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Analista Judiciário - Área Judiciária - 2022


Página 4  •  Total 70 questões
22658Questão 31|Direito Processual Penal|superior

Com relação ao sorteio e convocação de jurados no Tribunal do Júri,

  • A

    os jurados são indicados pelas partes, até o número de sete, podendo, no entanto, serem recusados três de cada pelo juiz.

  • B

    o sorteio dos jurados ocorre de forma secreta, em sala própria, para preservar a intimidade e segurança dos cidadãos que comporão o conselho de sentença.

  • C

    toda vez que uma das partes deixar de comparecer, a audiência de sorteio deverá ser adiada para a próxima data possível na agenda do magistrado.

  • D

    é obrigatória a paridade de gênero entre jurados para composição do conselho de sentença.

  • E

    o jurado não sorteado poderá ter o seu nome novamente incluído para as reuniões futuras.

22659Questão 32|Direito Processual Penal|superior

O recurso em sentido estrito

  • A

    é cabível em face de decisão que não recebe a denúncia e possibilita juízo de retratação pelo juiz de primeiro grau.

  • B

    demanda a comprovação de repercussão geral na petição de interposição.

  • C

    deve ser interposto no prazo de 15 dias, observado o prazo em dobro do Ministério Público e da Defensoria Pública.

  • D

    é cabível após o trânsito em julgado se a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos.

  • E

    é processado e julgado pelo Superior Tribunal de Justiça, sempre que interposto em face de decisão que decidir sobre unificação de penas na execução penal.

22660Questão 33|Direito Processual Penal|superior

A denúncia será rejeitada quando

  • A

    incabível a prisão preventiva do acusado.

  • B

    faltar justa causa para o exercício da ação penal.

  • C

    o acusado não constituir advogado e for citado por hora certa.

  • D

    existente causa que exclua a ilicitude do fato.

  • E

    determinada a quebra da fiança.

22661Questão 34|Direito Processual Penal|superior

A prisão temporária

  • A

    é cabível nos crimes punidos com reclusão desde que recebida a denúncia pelo juiz competente.

  • B

    deve durar o tempo necessário para a correta investigação, sem prazo determinado, mas deve observar a proporcionalidade.

  • C

    é cabível em caso de roubo e o seu mandado deve conter o dia em que o preso deverá ser libertado.

  • D

    deve ter sua necessidade revista a cada noventa dias pelo juiz competente.

  • E

    em caso de crime de furto deve ser objeto de representação da autoridade policial ou do Ministério Público.

22662Questão 35|Direito Processual Penal|superior

A suspensão condicional do processo

  • A

    é cabível em condenações de até dois anos de privação de liberdade ou multa.

  • B

    será revogada se, no curso do prazo, o beneficiário vier a ser processado por outro crime.

  • C

    pode ser concedida após o cumprimento de um sexto da pena em substituição à pena privativa de liberdade.

  • D

    submete o acusado a período de prova equivalente à metade da pena mínima prevista para o delito pelo qual está sendo processado.

  • E

    poderá ser proposta pelo Ministério Público mediante aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas.

22663Questão 36|Direito Penal|superior

A progressão de regime de cumprimento de pena

  • A

    pode ocorrer, do regime fechado diretamente para o aberto, se o condenado ostentar ótimo comportamento prisional.

  • B

    é vedada para autores de crimes hediondos ou equiparados.

  • C

    pode ser concedida, após 1/8 de cumprimento de pena, presentes os demais requisitos, em caso de mulher gestante.

  • D

    não pode ser concedida para o regime aberto, para reincidente em crime doloso.

  • E

    é concedida por decreto presidencial em data próxima ao Natal.

22664Questão 37|Direito Processual Penal|superior

O exame de corpo de delito

  • A

    deve ser realizado com prioridade, em caso de violência doméstica e familiar contra a mulher.

  • B

    não pode ser realizado por meio de carta precatória, pois é diligência exclusiva do juízo competente para a causa.

  • C

    deve ser realizado quando houver vestígio na pessoa, sendo vedado em objetos.

  • D

    prescinde de perito oficial portador de diploma de curso superior, ao contrário das demais perícias.

  • E

    produz um laudo ao qual o juiz fica adstrito em razão de não possuir o conhecimento técnico sobre a prova.

85472Questão 38|Português|superior

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo. 

O exercício da crônica 

  Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um romancista, na qual este é levado pelas personagens e situações que criou.

   Alguns cronistas escrevem de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali desses pequenos achados que são sua marca registrada. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono. Outros ainda, e constituem a maioria, “tacam o peito” na máquina de escrever e cumprem o dever cotidiano da crônica como uma espécie de desespero, numa atitude de “ou vai ou racha”.

   Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores; e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar a gente não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem; em contrapartida, os vaidosos castigam no pronome da primeira pessoa e colocam-se como a personagem principal de todas as situações.

  Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos esses “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; este é lido por puro deleite, aquele por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica, e o cronista afirma-se cada vez mais como o cafezinho quente logo pela manhã.

  Coloque-se porém, ó leitor, ingrato leitor, no papel do cronista. Dias há em que, positivamente, a crônica “não baixa”. O cronista levanta-se, senta-se, levanta de novo, chega à janela, põe um disco na vitrola, dá um telefonema, relê crônicas passadas em busca de inspiração – e nada. Aí então, se ele é cronista de verdade, ele se pega pela gola e diz: “Vamos, escreve, ó mascarado! Escreve uma crônica sobre essa cadeira que está à sua frente, e que ela seja bem feita e divirta seus leitores!” E o negócio sai de qualquer maneira.

