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Analista Judiciário - Área Judiciária - 2010


Página 3  •  Total 70 questões
99292Questão 21|Português|superior

O humor e o "politicamente correto"

Tem sido marca de nossa época (não se sabe exatamente

a partir de quando, nem por que começou) adotar extrema

cautela quanto a formas de expressão, ao vocabulário, ao

emprego de certos conceitos. Trata-se de evitar que seja ferida

a susceptibilidade de quem pertence a determinada etnia, ou

professe certa religião, ou se oriente por determinada opção

sexual, ou que surja representando toda uma nacionalidade. Tal

preocupação traria a vantagem de impedir (ou ao menos tentar

impedir) a propagação de qualquer preconceito. Mas, no que diz

respeito à criação e à prática do humor, os efeitos dessa cautela

podem ser desastrosos.

É que o humor vive, exatamente, do desmesuramento,

do excesso, do arbítrio, da caricatura, do estereótipo ... e do

preconceito. Este último é o vilão da história: o preconceito é o

argumento final para quem cultiva o politicamente correto e

abomina quem dê um passo fora desse território bem comportado

e muito bem controlado.

Desde sempre o humor serviu como compensação

simbólica para as tantas desventuras que afligem o homem. É

quando o pobre se ri do rico, o ingênuo do esperto, o fraco do

poderoso; ou então, é quando ser pobre, ingênuo ou fraco já é

razão para um riso que explora o peso do infortúnio e da

desgraça. De fato, o humor não pede a ninguém o direito de

agir: sua liberdade é a sua razão de ser, é o sentido final de

quem ri - ainda que seja para não chorar.

O advento do "politicamente correto" parte da convicção

de que, para sermos todos felizes, temos que ser todos, ao

mesmo tempo e inteiramente, justos e honestos uns com os

outros, respeitando-nos uns aos outros sem qualquer possibilidade

de desvio. Ora, às vezes isso é extremamente chato:

ou porque não conseguimos ser justos e honestos o tempo

todo, ou porque a falta do riso acaba por nos tornar tão

distantes uns em relação ao outros que nos sentimos quase

desumanos... Por alguma razão, o riso é parte de nós. Sem ele,

perderemos a criancice, mataremos todos os palhaços do

mundo, eliminaremos todas as gargalhadas. Ou, como disse

uma vez um humorista, "se o mundo chegar a ser inteiramente

sério, que graça terá?".

(Abelardo Siqueira, inédito)

Está correto o emprego dos termos sublinhados na frase:

  • A

    Tem sido marca de nossa época uma extrema preocupação com os valores edificantes de que, a rigor, pouca gente põe em prática.

  • B

    O alcance crítico com que se atribui ao humor não é desprezível, pois fere fundo e faz pensar.

  • C

    A caricatura e o exagero são assumidos pelo humorista como intensificações de uma verdade da qual não quer abdicar.

  • D

    Todas as formas de riso, de cujas os moralistas tanto temem, vêm sendo praticadas desde o início da civilização.

  • E

    Para quem ama o humor, o "politicamente correto" é uma obstinação na qual os falsos moralistas costumam se apegar.

99293Questão 22|Português|superior

O humor e o "politicamente correto"

Tem sido marca de nossa época (não se sabe exatamente

a partir de quando, nem por que começou) adotar extrema

cautela quanto a formas de expressão, ao vocabulário, ao

emprego de certos conceitos. Trata-se de evitar que seja ferida

a susceptibilidade de quem pertence a determinada etnia, ou

professe certa religião, ou se oriente por determinada opção

sexual, ou que surja representando toda uma nacionalidade. Tal

preocupação traria a vantagem de impedir (ou ao menos tentar

impedir) a propagação de qualquer preconceito. Mas, no que diz

respeito à criação e à prática do humor, os efeitos dessa cautela

podem ser desastrosos.

