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Juiz Substituto - 2025


Página 6  •  Total 100 questões
82962Questão 51|Direito Processual Penal|superior

O delegado de polícia representou no sentido da decretação da prisão temporária de Wagner, em razão do cometimento, por ele, dos crimes de estelionato e de furto qualificado pela fraude. O Ministério Público, contudo, opinou pelo não acolhimento da representação do delegado de polícia e pela continuidade das investigações, sem quaisquer outros requerimentos. Os autos vieram conclusos ao juiz.

Nessa hipótese, é correto afirmar que o juiz:

  • A

    poderá decretar a prisão temporária de Wagner, pois não está adstrito à opinião do Ministério Público;

  • B

    não poderá decretar a prisão temporária de Wagner, mas poderá decretar de ofício a sua prisão preventiva;

  • C

    poderá decretar a prisão temporária de Wagner e, após ouvi-lo, substituí-la pela prisão domiciliar;

  • D

    poderá decretar a prisão temporária de Wagner para garantir a aplicação da lei penal;

  • E

    não poderá decretar a prisão temporária de Wagner, pois incabível na hipótese aventada.

82963Questão 52|Direito Processual Penal|superior

Douglas, agricultor, foi injuriado por Max e Melanie, esta última irmã de Douglas. Ambos ofenderam a honra de Douglas com vários xingamentos. Foi instaurado inquérito pela autoridade policial e Douglas exerceu o seu direito de queixa em juízo. Contudo, após o fim da instrução, deixou de formular o pedido de condenação em suas alegações finais, fazendo apenas um breve apanhado do feito e das provas produzidas.

Nessa hipótese, é correto afirmar que:

  • A

    ocorreu o perdão tácito, devendo ser extinta a punibilidade de ambos os querelados;

  • B

    ocorreu a perempção, devendo ser extinta a punibilidade de ambos os querelados;

  • C

    o Ministério Público deve aditar a queixa, velando pela indivisibilidade da ação penal privada;

  • D

    ocorreu a renúncia tácita ao direito de queixa, devendo ser extinta a punibilidade de ambos os querelantes;

  • E

    o juiz deve intimar os querelados para que declarem se aceitam o perdão de Douglas.

82964Questão 53|Direito Administrativo|superior

Péricles, prefeito municipal, foi processado por crime de responsabilidade por deixar de cumprir ordem judicial, sem dar o motivo da recusa ou da impossibilidade, por escrito, à autoridade competente.

Nesse caso, relativamente ao processo e ao julgamento dos crimes de responsabilidade, é correto afirmar que:

  • A

    os órgãos estaduais, interessados na apuração da responsabilidade do prefeito, poderão intervir, em qualquer fase do processo, como assistentes de acusação;

  • B

    o interrogatório do prefeito será realizado anteriormente à oitiva das testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público;

  • C

    o Ministério Público poderá requerer ao juízo o sequestro alargado dos bens do prefeito, se tais bens não forem encontrados em seu patrimônio;

  • D

    o juízo poderá decretar de ofício a prisão preventiva do prefeito, para resguardar a ordem pública ou econômica ou a aplicação da lei penal;

  • E

    o despacho que decretar a prisão preventiva do prefeito desafiará o recurso de apelação a ser interposto em dez dias.

82965Questão 54|Direito Processual Penal|superior

O Ministério Público ofereceu denúncia contra Norberto pelos crimes de latrocínio e estupro; contudo, o juízo da Vara Criminal, ao analisar a exordial acusatória, entendeu que, na verdade, ocorreram os crimes de homicídio, estupro e roubo, os dois últimos conexos ao primeiro.

Nessa hipótese, o juízo da Vara Criminal deverá:

  • A

    declinar de sua competência em relação ao crime de homicídio para o Tribunal do Júri e remanescer com o julgamento dos crimes de roubo e de estupro;

  • B

    julgar o crime conexo de estupro e declinar de sua competência em relação aos crimes de homicídio e de roubo para o Tribunal do Júri;

  • C

    declinar de sua competência em relação ao crime de homicídio, bem como dos crimes conexos de roubo e de estupro para o Tribunal do Júri;

  • D

    julgar o crime conexo de roubo e declinar de sua competência em relação aos crimes de homicídio e de estupro para o Tribunal do Júri;

  • E

    prorrogar a sua competência em razão da prevenção e julgar o crime de homicídio, bem como os crimes conexos de roubo e de estupro.

82966Questão 55|Direito Processual Penal|superior

Paulo foi processado pelo crime de roubo, e o Ministério Público arrolou a vítima e Roberto, um dos policiais que efetivaram a prisão em flagrante de Paulo. Durante a instrução, Roberto foi ouvido, mas afirmou que quem poderia reconhecer Paulo seria seu colega Fábio, que também participou da prisão.

Diante dessa hipótese, é correto afirmar que o juiz:

  • A

    não poderá ouvir Fábio como testemunha, pois houve preclusão para o Ministério Público, que não o arrolou;

  • B

    poderá de ofício ouvir Fábio como testemunha referida, pois desfruta de poderes instrutórios para tanto;

  • C

    não poderá ouvir Fábio como testemunha, por se tratar de prova ilegítima;

  • D

    poderá ouvir Fábio como testemunha se com isso concordar a defesa técnica de Paulo;

  • E

    não poderá ouvir Fábio como testemunha, em razão da violação ao princípio da comunhão das provas.

82967Questão 56|Direito Processual Penal|superior

Em sentença condenatória proferida em processo no Juizado Especial Criminal, relativamente à prática dos crimes de ameaça e de dano, o juiz dispensou o relatório, afirmou em sua motivação unicamente que adotava como razões de decidir as alegações finais do Ministério Público, sem levar em conta os argumentos defensivos, e deixou de fixar o valor mínimo de reparação dos danos causados pelo ofensor, diante da ausência de requerimento expresso da vítima ou do Ministério Público.

