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Delegado de Polícia - 2013


Página 4  •  Total 80 questões
67649Questão 31|Direito Penal|superior

Lucileide, ao sair de sua residência, foi rendida por dois homens, que portavam armas de fogo, e colocada no porta-malas do seu próprio veículo. Os marginais percorreram por muitas horas vários bairros, sendo exigido sempre de Lucileide efetuar vários saques bancários em contas de sua titularidade, sempre sob a ameaça de armas, inclusive sob a ameaça de ser violentada sexualmente. Logo, Lucileide foi vítima do delito de:

  • A

    cárcere privado (artigo 148 do CP).

  • B

    roubo (artigo 157, § 2, V, doCP).

  • C

    extorsão simples (artigo 158, caput do CP).

  • D

    extorsão qualificada (artigo 158, § 3º do CP).

  • E

    extorsãomediante sequestro (artigo 159 do CP).

67650Questão 32|Direito Penal|superior

Joseval, no calor de uma discussão com Marinalda, sua namorada, por divergências esportivas, pois torcem para times distintos, desferiu um soco no rosto desta, que resultou em lesão, após o que Marinalda passou a não sentir mais paladar. Assim, Joseval:

  • A

    deve responder pelo crime de lesão corporal simples.

  • B

    deve responder pelo crime de lesão corporal grave.

  • C

    deve responder pelo crime de lesão corporal gravíssima.

  • D

    deve responder pelo crime de violência doméstica.

  • E

    não deve responder por crime algum, pois a imputabilidade fica excluída pela emoção ou pela paixão.

67651Questão 33|Direito Penal|superior

Geraldino permitiu seu encarceramento pelo patologista André, para se submeter a uma experiência científica. Ao terminar o período da experiência, Geraldino procurou a delegacia de polícia da circunscrição de sua residência, alegando que fora vítima de crime, em face do seu encarceramento.Do relato apresentado, conclui-se:

  • A

    Não há crime, pois o consentimento do ofendido excluiu a ilicitude.

  • B

    André praticou o crime de sequestro ou cárcere privado qualificado, preceituado no artigo 148, § 1º, II (se o crime é praticadomediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital) do CP.

  • C

    André praticou o crime de sequestro ou cárcere privado qualificado, preceituado no artigo 148, § 2º (se resulta à vítima, em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção, grave sofrimento físico oumoral) do CP.

  • D

    André praticou o crime de lesão corporal, que absorve o crime de sequestro ou cárcere privado.

  • E

    André praticou os crimes de lesão corporal e de sequestro ou cárcere privado, em concurso material.

67652Questão 34|Direito Penal|superior

Quanto à aplicação da lei penal brasileira no espaço, é correto afirmar:

I. O princípio da universalidade, preconizado no artigo 7º, II, a, do CP não obsta a concessão da extradição ao Estado no qual ocorreram as práticas delituosas.

II. Em razão do princípio da personalidade passiva, o brasileiro nato não pode ser extraditado, entretanto é submetido à lei brasileira quando pratica crime no estrangeiro, mesmo que já tenha cumprido pena ou tenha sido absolvido no país onde praticou o crime.

III. A legislação brasileira adota de forma irrestrita o princípio da justiça universal; inclusive nos crimes de tráfico de pessoas esse princípio prevalece em prejuízo do princípio da territorialidade.

IV. O território onde estão instaladas as embaixadas estrangeiras passam a constituir território do Estado da embaixada.

Indique a opção que contempla a(s) assertiva(s) correta(s).

  • A

    I, II, III e IV.

  • B

    II, III e IV, apenas.

  • C

    III e IV, apenas.

  • D

    I e IV, apenas.

  • E

    I, apenas.

67653Questão anuladaAnuladaQuestão 35|Direito Processual Penal|superior

Quanto às organizações criminosas, preconizadas na Lei nº 9.034/1995, pode-se afirmar:

I. A expressão “organização criminosa” preceituada no artigo 1º é um complemento normativo do tipo, tratando-se, no caso, de uma norma penal em branco heteróloga ou em sentido estrito.

II. A definição jurídica de organização criminosa não se submete ao princípio da taxatividade.

III. Entende-se como “grupo criminoso organizado” aquele estruturado de três ou mais pessoas, existente há algum tempo e atuando concertadamente com o propósito de cometer uma ou mais infrações graves, com a intenção de obter, direta ou indiretamente, um benefício econômico ou outro benefício material.

IV. Somente se entende como organização criminosa os ilícitos decorrentes de ações praticadas por quadrilha ou bando.

Indique a opção que contempla a(s) assertiva(s) correta(s).

