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Juiz de Direito - 2025


Página 6  •  Total 100 questões
82816Questão 51|Direito Processual Penal|superior

Em processo no Juizado Especial Criminal por crime de lesão corporal leve, o ofendido e o autor do fato chegaram à composição civil dos danos. Contudo, o Ministério Público opinou pela não homologação do acordo por entendê-lo inadequado à hipótese e ofertou transação penal ao autor do fato consistente no pagamento de multa e prestação de serviços. O juiz, por sua vez, contrariando o parecer do Ministério Público, homologou o acordo civil.

Nessa hipótese, é correto afirmar que o juiz:

  • A

    deveria ter rejeitado a homologação do acordo, pois o Ministério Público, como titular da ação penal, deve decidir qual a medida adequada;

  • B

    poderia ter homologado o acordo civil, a despeito do parecer contrário do Ministério Público, e homologado, em seguida, a transação penal;

  • C

    deve decretar a extinção do feito com a homologação do acordo civil, pois houve renúncia ao direito de representação por parte do ofendido;

  • D

    poderia ter homologado o acordo civil, a despeito do parecer contrário do Ministério Público, e submetido o autor do fato a período de prova;

  • E

    deve prosseguir com o feito, rejeitando a homologação do acordo civil e da transação penal, pois ambos não são cabíveis na hipótese.

82817Questão 52|Direito Processual Penal|superior

Luís foi preso e autuado em flagrante pelo crime de furto simples. Na audiência de custódia, diante de seus 11 antecedentes criminais relativos a crimes patrimoniais e em razão de não possuir residência fixa no distrito da culpa, o Ministério Público requereu a conversão de sua prisão em flagrante em prisão preventiva, para garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal.

Diante desse contexto, é correto afirmar que o juiz:

  • A

    não poderá decretar a prisão preventiva de Luís, mas poderá decretar medida cautelar de comparecimento periódico em juízo para justificar suas atividades;

  • B

    poderá decretar a prisão preventiva e substituí-la por prisão domiciliar se Luís declarar endereço no distrito da culpa;

  • C

    não poderá decretar a prisão preventiva de Luís, mas poderá decretar a sua prisão temporária para assegurar a aplicação da lei penal;

  • D

    não poderá decretar a prisão preventiva de Luís, devendo oferecer a este acordo de não persecução penal;

  • E

    poderá decretar a prisão preventiva de Luís para assegurar a ordem pública e impedir a reiteração criminosa.

82818Questão 53|Direito Processual Penal|superior

Marcela e Margareth foram indiciadas pela prática dos crimes de tráfico ilícito de entorpecentes, de associação para o tráfico e de lavagem de dinheiro, tendo o Ministério Público requerido ao juízo o sequestro do veículo de propriedade de Margareth apreendido no transporte das drogas ilícitas, bem como de vários relógios e joias apreendidos em poder de Marcela, que supostamente constituíam proveitos dos referidos crimes. Após decretado o sequestro, ambas as indiciadas requereram a liberação dos respectivos bens e a consequente produção de provas acerca de sua possível origem lícita.

Nessa hipótese, é correto afirmar que:

  • A

    o juiz poderá, provada a origem lícita dos bens, decidir no sentido de sua liberação, seja no caso dos bens de Marcela, seja no caso do veículo de Margareth;

  • B

    o Ministério Público poderá, provada a origem ilícita dos bens de Marcela, requerer a conversão do sequestro decretado em sequestro alargado;

  • C

    o juiz poderá, provada a origem lícita dos bens, decidir no sentido da liberação do veículo de Margareth, mas não dos bens de Marcela;

  • D

    o Ministério Público poderá, provada a origem ilícita do veículo de Margareth, requerer a conversão do sequestro decretado em sequestro alargado;

  • E

    o juiz poderá, provada a origem lícita dos bens, decidir no sentido da liberação dos bens de Marcela, mas não do veículo de Margareth.

82819Questão anuladaAnuladaQuestão 54|Direito Processual Penal|superior

Arnaldo e Armindo foram condenados a nove anos de reclusão pela prática do crime de estupro contra Arlete, tendo o Ministério Público interposto recurso total em face da condenação. Arnaldo, por sua vez, interpôs recurso de apelação visando a anular o feito, alegando suspeição do juiz e falta de imparcialidade deste. Já Armindo deixou transcorrer o prazo recursal, não interpondo o recurso competente. Arlete, mesmo não habilitada como assistente, interpôs recurso de apelação, visando ao aumento da pena dos condenados, 15 dias após transcorrido o prazo do Ministério Público.

Diante desse cenário, é correto afirmar que o recurso de:

  • A

    Arlete não poderá ser conhecido, pois intempestivo;

  • B

    Arnaldo, se provido, não poderá aproveitar a Armindo, em razão da reformatio in pejus;

  • C

    Arlete não poderá ser conhecido, pois ela não se habilitou como assistente;

  • D

    Arlete poderá ser conhecido, pois atende aos pressupostos do cabimento e da tempestividade;

  • E

    Arnaldo, se provido, não poderá aproveitar a Armindo, pois este não recorreu.

82820Questão 55|Direito Processual Penal|superior

Rafael e Leonardo, réus em ações penais distintas, instauradas pela prática do crime de estelionato, foram absolvidos por ambas as sentenças. Quanto a Rafael, o fundamento da sentença que o absolveu foi a inexistência, nos autos, de provas suficientes para sua condenação. Já relativamente a Leonardo, o fundamento foi o fato de que o que lhe foi imputado não constitui crime.

