Vade Mecum Digital 2026De R$ 249,90 por 12x R$ 9,99 ou R$ 119,90 à vista
JurisHand AI Logo

Analista Judiciário - Área Judiciária - 2010


Página 1  •  Total 70 questões
99272Questão 1|Português|superior

Estatuto da Criança e do Adolescente, 20 anos

Em seus 20 anos de existência, completados neste ano,

o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) contribuiu para

importantes avanços sociais do país. Ao reunir com clareza o

conjunto de direitos dos jovens, o código forneceu instrumentos

ao Ministério Público e à Justiça para tornar mais eficiente o

combate ao trabalho infantil e garantir oferta de vagas em

escolas públicas. Entre outros aspectos relevantes, o ECA

também se mostrou útil para formar consensos e nortear

políticas governamentais.

O estatuto ainda não foi integralmente implementado e

tem encontrado entraves à aplicação de seus princípios em

algumas áreas, sobretudo no tratamento dos adolescentes

infratores.

Em que pese a impressão de que a legislação é leniente

nesses casos e dificulta a aplicação de punições, uma pesquisa

da Universidade Federal da Bahia em diversos Tribunais de

Justiça no país concluiu que o tratamento dispensado ao

adolescente infrator é mais severo do que aquele aplicado aos

criminosos adultos. Juízes se inclinaram pela pena mais pesada,

de internação, em 86% dos casos analisados.

Também são constatadas falhas na garantia dos direitos

dos jovens nos processos, como audiências apressadas e sem

testemunhas de defesa - ou insuficiência de provas para a

condenação. Cogitam-se mudanças no texto com o intuito de

melhor detalhar as responsabilidades do poder público na

execução das medidas socioeducativas. Nenhuma alteração,

contudo, será suficiente se não forem criadas condições para

aplicar as sanções alternativas, como a liberdade assistida, com

acompanhamento de especialistas. São raros os municípios que

contam com equipes preparadas e meios para implementar

esses procedimentos. Essa deveria ser uma das prioridades do

Estado ao lidar com crianças e adolescentes. Se juízes

parecem atuar com excessivo rigor, inclinando-se pela internação,

o fazem para responder a pressões da sociedade, que

se sente vítima da insegurança, e por falta de condições para

aplicar medidas mais adequadas.

(Folha de S. Paulo, editorial, 14/07/2010)

De acordo com o texto, entre as inegáveis conquistas sociais decorrentes da implantação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), cabe mencionar o

I. aprimoramento das técnicas didáticas do ensino público fundamental e o incentivo à profissionalização orientada.

II. estabelecimento de políticas públicas na área da educação e a garantia plena de direitos trabalhistas.

III. estabelecimento de medidas para suprimir o trabalho infantil e garantir o pleno acesso ao ensino público.

Está correto o que consta APENAS em

  • A

    I.

  • B

    II.

  • C

    III.

  • D

    I e II.

  • E

    II e III.

99273Questão 2|Português|superior

Estatuto da Criança e do Adolescente, 20 anos

Em seus 20 anos de existência, completados neste ano,

o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) contribuiu para

importantes avanços sociais do país. Ao reunir com clareza o

conjunto de direitos dos jovens, o código forneceu instrumentos

ao Ministério Público e à Justiça para tornar mais eficiente o

combate ao trabalho infantil e garantir oferta de vagas em

escolas públicas. Entre outros aspectos relevantes, o ECA

também se mostrou útil para formar consensos e nortear

políticas governamentais.

O estatuto ainda não foi integralmente implementado e

tem encontrado entraves à aplicação de seus princípios em

algumas áreas, sobretudo no tratamento dos adolescentes

infratores.

Em que pese a impressão de que a legislação é leniente

nesses casos e dificulta a aplicação de punições, uma pesquisa

da Universidade Federal da Bahia em diversos Tribunais de

Justiça no país concluiu que o tratamento dispensado ao

adolescente infrator é mais severo do que aquele aplicado aos

criminosos adultos. Juízes se inclinaram pela pena mais pesada,

de internação, em 86% dos casos analisados.

