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Juiz Substituto - 2025


Página 2  •  Total 100 questões
83122Questão 11|Direito Civil|superior

O inventário de Zenaide (sem testamento) vem sendo objeto de profunda disputa entre seus três filhos sobreviventes (Ana Alice, Bianca e Cecília), que pretendem mutuamente se excluir da sucessão por indignidade. Ana Alice tinha severas divergências com Xisto, o companheiro de Zenaide, tendo praticado difamação contra ele, objeto inclusive de condenação criminal transitada em julgado. Bianca, por sua vez, manteve relacionamento amoroso com Xisto, enquanto ele era companheiro de sua mãe. Por fim, Cecília, quando tinha 20 anos, foi responsável pela morte de seu próprio irmão que era quinze anos mais novo, Daniel (o quarto filho de Zenaide, pré-morto), em virtude de negligência ao esquecê-lo trancado dentro de automóvel, levando ao seu sufocamento.

Com base nesses fatos, a exclusão da sucessão de Zenaide pode ocorrer somente quanto a:

  • A

    Ana Alice;

  • B

    Ana Alice e Bianca;

  • C

    Bianca;

  • D

    Bianca e Cecília;

  • E

    Cecília.

83123Questão 12|Direito Civil|superior

Cássio celebrou verbalmente contrato de fiança com Pâmela, estabelecendo-se como fiador solidário, de forma a garanti-la quanto ao cumprimento da obrigação de pagar aluguel, assumida por Thiago em decorrência de contrato de locação que com ela celebrou. Nos termos do contrato, o aluguel mensal é devido no valor de dois mil reais, com vencimento todo quinto dia útil do mês.

Nesse caso, o contrato de fiança é:

  • A

    válido;

  • B

    nulo;

  • C

    anulável;

  • D

    ineficaz;

  • E

    inexistente.

83124Questão 13|Direito Civil|superior

Roberto e Laura são casados pelo regime da comunhão parcial de bens desde 2015. Na constância do casamento, eles compraram um automóvel, Laura herdou uma chácara de sua mãe e Roberto comprou um apartamento em Itabaiana com recursos do casal, mas o registrou apenas em seu nome. Acerca do regime de bens do casal, é correto afirmar que:

  • A

    a chácara deverá ser objeto de partilha entre Roberto e Laura por ocasião do eventual divórcio do casal;

  • B

    se Laura desejar vender o automóvel adquirido pelo casal, exige-se a vênia de Roberto;

  • C

    o registro apenas em nome de Roberto impede que o apartamento em Itabaiana seja considerado um bem comum do casal;

  • D

    se Roberto quiser vender o apartamento em Itabaiana, precisará da vênia de Laura;

  • E

    se Roberto desejar onerar o automóvel, necessitará da vênia de Laura.

83125Questão 14|Direito Civil|superior

Silmara e Jorge casaram-se civilmente em 2004 e assim permaneceram até o falecimento de Jorge, em 2019. A viúva até hoje aguarda que o inventário termine para que os bens de Jorge possam ser partilhados entre ela e os quatro filhos que tiveram juntos. Não obstante, Silmara conheceu Renato, se apaixonaram e desejam casar-se civilmente.

Nesse caso, o casamento de Silmara e Renato é atingido por:

  • A

    impedimento;

  • B

    causa de ineficácia;

  • C

    causa suspensiva;

  • D

    causa de anulabilidade;

  • E

    causa de inexistência.

83126Questão 15|Direito Processual Civil|superior

Em um processo de inventário no qual havia um herdeiro com 15 anos de idade, o órgão do Ministério Público com atribuição para ali oficiar constatou a existência de dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade do incapaz, o que levou o promotor de justiça a requerer a decretação do segredo de justiça.

Apreciando o requerimento ministerial, o juiz, mesmo reconhecendo, acertadamente, que os dados constantes dos autos poderiam violar o direito à intimidade do herdeiro incapaz, indeferiu-o, por entender que somente este poderia formulá-lo.

Vinte dias úteis depois de ter sido regularmente intimado, o órgão do Parquet interpôs o recurso de agravo de instrumento para obter a reforma da decisão de primeiro grau e a consequente decretação do segredo de justiça no processo de inventário.

Nesse cenário, o recurso de agravo de instrumento interposto:

  • A

    não deve ser conhecido, diante de sua intempestividade;

  • B

    não deve ser conhecido, diante de seu descabimento;

  • C

    deve ser conhecido e provido;

  • D

    deve ser conhecido, porém desprovido, já que o regime consagrado na lei é o da publicidade dos atos processuais;

  • E

    deve ser conhecido, porém desprovido, já que somente o incapaz poderia requerer a decretação do segredo de justiça.

