Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais da Polícia Militar - 2022
Leia a tira.
(M. Schulz, Minduim Charles. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos. 25.03.2022. Adaptado)
Trufa: a trufa cresce nas raízes subterrâneas de certas árvores de clima temperado, como o carvalho e a aveleira, e é localizada por cães treinados.
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas da tira devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Leia o fragmento para responder a questão.
Para o céu cristalino alevantando
Com lágrimas, os olhos piedosos
(Os olhos, porque as mãos lhe estava atando
Um dos duros ministros rigorosos);
E depois nos meninos atentando,
Que tão queridos tinha e tão mimosos,
Cuja orfandade como mãe temia,
Para o avô cruel assim dizia:
(...)
“Ó tu, que tem de humano o gesto e o peito
(Se de humano é matar uma donzela,
Fraca e sem força, só por ter sujeito
O coração a quem soube vencê-la),
A estas criancinhas tem respeito,
Pois o não tens à morte escura dela;
Mova-te a piedade sua e minha,
Pois te não move a culpa que não tinha”.
(Episódio de Inês de Castro. Luiz Vaz de Camões, Os Lusíadas)
O trecho faz parte do Episódio de Inês de Castro, da obra Os Lusíadas, de Luiz Vaz de Camões. Esse momento da obra pode ser definido como
Leia o fragmento para responder a questão.
Para o céu cristalino alevantando
Com lágrimas, os olhos piedosos
(Os olhos, porque as mãos lhe estava atando
Um dos duros ministros rigorosos);
E depois nos meninos atentando,
Que tão queridos tinha e tão mimosos,
Cuja orfandade como mãe temia,
Para o avô cruel assim dizia:
(...)
“Ó tu, que tem de humano o gesto e o peito
(Se de humano é matar uma donzela,
Fraca e sem força, só por ter sujeito
O coração a quem soube vencê-la),
A estas criancinhas tem respeito,
Pois o não tens à morte escura dela;
Mova-te a piedade sua e minha,
Pois te não move a culpa que não tinha”.
(Episódio de Inês de Castro. Luiz Vaz de Camões, Os Lusíadas)
As informações do texto permitem concluir corretamente que a situação em que Inês de Castro se encontra decorre de
Leia o fragmento para responder a questão.
Para o céu cristalino alevantando
Com lágrimas, os olhos piedosos
(Os olhos, porque as mãos lhe estava atando
Um dos duros ministros rigorosos);
E depois nos meninos atentando,
Que tão queridos tinha e tão mimosos,
Cuja orfandade como mãe temia,
Para o avô cruel assim dizia:
(...)
“Ó tu, que tem de humano o gesto e o peito
(Se de humano é matar uma donzela,
Fraca e sem força, só por ter sujeito
O coração a quem soube vencê-la),
A estas criancinhas tem respeito,
Pois o não tens à morte escura dela;
Mova-te a piedade sua e minha,
Pois te não move a culpa que não tinha”.
(Episódio de Inês de Castro. Luiz Vaz de Camões, Os Lusíadas)
O vocábulo do texto cujo sufixo indica ideia de “abundância” é
Leia o texto para responder a questão.
Foco no cerrado
O tema da preservação ambiental, no Brasil, sempre vai associado a desmatamento da Amazônia, fogo no Pantanal e a quase extinção da mata atlântica. Raramente vem à tona a defesa do cerrado, bioma que perdeu 8531 km2 da vegetação original em 2021, quase seis vezes a área do município de São Paulo. Esse dado desanimador teve divulgação no último dia de 2021.
Existe algo de preconceito nessa visão desfocada do cerrado, paisagem que domina o centro do país. Na estiagem, suas fisionomias campestres e florestais assumem aparência seca, um mosaico de capim, arbustos e árvores retorcidas não raro descrito como reles “mato”.
É o segundo maior bioma do Brasil, contudo, e o que se chama de “hotspot”: área de imensa biodiversidade sob grave ameaça. Metade do cerrado já foi destruída, ante um quinto da floresta amazônica.
A imagem de terra sem valor favoreceu a expansão imprevidente do agronegócio. Hoje a savana brasileira produz 55% da carne bovina, 49% da soja, 49% do milho, 98% do algodão e 47% da cana-de-açúcar, segundo a Embrapa Cerrados.
Foi uma façanha épica e tecnológica convertê-la no celeiro de grãos do país, a partir dos anos 1970. No entanto tal história de sucesso comportou boa dose de negligência com a devastação continuada.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 01.01.2022. Adaptado)
O editorial defende a ideia de que o cerrado
Leia o texto para responder a questão.
Foco no cerrado
O tema da preservação ambiental, no Brasil, sempre vai associado a desmatamento da Amazônia, fogo no Pantanal e a quase extinção da mata atlântica. Raramente vem à tona a defesa do cerrado, bioma que perdeu 8531 km2 da vegetação original em 2021, quase seis vezes a área do município de São Paulo. Esse dado desanimador teve divulgação no último dia de 2021.
Existe algo de preconceito nessa visão desfocada do cerrado, paisagem que domina o centro do país. Na estiagem, suas fisionomias campestres e florestais assumem aparência seca, um mosaico de capim, arbustos e árvores retorcidas não raro descrito como reles “mato”.