  • A

    I, II, III e IV.

  • B

    I, II e III, apenas.

  • C

    II, III e IV, apenas.

  • D

    I e IV, apenas.

  • E

    I, apenas.

67654Questão 36|Direito Penal|superior

Dois veículos chocaram-se em um cruzamento. Em razão da colisão, um dos motoristas fraturou um braço, o que o impossibilitou de trabalhar por seis meses. O outro motorista teve uma luxação no joelho direito. O fato foi apurado pela delegacia local, restando cabalmente provado que os motoristas de ambos os carros concorreram para a colisão, pois um, em face da ausência de manutenção, estava sem freio, e o outro havia avançado o sinal e estava em velocidade acima da permitida.Assim, conclui-se que se trata de hipótese de:

  • A

    autoria colateral.

  • B

    compensação de culpa.

  • C

    lesão corporal culposa, preceituada no artigo 129, § 6º doCP.

  • D

    aberratio delicti .

  • E

    culpa consciente.

67655Questão 37|Direito Penal|superior

O agente penitenciárioMauro agenciou a fuga de três pessoas que cumpriam medida de segurança imposta pelo Juiz criminal nomanicômio judiciário em que era lotado. Para tanto, Mauro recebeu um carro, uma casa e vinte mil reais em dinheiro. Portanto, Mauro:

  • A

    não deve responder por crime algum, pois se trata de cumprimento demedida de segurança.

  • B

    deve responder pelo crime de facilitação de fuga, preceituado no artigo 351 do CP.

  • C

    deve responder pelo crime de corrupção ativa, preceituado no artigo 333 do CP.

  • D

    deve responder pelo crime de corrupção passiva, preceituado no artigo 317 do CP.

  • E

    deve responder pelo crime de concussão, preceituado no artigo 316 do CP.

67656Questão 38|Direito Penal|superior

No interior de uma aeronave de uma companhia americana, quando esta sobrevoava o estado da Bahia, Patrícia, que embarcara no aeroporto de Vitória – ES, viajando para os Estados Unidos da América, teve um desentendimento com uma comissária de bordo do avião, por causa do assento em que estava posicionada. Em razão do tratamento dispensado pela comissária de bordo, Patrícia solicitou seu nome, ocasião em que a funcionária da companhia aérea disse que não daria, inclusive afirmou: “Amanhã vou acordar jovem, bonita, orgulhosa, rica e sendo uma poderosa americana, e você vai acordar como safada, depravada, repulsiva, canalha e miserável brasileira.” Assim, essa aeromoça:

  • A

    não praticou crime perante a lei brasileira, emface do princípio do pavilhão.

  • B

    praticou o crime de injúria racial, com fulcro no artigo 140, § 3º do CP.

  • C

    praticou o crime de tortura (Lei nº 9.455/1997), pois constrangeu a vítima, causando-lhe sofrimento mental, em razão de discriminação racial.

  • D

    praticou o crime de racismo, preceituado na Lei n° 7.716/1989.

  • E

    praticou o crime de difamação, com fulcro no artigo 139 do CP.

67657Questão 39|Direito Penal|superior

Adriana, desejando a morte de sua amiga Leda, por vingança,mediante ameaça com uma faca, obrigou-a a ingerir “chumbinho", substância utilizada para matar ratos, a despeito das súplicas da vítima que sabia que a ingestão daquela substância poderia levá-la a morte. Após a ingestão do veneno, a vítima permaneceu agonizando por duas horas, vindo a óbito. Logo, Adriana deve responder pelo crime de homicídio doloso:

  • A

    simples consumado.

  • B

    qualificado por meio insidioso.

  • C

    qualificado por meio cruel.

  • D

    duplamente qualificado por motivo torpe e por meio insidioso.

  • E

    duplamente qualificado por motivo torpe e por meio cruel.

67658Questão 40|Direito Penal|superior

A Presidente da República editou uma Medida Provisória, agravando a pena de um determinado crime. Logo, pode-se afirmar:

I. Trata-se de lei emsentido formal.

II. Pelo princípio da retroatividade benéfica, a Medida Provisória somente poderá ser aplicada a fatos posteriores à sua edição.

III. A agravação da pena somente poderá ocorrer após a aprovação da Medida Provisória pelo CongressoNacional.

IV. Apresenta vício de origem que não convalesce pela sua eventual aprovação.

Indique a opção que contempla a(s) assertiva(s) correta(s).

  • A

    I, II, III e IV.

  • B

    I, II e III, apenas.

  • C

    II, III e IV, apenas.

  • D

    I, apenas.

  • E

    IV, apenas.