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Oficial da Infância e Juventude - 2018


Página 7  •  Total 70 questões
56830Questão 61|Direito Processual Civil|superior

No que concerne à gratuidade de justiça, é correto afirmar que:

  • A

    só pode ser deferida ao litigante cuja causa seja patrocinada pela Defensoria Pública;

  • B

    a decisão que a indeferir é passível de impugnação por via recursal;

  • C

    compreende as multas impostas ao beneficiário em razão do cometimento de atos caracterizadores de litigância de má-fé;

  • D

    isenta o beneficiário da obrigação de pagar os honorários advocatícios decorrentes de sua sucumbência;

  • E

    deve ser requerida em petição autônoma, instruída com os documentos que comprovem a insuficiência de recursos.

56831Questão 62|ECA|superior

Na proteção integral e prioritária à criança e ao adolescente, prevista na Lei nº 8.069/90, o Ministério Público, após receber relatório da autoridade competente afirmando a impossibilidade de reintegração familiar de um menor, ingressou com ação de destituição do poder familiar. O pedido foi julgado improcedente. Para interpor o recurso de apelação, o Ministério Público deverá observar o prazo de:

  • A

    30 dias úteis, aplicando-se a prerrogativa do prazo em dobro;

  • B

    15 dias corridos, não se aplicando a prerrogativa de prazo em dobro;

  • C

    20 dias úteis, aplicando-se a prerrogativa do prazo em dobro;

  • D

    10 dias úteis, não se aplicando a prerrogativa de prazo em dobro;

  • E

    10 dias corridos, não se aplicando a prerrogativa de prazo em dobro.

56832Questão 63|ECA|superior

Joana, avó paterna, tem a guarda de fato de seu neto Lucas desde que ele nasceu. O menor tem hoje 7 anos de idade. A genitora faleceu no parto e é desconhecido o paradeiro do genitor. Havendo necessidade de matricular o infante em estabelecimento de ensino, foi exigido da avó Joana que apresentasse a certidão de guarda do menor.

Para tanto, a avó procurou a Defensoria Pública, que pode:

  • A

    ajuizar ação de guarda, e requerer, em tutela de urgência, a busca e apreensão do menor, de natureza satisfativa, em caráter incidental;

  • B

    ajuizar ação de guarda, e requerer, em tutela de evidência, a guarda provisória, de natureza antecipada, em caráter antecedente ou incidental;

  • C

    ajuizar ação de guarda, e requerer, em tutela de urgência, a guarda provisória, de natureza antecipada, em caráter antecedente ou incidental;

  • D

    encaminhar os autos ao Ministério Público para que esse ajuíze ação de guarda para a avó, uma vez que ela não pode ser parte legítima em ação de guarda do neto;

  • E

    encaminhar os autos ao Ministério Público para que esse represente o menor e proponha a ação de guarda, em nome próprio, na defesa dos interesses do menor.

56833Questão 64|ECA|superior

Os adolescentes José, Marcelo e Vitor são apreendidos por autoridade policial quando consumiam cerveja, vodca e gim, respectivamente, em frente a um bar de grande movimentação. Indagados sobre como tiveram acesso às bebidas, responderam: José comprou a cerveja diretamente no bar; Marcelo recebeu as doses de vodca gratuitamente do garçom, que é seu amigo; e Vitor ganhou a garrafa de gim de presente do pai.

Diante das informações prestadas pelos adolescentes, à luz do ECA, as condutas do dono do bar, do garçom e do pai de Vítor, configuram, respectivamente:

  • A

    crime; infração administrativa; e crime;

  • B

    crime, infração administrativa; e infração cível;

  • C

    crime; crime; e crime;

  • D

    crime; crime; e infração cível;

  • E

    crime; fato atípico; e infração cível.

56834Questão 65|ECA|superior

Jorge, 18 anos, grava dois filmes com sua namorada, Júlia, de 17 anos. O primeiro, com cenas pornográficas da adolescente, e o segundo, com cenas de sexo explícito em que ele participa, ambos com o consentimento dela. Passados quatro meses da gravação, o relacionamento termina e Jorge mantém os vídeos armazenados em seu aparelho celular. Ayrton, primo de Jorge, pega o telefone e transmite o vídeo com as cenas pornográficas da adolescente para Jean, que, ao abri-lo, apaga o conteúdo imediatamente de seu telefone.

De acordo com os dados do problema e os crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, é correto afirmar que:

  • A

    Jorge não praticou crime, já que o vídeo foi consentido;

  • B

    Jean praticou crime, pois chegou a abrir o vídeo;

  • C

    Ayrton não praticou crime, pois as cenas eram pornográficas, e não de sexo explícito;

  • D

    Jorge praticou crime, quando fez o vídeo;

  • E

    Ayrton não praticou crime, porque não vendeu o vídeo.

56835Questão 66|Direito Processual Penal|superior

Perante Vara Criminal corre ação penal em que se investiga a prática do crime de estupro de vulnerável em que figura como vítima a criança Pâmela. Preocupada com as consequências psicológicas para Pâmela, sua genitora decide que elas devem se mudar para outro estado do país, informando tal fato ao juízo.

