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Analista Judiciário - Área Judiciária - 2017


Página 2  •  Total 60 questões
95635Questão 11|Português|superior

Vejo pela manhã os escolares caminhando rumo aos estabelecimentos de ensino. Uma boa percentagem carrega o malote nas costas, preso pelas correias passando pelos ombros. Assim usam meus netos. Meus filhos imitaram os pais, conduzindo os livros numa bolsa, levada na mão esquerda. A recomendação clássica é ter sempre a mão direita livre, desocupada, pronta para a defesa.

      Esse transporte da bolsa estudantil parece pormenor sem importância. Mesmo assim foi anotado há mais de vinte séculos em versos latinos. O poeta Quinto Horácio Flaco faleceu oito anos antes de Jesus Cristo nascer. No primeiro livro das Sátiras, a sexta inclui essa referência, recordação do menino Horácio, filho de liberto, indo para a aula do brutal Orbílio Pupilo, ex-soldado em Benavente: Laevo suspensi locutos tabulamque lacerto. Antônio Luís Seabra (1799-1895), tradutor de Horácio, divulgou o “No braço esquerdo com tabela e bolsa”. Essas “tabelas” eram as placas de madeira encerada onde escreviam. Valiam os livros contemporâneos. A figura do escolar atravessando as ruas da tumultuosa Roma no ano 55 e que seria o eternamente vivo Horácio, volta aos meus olhos, nessa janela provinciana e brasileira, aos seis graus ao sul da Equinocial.

(CASCUDO, Câmara, “Indo para a Escola”, em História dos Nossos Gestos. Edição digital. Rio de Janeiro: Global, 2012)

No texto, o autor

  • A

    ilustra, a partir de seu conhecimento histórico, um costume satirizado por Horácio, que, sendo um poeta, criticava o caráter beligerante dos estudantes de sua época, sempre prontos a se indispor em brigas.

  • B

    tece uma recomendação, mediante a menção a Horácio, aos estudantes que vê de sua janela, indisciplinados em comparação ao poeta latino educado por um ex-soldado.

  • C

    cita um verso de Horácio para ratificar seu argumento de que a mudança de hábito por parte dos estudantes atuais se deve ao fato de não mais viverem em uma cidade tumultuosa como Roma.

  • D

    descobre, em um costume cotidiano dos estudantes que vê de sua janela, uma antiga referência à disciplina militar de Orbílio, professor de filhos de libertos como o poeta Horácio.

  • E

    traça a ancestralidade de um hábito que se manteve praticamente intacto até a geração de seus filhos e cuja atual alteração não o impede de evocar uma referência poética da Antiguidade.

95636Questão 12|Português|superior

Vejo pela manhã os escolares caminhando rumo aos estabelecimentos de ensino. Uma boa percentagem carrega o malote nas costas, preso pelas correias passando pelos ombros. Assim usam meus netos. Meus filhos imitaram os pais, conduzindo os livros numa bolsa, levada na mão esquerda. A recomendação clássica é ter sempre a mão direita livre, desocupada, pronta para a defesa.

      Esse transporte da bolsa estudantil parece pormenor sem importância. Mesmo assim foi anotado há mais de vinte séculos em versos latinos. O poeta Quinto Horácio Flaco faleceu oito anos antes de Jesus Cristo nascer. No primeiro livro das Sátiras, a sexta inclui essa referência, recordação do menino Horácio, filho de liberto, indo para a aula do brutal Orbílio Pupilo, ex-soldado em Benavente: Laevo suspensi locutos tabulamque lacerto. Antônio Luís Seabra (1799-1895), tradutor de Horácio, divulgou o “No braço esquerdo com tabela e bolsa”. Essas “tabelas” eram as placas de madeira encerada onde escreviam. Valiam os livros contemporâneos. A figura do escolar atravessando as ruas da tumultuosa Roma no ano 55 e que seria o eternamente vivo Horácio, volta aos meus olhos, nessa janela provinciana e brasileira, aos seis graus ao sul da Equinocial.

(CASCUDO, Câmara, “Indo para a Escola”, em História dos Nossos Gestos. Edição digital. Rio de Janeiro: Global, 2012)

Esse transporte da bolsa estudantil parece pormenor sem importância. Mesmo assim foi anotado há mais de vinte séculos em versos latinos. (2° parágrafo)

As frases acima encontram-se reescritas com clareza e correção em um só período em:

  • A

    Esse transporte da bolsa estudantil foi anotado há mais de vinte séculos em versos latinos, parecendo mesmo um pormenor sem importância.