É que o humor vive, exatamente, do desmesuramento,

do excesso, do arbítrio, da caricatura, do estereótipo ... e do

preconceito. Este último é o vilão da história: o preconceito é o

argumento final para quem cultiva o politicamente correto e

abomina quem dê um passo fora desse território bem comportado

e muito bem controlado.

Desde sempre o humor serviu como compensação

simbólica para as tantas desventuras que afligem o homem. É

quando o pobre se ri do rico, o ingênuo do esperto, o fraco do

poderoso; ou então, é quando ser pobre, ingênuo ou fraco já é

razão para um riso que explora o peso do infortúnio e da

desgraça. De fato, o humor não pede a ninguém o direito de

agir: sua liberdade é a sua razão de ser, é o sentido final de

quem ri - ainda que seja para não chorar.

O advento do "politicamente correto" parte da convicção

de que, para sermos todos felizes, temos que ser todos, ao

mesmo tempo e inteiramente, justos e honestos uns com os

outros, respeitando-nos uns aos outros sem qualquer possibilidade

de desvio. Ora, às vezes isso é extremamente chato:

ou porque não conseguimos ser justos e honestos o tempo

todo, ou porque a falta do riso acaba por nos tornar tão

distantes uns em relação ao outros que nos sentimos quase

desumanos... Por alguma razão, o riso é parte de nós. Sem ele,

perderemos a criancice, mataremos todos os palhaços do

mundo, eliminaremos todas as gargalhadas. Ou, como disse

uma vez um humorista, "se o mundo chegar a ser inteiramente

sério, que graça terá?".

(Abelardo Siqueira, inédito)

Desde sempre o humor serviu como compensação simbólica para as tantas desventuras que afligem o homem.

Uma outra redação, que preserve a correção e o sentido da frase acima, será:

  • A

    As muitas desventuras que se infringe ao homem tem servido sempre como uma compensação simbólica para o humor.

  • B

    O homem nunca deixou de encontrar no humor uma compensação simbólica para os tantos dissabores que o afligem.

  • C

    A aflição do homem sempre se serviu do humor como compensação do que lhe desvanecem suas tantas desventuras.

  • D

    O humor é uma compensação simbólica que serve ao homem para dirimir-lhe, já há tempos, suas várias aflições.

  • E

    A compensação simbólica do humor vem, desde sempre, agindo assim em face das aflições do homem desventurado.

99294Questão 23|Português|superior

O humor e o "politicamente correto"

Tem sido marca de nossa época (não se sabe exatamente

a partir de quando, nem por que começou) adotar extrema

cautela quanto a formas de expressão, ao vocabulário, ao

emprego de certos conceitos. Trata-se de evitar que seja ferida

a susceptibilidade de quem pertence a determinada etnia, ou

professe certa religião, ou se oriente por determinada opção

sexual, ou que surja representando toda uma nacionalidade. Tal

preocupação traria a vantagem de impedir (ou ao menos tentar

impedir) a propagação de qualquer preconceito. Mas, no que diz

respeito à criação e à prática do humor, os efeitos dessa cautela

podem ser desastrosos.

É que o humor vive, exatamente, do desmesuramento,

do excesso, do arbítrio, da caricatura, do estereótipo ... e do

preconceito. Este último é o vilão da história: o preconceito é o

argumento final para quem cultiva o politicamente correto e

abomina quem dê um passo fora desse território bem comportado

e muito bem controlado.

Desde sempre o humor serviu como compensação

simbólica para as tantas desventuras que afligem o homem. É

quando o pobre se ri do rico, o ingênuo do esperto, o fraco do

poderoso; ou então, é quando ser pobre, ingênuo ou fraco já é

razão para um riso que explora o peso do infortúnio e da

desgraça. De fato, o humor não pede a ninguém o direito de

agir: sua liberdade é a sua razão de ser, é o sentido final de

quem ri - ainda que seja para não chorar.