Também são constatadas falhas na garantia dos direitos

dos jovens nos processos, como audiências apressadas e sem

testemunhas de defesa - ou insuficiência de provas para a

condenação. Cogitam-se mudanças no texto com o intuito de

melhor detalhar as responsabilidades do poder público na

execução das medidas socioeducativas. Nenhuma alteração,

contudo, será suficiente se não forem criadas condições para

aplicar as sanções alternativas, como a liberdade assistida, com

acompanhamento de especialistas. São raros os municípios que

contam com equipes preparadas e meios para implementar

esses procedimentos. Essa deveria ser uma das prioridades do

Estado ao lidar com crianças e adolescentes. Se juízes

parecem atuar com excessivo rigor, inclinando-se pela internação,

o fazem para responder a pressões da sociedade, que

se sente vítima da insegurança, e por falta de condições para

aplicar medidas mais adequadas.

(Folha de S. Paulo, editorial, 14/07/2010)

A implementação do ECA ainda não pode ser considerada um sucesso completo porque, no que diz respeito à área da justiça e da segurança,

  • A

    a legislação específica para os casos de menores infratores mostrou-se leniente.

  • B

    surgiram dificuldades incontornáveis para a efetiva aplicação de pena ao menor infrator.

  • C

    registra-se grande morosidade no andamento de processos que implicavam medidas urgentes.

  • D

    a Constituição brasileira em vigor não sanciona as garantias estabelecidas no ECA.

  • E

    tem ocorrido excesso de rigor nas punições e açodamento nos ritos processuais.

99274Questão 3|Português|superior

Estatuto da Criança e do Adolescente, 20 anos

Em seus 20 anos de existência, completados neste ano,

o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) contribuiu para

importantes avanços sociais do país. Ao reunir com clareza o

conjunto de direitos dos jovens, o código forneceu instrumentos

ao Ministério Público e à Justiça para tornar mais eficiente o

combate ao trabalho infantil e garantir oferta de vagas em

escolas públicas. Entre outros aspectos relevantes, o ECA

também se mostrou útil para formar consensos e nortear

políticas governamentais.

O estatuto ainda não foi integralmente implementado e

tem encontrado entraves à aplicação de seus princípios em

algumas áreas, sobretudo no tratamento dos adolescentes

infratores.

Em que pese a impressão de que a legislação é leniente

nesses casos e dificulta a aplicação de punições, uma pesquisa

da Universidade Federal da Bahia em diversos Tribunais de

Justiça no país concluiu que o tratamento dispensado ao

adolescente infrator é mais severo do que aquele aplicado aos

criminosos adultos. Juízes se inclinaram pela pena mais pesada,

de internação, em 86% dos casos analisados.

Também são constatadas falhas na garantia dos direitos

dos jovens nos processos, como audiências apressadas e sem

testemunhas de defesa - ou insuficiência de provas para a

condenação. Cogitam-se mudanças no texto com o intuito de

melhor detalhar as responsabilidades do poder público na

execução das medidas socioeducativas. Nenhuma alteração,

contudo, será suficiente se não forem criadas condições para

aplicar as sanções alternativas, como a liberdade assistida, com

acompanhamento de especialistas. São raros os municípios que

contam com equipes preparadas e meios para implementar

esses procedimentos. Essa deveria ser uma das prioridades do

Estado ao lidar com crianças e adolescentes. Se juízes

parecem atuar com excessivo rigor, inclinando-se pela internação,

o fazem para responder a pressões da sociedade, que

se sente vítima da insegurança, e por falta de condições para

aplicar medidas mais adequadas.

(Folha de S. Paulo, editorial, 14/07/2010)

No quarto parágrafo há sugestões para o aprimoramento da aplicação do ECA no caso do adolescente infrator, entre elas a que propõe

  • A

    menor período de confinamento para os adolescentes infratores que não sejam reincidentes.

  • B

    ações socioeducativas, que traduzam iniciativa do poder público na direção de sanções alternativas.