(Adaptado de: MORAES, Vinícius de. Os sabiás da crônica. Antologia. Org. Augusto Massi. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 103-104)

Ao buscar caracterizar o trabalho específico de um cronista e sua repercussão junto ao público, Vinícius de Moraes

  • A

    compara a crônica com o romance, para concluir que neste, ao contrário daquela, a relação entre os fatos ou personagens tratados é mais aleatória ou casual.

  • B

    estabelece uma oposição entre o cronista de estilo simples e direto e aquele que conquista seu público por conta de uma linguagem mais pausada e mais trabalhada.

  • C

    opõe os cronistas tristes aos modestos, mostrando que os melancólicos se caracterizam pelo ocultamento dos traços principais de sua personalidade.

  • D

    considera que a leitura de crônicas, por mais variadas que sejam em sua forma e em seu espírito, já se incorporou aos hábitos cotidianos de seu público.

  • E

    conclui que a prática da crônica leva um escritor a ter facilidade em cultivar uma linguagem literária que ele desempenha de modo mecânico.

85473Questão 39|Português|superior

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo. 

O exercício da crônica 

  Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um romancista, na qual este é levado pelas personagens e situações que criou.

   Alguns cronistas escrevem de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali desses pequenos achados que são sua marca registrada. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono. Outros ainda, e constituem a maioria, “tacam o peito” na máquina de escrever e cumprem o dever cotidiano da crônica como uma espécie de desespero, numa atitude de “ou vai ou racha”.

   Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores; e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar a gente não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem; em contrapartida, os vaidosos castigam no pronome da primeira pessoa e colocam-se como a personagem principal de todas as situações.

  Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos esses “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; este é lido por puro deleite, aquele por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica, e o cronista afirma-se cada vez mais como o cafezinho quente logo pela manhã.

  Coloque-se porém, ó leitor, ingrato leitor, no papel do cronista. Dias há em que, positivamente, a crônica “não baixa”. O cronista levanta-se, senta-se, levanta de novo, chega à janela, põe um disco na vitrola, dá um telefonema, relê crônicas passadas em busca de inspiração – e nada. Aí então, se ele é cronista de verdade, ele se pega pela gola e diz: “Vamos, escreve, ó mascarado! Escreve uma crônica sobre essa cadeira que está à sua frente, e que ela seja bem feita e divirta seus leitores!” E o negócio sai de qualquer maneira.

(Adaptado de: MORAES, Vinícius de. Os sabiás da crônica. Antologia. Org. Augusto Massi. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 103-104)

O autor da crônica, ao se valer da expressão

  • A

    “prosa fiada” (1º parágrafo), qualifica uma linguagem que constitui o desafio maior de um cronista que deseja se passar por um romancista.

  • B

    “tacam o peito” (2º parágrafo), refere-se ao modo como os cronistas se aproveitam de uma inspiração sublime para escrever.

  • C

    “ou vai ou racha” (2º parágrafo), alude à autodeterminação que um cronista deve ter em sua específica rotina de escritor.

  • D

    “marginais da imprensa” (4º parágrafo), alude a seus colegas de ofício que desvirtuam a dignidade do jornalismo.

  • E

    “não baixa” (5º parágrafo), considera o caso em que o tema encontrado pelo cronista lhe parece erudito demais para ser desenvolvido.

85474Questão 40|Português|superior

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo. 

O exercício da crônica 

  Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um romancista, na qual este é levado pelas personagens e situações que criou.

   Alguns cronistas escrevem de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali desses pequenos achados que são sua marca registrada. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono. Outros ainda, e constituem a maioria, “tacam o peito” na máquina de escrever e cumprem o dever cotidiano da crônica como uma espécie de desespero, numa atitude de “ou vai ou racha”.

   Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores; e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar a gente não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem; em contrapartida, os vaidosos castigam no pronome da primeira pessoa e colocam-se como a personagem principal de todas as situações.

  Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos esses “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; este é lido por puro deleite, aquele por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica, e o cronista afirma-se cada vez mais como o cafezinho quente logo pela manhã.

  Coloque-se porém, ó leitor, ingrato leitor, no papel do cronista. Dias há em que, positivamente, a crônica “não baixa”. O cronista levanta-se, senta-se, levanta de novo, chega à janela, põe um disco na vitrola, dá um telefonema, relê crônicas passadas em busca de inspiração – e nada. Aí então, se ele é cronista de verdade, ele se pega pela gola e diz: “Vamos, escreve, ó mascarado! Escreve uma crônica sobre essa cadeira que está à sua frente, e que ela seja bem feita e divirta seus leitores!” E o negócio sai de qualquer maneira.

(Adaptado de: MORAES, Vinícius de. Os sabiás da crônica. Antologia. Org. Augusto Massi. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 103-104)

Ao afirmar que todos os cronistas têm o seu papel a cumprir (4º parágrafo), o autor se apoia no seguinte argumento:

  • A

    ocultam cuidadosamente a própria personalidade (3º parágrafo).

  • B

    colocam-se como a personagem principal de todas as situações (3º parágrafo).

  • C

    os vaidosos castigam no pronome da primeira pessoa (3º parágrafo).

  • D

    é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo (4º parágrafo).

  • E

    escrevem de maneira simples e direta (2º parágrafo).

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