, animado com a herança que recebeu, decidiu realizar algumas obras na sua casa: construiu uma piscina no jardim, trocou a fiação elétrica deteriorada da cozinha, com risco de curto-circuito, construiu um banheiro no quarto da filha, instalou corrimãos nas escadas e, por fim, ia construir um lago, mas desistiu quando verificou que um já havia se formado naturalmente, com a depressão natural da terra e as águas das intensas chuvas dos últimos meses.

Diante disso, é correto afirmar que:

  • A

    o lago e a piscina, por tornarem mais agradável o uso do bem, são considerados benfeitorias voluptuárias;

  • B

    a troca da fiação elétrica e a construção do banheiro no quarto da filha são consideradas benfeitorias necessárias;

  • C

    o banheiro construído no quarto da filha e a instalação de corrimãos são considerados benfeitorias úteis;

  • D

    a piscina e a troca da fiação elétrica podem ser consideradas benfeitorias necessárias;

  • E

    o lago e a instalação de corrimãos podem ser considerados benfeitorias úteis.

56471Questão 32|Direito Civil|superior

Rosália efetuou a doação de um terreno para o Município de Euclidelândia, para que nele seja construída uma escola no prazo de um ano a contar da data da celebração do negócio jurídico.

Os elementos acidentais presentes no contrato são:

  • A

    encargo e termo;

  • B

    condição suspensiva e encargo;

  • C

    condição resolutiva e termo;

  • D

    termo e condição inicial;

  • E

    encargo e condição final.

56472Questão anuladaAnuladaQuestão 33|Direito Civil|superior

André é locatário de Bernardo e restou inadimplente do último aluguel quando devolveu o imóvel e se extinguiu a locação. Entretanto, durante a vigência do contrato, Bernardo pegou uma quantia emprestada com André e nunca chegou a lhe pagar. A dívida de aluguel de André a Bernardo venceu em janeiro de 2019, com prazo prescricional de três anos, e a dívida de Bernardo a André referente ao empréstimo venceu em março de 2018, com prazo prescricional de cinco anos. Em março de 2022, André decide cobrar de Bernardo a dívida referente ao empréstimo, e Bernardo resiste, alegando compensação.

Considerando que, em virtude do valor original e dos encargos moratórios, o montante devido pelo empréstimo sempre foi maior que o valor devido por conta do aluguel, é correto afirmar que:

  • A

    André pode fazer a cobrança sem qualquer desconto, pois a prescrição da dívida de aluguel inviabiliza a alegação de compensação;

  • B

    a dívida referente ao empréstimo deve ser compensada com aquela referente ao aluguel em março de 2022, no momento de alegação da compensação;

  • C

    do montante cobrado deve ser descontado o valor da dívida de aluguel no momento em que ambas as dívidas se tornaram exigíveis, isto é, em março de 2019;

  • D

    a cobrança pretendida não é cabível, uma vez que a dívida não é mais exigível em razão do decurso do prazo prescricional;

  • E

    a compensação da dívida decorrente do empréstimo com a dívida oriunda da locação afasta qualquer pretensão de André.

56473Questão 34|Direito Civil|superior

Cosme comprou uma geladeira usada de sua vizinha, Daniela. Entretanto, três semanas depois, o eletrodoméstico parou de gelar e o técnico demandado indicou que o defeito decorreu de um pequeno vazamento da mangueira, que deveria estar lá há uns dois meses, pois quase todo o gás já tinha saído. Daniela não sabia do vazamento.

Sobre o caso, entre os direitos que tem Cosme em face de Daniela, inclui-se:

  • A

    a devolução de parte do que foi pago, a título de abatimento no preço;

  • B

    a compensação pelo que perdeu e deixou de ganhar em virtude do defeito;

  • C

    a condenação a ela realizar o reparo, sob pena de multa diária;

  • D

    o ressarcimento das despesas que teve com o conserto da geladeira;

  • E

    a substituição por uma geladeira com as mesmas características.

56474Questão 35|Direito de Família|superior

Gilmara é viúva e não teve filhos. Idosa, necessita de ajuda para o seu sustento, pois a sua minguada aposentadoria não lhe permite pagar o aluguel, a alimentação e os remédios de que necessita para sobreviver. Seus únicos parentes vivos são uma sobrinha, um irmão, duas primas, um tio e duas tias.

Diante disso, Gilmara pode requerer alimentos:

  • A

    às duas primas;

  • B

    ao irmão;

  • C

    ao tio e às duas tias;

  • D

    a todos eles;

  • E

    à sobrinha.

56475Questão 36|Direito de Família|superior

Romualdo e Luara se casaram no ano de 2018. Antes do casamento, Romualdo já era proprietário de uma fazenda no interior de Minas Gerais e Luara já havia adquirido um automóvel Corsa. Na constância da união, Luara comprou um apartamento em Belo Horizonte e reformou todo o telhado da sede da fazenda de Romualdo. Romualdo, por sua vez, herdou uma casa em Monte Verde. Ainda na constância do casamento, a fazenda de Romualdo gerou uma safra recorde de café tipo exportação, ainda não colhida.

Diante disso, caso o casal decida se divorciar, é correto afirmar que se o regime for o da:

  • A

    separação legal de bens, somente o automóvel Corsa seria considerado bem comum;

  • B

    participação final nos aquestos e Romualdo decidir vender a fazenda, não necessitará da vênia conjugal, em razão de expressa dispensa legal;

  • C

    comunhão universal de bens, a casa herdada por Romualdo em Monte Verde não será considerada bem comum para efeito de partilha;

  • D

    separação convencional de bens, somente o valor da reforma do telhado da sede da fazenda será devolvido a Luara, bem como metade do valor da casa de Monte Verde;

  • E

    comunhão parcial de bens, as safras de café colhidas na constância do casamento são consideradas bens comuns para efeito de partilha.