  • C

    longos períodos de internação apenas nos casos em que se verifique clamor público.

  • D

    a convocação de especialistas para que determinem em lei os casos que admitem liberdade assistida.

  • E

    intervenção nos municípios em que se verifique insurgência contra a aplicação das diretrizes do ECA.

99275Questão 4|Português|superior

Estatuto da Criança e do Adolescente, 20 anos

Em seus 20 anos de existência, completados neste ano,

o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) contribuiu para

importantes avanços sociais do país. Ao reunir com clareza o

conjunto de direitos dos jovens, o código forneceu instrumentos

ao Ministério Público e à Justiça para tornar mais eficiente o

combate ao trabalho infantil e garantir oferta de vagas em

escolas públicas. Entre outros aspectos relevantes, o ECA

também se mostrou útil para formar consensos e nortear

políticas governamentais.

O estatuto ainda não foi integralmente implementado e

tem encontrado entraves à aplicação de seus princípios em

algumas áreas, sobretudo no tratamento dos adolescentes

infratores.

Em que pese a impressão de que a legislação é leniente

nesses casos e dificulta a aplicação de punições, uma pesquisa

da Universidade Federal da Bahia em diversos Tribunais de

Justiça no país concluiu que o tratamento dispensado ao

adolescente infrator é mais severo do que aquele aplicado aos

criminosos adultos. Juízes se inclinaram pela pena mais pesada,

de internação, em 86% dos casos analisados.

Também são constatadas falhas na garantia dos direitos

dos jovens nos processos, como audiências apressadas e sem

testemunhas de defesa - ou insuficiência de provas para a

condenação. Cogitam-se mudanças no texto com o intuito de

melhor detalhar as responsabilidades do poder público na

execução das medidas socioeducativas. Nenhuma alteração,

contudo, será suficiente se não forem criadas condições para

aplicar as sanções alternativas, como a liberdade assistida, com

acompanhamento de especialistas. São raros os municípios que

contam com equipes preparadas e meios para implementar

esses procedimentos. Essa deveria ser uma das prioridades do

Estado ao lidar com crianças e adolescentes. Se juízes

parecem atuar com excessivo rigor, inclinando-se pela internação,

o fazem para responder a pressões da sociedade, que

se sente vítima da insegurança, e por falta de condições para

aplicar medidas mais adequadas.

(Folha de S. Paulo, editorial, 14/07/2010)

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:

  • A

    formar consensos e nortear políticas governamentais (1o parágrafo) = criar unanimidades e sancionar medidas públicas.

  • B

    não foi integralmente implementado (2o parágrafo) = não alcançou repercussão inteiramente favorável.

  • C

    Em que pese a impressão de que (3o parágrafo) = Tendo em vista a percepção pela qual.

  • D

    tratamento dispensado ao (...) infrator (3o parágrafo) = trato conferido a quem infringe a lei.

  • E

    inclinando-se pela internação (4o parágrafo) = refluindo em face do internamento.

99276Questão 5|Português|superior

Estatuto da Criança e do Adolescente, 20 anos

Em seus 20 anos de existência, completados neste ano,

o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) contribuiu para

importantes avanços sociais do país. Ao reunir com clareza o

conjunto de direitos dos jovens, o código forneceu instrumentos

ao Ministério Público e à Justiça para tornar mais eficiente o

combate ao trabalho infantil e garantir oferta de vagas em

escolas públicas. Entre outros aspectos relevantes, o ECA

também se mostrou útil para formar consensos e nortear

políticas governamentais.

O estatuto ainda não foi integralmente implementado e

tem encontrado entraves à aplicação de seus princípios em

algumas áreas, sobretudo no tratamento dos adolescentes

infratores.

Em que pese a impressão de que a legislação é leniente

nesses casos e dificulta a aplicação de punições, uma pesquisa

da Universidade Federal da Bahia em diversos Tribunais de

Justiça no país concluiu que o tratamento dispensado ao

adolescente infrator é mais severo do que aquele aplicado aos

criminosos adultos. Juízes se inclinaram pela pena mais pesada,

de internação, em 86% dos casos analisados.

