Vade Mecum Digital 2026De R$ 249,90 por 12x R$ 9,99 ou R$ 119,90 à vista
JurisHand AI Logo

Analista Judiciário - Área Judiciária - 2022


Página 3  •  Total 70 questões
22648Questão 21|Direito Processual Civil|superior

Analise as proposições abaixo.

I. Presume-se em fraude à execução a alienação ou a oneração de bens efetuada após a averbação de certidão da admissão da execução.

II. Os bens inalienáveis são impenhoráveis, mas, à falta de outros bens, admite-se que se penhorem seus frutos e rendimentos.

III. Os honorários advocatícios não serão devidos, na execução por quantia certa, se não houver oposição de embargos à execução.

IV. A impenhorabilidade, quando decorrente da inalienabilidade, pode ser oposta à execução de dívida relativa ao próprio bem.

Acerca da execução por quantia certa, está correto o que se afirma APENAS em

  • A

    I, III e IV.

  • B

    II e III.

  • C

    I e IV.

  • D

    III e IV.

  • E

    I e II.

22649Questão 22|Direito Penal|superior

A doutrina majoritária considera que o tipo penal possui uma parte objetiva e outra subjetiva. Considerando-se o dolo como o tipo subjetivo e à luz do artigo 18 do Código Penal,

  • A

    majoritariamente a doutrina considera que dolo direto de segundo grau equivale ao dolo eventual em sua porção mais débil, decorrendo um do outro nos casos em que o resultado tenha ocorrido.

  • B

    o dolo eventual pressupõe que todos os resultados que não sejam primários pertençam a esta categoria, sendo impossível a configuração de um dolo direto de segundo grau.

  • C

    as teorias sobre o dolo necessariamente devem conter os aspectos cognitivo e volitivo e há espaço para a conceituação de dolo em subdivisões de primeiro e segundo grau.

  • D

    dolo direto de primeiro grau e dolo eventual possuem previsão legal, sendo que o primeiro exige conhecimento e vontade e o segundo apenas o conhecimento potencial da situação fática.

  • E

    dolo direito de primeiro grau e dolo direto de segundo grau possuem uma maior reprovação do caso concreto e não admitem uma redução da pena, ao contrário do dolo eventual que possui uma causa de redução de um a dois terços.

22650Questão 23|Direito Penal|superior

Um motorista em condução de seu veículo por uma via pública de forma imprudente acaba por atropelar um transeunte, que vem a óbito. No momento do acidente, o motorista não parou para prestar socorro. Durante o processo penal ficou demonstrado que a vítima do atropelamento sofreu morte imediata tão logo arremessada ao solo em razão do impacto que recebeu do veículo. Diante dos fatos narrados, a imputação ao condutor do veículo será de crime de

  • A

    homicídio culposo em concurso material com o crime de omissão de socorro.

  • B

    lesão corporal culposa seguida de morte, aumentada pela omissão de socorro.

  • C

    homicídio culposo, sem o aumento de pena pelo fato de ter havido morte instantânea da vítima.

  • D

    homicídio por dolo eventual, em razão da omissão de socorro.

  • E

    homicídio culposo, com a pena aumentada pela omissão de socorro.

22651Questão 24|Direito Penal|superior

Considera-se o crime como consumado “quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal” (art. 14, I do CP). Com base no texto legal e na tipicidade do crime de roubo que exige a subtração da coisa móvel “para si ou para outrem”, o crime de roubo:

  • A

    consuma-se apenas quando o roubador possui a posse mansa e pacífica, porquanto somente neste momento estará presente o elemento do tipo “para si”.

  • B

    consuma-se já no momento em que a coisa é retirada da vítima, mesmo que o roubador não tenha tido tempo de utilizar a coisa como se fosse sua.

  • C

    não se consuma no momento da retirada, mas em momento seguinte no qual a vítima não mais mantém a vigilância sobre a coisa.

  • D

    tem sua consumação antecipada e se consuma quando a ameaça é praticada, por ter elementos como violência e grave ameaça.

  • E

    consuma-se quando o roubador tenha praticado algum ato que demonstre indubitavelmente que exerce a posse e a propriedade da coisa.

22652Questão 25|Direito Penal|superior

Com relação ao trabalho durante a execução da pena em regime fechado, o condenado

  • A

    não poderá exercê-lo fora do estabelecimento, até cumprir metade da pena.