No momento da designação da audiência de instrução e julgamento, Pâmela e sua representante legal deverão ser intimadas e poderão ser ouvidas através de:

  • A

    carta precatória, que impõe a suspensão da instrução criminal;

  • B

    carta precatória, mas a expedição não suspenderá a instrução criminal;

  • C

    carta rogatória, que impõe a devida suspensão da instrução criminal;

  • D

    carta rogatória, mas a expedição não suspenderá a instrução criminal;

  • E

    edital, ficando a oitiva no processo principal suspensa até o comparecimento delas.

56836Questão 67|Direito Processual Penal|superior

Funcionário público com atribuição compareceu, munido de mandado de busca e apreensão, a determinada residência para realizar busca e apreensão de cadernos de controle de valores relacionados à investigação do crime de favorecimento à prostituição de adolescentes. Ao comparecer ao local, verifica que naquele exato momento estava ligado um computador que transmitia vídeo com cena de sexo explícito envolvendo criança, que é crime diverso daquele que era investigado.

Ao verificar tal situação, o funcionário público deverá:

  • A

    apreender, de imediato, o computador, tendo em vista que o mandado de busca e apreensão não precisa especificar os bens a serem apreendidos e o local onde deve ser realizada a diligência;

  • B

    requerer a expedição de novo mandado de busca e apreensão, que somente poderá ser deferido se for instaurada investigação para apurar a prática do novo delito;

  • C

    apreender, de imediato, o computador, tendo em vista que houve flagrante delito e um encontro fortuito de provas de outra infração penal;

  • D

    apreender, de imediato, o computador, pois a diligência em questão é considerada busca e apreensão pessoal, que prescinde de mandado;

  • E

    requerer, de imediato, expedição de novo mandado de busca e apreensão, já que os objetos a serem apreendidos deverão estar devidamente especificados.

56837Questão 68|Direito Processual Penal|superior

Caio, funcionário público do Tribunal de Justiça, foi denunciado pela suposta prática do crime de corrupção, após prisão em flagrante no momento em que solicitava vantagem indevida para prática de ato de ofício.

Sobre o procedimento aplicável à ação penal em que Caio figura como denunciado, é correto afirmar que:

  • A

    a defesa técnica de Caio somente poderá ser intimada após o recebimento da denúncia para apresentar defesa, ocasião em que deverá apresentar teses, provas que pretenda produzir e exceções;

  • B

    a resposta preliminar é indispensável, mesmo que a denúncia seja amparada em inquérito policial, de acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça;

  • C

    a resposta preliminar poderá indicar as provas que a defesa pretenda produzir, mas não poderá ela mesma ser instruída com documentos e justificações;

  • D

    a defesa técnica de Caio deverá ser notificada, antes do recebimento da denúncia, para oferecer defesa no prazo de 15 dias;

  • E

    o juiz, nesse procedimento especial, não poderá rejeitar a denúncia se convencido da inexistência do crime.

56838Questão 69|Direito Processual Penal|superior

Luciano foi denunciado pela prática de crime de extorsão em desfavor de José. A defesa técnica do réu arrolou como testemunha Lara, filha de Luciano, de apenas 10 anos de idade, pois alega que ela, assim como outros familiares, estaria com o pai no suposto momento do crime.

De acordo com as previsões do Código de Processo Penal, Lara:

  • A

    poderá ser ouvida, mas, na condição de testemunha, prestará compromisso legal de dizer a verdade e deverá estar sozinha, não podendo ser acompanhada por representante legal algum;

  • B

    poderá ser ouvida na condição de testemunha, prestando compromisso legal de dizer a verdade, devendo as perguntas serem realizadas diretamente pelas partes;

  • C

    poderá ser ouvida se arrolada como testemunha ou informante, mas não prestará compromisso legal de dizer a verdade;

  • D

    estará proibida de ser ouvida na condição de testemunha ou informante, por ser descendente do réu;

  • E

    estará proibida de depor como testemunha ou informante, por ser criança.

56839Questão 70|Direito Processual Penal|superior

A Lei nº 12.403/11 disciplinou, no Código de Processo Penal, o instituto da prisão domiciliar, que será aplicada em substituição à prisão preventiva, diferente do que ocorre com a prisão albergue domiciliar prevista na Lei de Execução Penal.

A prisão domiciliar prevista no art. 318 do Código de Processo Penal será admitida quando:

  • A

    a ré tiver filho de até 12 anos de idade incompletos, ainda que não seja a única responsável pelo sustento da criança;

  • B

    a ré estiver grávida, desde que seja de risco a gravidez ou a gestação ultrapasse 07 meses;

  • C

    o réu, ainda que não genitor, for imprescindível aos cuidados de criança de até 12 anos de idade;

  • D

    a ré tiver filho de até 18 anos incompletos, desde que seja a única responsável pelo sustento da criança/adolescente;

  • E

    o réu for pai de filho de até 14 anos de idade incompletos, desde que seja o único responsável pela criança/adolescente.