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Página 6  •  Total 100 questões
108464Questão 51|Direito Processual Penal|superior

Uma pessoa foi sequestrada no estado do Tocantins, onde ela residia, e levada até a Bolívia presa dentro do porta-malas de um carro. Durante o trajeto, a vítima começou a sofrer as primeiras lesões corporais, o que durou até quando saíram do território nacional, passando pelo estado do Mato Grosso, e entraram na Bolívia, onde a vítima morreu. O corpo foi encontrado e a perícia comprovou que as múltiplas lesões corporais sofridas ao longo do trajeto foram a causa da morte.

Considerando-se essa situação hipotética, é correto afirmar que, de acordo com as regras da legislação processual penal brasileira, a competência pelo lugar da infração será

  • A

    da Bolívia, visto que foi o local onde se deu a consumação do crime.

  • B

    do Tocantins, visto que foi onde começou a execução do crime.

  • C

    do Tocantins, visto que é o local onde a vítima residia.

  • D

    da Bolívia, visto que foi o local onde o corpo foi encontrado.

  • E

    do Mato Grosso, visto que foi o local onde foi praticado o último ato de execução do crime no Brasil.

108465Questão 52|Direito Processual Penal|superior

No processo penal, é uma hipótese legal de suspeição do juiz o fato de

  • A

    o juiz ter aconselhado qualquer das partes.

  • B

    um dos filhos do juiz ser credor da vítima.

  • C

    o sogro do juiz ser uma das vítimas do crime em julgamento.

  • D

    o cônjuge do juiz ter atuado no processo na qualidade de perito.

  • E

    o juiz ter servido como testemunha no processo.

108466Questão 53|Direito Processual Penal|superior

Não sendo hipótese de habeas corpus, o recurso correto a ser interposto no curso de um processo penal contra decisão do juiz de primeira instância que indeferir o pedido de reconhecimento da prescrição apresentado antes do trânsito em julgado será

  • A

    a apelação.

  • B

    o agravo.

  • C

    o recurso no sentido estrito.

  • D

    a correição parcial.

  • E

    o recurso especial.

108467Questão 54|Direito Processual Penal|superior

De acordo com a jurisprudência majoritária e atual do STF, a homologação da transação penal prevista na Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais nº 9.099/1995

  • A

    não faz coisa julgada material. Descumpridas suas cláusulas, possibilita-se ao Ministério Público optar pelo oferecimento da denúncia ou aplicação da penalidade alternativa já pactuada, sendo, todavia, vedada a requisição de abertura de inquérito policial nessa fase processual.

  • B

    não faz coisa julgada material. Contudo, descumpridas suas cláusulas, não pode o Ministério Público dar continuidade à persecução penal, sendo o caso de imediata aplicação das astreintes fixadas pelo juízo.

  • C

    não faz coisa julgada material. Descumpridas suas cláusulas, retoma-se a situação anterior, possibilitando-se ao Ministério Público a continuidade da persecução penal mediante oferecimento da denúncia ou requisição de inquérito policial.

  • D

    faz coisa julgada material. Contudo, descumpridas suas cláusulas, possibilita-se ao Ministério Público a continuidade da persecução penal mediante oferecimento de denúncia, sendo vedada a requisição de novo inquérito policial.

  • E

    faz coisa julgada material. Descumpridas suas cláusulas, não pode o Ministério Público dar continuidade à persecução penal, devendo ser aplicadas as penas alternativas constantes da própria transação.

108468Questão 55|Direito Processual Penal|superior

A respeito dos prazos no processo penal ordinário, é correto afirmar que

  • A

    tais prazos são contados, em regra, apenas em dias úteis.

  • B

    o prazo do Ministério Público para recorrer conta-se apenas a partir do termo de vista dos autos.

  • C

    tais prazos começam a ser contados computando-se o dia da intimação.

  • D

    tais prazos não correrão se for reconhecido o impedimento do juiz.

  • E

    o dia do vencimento, se cair em dia útil, não é incluído no prazo.

108469Questão desatualizadaDesatualizadaQuestão 56|Direito Processual Penal|superior

Havendo fundadas razões, amparadas em conteúdo probatório juridicamente adequado, que indiquem que o acusado foi coautor de um crime de estupro, é admissível a prisão temporária quando

  • A

    o acusado não possuir residência fixa e a prisão for imprescindível para as investigações do inquérito policial.

