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Analista Judiciário - Serviço Social - 2024


Página 7  •  Total 70 questões
42582Questão 61|Direito de Família|superior

O Estatuto da Mulher Casada (Lei nº 4.121/1962) eliminou a incapacidade relativa da mulher casada, que passou a praticar todos os atos que o marido também podia praticar.

Entretanto, deixou de avançar no seguinte aspecto, conforme destacam os estudiosos das posições doutrinárias do direito de família:

  • A

    estabelecer a cooperação diferenciada dos cônjuges no interesse comum do casal e dos filhos, mantendo o homem como chefe da sociedade conjugal.

  • B

    manter o direito do homem em definir a residência do casal.

  • C

    manter o privilégio do ramo paterno em detrimento do materno em definir a religião dos filhos.

  • D

    Manter a necessidade de autorização do marido para a mulher viajar ao exterior.

  • E

    Manter a necessidade de autorização do marido para a mulher assumir cargo público.

42583Questão 62|ECA|superior

Pesquisadores do serviço social na área sociojurídica identificam tensões na interface entre o Poder Judiciário e a política de assistência social mas vislumbram, nesse mesmo entrecruzamento, a possibilidade de outra forma de proteção para as crianças e adolescentes institucionalizadas e suas famílias.

Para que essas novas formas de proteção se concretizem, é necessário que

  • A

    as equipes técnicas do Poder Judiciário estabeleçam os parâmetros técnicos das políticas de proteção para as crianças e adolescentes institucionalizadas e suas famílias.

  • B

    as políticas de proteção para as crianças e adolescentes institucionalizadas e suas famílias sejam subordinadas ao Poder Judiciário.

  • C

    as políticas de proteção para as crianças e adolescentes institucionalizadas e suas famílias sejam subordinadas ao Ministério Público.

  • D

    as atenções ofertadas na política de proteção para as crianças e adolescentes institucionalizadas e suas famílias sejam um contraponto e não uma subserviência ao judiciário

  • E

    os magistrados e suas equipes técnicas realizem visitas periódicas, de surpresa, às instituições de acolhimento de crianças e adolescentes, para identificar irregularidades.

42584Questão 63|Psicologia|superior

A produção de documentos e a emissão de opinião técnica por profissionais de Serviço Social, por meio de diversos tipos de registros, como informes, relatórios, laudos e pareceres, faz parte das atribuições e competências profissionais de assistentes sociais. Embora não exista um modelo ideal de relatórios, laudos e pareceres, pois os profissionais gozam de autonomia, existem parâmetros que devem ser considerados na elaboração de um laudo social em uma ação judicial. Um desses parâmetros estabelece que o laudo deve

  • A

    reunir o maior número de dados possíveis para alcançar a verdade dos fatos.

  • B

    juntar documentos para comprovar as informações contidas, pois é isto que confere legitimidade ao parecer.

  • C

    ser descritivo, para não deixar dúvidas quanto à veracidade dos dados nele contidos.

  • D

    reproduzir de modo literal as falas dos usuários, para embasar o posicionamento profissional.

  • E

    articular os dados com a totalidade que explica a situação em análise, de modo a evitar interpretações com viés punitivista.

42585Questão 64|Direito de Família|superior

O debate sobre a Lei da Alienação Parental, no âmbito do serviço social adquire maior visibilidade com a emissão de uma nota técnica sobre o assunto, pelo Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), no ano de 2022.

A nota recupera o percurso realizado pelos assistentes social sobre o assunto, para recomendar que os profissionais de serviço social, em seus relatórios, que

  • A

    utilizem o termo alienação parental apenas em situação de grave ameaça ao rompimento do vínculo entre a criança e família.

  • B

    não utilizem o termo síndrome para se referir à ocorrência de alienação parental.

  • C

    utilizem os argumentos da lei, abstendo-se de usar o termo alienação parental.

  • D

    não utilizem o termo “alienação parental.

  • E

    identifiquem, de acordo com a doutrina da alienação parental, quem pratica os atos.

42586Questão 65|ECA|superior

Desde a entrada em vigor do Estatuto da Criança e do Adolescente, as ações voltadas a esta população, no âmbito do Poder Judiciário brasileiro, são norteadas pelo princípio do melhor interesse da criança. Apesar dos avanços nos marcos legais, materializados pela legislação em vigor, as contradições se mostram persistentes.

Entre as afirmativas abaixo, assinale a que expressa a mais evidente das contradições existentes na adesão ao princípio do super interesse.

  • A

    A adesão ao princípio do melhor interesse não se aplica às crianças e adolescentes das famílias das classes afluentes, pois estas são capazes de suprir suas necessidades materiais e afetivas.

  • B

    A adesão ao princípio do melhor interesse da criança conflita com o interesse dos educadores, limitando a autonomia das instituições de ensino em aplicar medidas para disciplinar os estudantes.

  • C

    A adesão ao princípio do melhor interesse da criança aumentou a dependência das famílias pobres em relação ao Estado.

  • D

    A adesão ao “princípio do superior interesse” não resultou, necessariamente, em avanços nas condições de vida das crianças e adolescentes, sobretudo, diante da consolidação do sistema neoliberal e seus impactos nas políticas sociais.

