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Consultor Legislativo Especial - Direito Constitucional - 2023


Página 5  •  Total 60 questões
53472Questão 41|Direito Constitucional|superior

Após amplo levantamento, a Secretaria de Patrimônio do Estado Alfa constatou a existência de uma larga faixa de terra, ao sul do seu território, que jamais recebera qualquer destinação pelo Poder Público ou integrara o patrimônio de um particular. Essa faixa de terra, ademais, era considerada indispensável, pelos biólogos, à preservação de um ecossistema próximo. Considerando as dificuldades de fluxo de caixa do Estado Alfa, a referida Secretaria sugeriu ao Governador do Estado a alienação dessa faixa de terra.

É correto afirmar que a sugestão apresentada

  • A

    não pode ser acolhida por se tratar de terra pertencente à União.

  • B

    não pode ser acolhida, por se tratar de terra pertencente aos Municípios.

  • C

    pode ser acolhida, o que pressupõe prévia autorização da Assembleia Legislativa.

  • D

    pode ser acolhida, o que decorre do poder de gestão do Chefe do Poder Executivo, salvo se a faixa de terra tiver sido declarada como área de preservação ambiental.

  • E

    pode ser acolhida, o que decorre do poder de gestão do Chefe do Poder Executivo, salvo se a indispensabilidade à proteção ambiental tiver sido reconhecida em lei da União.

53473Questão 42|Direito Constitucional|superior

A Constituição do Estado Alfa, com o objetivo de ampliar os níveis de controle popular sobre as decisões políticas do Chefe do Poder Executivo, foi reformada e passou a dispor que todas as nomeações para secretarias de governo, no âmbito do Estado Alfa e dos Municípios situados em seu território, deveriam ser previamente aprovadas pelo Poder Legislativo, vale dizer, pela Assembleia Legislativa ou pela Câmara Municipal, conforme o caso.

Ao tomar conhecimento da reforma promovida na Constituição Estadual, o Prefeito do Município Beta determinou que sua assessoria analisasse a compatibilidade da reforma com a Constituição da República, sendo-lhe corretamente informado que ela é

  • A

    constitucional, já que a Constituição Estadual é a sedes materiae para a disciplina do exercício do poder no âmbito estadual e municipal.

  • B

    constitucional, já que a Constituição Estadual se limita a integrar a eficácia de norma programática já prevista na Constituição da República.

  • C

    constitucional apenas em relação ao Estado Alfa, mas inconstitucional ao estender esse comando aos Municípios, isto por violar a sua autonomia.

  • D

    inconstitucional, já que a Constituição da República limita a chancela, pelo Poder Legislativo, à aprovação dos ocupantes dos órgãos de cúpula da Administração Indireta.

  • E

    inconstitucional, já que a reforma afronta a separação dos poderes ao estabelecer indevida ingerência do Poder Legislativo em atividade própria do Executivo.

53474Questão 43|Direito Constitucional|superior

Mariana, servidora pública ocupante de cargo de provimento efetivo no âmbito do Estado Alfa, que era organizado em carreira, subdividida em três classes, cada qual contando com cinco padrões, tomou ciência da recente aprovação da Lei estadual nº X, que determinava a aplicação da sistemática de subsídios aos servidores que se encontravam na situação dela.

Em razão da edição da Lei estadual nº X, Mariana consultou o seu advogado a respeito da compatibilidade desse diploma normativo com a Constituição da República, sendo-lhe corretamente respondido que ele é

  • A

    constitucional, considerando que compete a cada ente federativo, no exercício de sua autonomia política, definir os cargos efetivos, eletivos ou em comissão, que serão alcançados pela sistemática de subsídios.

  • B

    inconstitucional, pois os cargos suscetíveis de enquadramento na sistemática de subsídios estão elencados em numerus clausus em lei complementar federal, não sendo o caso do cargo ocupado por Mariana.

  • C

    constitucional, pois a sistemática de subsídios pode ser estendida aos servidores em situação similar à de Mariana, sendo vedado o acréscimo de qualquer outro valor remuneratório a essa parcela única.