83127Questão 16|Direito Processual Civil|superior

No que se refere à competência do órgão judicial para processar e julgar um determinado feito, é correto afirmar que:

  • A

    a competência consiste numa condição para o regular exercício do direito de ação, cuja ausência leva à extinção do processo sem resolução do mérito;

  • B

    o vício da incompetência relativa é suscitável pela parte interessada por meio da exceção de incompetência;

  • C

    o vício da incompetência absoluta não pode ser reconhecido de ofício pelo juiz;

  • D

    o vício da incompetência absoluta é suscitável como questão preliminar da peça contestatória;

  • E

    caso um juízo absolutamente incompetente profira uma decisão interlocutória, esta é inválida e desprovida de eficácia.

83128Questão 17|Direito Processual Civil|superior

No que concerne à liquidação de sentença, é correto afirmar que:

  • A

    o procedimento comum deve ser adotado caso haja a necessidade de se alegar e provar fato novo;

  • B

    a sua deflagração é necessária caso a apuração do quantum debeatur dependa de cálculo aritmético;

  • C

    a sua deflagração pode ocorrer a requerimento do credor, mas não do devedor;

  • D

    se a sentença condenatória contiver uma parte líquida e outra ilíquida, deve o credor promover, antes, a liquidação desta;

  • E

    as decisões interlocutórias proferidas não são impugnáveis por qualquer via recursal típica.

83129Questão 18|Direito Processual Civil|superior

Alexandre intentou ação de indenização, pelo procedimento comum, em face de município que constitui capital de estado, pleiteando a sua condenação a lhe pagar uma verba indenizatória a que entendia fazer jus.

Concluídas as fases postulatória e instrutória, o juiz da causa proferiu sentença em que, baseando-se em entendimento firmado em incidente de assunção de competência, condenava o ente público demandado a pagar a Alexandre quantia correspondente a 600 salários mínimos.

Foi efetivada a intimação pessoal da sentença, em relação ao membro da Advocacia Pública, por meio de carga dos autos, sem que a parte ré interpusesse recurso de apelação no prazo legal, conforme certificado pela serventia.

Nesse cenário, o juiz deve:

  • A

    ordenar, a despeito da validade da intimação da sentença, a renovação do ato, em razão da indisponibilidade do interesse público, de modo a propiciar a interposição, pelo réu, do recurso de apelação;

  • B

    pronunciar a nulidade da intimação da sentença e determinar a renovação do ato, já então por oficial de justiça, na pessoa do procurador-geral do município;

  • C

    determinar a remessa dos autos ao órgão ad quem, por força do reexame necessário;

  • D

    ordenar a expedição de ofício ao presidente do Tribunal de Justiça, que poderá avocar os autos;

  • E

    determinar que a serventia certifique o trânsito em julgado da sentença proferida.

83130Questão 19|Direito Processual Civil|superior

Em um determinado processo cuja lide envolvia interesses disponíveis e partes capazes, confirmou-se a notícia de que o réu residia fora do Brasil e de que o país em que ele se encontrava recusava o cumprimento de carta rogatória.

Na sequência, o juiz da causa determinou a citação por edital do réu, que não ofertou resposta no prazo legal.

O magistrado, então, determinou a remessa dos autos ao curador especial, que ofertou contestação em favor do demandado. Nessa peça, arguiu-se, preliminarmente, a nulidade da citação editalícia, com base no argumento de que esta era incabível no caso, além da falta de interesse de agir. Já no mérito, contestou-se por negação geral.

Nesse contexto, é correto afirmar que:

  • A

    o juiz errou ao ordenar a remessa dos autos ao curador especial, já que, diante da revelia do réu, cabia-lhe proferir de imediato sentença de procedência do pedido do autor;

  • B

    o juiz acertou ao determinar a remessa dos autos ao curador especial, cujo múnus é desempenhado pelo órgão do Ministério Público;

  • C

    o juiz errou ao determinar a citação do réu pela via editalícia, já que não foram atendidos os requisitos previstos na lei processual para a sua efetivação;

  • D

    o curador especial acertou ao contestar, no mérito, por negação geral, já que não lhe é aplicável o ônus da impugnação especificada dos fatos alegados na petição inicial;

  • E

    o curador especial errou ao arguir questões preliminares, o que é vedado nas contestações que lhe caibam ofertar.

83131Questão 20|Direito Processual Civil|superior

A modalidade de intervenção de terceiros por meio da qual, diante da relevância da matéria, da especificidade do tema objeto da demanda ou da repercussão social da controvérsia, uma pessoa natural ou jurídica, órgão ou entidade especializada, com representatividade adequada, manifesta-se no feito é:

  • A

    a assistência simples;

  • B

    a assistência litisconsorcial;

  • C

    o amicus curiae;

  • D

    o chamamento ao processo;

  • E

    o incidente de desconsideração da personalidade jurídica.

Juiz Substituto - 2025 | Prova