O advento do "politicamente correto" parte da convicção

de que, para sermos todos felizes, temos que ser todos, ao

mesmo tempo e inteiramente, justos e honestos uns com os

outros, respeitando-nos uns aos outros sem qualquer possibilidade

de desvio. Ora, às vezes isso é extremamente chato:

ou porque não conseguimos ser justos e honestos o tempo

todo, ou porque a falta do riso acaba por nos tornar tão

distantes uns em relação ao outros que nos sentimos quase

desumanos... Por alguma razão, o riso é parte de nós. Sem ele,

perderemos a criancice, mataremos todos os palhaços do

mundo, eliminaremos todas as gargalhadas. Ou, como disse

uma vez um humorista, "se o mundo chegar a ser inteiramente

sério, que graça terá?".

(Abelardo Siqueira, inédito)

Observam-se plenamente as regras que regulamentam o emprego do sinal de crase em:

  • A

    Se uma forma de reação ao humor é rir à socapa, outra forma, contrária àquela, é rir às escâncaras.

  • B

    O humor não pede licença à ninguém para se fazer presente, nem recorre à normas de boa conduta para se justificar.

  • C

    Assiste à toda gente o direito de não se rir de uma piada, mas não cabe à nenhuma pessoa impedir que alguém a conte.

  • D

    O humorista requisitou àquela senhora para contracenar com ele, mas, afeita à defender o "politicamente correto", ela se recusou.

  • E

    É à partir das reações de alguém à ação do humor que podemos chegar à alguma conclusão sobre o seu caráter pessoal.

99295Questão 24|Redação Oficial|superior

Ao se redigir um documento oficial, deve-se atentar para as seguintes recomendações:

I. Praticar a concisão e a clareza, de modo a que poucas palavras possam trazer muita informação, não deixando dúvida quanto à significação do conjunto do texto.

II. A comunicação oficial não exime o redator de manifestar claramente sua subjetividade, por meio de opiniões criativas e do posicionamento estritamente pessoal diante de uma questão.

III. A formalidade da linguagem é uma característica imprescindível da redação oficial, fazendo-se notar, por exemplo, pela observância da norma culta e pelas formas protocolares de tratamento.

Está correto o que consta APENAS em

  • A

    I.

  • B

    II.

  • C

    III.

  • D

    I e III.

  • E

    II e III.

99296Questão 25|Português|superior

A frase em que se apresenta adequado e uniforme o tratamento pessoal e verbal é:

  • A

    Vimos, por este intermédio, solicitar a Vossa Senhoria que vos digneis a acolher e enviar ao Juiz da 4a Vara os autos do processo em tela.

  • B

    Viemos, por este intermédio, solicitar que Vossa Excelência se digneis a acolher o parecer do processo em tela e enviá-lo ao Juiz da 4a Vara.

  • C

    Vimos, por este instrumento, solicitar-vos que acolhais o parecer que dispomos sobre o processo, e encaminhá-lo ao Juiz da 4a Vara.

  • D

    Vêm aqui, por este recurso, solicitar-vos os interessados que Vossa Excelência remetais o parecer do processo em tela ao Juiz da 4a Vara.

  • E

    Vimos, por este dispositivo, solicitar que Vossa Senhoria acolha e encaminhe ao Juiz da 4a Vara os autos do referido processo.

99297Questão 26|Direito do Trabalho|superior

Para comprovação da divergência justificadora do recurso de revista, é necessário que o recorrente junte certidão ou cópia autenticada do acórdão paradigma ou cite a fonte oficial ou o repositório autorizado em que foi publicado e transcreva, nas razões recursais,

  • A

    as ementas e/ou trechos dos acórdãos trazidos à configuração do dissídio, demonstrando o conflito de teses que justifique o conhecimento do recurso, ainda que os acórdãos já se encontrem nos autos ou venham a ser juntados com o recurso.

  • B

    as ementas e/ou trechos dos acórdãos trazidos à configuração do dissídio, demonstrando o conflito de teses que justifique o conhecimento do recurso, exceto se os acórdãos já se encontrem nos autos ou venham a ser juntados com o recurso.