  • D

    inconstitucional, pois a sistemática de subsídios somente pode ser aplicada ao membro de Poder, ao detentor de mandato eletivo, aos Ministros e aos Secretários.

  • E

    constitucional, considerando que passou a ser cogente a aplicação da sistemática de subsídios à generalidade dos servidores públicos organizados em carreira.

53475Questão 44|Direito Previdenciário|superior

Os servidores públicos do Estado Sigma realizaram uma grande mobilização visando a alterar a sistemática previdenciária que lhes era aplicável. O principal ponto de insatisfação consistia na sua atual vinculação ao regime geral de previdência social, o que era considerado muito desvantajoso, a começar pelo teto dos benefícios pagos nesse regime.

Sensibilizado com a manifestação, e por considerar injusto o tratamento dispensado aos servidores, o Deputado Estadual João solicitou que sua assessoria analisasse a forma pela qual poderia ser instituído um regime próprio de previdência social (RPPS) no Estado Alfa, sendo-lhe corretamente informado que

  • A

    a instituição de RPPS exige a apresentação de projeto de lei de iniciativa do Chefe do Poder Executivo e pressupõe a demonstração de superávit no fluxo de receitas e despesas.

  • B

    a instituição de RPPS pressupõe projeto de iniciativa do Chefe do Poder Executivo, que só pode ser apresentado, em razão de norma constitucional de transição, até o fim de 2023.

  • C

    a instituição de RPPS pressupõe a edição de lei complementar estadual, que deve seguir os balizamentos estabelecidos pela lei nacional que trata da temática.

  • D

    a instituição de RPPS somente pode ser realizada a partir de reforma da Constituição Estadual, observado o poder de iniciativa nela estabelecido.

  • E

    é vedada a instituição de RPPS.

53476Questão 45|Direito Constitucional|superior

Joana, oficial médica da Polícia Militar do Estado Alfa, almejava se inscrever em um concurso público para o provimento de cargos de médico no Município Beta.

Ao se inteirar da possibilidade de cumular ambos os cargos, concluiu corretamente que

  • A

    não poderá cumular os cargos, já que um deles tem natureza civil, enquanto o outro é militar.

  • B

    não poderá cumular os cargos, já que o vínculo seria estabelecido nos entes federativos distintos.

  • C

    poderá cumular os cargos, pois a vedação constitucional à cumulação somente é aplicada no mesmo nível federativo, não em níveis diversos.

  • D

    poderá cumular os cargos, com prevalência da atividade militar, sendo a remuneração de cada qual cotejada com o respectivo teto remuneratório.

  • E

    poderá cumular os cargos, pois são privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas, mas a soma da remuneração não pode superar o teto remuneratório.

53477Questão 46|Direito Constitucional|superior

Após ampla mobilização dos Deputados Estaduais, a Constituição do Estado Alfa foi reformada, passando a dispor sobre a competência das Comissões da Assembleia Legislativa para a colheita de manifestações de pessoas que possam contribuir com suas atividades. Com esse objetivo, foi autorizada a convocação das seguintes autoridades: (1) Secretários de Estado; (2) Procurador-Geral do Estado; (3) Procurador-Geral de Justiça; e (4) Presidentes de autarquias e de fundações com personalidade jurídica de direito público. Acresça-se que o não atendimento à convocação caracterizaria infração político-administrativa.

Irresignado com o teor da reforma, o Partido Político Delta consultou sua assessoria a respeito da compatibilidade desse comando normativo com a Constituição da República, sendo-lhe corretamente respondido que

  • A

    somente é compatível com a ordem constitucional a convocação das autoridades referidas em 1, 3 e 4.

  • B

    somente é compatível com a ordem constitucional a convocação das autoridades referidas em 2, 3 e 4.

  • C

    somente é compatível com a ordem constitucional a convocação das autoridades referidas em 2 e 3.

  • D

    somente é compatível com a ordem constitucional a convocação das autoridades referidas em 1 e 2.

  • E

    é compatível com a ordem constitucional a convocação das autoridades referidas em 1, 2, 3 e 4.