  • B

    Ainda que pareça pormenor sem importância, esse transporte da bolsa estudantil foi anotado há mais de vinte séculos em versos latinos.

  • C

    Como parecesse um pormenor sem importância, esse transporte de bolsa foi anotado há mais de vinte séculos em versos latinos.

  • D

    Uma vez que esse transporte de bolsa parece um pormenor sem importância há mais de vinte séculos, foi anotado em versos latinos.

  • E

    Em versos latinos foi anotado, há mais de vinte séculos, esse pormenor sem importância, que parece ser o transporte da bolsa estudantil.

95637Questão 13|Português|superior

Vejo pela manhã os escolares caminhando rumo aos estabelecimentos de ensino. Uma boa percentagem carrega o malote nas costas, preso pelas correias passando pelos ombros. Assim usam meus netos. Meus filhos imitaram os pais, conduzindo os livros numa bolsa, levada na mão esquerda. A recomendação clássica é ter sempre a mão direita livre, desocupada, pronta para a defesa.

      Esse transporte da bolsa estudantil parece pormenor sem importância. Mesmo assim foi anotado há mais de vinte séculos em versos latinos. O poeta Quinto Horácio Flaco faleceu oito anos antes de Jesus Cristo nascer. No primeiro livro das Sátiras, a sexta inclui essa referência, recordação do menino Horácio, filho de liberto, indo para a aula do brutal Orbílio Pupilo, ex-soldado em Benavente: Laevo suspensi locutos tabulamque lacerto. Antônio Luís Seabra (1799-1895), tradutor de Horácio, divulgou o “No braço esquerdo com tabela e bolsa”. Essas “tabelas” eram as placas de madeira encerada onde escreviam. Valiam os livros contemporâneos. A figura do escolar atravessando as ruas da tumultuosa Roma no ano 55 e que seria o eternamente vivo Horácio, volta aos meus olhos, nessa janela provinciana e brasileira, aos seis graus ao sul da Equinocial.

(CASCUDO, Câmara, “Indo para a Escola”, em História dos Nossos Gestos. Edição digital. Rio de Janeiro: Global, 2012)

O segmento sublinhado em Assim usam meus netos (1° parágrafo) exerce, no contexto, a mesma função sintática que o sublinhado em:

  • A

    ...volta aos meus olhos, nessa janela provinciana... (2° parágrafo)

  • B

    Valiam os livros contemporâneos. (2° parágrafo)

  • C

    ... a sexta inclui essa referência... (2° parágrafo)

  • D

    Uma boa percentagem carrega o malote nas costas... (1° parágrafo)

  • E

    A recomendação clássica é ter sempre a mão direita livre... (1° parágrafo)

95638Questão 14|Português|superior

Mantém o nível formal de linguagem o que se encontra em:

  • A

    Diz que se a gente desgostar de literatura, mormente a antiga, estamos fadados à alienação cultural.

  • B

    Os poemas escritos por Horácio fazem ele ser reconhecido até os dias de atualmente.

  • C

    Desde a Antiguidade que se leem Virgílio, amigo de Horácio que o poeta dedicou uma ode.

  • D

    Era Horácio, filho de um escravo liberto, dentre os escritores romanos, o poeta lírico de maior renome.

  • E

    Conquanto que se leia bons livros, eles nutrem você de conhecimento e sabedoria.

95639Questão desatualizadaDesatualizadaQuestão 15|Redação Oficial|superior

Um documento no Padrão Ofício deve

  • A

    usar, quando necessário, de recursos gráficos, como itálicos, negritos e sublinhados, mas de maneira a não afetar a elegância e a sobriedade do documento.

  • B

    ser redigido com fonte de corpo proporcional ao texto e variação de acordo com a hierarquia dos assuntos tratados.

  • C

    comportar conclusão, caso não seja mero encaminhamento de documentos, em que tem lugar o detalhamento do assunto em pauta e a opinião do signatário.

  • D

    obedecer, quanto ao fecho, o padrão baseado em dois termos: “atenciosamente”, para autoridades superiores, e “respeitosamente”, para autoridades de hierarquia inferior ou semelhante.

  • E

    pautar-se, como toda a comunicação de caráter oficial, pela pessoalidade no uso da linguagem, de modo que seu remetente esteja identificado ao fim do texto, pelo nome, cargo e endereço.

