Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais da Polícia Militar - 2022
“(…)
Missão cumprida em Campos das Palmas
Laguna, heroísmo na retirada
Glória em Canudos, e, de armas e almas
Ao nosso Julho da Clarinada
Sob as arcadas vem, um a um
Dos cento e trinta de trinta e um
(…)”
(Guilherme de Almeida)
Na estrofe da Canção da Força Pública transcrita são referenciados alguns dos marcos históricos da Polícia Militar do Estado de São Paulo, representados pelas dezoito estrelas que figuram em seu brasão de armas. A qual dos marcos históricos faz alusão o trecho “… de armas e almas ao nosso Julho da Clarinada”?
Onde ocorreu o incêndio que sensibilizou particularmente as elites políticas paulistas e efetivou o processo de criação do Corpo de Bombeiros de São Paulo, em 1880?
O engajamento da ala revolucionária da Força Pública paulista na Coluna Miguel Costa-Prestes e o empenho de considerável contingente da ala legalista na perseguição à Coluna motivaram o governo paulista a criar, em 1926, como auxiliar da Força Pública,
Durante a greve geral operária de 1917, de proporções nunca antes vistas em São Paulo, graves tumultos conturbavam a ordem na cidade. A ausência de canais de comunicação entre o Comitê de Defesa Proletária, representante dos operários, os industriais e o governo prolongava a duração da greve e agravava a situação. Nesse contexto, um oficial da Força Pública, sensibilizado com as condições de vida dos trabalhadores, iniciou a articulação que resultou na criação de um Comitê de Jornalistas, o qual foi capaz de mediar as negociações entre os envolvidos e, pacificamente, pôr fim à greve. Quem foi esse oficial?
No início do período regencial, o Brasil passava por uma grave crise político-institucional e o país corria o risco de se fragmentar, tal qual havia ocorrido com a América espanhola. Em 18 de agosto de 1831, a Assembleia Geral aprovou projeto de lei apresentado por Diogo Antonio Feijó, Ministro da Justiça, que extinguiu todos os corpos de milícias, ordenanças e guardas municipais existentes no país. Por esse mesmo diploma legal foi criada a
Nós queremos uma constituição, que afiance e sustente a nossa independência, a união das províncias, a integridade do império, a liberdade política, a igualdade civil e todos os direitos inalienáveis do homem em sociedade.
(Citado por Denis Antônio de Mendonça Bernardes. “Pernambuco e o Império (1822 – 1824): sem Constituição soberana não há união.” In: István Jancsó (org.) Brasil: formação do Estado e da Nação, 2003, p. 246)
O excerto é de um artigo de jornal de 3 de junho de 1824 escrito por Frei Caneca, um dos líderes da Confederação do Equador. O conteúdo do artigo manifesta
Observe a charge de Henrique Fleiuss publicada na revista Semana Ilustrada em 1868.
(https://br.pinterest.com/pin/576249714798490070/)
A charge mostra
Na campanha, surgiram ataques ao imperialismo dos grandes Estados e pediu-se proteção para os produtos brasileiros de exportação em geral e não apenas para o café. Nilo não se opôs à valorização cafeeira em curso, de que o Estado do Rio também se beneficiava, mas atacou o tratamento especial dado ao produto. Esse era um tema de especial predileção dos gaúchos.
(Boris Fausto. História do Brasil. 2012, p. 262)
O excerto alude à Reação Republicana, liderada por Nilo Peçanha, que congregou os estados do Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Pernambuco para disputar a eleição presidencial de 1922. A campanha
De 1968 a 1973, enquanto a população saltava de 87,8 milhões a 100,29 milhões, o PIB [Produto Interno Bruto] real aumentava à taxa média “chinesa” de 11,2% ao ano, atingindo, em 1973, praticamente 14% (13,97%). Superava assim generosamente a média histórica do pós-guerra, de 7%, já bastante satisfatória, e permitia aliviar a pressão demográfica em lento decréscimo, de uma taxa anual de 2,8% (68/69) e 2,6% (73).
(Rubens Ricupero. A diplomacia na construção do Brasil: 1750-2016, 2017, p. 461)
Relacionando-se as informações apresentadas pelo excerto à situação política do período da história do Brasil de 1968 a 1973, pode-se afirmar que o crescimento econômico
A constituinte de 1988 redigiu e aprovou a constituição mais liberal e democrática que o país já teve, merecendo por isso o nome de Constituição Cidadã. Os direitos políticos adquiriram amplitude nunca antes atingida. No entanto, a estabilidade democrática não pode ainda ser considerada fora de perigo. A democracia política não resolveu os problemas econômicos mais sérios, como a desigualdade e o desemprego. Continuam os problemas da área social e houve agravamento da situação dos direitos civis no que se refere à segurança individual.
(José Murilo de Carvalho. Cidadania no Brasil: o longo caminho, 2011, p. 199. Adaptado)
O excerto expressa uma
