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Juiz Leigo - 2023


Página 9  •  Total 100 questões
53692Questão 81|Direito Processual Penal|superior

João foi processado criminalmente pela suposta prática do crime de roubo. Ao fim do processo, após a apresentação de alegações finais pelo Ministério Público e pela defesa técnica, o juiz chega à conclusão de que não há prova suficiente para condenação, motivo pelo qual absolve o acusado.

Nesse cenário, o juiz decidiu ancorado no princípio da:

  • A

    presunção de não culpabilidade;

  • B

    não autoincriminação;

  • C

    busca da verdade;

  • D

    ampla defesa;

  • E

    verdade real.

53693Questão 82|Direito Processual Penal|superior

Tício, senador da República, retornou ao seu Estado de origem durante o recesso parlamentar. Após participar de um evento em sua residência e mesmo estando com a capacidade psicomotora alterada, em razão da ingestão de bebidas alcoólicas, Tício resolve ir embora na condução de um automóvel, vindo a ser parado em uma blitz da lei seca.

Considerando a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal e as disposições do Código de Processo Penal, Tício será processado e julgado perante o:

  • A

    juízo de 1ª instância da Justiça Federal, em razão da ausência do requisito da contemporaneidade inerente ao foro por prerrogativa de função;

  • B

    juízo de 1ª instância da Justiça Federal, em razão da ausência do requisito da pertinência temática inerente ao foro por prerrogativa de função;

  • C

    juízo de 1ª instância da Justiça Estadual, em razão da ausência do requisito da pertinência temática inerente ao foro por prerrogativa de função;

  • D

    Superior Tribunal de Justiça, em razão do foro por prerrogativa de função;

  • E

    Supremo Tribunal Federal, em razão do foro por prerrogativa de função.

53694Questão 83|Direito Processual Penal|superior

João, suposto autor de fato delituoso, e o Ministério Público assinaram proposta de Acordo de Não Persecução Penal. O juiz, em seguida, recusou homologação ao pactuado.

Nesse cenário, considerando as disposições do Código de Processo Penal, é correto afirmar que:

  • A

    não caberá a interposição de qualquer recurso, devendo a proposta ser encaminhada diretamente ao procurador-geral de Justiça;

  • B

    não caberá a interposição de qualquer recurso, devendo o Ministério Público dar prosseguimento ao processo penal;

  • C

    caberá a interposição de recurso em sentido estrito;

  • D

    caberá a interposição de embargos de nulidade;

  • E

    caberá a interposição de recurso de apelação.

53695Questão 84|Direito Processual Penal|superior

O juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca XYZ recebeu a denúncia oferecida em face de João, pela suposta prática do crime de roubo. O magistrado determinou, ainda, que o oficial de justiça desse conhecimento da existência do processo ao acusado.

Assim sendo, o oficial de justiça verifica, observando todas as formalidades legais, que o réu se oculta para não tomar ciência dos fatos.

Nesse cenário, considerando as disposições do Código de Processo Penal, é correto afirmar que:

  • A

    não caberá a citação por edital, a qual só é admissível quando o acusado não comparece, tampouco constitui advogado;

  • B

    não caberá a intimação por hora certa, por ausência de previsão legal no processo penal;

  • C

    caberá a intimação por hora certa;

  • D

    caberá a citação por hora certa;

  • E

    caberá a citação por edital.

53696Questão 85|Direito Processual Penal|superior

Tício foi condenado, em sentença transitada em julgado, pela prática do crime de tráfico de drogas, circunstanciado pelo emprego de arma de fogo. No curso da execução da pena, Tício é acometido por grave doença, vindo a falecer. Petrônio, tomando conhecimento da morte de Tício, seu desafeto, vem a público e narra que forjou as provas que deram azo à condenação de Tício.

Nesse cenário, considerando as disposições do Código de Processo Penal, é correto afirmar que:

  • A

    será cabível o ajuizamento da revisão criminal, que detém natureza jurídica recursal, por parte de parentes em linha reta até o 4º grau de Tício, perante o juiz prolator da sentença;

  • B

    será cabível o ajuizamento da revisão criminal, que detém natureza jurídica de ação, por parte do cônjuge, ascendente, descendente ou irmão de Tício, perante o juiz prolator da sentença;

  • C

    será cabível o ajuizamento da revisão criminal, que detém natureza jurídica de ação, por parte do cônjuge, ascendente, descendente ou irmão de Tício, perante o Tribunal;

  • D

    não será cabível o ajuizamento da revisão criminal, considerando que não há prova materialmente nova, mas, apenas, prova formalmente nova;

  • E

    não será cabível o ajuizamento da revisão criminal, considerando a morte de Tício, que deu azo à extinção da punibilidade.

53697Questão 86|Direito Constitucional|superior

Ana, estudante, questionou o seu professor de direito constitucional sobre a possibilidade, ou não, de um tratado internacional sobre direitos humanos vir a revogar uma norma constitucional colidente.