  • E

    A adesão ao princípio do melhor interesse da criança impôs limites ao poder familiar que comprometem o equilíbrio das famílias.

42587Questão 66|ECA|superior

As iniciativas reformadoras em psiquiatria atravessam a história, mas a novidade deste processo que chamamos de reforma psiquiátrica e vai culminar com a promulgação da Lei 10.216, no ano de 2010, tem uma marca distintiva, em que a noção de reforma ganha uma inflexão diferente.

Essa marca distintiva, segundo os pesquisadores da reforma psiquiátrica brasileira, reside no fato de que a crítica ao asilo

  • A

    visa ao seu aperfeiçoamento e à humanização dos serviços ambulatoriais.

  • B

    é feita em tom moderado, para evitar uma reação dos setores mais conservadores.

  • C

    foi assumida pelos médicos, que não demonstraram resistência aos novos parâmetros propostos pela reforma.

  • D

    questiona a eficácia dos psicofármacos, provocando um retrocesso nas pesquisas sobre os seus efeitos.

  • E

    deixa de visar seu aperfeiçoamento ou humanização, vindo a incidir sobre os próprios pressupostos da psiquiatria.

42588Questão 67|ECA|superior

Segundo a Lei nº 10.741/2003, a pessoa idosa goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, devendo ser asseguradas todas as oportunidades e facilidades para a preservação de sua saúde física e mental, bem como seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.

Os casos de suspeita ou confirmação de violência praticada contra pessoas idosas serão objeto de notificação compulsória pelos serviços de saúde públicos e privados à autoridade sanitária, bem como serão obrigatoriamente comunicados por eles ao seguinte órgão:

  • A

    Conselho Tutelar.

  • B

    CRAS – Centro de Referência em Assistência Social.

  • C

    Ministério Público.

  • D

    Poder Judiciário.

  • E

    Centro de Referência Especializado em Assistência Social.

42589Questão 68|Direito de Família|superior

O plenário do Conselho Nacional de Justiça aprovou, recentemente, uma nova resolução, trazendo novidades em relação aos divórcios realizados extrajudicialmente e alterando a resolução que, até então, regulamentava o tema.

No que concerne à guarda dos filhos menores ou incapazes a nova resolução, nº 571, do CNJ estabelece que

  • A

    o divórcio não pode ser realizado extrajudicialmente quando há filhos menores de idade ou incapazes.

  • B

    será permitida a lavratura da escritura pública de divórcio, desde que comprovada a prévia resolução judicial das questões referentes à guarda, visitação e alimentos dos filhos comuns do casal menores ou incapazes.

  • C

    o casal levará os filhos menores comuns ao Conselho Tutelar para serem ouvidas sobre o regime de guarda que irá vigorar após o divórcio e o termo de oitiva deverá ficar consignado na escritura.

  • D

    o casal levará os filhos comuns menores ou maiores incapazes ao Ministério Público para serem ouvidos sobre o regime de guarda ou curatela que irá vigorar após o divórcio e o termo de oitiva deverá ficar consignado na escritura.

  • E

    os pais devem expressamente concordar que declinam de pensão alimentícia para os filhos menores ou incapazes.

42590Questão 69|Direito de Família|superior

Em 2008 foi promulgada a Lei nº 11.698/2008, que instituiu a obrigatoriedade da guarda compartilhada “sempre que possível” e mais adiante, a Lei nº 13.058/2014 instituiu a guarda compartilhada como “regra”, retirando a expressão “sempre que possível” da lei anterior. Embora seja considerada um avanço para as mulheres, liberando-as do encargo de cuidarem sozinhas dos filhos após o divórcio, há divergências quanto a esses avanços.

Segundo os estudiosos das relações de gênero, a guarda compartilhada não pode ser associada automaticamente à igualdade de gênero porque a guarda compartilhada

  • A

    é um regime que desequilibra as relações entre os pais das crianças.

  • B

    prejudica o desenvolvimento das crianças e as mães serão responsabilizadas.

  • C

    impôs às mulheres vítimas de violência a manutenção do contato contínuo com o seu agressor.

  • D

    só funciona quando há bom entendimento entre os pais.

  • E

    não se aplica à realidade brasileira, onde a desigualdade entre os gêneros é muito grande.

42591Questão 70|Direito de Família|superior

A Lei nº 12.318/2010, conhecida como lei da alienação parental, foi alterada pela Lei nº 14.340 de 18/05/2022 para modificar os procedimentos relativos à sua aplicação.

Entre as alterações que passaram a vigorar, após a publicação da lei, destaca-se a que assegura

  • A

    à criança ou ao adolescente e ao genitor garantia mínima de visitação assistida no fórum em que tramita a ação ou em entidades conveniadas com a Justiça.

  • B

    à criança o direito de se recusar a participar do estudo social e psicológico.

  • C

    à criança ou ao adolescente e ao genitor o direito de se recusar a ser ouvido pelo Ministério Público.

  • D

    à criança alienada o direito de se negar à convivência com o genitor alienado, desde que assim o declare por escrito.

  • E

    ao genitor alienado o direito de reduzir pela metade o valor dos alimentos pagos ao filho que recusa a convivência.