Também são constatadas falhas na garantia dos direitos

dos jovens nos processos, como audiências apressadas e sem

testemunhas de defesa - ou insuficiência de provas para a

condenação. Cogitam-se mudanças no texto com o intuito de

melhor detalhar as responsabilidades do poder público na

execução das medidas socioeducativas. Nenhuma alteração,

contudo, será suficiente se não forem criadas condições para

aplicar as sanções alternativas, como a liberdade assistida, com

acompanhamento de especialistas. São raros os municípios que

contam com equipes preparadas e meios para implementar

esses procedimentos. Essa deveria ser uma das prioridades do

Estado ao lidar com crianças e adolescentes. Se juízes

parecem atuar com excessivo rigor, inclinando-se pela internação,

o fazem para responder a pressões da sociedade, que

se sente vítima da insegurança, e por falta de condições para

aplicar medidas mais adequadas.

(Folha de S. Paulo, editorial, 14/07/2010)

As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na seguinte frase:

  • A

    São dignos de nota, por conta da implementação do ECA, os avanços que está havendo nos cuidados dispensados aos menores.

  • B

    Foram necessários reunir todos os direitos dos jovens num estatuto único, para que a todos os menores se dispensassem a atenção que merecem.

  • C

    Os entraves que apresentam esse Estatuto devemse, em grande parte, à dificuldade de se estabelecer penas para os menores infratores.

  • D

    Cabem aos que devem aplicar os dispositivos do ECA zelar pela prudência quando da aplicação das medidas punitivas a ser tomadas.

  • E

    A aplicação de penas extremamente rigorosas, que alguns juízes vem determinando na maioria dos casos, não contribuem para a formação dos adolescentes.

99277Questão 6|Português|superior

Estatuto da Criança e do Adolescente, 20 anos

Em seus 20 anos de existência, completados neste ano,

o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) contribuiu para

importantes avanços sociais do país. Ao reunir com clareza o

conjunto de direitos dos jovens, o código forneceu instrumentos

ao Ministério Público e à Justiça para tornar mais eficiente o

combate ao trabalho infantil e garantir oferta de vagas em

escolas públicas. Entre outros aspectos relevantes, o ECA

também se mostrou útil para formar consensos e nortear

políticas governamentais.

O estatuto ainda não foi integralmente implementado e

tem encontrado entraves à aplicação de seus princípios em

algumas áreas, sobretudo no tratamento dos adolescentes

infratores.

Em que pese a impressão de que a legislação é leniente

nesses casos e dificulta a aplicação de punições, uma pesquisa

da Universidade Federal da Bahia em diversos Tribunais de

Justiça no país concluiu que o tratamento dispensado ao

adolescente infrator é mais severo do que aquele aplicado aos

criminosos adultos. Juízes se inclinaram pela pena mais pesada,

de internação, em 86% dos casos analisados.

Também são constatadas falhas na garantia dos direitos

dos jovens nos processos, como audiências apressadas e sem

testemunhas de defesa - ou insuficiência de provas para a

condenação. Cogitam-se mudanças no texto com o intuito de

melhor detalhar as responsabilidades do poder público na

execução das medidas socioeducativas. Nenhuma alteração,

contudo, será suficiente se não forem criadas condições para

aplicar as sanções alternativas, como a liberdade assistida, com

acompanhamento de especialistas. São raros os municípios que

contam com equipes preparadas e meios para implementar

esses procedimentos. Essa deveria ser uma das prioridades do

Estado ao lidar com crianças e adolescentes. Se juízes

parecem atuar com excessivo rigor, inclinando-se pela internação,

o fazem para responder a pressões da sociedade, que

se sente vítima da insegurança, e por falta de condições para

aplicar medidas mais adequadas.

(Folha de S. Paulo, editorial, 14/07/2010)

NÃO admite transposição para a voz passiva a seguinte construção:

  • A

    a legislação é leniente nesses casos.

  • B

    o estatuto tem encontrado entraves.