56476Questão 37|Direito Civil|superior

Quando foi aberto o testamento de Hermenegilda, seus parentes descobriram diversas disposições peculiares.

Sobre elas, é correto afirmar que:

  • A

    a disposição de que sua fazenda fosse vendida e o preço obtido fosse dado a estabelecimentos particulares de caridade deve ser entendida como destinada aos estabelecimentos do lugar de domicílio de Hermenegilda por ocasião de sua morte;

  • B

    é válida a disposição que prevê que seu diário seja entregue a seu namorado na adolescência e, caso os herdeiros não consigam descobrir de quem se trata, o bem ficará para os herdeiros legítimos;

  • C

    é nula a determinação de que seu anel de esmeralda seja dado a uma de suas netas, a ser escolhida pela sua amiga Zuleide, por conta de sua indeterminação no que diz respeito ao legatário;

  • D

    é nula, por falta de objeto determinado, a estipulação de que um montante entre dois e dez mil reais será especificado pela sua amiga Zuleide para ser dado a Roberval, o enfermeiro que cuidou de Hermenegilda nos seus últimos meses de vida;

  • E

    a disposição de que sua casa seja dividida entre sua sobrinha Amália e o seu grupo de orações implica que Amália somente receba um oitavo da propriedade da casa, já que havia sete pessoas no grupo de orações de Hermenegilda.

56477Questão 38|Direito Processual Civil|superior

Observando que a parte autora não havia praticado os atos e diligências que lhe competiam, assim deixando o feito paralisado por mais de trinta dias, o juiz da causa determinou a sua intimação pessoal para suprir a falta.

Dirigindo-se ao endereço que constava da petição inicial como sendo o da residência do autor, apurou o oficial de justiça que ele havia se mudado, sem deixar informações sobre o novo domicílio.

Diante desse quadro, devidamente certificado pelo oficial de justiça, deverá o juiz:

  • A

    extinguir o feito, sem resolução do mérito;

  • B

    suspender o feito, até que o autor volte a se manifestar;

  • C

    determinar a intimação do autor por edital;

  • D

    determinar a intimação da Curadoria Especial para patrocinar os interesses do autor;

  • E

    determinar a expedição de ofício à OAB, solicitando-lhe a indicação de advogado para patrocinar os interesses do autor.

56478Questão 39|Direito Processual Civil|superior

Entendendo que fora ilegalmente preterido pela Administração Pública, diante de sua não convocação para tomar posse em cargo para o qual havia sido aprovado em concurso público, João impetrou mandado de segurança, em cuja petição inicial sustentou a ilegalidade da conduta estatal, para pedir a concessão da ordem que lhe assegurasse a nomeação no cargo público pretendido.

Após o juízo positivo de admissibilidade da ação, a autoridade impetrada prestou a suas informações, a pessoa jurídica de direito público apresentou a sua peça impugnativa e o Ministério Público ofertou a sua manifestação conclusiva.

Estando convencido da existência do direito afirmado na petição inicial e de sua violação pela Administração Pública, o juiz da causa, pouco antes de proferir sentença, tomou contato com petição protocolizada pelo advogado do impetrante, anexando a certidão de óbito deste, sem que tivesse sido requerida a habilitação no polo ativo por seus herdeiros ou espólio.

Nesse contexto, deverá o juiz:

  • A

    proferir sentença julgando procedente o pedido;

  • B

    proferir sentença julgando improcedente o pedido;

  • C

    proferir sentença terminativa;

  • D

    determinar a suspensão do feito, até que os interessados requeiram a sua sucessão no polo ativo da demanda;

  • E

    determinar a suspensão do feito, até que os interessados requeiram a sua substituição processual no polo ativo da demanda.

56479Questão 40|Direito Processual Civil|superior

André intentou ação de cobrança de obrigação contratual em face de Carlos, tendo formulado o pedido de condenação deste ao pagamento da quantia de cinquenta mil reais.

Encerrada a instrução probatória, o juiz da causa, concluindo que os fatos constitutivos do direito afirmado na petição inicial restaram parcialmente comprovados, proferiu sentença em que condenava o réu a pagar ao autor a quantia de dez mil reais.

Inconformado, André interpôs recurso de apelação, pleiteando a reforma parcial da sentença para que se acolhesse integralmente o seu pedido, com a condenação de Carlos a lhe pagar a importância de cinquenta mil reais.

Intimado para responder ao recurso do réu, Carlos apresentou as suas contrarrazões e, também, interpôs apelo adesivo, em cujas razões pugnou pela rejeição total do pleito de cobrança de André.

Remetidos os autos ao órgão ad quem, André, uma semana antes do julgamento dos recursos pelo órgão fracionário, protocolizou petição em que desistia de sua apelação.

Nesse contexto, é correto afirmar que:

  • A

    nenhum dos recursos de apelação poderá ser conhecido pelo tribunal;

  • B

    o recurso de apelação de André não poderá ser conhecido pelo tribunal, podendo sê-lo o de Carlos;

  • C

    o relator deverá determinar a intimação de Carlos para que informe se concorda com a desistência do apelo autoral;

  • D

    deverá ser reconhecida a ineficácia da desistência, já que manifestada quando o feito já estava incluído em pauta para julgamento;

  • E

    ambos os recursos de apelação poderão ser conhecidos pelo tribunal, embora André deva ser sancionado com as penas da litigância de má-fé.

Oficial de Justiça Avaliador Federal - 2022 | Prova