O professor respondeu, corretamente, que tratado dessa natureza:

  • A

    ao ser incorporado à ordem interna, tem a natureza de lei ordinária, inferior, portanto, à norma constitucional, não podendo revogá-la;

  • B

    por integrar o direito internacional público, ao ser incorporado à ordem interna, acarreta a suspensão da eficácia da norma interna divergente, não a sua revogação;

  • C

    pode acarretar a revogação de uma norma constitucional se for aprovado, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos de votação, por três quintos dos votos dos respectivos membros;

  • D

    acarreta a revogação das normas internas colidentes, constitucionais ou infraconstitucionais, considerando o princípio da prevalência do interesse, de modo que a dignidade humana sempre deve preponderar;

  • E

    acarreta a suspensão da eficácia da norma constitucional colidente, se incorporado à ordem interna após manifestação favorável do Congresso Nacional, em dois turnos de votação, pelo voto da maioria absoluta dos respectivos membros.

53698Questão 87|Direito Constitucional|superior

O Estado-membro Alfa, com o objetivo de preservar o meio ambiente, editou a Lei estadual nº X, que passou a exigir que a exploração de determinada atividade industrial em seu território atendesse certas exigências de segurança, de modo a prevenir a ocorrência de danos ambientais.

Apesar da importância da Lei estadual nº X, a sua eficácia passou a ser sistematicamente desautorizada em decisões judiciais, nas quais diversas sociedades empresárias estavam sendo autorizadas a descumpri-la.

Irresignado com esse estado de coisas, o governador de Alfa solicitou que o procurador-geral do Estado analisasse a possibilidade de ser ajuizada uma ação de controle concentrado de constitucionalidade, perante o tribunal nacional competente, para que fosse reconhecida a compatibilidade da Lei estadual nº X com a Constituição da República de 1988.

O procurador-geral do Estado afirmou, corretamente, que:

  • A

    a ação a ser ajuizada é a reclamação constitucional;

  • B

    a ação a ser ajuizada é a ação declaratória de constitucionalidade;

  • C

    a ação a ser ajuizada é a arguição de descumprimento de preceito fundamental;

  • D

    a ação a ser ajuizada é a representação de inconstitucionalidade;

  • E

    não é cabível o ajuizamento de nenhuma ação para a realização do objetivo almejado pelo chefe do Executivo.

53699Questão 88|Direito Constitucional|superior

A Associação de Moradores Alfa impetrou mandado de segurança preventivo contra ato do secretário municipal de Ordem Pública, que a notificou informando que, com base na Lei municipal nº Y/2023, as associações que não tivessem deferida a licença de criação, pela autoridade municipal, teriam que paralisar suas atividades após o decurso de sessenta dias, situação que permaneceria inalterada até que a licença fosse requerida e deferida.

À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar, em relação à causa de pedir do mandado de segurança, que:

  • A

    a licença de criação somente pode ser negada caso o objeto social da associação seja ilícito;

  • B

    o deferimento ou o indeferimento da licença pressupõe ato fundamentado, por força do princípio da publicidade;

  • C

    a Lei municipal nº Y/2023 e a notificação destoam dos direitos e deveres individuais e coletivos de estatura constitucional;

  • D

    as atividades das associações, quer em relação à sua criação, quer em relação à sua dissolução, são insuscetíveis de intervenção estatal;

  • E

    o deferimento ou o indeferimento da licença é ato discricionário, sujeito à conveniência e oportunidade da autoridade competente.

53700Questão 89|Direito Constitucional|superior

Após um sangrento combate com as Forças Armadas do País Alfa, o grupo armado “Viver ou Morrer” logrou êxito em tomar o poder. Como o seu objetivo era o de permanecer à frente das instituições estatais, solicitou que um grupo de juristas elaborasse um texto constitucional que simplesmente legitimasse os objetivos do grupo armado. Feito isso, o texto foi publicado pelo Decreto nº X como sendo a Constituição do País Alfa.

Considerando a classificação dos textos constitucionais, é correto afirmar que a narrativa descreve uma Constituição:

  • A

    nominal;

  • B

    cesarista;

  • C

    normativa;

  • D

    semântica;

  • E

    monárquica.

53701Questão 90|Direito Constitucional|superior

O presidente da República editou a Medida Provisória nº X, alterando os conceitos de contribuinte aplicáveis a diversos impostos. Irresignada com a alteração, a sociedade empresária Alfa, que passaria a figurar como contribuinte de direito de certo imposto, consultou a sua assessoria jurídica a respeito da compatibilidade do referido diploma normativo com a Constituição da República de 1988.

Foi corretamente respondido que a Medida Provisória nº X é:

  • A

    inconstitucional, considerando que a matéria é reservada à lei complementar;

  • B

    constitucional, desde que presentes os requisitos da urgência e da necessidade;

  • C

    inconstitucional, considerando que a medida provisória não pode versar sobre impostos;

  • D

    inconstitucional, considerando que a medida provisória não pode versar sobre qualquer tributo;

  • E

    constitucional, desde que presentes os requisitos da urgência e da necessidade, além de observado o princípio da anterioridade tributária, em todas as suas formas.

Juiz Leigo - 2023 | Prova