  • C

    a legislação dificulta a aplicação de punições.

  • D

    o intuito de melhor detalhar as responsabilidades.

  • E

    para implementar esses procedimentos.

99278Questão 7|Português|superior

Estatuto da Criança e do Adolescente, 20 anos

Em seus 20 anos de existência, completados neste ano,

o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) contribuiu para

importantes avanços sociais do país. Ao reunir com clareza o

conjunto de direitos dos jovens, o código forneceu instrumentos

ao Ministério Público e à Justiça para tornar mais eficiente o

combate ao trabalho infantil e garantir oferta de vagas em

escolas públicas. Entre outros aspectos relevantes, o ECA

também se mostrou útil para formar consensos e nortear

políticas governamentais.

O estatuto ainda não foi integralmente implementado e

tem encontrado entraves à aplicação de seus princípios em

algumas áreas, sobretudo no tratamento dos adolescentes

infratores.

Em que pese a impressão de que a legislação é leniente

nesses casos e dificulta a aplicação de punições, uma pesquisa

da Universidade Federal da Bahia em diversos Tribunais de

Justiça no país concluiu que o tratamento dispensado ao

adolescente infrator é mais severo do que aquele aplicado aos

criminosos adultos. Juízes se inclinaram pela pena mais pesada,

de internação, em 86% dos casos analisados.

Também são constatadas falhas na garantia dos direitos

dos jovens nos processos, como audiências apressadas e sem

testemunhas de defesa - ou insuficiência de provas para a

condenação. Cogitam-se mudanças no texto com o intuito de

melhor detalhar as responsabilidades do poder público na

execução das medidas socioeducativas. Nenhuma alteração,

contudo, será suficiente se não forem criadas condições para

aplicar as sanções alternativas, como a liberdade assistida, com

acompanhamento de especialistas. São raros os municípios que

contam com equipes preparadas e meios para implementar

esses procedimentos. Essa deveria ser uma das prioridades do

Estado ao lidar com crianças e adolescentes. Se juízes

parecem atuar com excessivo rigor, inclinando-se pela internação,

o fazem para responder a pressões da sociedade, que

se sente vítima da insegurança, e por falta de condições para

aplicar medidas mais adequadas.

(Folha de S. Paulo, editorial, 14/07/2010)

De acordo com o contexto, na frase

Essa

deveria ser uma das prioridades do Estado ao lidar com crianças e adolescentes (4o parágrafo), o pronome sublinhado

  • A

    anuncia uma prioridade que se formulará em seguida, já no final do texto.

  • B

    refere-se à inexistência de equipamentos de segurança minimamente aceitáveis nos municípios.

  • C

    refere-se à necessidade já referida de se possibilitar a aplicação de sanções alternativas.

  • D

    anuncia a prioridade de se evitar a aplicação de penas a menores eventualmente infratores.

  • E

    refere-se à prioridade de garantir as conquistas já constatadas quando da aplicação do ECA.

99279Questão 8|Português|superior

Estatuto da Criança e do Adolescente, 20 anos

Em seus 20 anos de existência, completados neste ano,

o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) contribuiu para

importantes avanços sociais do país. Ao reunir com clareza o

conjunto de direitos dos jovens, o código forneceu instrumentos

ao Ministério Público e à Justiça para tornar mais eficiente o

combate ao trabalho infantil e garantir oferta de vagas em

escolas públicas. Entre outros aspectos relevantes, o ECA

também se mostrou útil para formar consensos e nortear

políticas governamentais.

O estatuto ainda não foi integralmente implementado e

tem encontrado entraves à aplicação de seus princípios em

algumas áreas, sobretudo no tratamento dos adolescentes

infratores.

Em que pese a impressão de que a legislação é leniente

nesses casos e dificulta a aplicação de punições, uma pesquisa

da Universidade Federal da Bahia em diversos Tribunais de

Justiça no país concluiu que o tratamento dispensado ao

adolescente infrator é mais severo do que aquele aplicado aos

criminosos adultos. Juízes se inclinaram pela pena mais pesada,

de internação, em 86% dos casos analisados.