Considerando que ambas as sentenças absolutórias transitaram em julgado, é correto afirmar que a absolvição de

  • A

    Rafael e a de Leonardo não impedem a propositura de ação civil por parte dos ofendidos;

  • B

    Rafael, mas não a de Leonardo, impede a propositura de ação civil por parte do ofendido;

  • C

    Leonardo, mas não a de Rafael, impede a propositura de ação civil por parte do ofendido;

  • D

    Leonardo, mas não a de Rafael, impede a propositura de ação civil pelo Ministério Público;

  • E

    Rafael e a de Leonardo impedem a propositura de ação civil por parte dos ofendidos

82821Questão 56|Direito Processual Penal|superior

Fernando, Luiz, Carlos, Roberto e Paulo foram indiciados pela autoridade policial pelo fato de constituírem organização criminosa para a prática de crimes de extorsão, de roubo e de tráfico de armas. A autoridade policial representou no sentido da infiltração de agentes na organização criminosa, tendo o juiz deferido a medida sem a oitiva prévia do Ministério Público. Após realizada a diligência, a autoridade policial realizou ação controlada consistente no retardamento da intervenção policial com vistas à concretização da diligência de apreensão de armas no momento mais eficaz para a obtenção de elementos de prova, não tendo comunicado previamente ao juiz nem ao Ministério Público.

Diante desse contexto, é correto afirmar que:

  • A

    a ação controlada deve ser previamente comunicada ao Ministério Público, e este, se for o caso, estabelecerá seus limites e comunicará ao juiz;

  • B

    a decretação, pelo juiz, da infiltração de agentes, no caso de representação do delegado de polícia, dispensa a oitiva prévia do Ministério Público;

  • C

    a ação controlada deve ser previamente comunicada ao juiz, e este, se for o caso, estabelecerá seus limites e comunicará ao Ministério Público;

  • D

    a ação controlada e a infiltração de agentes, na hipótese, são válidas e obedeceram às disposições legais que regem a matéria;

  • E

    a infiltração de agentes, na hipótese, obedeceu às disposições legais que regem a matéria, o que não ocorreu no caso da ação controlada.

82822Questão 57|Direito Processual Penal|superior

Paulo, senador, foi preso em flagrante, por policiais militares, haja vista ter cometido crime de receptação, pois dirigia veículo com chassi raspado, que sabia ser produto de furto. Levado à delegacia de polícia, o delegado lavrou o auto de prisão em flagrante e o recolheu ao cárcere.

Nesse contexto, é correto afirmar que a atitude do delegado foi:

  • A

    correta, pois qualquer cidadão, preso em flagrante, deve ser recolhido ao cárcere;

  • B

    correta, pois, ao vislumbrar o descabimento de fiança, lhe competia recolher o senador ao cárcere;

  • C

    incorreta, pois se trata de caso em que o arbitramento de fiança é obrigatório;

  • D

    incorreta, pois os policiais militares não poderiam ter efetuado a prisão sem mandado;

  • E

    incorreta, pois senadores, durante o mandato, só podem ser presos em flagrante por crime inafiançável.

82823Questão 58|Direito Processual Penal|superior

João e Ana, que comemoravam bodas de prata, zarparam do porto do Rio de Janeiro, rumo à Argentina, no transatlântico Golfinho Dourado.

Logo na saída, ainda em águas brasileiras, João, que é vereador na cidade do Rio de Janeiro, agrediu Ana, violentamente, causandolhe lesões graves.

Diante disso, o comandante regressou ao porto, e João foi preso em flagrante.

Nesse caso, é competente para o julgamento da respectiva ação penal:

  • A

    a justiça estadual do Rio de Janeiro;

  • B

    a justiça argentina

  • C

    o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, haja vista João ser vereador;

  • D

    a justiça federal do Rio de Janeiro;

  • E

    a justiça eleitoral do Rio de Janeiro, haja vista João ser vereador.

82824Questão 59|Direito Processual Penal|superior

Carlos atira em Ian, com animus necandi, mas não consegue atingi-lo. Instaurado o inquérito policial, para apurar a tentativa incruenta, sua tramitação vem sendo acompanhada por Ian, por meio de advogado contratado para tanto. Os autos do inquérito policial encontram-se paralisados no Ministério Público por seis meses.

Diante disso, o advogado de Ian:

  • A

    pode requerer ao delegado de polícia que indicie Carlos;

  • B

    pode requerer ao juiz de garantias que denuncie Carlos;

  • C

    pode oferecer denúncia contra Carlos, pois o Ministério Público está inerte;

  • D

    pode oferecer queixa contra Carlos, pois o Ministério Público está inerte;

  • E

    nada pode fazer, pois o homicídio desafia ação penal pública incondicionada.

82825Questão 60|Direito Eleitoral|superior

João está inelegível para concorrer a um mandato eletivo em todos os níveis federativos, o que decorreu de sua condenação judicial pela prática de ato de improbidade administrativa.

À luz dessas informações e da sistemática estabelecida na Lei Complementar nº 64/1990, é necessário que:

  • A

    a decisão que condenou João tenha transitado em julgado;

  • B

    uma das sanções aplicadas a João tenha sido a perda da função pública;

  • C

    a sanção de suspensão dos direitos políticos tenha sido aplicada a João;

  • D

    ao menos dois órgãos jurisdicionais colegiados tenham decidido pela condenação de João;

  • E

    o ato de improbidade administrativa praticado por João tenha importado em enriquecimento ilícito ou em dano ao patrimônio público.