95640Questão 16|Direitos Humanos|superior

Nos termos da Lei n° 13.146/2015, o atendimento da pessoa com deficiência sem seu consentimento prévio, livre e esclarecido

  • A

    será admitido, exclusivamente, em casos de risco de morte, e desde que preenchidos os demais requisitos legais, tendo em vista que a ausência de consentimento é absolutamente excepcional.

  • B

    só será admitido em casos de risco de morte e de emergência em saúde, e desde que preenchidos os demais requisitos legais.

  • C

    será admitido em qualquer circunstância, desde que as autoridades públicas vislumbrem tal necessidade, haja vista a presunção de vulnerabilidade da pessoa com deficiência.

  • D

    não será admitido em qualquer hipótese, por expressa vedação legal.

  • E

    será admitido, exclusivamente, em casos de risco de morte, inexistindo qualquer outro requisito legal a ser observado em tais hipóteses.

95641Questão 17|Direitos Humanos|superior

Considere:

I. Deficiência Física.

II. Deficiência Mental.

III. Deficiência Intelectual.

IV. Deficiência Sensorial.

Nos termos da Lei n° 13.146/2015, os espaços dos serviços de saúde, tanto públicos quanto privados, devem assegurar o acesso da pessoa com deficiência, em conformidade com a legislação em vigor, mediante a remoção de barreiras, por meio de projetos arquitetônico, de ambientação de interior e de comunicação que atendam às especificidades das pessoas com deficiência. Tal norma destina-se às deficiências constantes em

  • A

    I, II e IV, apenas.

  • B

    I e III, apenas.

  • C

    I, II, III, e IV.

  • D

    II e III, apenas.

  • E

    I e IV, apenas.

95642Questão 18|Direitos Humanos|superior

Nos termos da Lei n° 13.146/2015, é finalidade primordial das políticas públicas de trabalho e emprego promover e garantir condições de acesso e de permanência da pessoa com deficiência no campo de trabalho. Os programas de estímulo ao empreendedorismo e ao trabalho autônomo,

  • A

    excluídos o cooperativismo e o associativismo, não admitem a participação da pessoa com deficiência, em razão da natureza e atividades inerentes a tais programas, sem que implique em qualquer contrariedade às normas que regem o direito ao trabalho da pessoa com deficiência.

  • B

    excluídos o cooperativismo e o associativismo, devem prever a participação da pessoa com deficiência e a disponibilização de linhas de crédito, quando necessárias.

  • C

    incluídos o cooperativismo e o associativismo, devem prever a participação da pessoa com deficiência, sendo vedado, no entanto, a disponibilização de linhas de crédito.

  • D

    excluídos o cooperativismo e o associativismo, devem prever a participação da pessoa com deficiência, sendo vedado, no entanto, a disponibilização de linhas de crédito.

  • E

    incluídos o cooperativismo e o associativismo, devem prever a participação da pessoa com deficiência e a disponibilização de linhas de crédito, quando necessárias.

95643Questão 19|Direitos Humanos|superior

João é acompanhante de Marta, pessoa com deficiência. Conforme preceitua a Lei n°10.098/2000, o acompanhante

  • A

    acompanha a pessoa com deficiência e é, também, denominado de atendente pessoal.

  • B

    deve, obrigatoriamente, desempenhar as funções de atendente pessoal.

  • C

    não pode desempenhar as funções de atendente pessoal.

  • D

    pode ou não desempenhar as funções de atendente pessoal.

  • E

    deve possuir necessariamente mais de 35 e menos de 50 anos de idade.

95644Questão 20|ECA|superior

Josefina tem 30 anos de idade e é pessoa com mobilidade reduzida. Ao chegar em determinado shopping center dirigiu-se ao setor responsável a fim de solicitar uma cadeira de rodas para sua locomoção no local. Nos termos da Lei n° 10.098/2000, o shopping center

  • A

    deve fornecer cadeira de rodas, motorizada ou não, para Josefina.

  • B

    não está obrigado a fornecer cadeira de rodas, pois só existe tal obrigatoriedade para as pessoas com deficiência.

  • C

    deve fornecer cadeira de rodas obrigatoriamente motorizada para Josefina.

  • D

    está obrigado a fornecer cadeira de rodas exclusivamente manual para Josefina, ressaltando-se que o fornecimento de cadeira de rodas motorizada é exigência específica de determinados conglomerados comerciais, empresariais e aeroportos, desde que ultrapassem trezentos mil metros quadrados de extensão.

  • E

    não está obrigado a fornecer cadeira de rodas, pois tal obrigatoriedade só existe para determinados estabelecimentos comerciais, nos quais não se inclui o shopping center.