Também são constatadas falhas na garantia dos direitos

dos jovens nos processos, como audiências apressadas e sem

testemunhas de defesa - ou insuficiência de provas para a

condenação. Cogitam-se mudanças no texto com o intuito de

melhor detalhar as responsabilidades do poder público na

execução das medidas socioeducativas. Nenhuma alteração,

contudo, será suficiente se não forem criadas condições para

aplicar as sanções alternativas, como a liberdade assistida, com

acompanhamento de especialistas. São raros os municípios que

contam com equipes preparadas e meios para implementar

esses procedimentos. Essa deveria ser uma das prioridades do

Estado ao lidar com crianças e adolescentes. Se juízes

parecem atuar com excessivo rigor, inclinando-se pela internação,

o fazem para responder a pressões da sociedade, que

se sente vítima da insegurança, e por falta de condições para

aplicar medidas mais adequadas.

(Folha de S. Paulo, editorial, 14/07/2010)

Em

Nenhuma alteração, contudo, será suficiente

se não forem criadas condições para aplicar as sanções alternativas (...), o segmento sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo para a correção e o sentido da frase, por:

  • A

    Não há alteração, ademais, que se mostre inapta

  • B

    Todavia, será insuficiente qualquer alteração

  • C

    Uma vez que não haja mais alteração, bastará esta

  • D

    Nenhuma alteração, fora esta, poderá bastar

  • E

    Por conseguinte, qualquer alteração deixará de ser suficiente

99280Questão 9|Português|superior

Estatuto da Criança e do Adolescente, 20 anos

Em seus 20 anos de existência, completados neste ano,

o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) contribuiu para

importantes avanços sociais do país. Ao reunir com clareza o

conjunto de direitos dos jovens, o código forneceu instrumentos

ao Ministério Público e à Justiça para tornar mais eficiente o

combate ao trabalho infantil e garantir oferta de vagas em

escolas públicas. Entre outros aspectos relevantes, o ECA

também se mostrou útil para formar consensos e nortear

políticas governamentais.

O estatuto ainda não foi integralmente implementado e

tem encontrado entraves à aplicação de seus princípios em

algumas áreas, sobretudo no tratamento dos adolescentes

infratores.

Em que pese a impressão de que a legislação é leniente

nesses casos e dificulta a aplicação de punições, uma pesquisa

da Universidade Federal da Bahia em diversos Tribunais de

Justiça no país concluiu que o tratamento dispensado ao

adolescente infrator é mais severo do que aquele aplicado aos

criminosos adultos. Juízes se inclinaram pela pena mais pesada,

de internação, em 86% dos casos analisados.

Também são constatadas falhas na garantia dos direitos

dos jovens nos processos, como audiências apressadas e sem

testemunhas de defesa - ou insuficiência de provas para a

condenação. Cogitam-se mudanças no texto com o intuito de

melhor detalhar as responsabilidades do poder público na

execução das medidas socioeducativas. Nenhuma alteração,

contudo, será suficiente se não forem criadas condições para

aplicar as sanções alternativas, como a liberdade assistida, com

acompanhamento de especialistas. São raros os municípios que

contam com equipes preparadas e meios para implementar

esses procedimentos. Essa deveria ser uma das prioridades do

Estado ao lidar com crianças e adolescentes. Se juízes

parecem atuar com excessivo rigor, inclinando-se pela internação,

o fazem para responder a pressões da sociedade, que

se sente vítima da insegurança, e por falta de condições para

aplicar medidas mais adequadas.

(Folha de S. Paulo, editorial, 14/07/2010)

A pontuação está plenamente adequada na frase:

  • A

    Em 86% dos casos que foram analisados, por uma pesquisa da Universidade Federal da Bahia, verificou- se para a frustração de muitos, que as penas aplicadas aos adolescentes tendiam quase sempre, a ser mais severas que as aplicadas a adultos em ocorrências semelhantes.