  • B

    a prisão for necessária para a garantia da ordem pública e o crime em questão for de elevada gravidade, o que indica a periculosidade do acusado.

  • C

    houver receio de perigo e existência concreta de fatos novos que justifiquem a aplicação da medida.

  • D

    houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria e de perigo gerado pelo estado de liberdade.

  • E

    for comprovado o descumprimento de outra medida cautelar.

108470Questão 57|Direito Processual Penal|superior

Segundo o atual entendimento do STJ, no caso de um policial militar de folga promover a fuga de preso de estabelecimento penal estadual de natureza civil, e tendo o fugitivo posteriormente se evadido para outro estado, a competência para o julgamento do crime cometido pelo policial será da

  • A

    justiça militar da União.

  • B

    vara de crimes militares da Justiça federal.

  • C

    justiça estadual comum.

  • D

    justiça militar estadual.

  • E

    justiça federal comum.

108471Questão 58|Direito Penal|superior

Julgue os itens a seguir, à luz da jurisprudência do STF acerca da execução da pena.

I A falta de estabelecimento penal, em qualquer dos regimes de cumprimento de pena, autoriza a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso.

II A audiência de justificação realizada pelo juízo da execução penal com a oitiva do condenado, quando presentes o defensor e o membro do Ministério Público, não afasta a necessidade de prévio procedimento administrativo disciplinar para apuração de falta grave na execução penal.

III É de dez dias o prazo para interposição de agravo contra decisão do juiz da execução penal.

IV A remuneração dos presos por trabalho realizado deve sempre atender a regra do salário mínimo, em atenção aos princípios da dignidade da pessoa humana e da isonomia.

Assinale a opção correta.

  • A

    Nenhum item está certo.

  • B

    Apenas os itens I e II estão certos.

  • C

    Apenas os itens I e IV estão certos.

  • D

    Apenas os itens II e III estão certos.

  • E

    Apenas os itens III e IV estão certos.

108472Questão 59|Direito Penal|superior

Assinale a opção correta, conforme a jurisprudência do STJ acerca da execução da pena.

  • A

    Para fins de detração da pena, não é possível considerar o tempo em que o preso ficou submetido à medida cautelar de recolhimento noturno, aos finais de semana e em dias não úteis, ainda que em monitoramento eletrônico.

  • B

    A ausência de estabelecimento adequado para cumprimento de pena no regime semiaberto não permite a prisão domiciliar.

  • C

    A unificação de penas enseja a alteração da data-base para concessão de novos benefícios executórios.

  • D

    A prática de falta grave interrompe o prazo para o livramento condicional, porém, em se tratando de comutação da pena ou indulto, tal interrupção não ocorre de forma automática.

  • E

    É possível a remição parcial do tempo de execução da pena, caso o condenado desempenhe atividade laborativa extramuros, regra que vale tanto para o regime fechado quanto para o regime semiaberto de cumprimento da pena.

108473Questão 60|Direito Penal|superior

Com base no Código de Processo Penal, na Lei de Execução Penal, nas Regras Mínimas das Nações Unidas para o Tratamento dos Reclusos (Regras de Mandela) e nas Regras Mínimas para o Tratamento do Preso no Brasil (Resolução n.º 14/1994 do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária — CNPCP), assinale a opção correta.

  • A

    A decisão que permitir à criança ficar com sua mãe no estabelecimento prisional deve ser baseada no interesse da reclusa, desde que tomadas as providências para garantir o atendimento da criança em creche ou pré-escola.

  • B

    No transporte de preso, não é autorizado o uso de algemas para proteção da incolumidade física do preso, mas tão somente de terceiros, pelo princípio da razoabilidade.

  • C

    É vedado o uso de algemas em mulheres grávidas durante os atos médico-hospitalares preparatórios para a realização do parto, durante o trabalho de parto e no período de puerpério imediato.

  • D

    Quando necessário, as algemas poderão ser excepcionalmente utilizadas como instrumento de punição do preso em caso de ameaça de fuga.

  • E

    As algemas devem ser utilizadas mesmo quando outras formas menos severas de controle forem efetivas, devido aos riscos representados por uma ação não controlada.