  • B

    apenas poderá exercê-lo dentro do estabelecimento penal.

  • C

    poderá exercê-lo fora do estabelecimento, mas apenas em serviços ou obras públicas.

  • D

    poderá exercê-lo fora do estabelecimento, em serviços ou obras públicas ou em entidades privadas.

  • E

    apenas poderá exercê-lo dentro do estabelecimento penal, após o cumprimento de 1/6 da pena.

22653Questão anuladaAnuladaQuestão 26|Direito Penal|superior

Um brasileiro, em visita ao Paraguai para assistir a uma partida de futebol de seu time, envolve-se em uma confusão entre torcidas. Ainda no país vizinho, o brasileiro é atingido por dois disparos de arma de fogo ocasionados por um paraguaio, o que lhe produz ferimentos graves. Como estava perto da ponte da amizade, o brasileiro é socorrido em um hospital no lado brasileiro, onde permanece por algumas semanas em risco de vida, mas acaba se recuperando e não vem a óbito. O paraguaio nunca entrou em território brasileiro. Diante dos fatos narrados, a lei penal brasileira

  • A

    é aplicável ao caso.

  • B

    não é aplicável ao caso, pois os disparos ocorreram no Paraguai.

  • C

    não é aplicável ao caso, pois o paraguaio jamais entrou em território brasileiro.

  • D

    é aplicável ao caso, pois o resultado deveria ter acontecido no Brasil.

  • E

    é aplicável ao caso, pois crimes cometidos em região de fronteira são abarcados pela jurisdição nacional.

22654Questão desatualizadaDesatualizadaQuestão 27|Direito Penal|superior

“Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar (...)”.

O artigo 28 da Lei antidrogas (Lei nº 11.343/2006):

  • A

    é considerado como crime.

  • B

    por não possuir pena de prisão, deve ser considerado como contravenção.

  • C

    possui previsão de pena alternativa, que em caso de descumprimento pode ser convertida em prisão pelo tempo da alternativa.

  • D

    pela natureza de crime, não admite transação penal.

  • E

    permite a aplicação de pena de tratamento médico compulsório.

22655Questão 28|Direito Penal|superior

Sobre os crimes contra a dignidade sexual:

  • A

    O crime de atentado violento ao pudor pressupõe representação da vítima, que pode ser suprida pelos responsáveis em caso de menoridade.

  • B

    A violação sexual mediante fraude consiste em seduzir mulher virgem, menor de dezoito anos e maior de quatorze, e ter com ela conjunção carnal, aproveitando-se de sua inexperiência ou justificável confiança.

  • C

    O crime de estupro, previsto no artigo 213, admite tentativa.

  • D

    Configura crime de assédio sexual constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual mediante ameaça.

  • E

    A conduta de montar uma fotografia com o fim de incluir pessoa em cena de nudez não configura crime.

22656Questão 29|Direito Penal|superior

A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória

  • A

    pode ter como termo inicial prazo anterior à denúncia.

  • B

    regula-se pela pena máxima do delito.

  • C

    regula-se pela pena da sentença, desconsiderando-se a reincidência.

  • D

    considera o total da pena aplicada na sentença, inclusive com a causa de aumento do crime continuado.

  • E

    sofre aumento de um terço se o réu for reincidente.

22657Questão 30|Direito Penal|superior

Sobre a pena de multa, é correto afirmar que

  • A

    deverá ser calculada após a recuperação do réu, se prevista em abstrato como pena cumulada com a de prisão, em caso de reconhecimento da inimputabilidade na sentença.

  • B

    consiste no pagamento ao fundo judiciário ou à vítima do delito de certa quantia fixada na sentença, atualizada, em caso de execução, pelos índices de correção monetária.

  • C

    deve ser paga dentro do prazo de 10 dias da publicação da sentença, permitido o pagamento em parcelas a pedido do condenado.

  • D

    poderá ser descontada do vencimento ou salário do condenado quando aplicada cumulativamente com a pena privativa de liberdade, nos limites mínimo de um décimo e máximo da quarta parte da remuneração.

  • E

    a quantia fixada será de, no mínimo, 10 e, no máximo, 360 dias-multa, entre um trigésimo do maior salário mínimo vigente e 5 vezes esse salário, valor total que poderá ser aumentado até o décuplo diante da situação econômica do condenado.