  • B

    Em 86% dos casos, que foram analisados por uma pesquisa da Universidade Federal da Bahia, verificou- se para a frustração de muitos que as penas aplicadas aos adolescentes, tendiam quase sempre a ser mais severas, que as aplicadas a adultos em ocorrências semelhantes.

  • C

    Em 86% dos casos que foram analisados, por uma pesquisa da Universidade Federal da Bahia, verificou- se, para a frustração de muitos que as penas aplicadas aos adolescentes, tendiam, quase sempre, a ser mais severas que as aplicadas a adultos em ocorrências semelhantes.

  • D

    Em 86% dos casos que foram analisados por uma pesquisa da Universidade Federal da Bahia, verificou- se, para a frustração de muitos, que as penas aplicadas aos adolescentes tendiam, quase sempre, a ser mais severas que as aplicadas a adultos, em ocorrências semelhantes.

  • E

    Em 86% dos casos que foram analisados por uma pesquisa, da Universidade Federal da Bahia, verificou- se para a frustração de muitos, que, as penas aplicadas aos adolescentes, tendiam, quase sempre, a ser mais severas que as aplicadas a adultos, em ocorrências semelhantes.

99281Questão 10|Português|superior

Estatuto da Criança e do Adolescente, 20 anos

Em seus 20 anos de existência, completados neste ano,

o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) contribuiu para

importantes avanços sociais do país. Ao reunir com clareza o

conjunto de direitos dos jovens, o código forneceu instrumentos

ao Ministério Público e à Justiça para tornar mais eficiente o

combate ao trabalho infantil e garantir oferta de vagas em

escolas públicas. Entre outros aspectos relevantes, o ECA

também se mostrou útil para formar consensos e nortear

políticas governamentais.

O estatuto ainda não foi integralmente implementado e

tem encontrado entraves à aplicação de seus princípios em

algumas áreas, sobretudo no tratamento dos adolescentes

infratores.

Em que pese a impressão de que a legislação é leniente

nesses casos e dificulta a aplicação de punições, uma pesquisa

da Universidade Federal da Bahia em diversos Tribunais de

Justiça no país concluiu que o tratamento dispensado ao

adolescente infrator é mais severo do que aquele aplicado aos

criminosos adultos. Juízes se inclinaram pela pena mais pesada,

de internação, em 86% dos casos analisados.

Também são constatadas falhas na garantia dos direitos

dos jovens nos processos, como audiências apressadas e sem

testemunhas de defesa - ou insuficiência de provas para a

condenação. Cogitam-se mudanças no texto com o intuito de

melhor detalhar as responsabilidades do poder público na

execução das medidas socioeducativas. Nenhuma alteração,

contudo, será suficiente se não forem criadas condições para

aplicar as sanções alternativas, como a liberdade assistida, com

acompanhamento de especialistas. São raros os municípios que

contam com equipes preparadas e meios para implementar

esses procedimentos. Essa deveria ser uma das prioridades do

Estado ao lidar com crianças e adolescentes. Se juízes

parecem atuar com excessivo rigor, inclinando-se pela internação,

o fazem para responder a pressões da sociedade, que

se sente vítima da insegurança, e por falta de condições para

aplicar medidas mais adequadas.

(Folha de S. Paulo, editorial, 14/07/2010)

Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:

  • A

    Ainda não se fez notar uma plena satisfação da aplicabilidade desejável daqueles quesitos do ECA que se referem ao estabelecimento de suas punições.

  • B

    Uma das fraquezas imputadas ao ECA está no rigor excessivo por cujo os juízes tem orientado a aplicação das penas por eles mesmos exaradas nos processos.

  • C

    Faz-se mister aperfeiçoar as condições que se imputam ao ECA caso se pretendam que seus proveitos atinjam também os menores infratores.

  • D

    Impõe-se, com a devida vênia, que os juízes responsáveis pela aplicação do ECA congracem em torno de arrefecimento menos severo aos menores penalizados.

  • E

    Apesar do que prevê o ECA, está ocorrendo excesso de rigor, na maior parte dos casos, quando se trata de julgar e punir adolescentes infratores.