53478Questão 47|Direito Constitucional|superior

O Presidente da República editou a Medida Provisória nº X, que tem por objetivo a disponibilização de recursos para a realização de despesas não previstas na lei orçamentária anual, o que decorreu da existência de uma situação imprevista, em que se decidiu pelo desenvolvimento de determinada política pública de interesse da coletividade.

À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar que a Medida Provisória nº X é

  • A

    constitucional, pois ela dispôs sobre créditos suplementares.

  • B

    inconstitucional, pois ela dispôs sobre créditos especiais, o que é vedado.

  • C

    inconstitucional, pois a abertura de créditos extraordinários exige a edição de lei em sentido formal.

  • D

    inconstitucional, pois a medida provisória não pode dispor sobre nenhuma espécie de crédito adicional.

  • E

    constitucional, considerando que a abertura de créditos extraordinários deve ser realizada por medida provisória.

53479Questão 48|Direito Constitucional|superior

Maria, Deputada Estadual, constatou que o Governador do Estado editou um decreto que, ao seu ver, não só ultrapassava os balizamentos oferecidos pela Lei Complementar nº X como a afrontava diretamente. Irresignada com esse ato, que reputava flagrantemente dissonante da separação dos poderes, Maria solicitou que sua assessoria analisasse a medida a ser adotada, no âmbito da Assembleia Legislativa, em relação ao ato praticado pelo Governador.

A assessoria respondeu corretamente, à luz da sistemática estabelecida na Constituição da República, que a Assembleia Legislativa pode

  • A

    revogar o decreto, a partir do reconhecimento de sua inconstitucionalidade, por afronta à separação dos poderes.

  • B

    impedir a efetividade do decreto, embora não possa incursionar no âmbito de sua validade e eficácia.

  • C

    reconhecer a incompatibilidade do decreto com a Lei Complementar nº X, sustando-o.

  • D

    declarar a inconstitucionalidade do decreto, o que importa no reconhecimento de sua nulidade.

  • E

    impetrar mandado de segurança, para que o Poder Judiciário declare a ilegalidade do ato.

53480Questão 49|Direito Constitucional|superior

Joana, brasileira nata, que era funcionária contratada do Ministério das Relações Exteriores do País Alfa, recebeu, de seu superior hierárquico, a incumbência de identificar, à luz da ordem constitucional brasileira, o que deve ser feito para que o representante diplomático do País Alfa possa atuar no território da República Federativa do Brasil.

Após percuciente análise, Joana concluiu corretamente que o referido representante diplomático deve

  • A

    receber o exequatur do Presidente da República.

  • B

    ser aceito pelo Presidente da República, com posterior referendo do Senado Federal.

  • C

    ser acreditado pelo Presidente da República, independente de manifestação do Poder Legislativo.

  • D

    ser necessariamente aceito pela República Federativa do Brasil, por ser representante do Estado Alfa.

  • E

    ser aprovado pelo Senado Federal e, uma vez aceito, receber a carta de recepção do Presidente da República.

53481Questão 50|Direito Constitucional|superior

Pedro, Deputado Estadual, no mês imediatamente anterior à posse nesse cargo, aceitara atuar como diretor executivo de uma sociedade empresária concessionária de serviço público de transporte intermunicipal, vínculo este que cessou no dia anterior à sua posse. Alguns meses depois, em um debate envolvendo projeto de lei que versava sobre a agência reguladora estadual, que deveria atuar no âmbito da generalidade dos serviços públicos desse nível federativo, Mário, também Deputado Estadual, informou que Pedro não tinha isenção para participar do debate, tornando pública a referida informação.

À luz da sistemática estabelecida na Constituição da República, é correto afirmar que a conduta de Pedro

  • A

    não é juridicamente ilícita.

  • B

    é ilícita e deve acarretar, como consequência, a perda do mandato.

  • C

    será lícita ou ilícita conforme dispuser a Constituição Estadual e o regimento interno da Assembleia Legislativa.

  • D

    é ilícita, mas, com a posse, ocorreu a preclusão de qualquer medida que poderia ser adotada em seu desfavor.

  • E

    é lícita, já que as vedações incidentes sobre os Deputados Estaduais somente se tornam operativas após a posse.