Nessa hipótese, é correto afirmar que a sentença é:

  • A

    nula por ausência de relatório, bem como pelo fato de o juiz não tê-la fundamentado adequadamente;

  • B

    válida, pois o juiz pode dispensar o relatório e fundamentá-la sem se referir às alegações defensivas;

  • C

    nula por ausência de fixação do valor mínimo de reparação dos danos;

  • D

    válida, pois o juiz pode fundamentá-la sem se referir às alegações defensivas;

  • E

    nula por não estar fundamentada, podendo o juiz, na hipótese, dispensar o relatório.

82968Questão 57|Direito Processual Penal|superior

João Carlos foi processado por crime de homicídio contra Felipe. Nos debates durante a sessão plenária, seu defensor leu documento e exibiu vídeo que não se encontravam juntados aos autos e que versavam sobre a matéria de fato a ser submetida à apreciação dos jurados. O Ministério Público, por sua vez, fez alusão aos antecedentes do acusado, em seu prejuízo, como argumento de autoridade.

Em relação a esse cenário, é correto afirmar que, durante os debates em plenário, é:

  • A

    vedado às partes a leitura de documento não juntado aos autos, mas não a exibição de vídeo que verse sobre a matéria de fato;

  • B

    vedado ao Ministério Público fazer referência aos antecedentes do acusado, em seu desfavor, como argumento de autoridade;

  • C

    permitida à defesa a leitura de documento não juntado aos autos que verse sobre matéria de fato a ser submetida à apreciação dos jurados;

  • D

    permitida à defesa a exibição de vídeo não juntado aos autos que verse sobre matéria de fato a ser submetida à apreciação dos jurados;

  • E

    vedado ao Ministério Público fazer referência à decisão de pronúncia, em desfavor do acusado, como argumento de autoridade, mas não aos seus antecedentes.

82969Questão 58|Direito Processual Penal|superior

Ricardo foi condenado à pena de 20 anos de reclusão, em regime fechado, em razão da prática do crime de latrocínio. Ricardo e sua defesa técnica não interpuseram recurso de apelação em face do julgado. Já o Ministério Público interpôs tempestivamente recurso de apelação, por intermédio de petição, em face de todo o conteúdo impugnável da sentença, visando inclusive ao aumento da pena. Contudo, quando da apresentação das razões, o Ministério Público desistiu do recurso que havia interposto. Diante desse cenário, é correto afirmar que o Tribunal:

  • A

    não poderá conhecer do recurso do Ministério Público e não poderá alterar a pena de Ricardo;

  • B

    poderá conhecer do recurso do Ministério Público, mas não poderá alterar a pena de Ricardo;

  • C

    não poderá conhecer do recurso do Ministério Público, mas poderá diminuir a pena de Ricardo;

  • D

    poderá conhecer do recurso do Ministério Público e poderá diminuir a pena de Ricardo;

  • E

    não poderá conhecer do recurso do Ministério Público, mas poderá aumentar a pena de Ricardo.

82970Questão 59|Direito Processual Penal|superior

Fabrício, líder de organização criminosa destinada à prática de crimes de extorsão e de roubo, resolveu celebrar acordo de colaboração com o Ministério Público, após ter sido condenado pelo juízo de primeiro grau. ,,Relativamente às regras que regem o acordo de colaboração premiada na hipótese, é correto afirmar que:

  • A

    será possível ao Ministério Público propor no acordo que o colaborador renuncie ao direito de impugnar a decisão homologatória;

  • B

    não será possível a celebração de acordo de colaboração premiada após a sentença, em razão de Fabrício ser o líder da organização criminosa;

  • C

    será possível ao juiz participar das negociações para a formalização do acordo de colaboração, se o prêmio envolver o perdão judicial;

  • D

    será admitida no acordo de colaboração cláusula prevendo a concessão da progressão de regime, ainda que ausentes os requisitos objetivos;

  • E

    será possível a suspensão do processo, em relação ao colaborador, por até seis meses, para cumprimento da colaboração, sem que se suspenda o prazo prescricional.

82971Questão 60|Direito Constitucional|superior

A sociedade empresária Alfa, que atua no âmbito da indústria automobilística, foi autuada pelo órgão competente por ter descumprido o estatuído pela Lei Federal nº X, diploma normativo que determinou a inserção de breves informações, concernentes à educação no trânsito, nas campanhas publicitárias que tivessem por objeto produtos relacionados a essa espécie de indústria. Por considerar a Lei Federal nº X inconstitucional, Alfa impetrou mandado de segurança com o objetivo de que fosse reconhecida a nulidade da referida autuação, declarando-se incidentalmente a inconstitucionalidade desse diploma normativo.

A tese da inconstitucionalidade deve ser:

  • A

    rejeitada, pois a Lei Federal nº X apenas reproduz comando constitucional expresso;

  • B

    rejeitada, pois Alfa, enquanto pessoa jurídica, não é alcançada pelo direito à liberdade de comunicação;

  • C

    acolhida, pois se trata de obrigação primária do poder público, que não pode ser imposta ao setor privado à margem de sua prévia aquiescência;

  • D

    acolhida, pois a imposição de ônus financeiro a Alfa equivale a uma limitação ao direito de propriedade, o que acarreta o dever de indenizar previamente;

  • E

    rejeitada, pois trata-se de medida de cooperação do setor privado, considerando a relevância social das informações, o que se ajusta à função social da propriedade.