É o segundo maior bioma do Brasil, contudo, e o que se chama de “hotspot”: área de imensa biodiversidade sob grave ameaça. Metade do cerrado já foi destruída, ante um quinto da floresta amazônica.
A imagem de terra sem valor favoreceu a expansão imprevidente do agronegócio. Hoje a savana brasileira produz 55% da carne bovina, 49% da soja, 49% do milho, 98% do algodão e 47% da cana-de-açúcar, segundo a Embrapa Cerrados.
Foi uma façanha épica e tecnológica convertê-la no celeiro de grãos do país, a partir dos anos 1970. No entanto tal história de sucesso comportou boa dose de negligência com a devastação continuada.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 01.01.2022. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o conectivo empregado mantém o sentido do texto e a regência nominal está em conformidade com a norma-padrão.
Leia o texto para responder a questão.
Foco no cerrado
O tema da preservação ambiental, no Brasil, sempre vai associado a desmatamento da Amazônia, fogo no Pantanal e a quase extinção da mata atlântica. Raramente vem à tona a defesa do cerrado, bioma que perdeu 8531 km2 da vegetação original em 2021, quase seis vezes a área do município de São Paulo. Esse dado desanimador teve divulgação no último dia de 2021.
Existe algo de preconceito nessa visão desfocada do cerrado, paisagem que domina o centro do país. Na estiagem, suas fisionomias campestres e florestais assumem aparência seca, um mosaico de capim, arbustos e árvores retorcidas não raro descrito como reles “mato”.
É o segundo maior bioma do Brasil, contudo, e o que se chama de “hotspot”: área de imensa biodiversidade sob grave ameaça. Metade do cerrado já foi destruída, ante um quinto da floresta amazônica.
A imagem de terra sem valor favoreceu a expansão imprevidente do agronegócio. Hoje a savana brasileira produz 55% da carne bovina, 49% da soja, 49% do milho, 98% do algodão e 47% da cana-de-açúcar, segundo a Embrapa Cerrados.
Foi uma façanha épica e tecnológica convertê-la no celeiro de grãos do país, a partir dos anos 1970. No entanto tal história de sucesso comportou boa dose de negligência com a devastação continuada.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 01.01.2022. Adaptado)
No trecho do primeiro parágrafo – ... bioma que perdeu 8531 km² da vegetação original em 2021... –, o termo destacado está empregado com o mesmo valor que na frase:
Leia o fragmento de Memórias Póstumas de Brás Cubas para responder a questão.
Naquele dia, a árvore dos Cubas brotou uma graciosa flor. Nasci; recebeu-me nos braços a Pascoela, insigne parteira minhota, que se gabava de ter aberto a porta do mundo a uma geração inteira de fidalgos. Não é impossível que meu pai lhe ouvisse tal declaração; creio, todavia, que o sentimento paterno é que o induziu a gratificá-la com duas meias dobras. Lavado e enfaixado, fui desde logo o herói da nossa casa. Cada qual prognosticava a meu respeito o que mais lhe quadrava ao sabor. Meu tio João, o antigo oficial de infantaria, achava-me um certo olhar de Bonaparte, coisa que meu pai não pôde ouvir sem náuseas; meu tio Ildefonso, então simples padre, farejava-me cônego.
Meu pai respondia a todos que eu seria o que Deus quisesse; perguntava a todos se eu me parecia com ele, se era inteligente, bonito...
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas. Adaptado)
Segundo os prognósticos a respeito do narrador apresentados no excerto e o que se desenrolou na obra, é correto afirmar que
Leia o fragmento de Memórias Póstumas de Brás Cubas para responder a questão.
Naquele dia, a árvore dos Cubas brotou uma graciosa flor. Nasci; recebeu-me nos braços a Pascoela, insigne parteira minhota, que se gabava de ter aberto a porta do mundo a uma geração inteira de fidalgos. Não é impossível que meu pai lhe ouvisse tal declaração; creio, todavia, que o sentimento paterno é que o induziu a gratificá-la com duas meias dobras. Lavado e enfaixado, fui desde logo o herói da nossa casa. Cada qual prognosticava a meu respeito o que mais lhe quadrava ao sabor. Meu tio João, o antigo oficial de infantaria, achava-me um certo olhar de Bonaparte, coisa que meu pai não pôde ouvir sem náuseas; meu tio Ildefonso, então simples padre, farejava-me cônego.
Meu pai respondia a todos que eu seria o que Deus quisesse; perguntava a todos se eu me parecia com ele, se era inteligente, bonito...
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas. Adaptado)
Transposta para o discurso direto, a passagem – Meu pai respondia a todos que eu seria o que Deus quisesse; perguntava a todos se eu me parecia com ele, se era inteligente, bonito... – assume a seguinte redação, de acordo com a norma-padrão:
Leia a tira.
(M. Schulz, Minduim Charles. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos. 20.01.2022)
No último quadrinho, a fala de Snoopy traz uma forma em desacordo com a norma-padrão: “Traz ele”. Sobre esse uso, é correto afirmar que está