  • C

    obrigatoriamente a integralidade dos acórdãos, exceto se já se encontrem nos autos ou venham a ser juntados com o recurso.

  • D

    a integralidade dos acórdãos, ainda que os acórdãos já se encontrem nos autos ou venham a ser juntados com o recurso.

  • E

    trechos das ementas dos acórdãos trazidos à configuração do dissídio, demonstrando o conflito de teses que justifique o conhecimento do recurso, exceto se os acórdãos já se encontrem nos autos ou venham a ser juntados com o recurso.

99298Questão 27|Direito do Trabalho|superior

O Procurador-Geral do Trabalho será nomeado pelo Procurador- Geral da República, dentre integrantes da instituição, com mais de trinta e cinco anos de idade e de cinco anos na carreira, integrante de lista tríplice escolhida mediante voto plurinominal, facultativo e secreto, pelo Colégio de Procuradores. Não ocorrendo número suficiente de candidatos com mais de cinco anos na carreira,

  • A

    o Procurador-Geral da República deverá fornecer ao Colégio de Procuradores prazo improrrogável de 120 dias para a elaboração de lista que contenha três candidatos habilitados, independentemente do tempo de carreira.

  • B

    deverá ser apresentada lista com dois nomes, sendo que o Procurador-Geral da República deverá optar por um deles, tendo em vista a obrigatoriedade da presença do requisito anos de carreira.

  • C

    poderá concorrer à lista tríplice quem contar mais de dois anos na carreira.

  • D

    poderá concorrer à lista tríplice quem contar mais de doze meses na carreira.

  • E

    o Procurador-Geral da República deverá fornecer ao Colégio de Procuradores prazo improrrogável de 90 dias para a elaboração de lista que contenha três candidatos habilitados, independentemente do tipo de carreira.

99299Questão 28|Direito do Trabalho|superior

Maria ajuizou reclamação trabalhista em face de sua exempregadora, a empresa JARDIM, pleiteando diversas verbas trabalhistas. Em audiência, as partes se compuseram amigavelmente e a empresa pagou à Maria a quantia de R$ 8.000,00, tendo o acordo sido homologado em audiência. Considerando que o valor da causa é R$ 20.000,00, segundo a Consolidação das Leis do Trabalho, as custas processuais serão de

  • A

    R$ 160,00.

  • B

    R$ 80,00.

  • C

    R$ 400,00.

  • D

    R$ 200,00.

  • E

    R$ 100,00.

99300Questão 29|Direito do Trabalho|superior

Em determinada reclamação trabalhista em trâmite perante a 1a Vara do Trabalho de Florianópolis, o M.M. Juiz acolheu exceção de incompetência territorial e determinou a remessa dos autos a uma das Varas do Trabalho de Porto Alegre. Desta decisão

  • A

    caberá mandado de segurança.

  • B

    não caberá recurso, tratando-se de decisão interlocutória.

  • C

    caberá agravo de instrumento.

  • D

    caberá recurso ordinário.

  • E

    caberá agravo de petição.

99301Questão 30|Direito do Trabalho|superior

Tomás é advogado e está com três reclamações trabalhistas prontas para ajuizamento. Na reclamação trabalhista I foi atribuído à causa o valor de R$ 20.100,00. Na reclamação trabalhista II foi atribuído à causa o valor de R$ 15.000,00 e na reclamação trabalhista III, formulada em face de duas reclamadas, o valor de R$ 10.200,00. Nestes casos, a reclamação trabalhista I, II e III obedecerão o procedimento

  • A

    sumaríssimo.

  • B

    ordinário.

  • C

    ordinário, sumaríssimo e sumaríssimo, respectivamente.

  • D

    ordinário, ordinário e sumaríssimo, respectivamente.

  • E

    ordinário, sumaríssimo e ordinário, respectivamente.