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Analista Judiciário - Área Judiciária - 2010


Página 2  •  Total 60 questões
100579Questão 11|Português|superior

O poder nuclear e a civilização

Considerando que nosso futuro será, em grande parte,

determinado por nossa atitude perante a questão nuclear, é

bom nos perguntarmos como chegamos até aqui, com o poder

de destruir a civilização. O que isso nos diz sobre quem somos

como espécie?

Nossa aniquilação é inevitável ou será que seremos capazes

de garantir nossa sobrevivência mesmo tendo em mãos

armas de destruição em massa? Infelizmente, armas nucleares

são monstros que jamais desaparecerão. Nenhuma descoberta

científica "desaparece". Uma vez revelada, permanece viva, mesmo

se condenada como imoral por uma maioria. O pacto que

acabamos por realizar com o poder tem um preço muito alto. É

irreversível. Não podemos mais contemplar um mundo sem armas

nucleares. Sendo assim, será que podemos contemplar um

mundo com um futuro?

O medo e a ganância - uma combinação letal - trouxeram-

nos até aqui. Por milhares de anos, cientistas e engenheiros

serviram o Estado em troca de dinheiro e proteção. Cercamo-

nos de inimigos reais ou virtuais e precisamos proteger

nosso país e nossos lares a qualquer preço. O patriotismo é o

maior responsável pela guerra. Não é à toa que Einstein queria

ver as fronteiras abolidas.

Olhamos para o Brasil, os Estados Unidos e a Comunidade

Europeia, onde fronteiras são cada vez mais invisíveis, e

temos evidência empírica de que a união de Estados sem

fronteiras leva à estabilidade e à sobrevivência. A menos que as

coisas mudem profundamente, é difícil ver essa estabilidade

ameaçada. Será, então, que a solução - admito, extremamente

remota - é um mundo sem fronteiras, uma sociedade de fato

globalizada e economicamente integrada? Ou será que existe

outro modo de garantir nossa sobrevivência a longo prazo com

mísseis e armas nucleares apontando uns para os outros,

prontos a serem detonados? O que você diz?

(Adaptado de Marcelo Gleiser, Folha de S. Paulo, 18/04/2010)

Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:

  • A

    Não adiantam nem o otimismo nem o pessimismo: o que urge é tomarmos providências no sentido de se dirimir nossa divisão em países com fronteiras.

  • B

    Uma das denúncias do texto constitue de fato um alerta: que não se tome como reversível qualquer conquista a que a ciência chegue a alcançar.

  • C

    Para Albert Einstein, uma medida radical e responsável para se evitar a calamidade de uma guerra nuclear seria, pura e simplesmente, a abolição das fronteiras.

  • D

    Conquanto não tenham em vista essa mesma finalidade, muitos cientistas e engenheiros acabam servindo aos artifícios excusos de quem lucra com a ganância.

  • E

    Quanto mais os estados consigam se unir a despeito das fronteiras, assim também haverá a evidência empírica de que sejam levados à estabilidade e à sobrevivência.

100580Questão 12|Português|superior

O poder nuclear e a civilização

Considerando que nosso futuro será, em grande parte,

determinado por nossa atitude perante a questão nuclear, é

bom nos perguntarmos como chegamos até aqui, com o poder

de destruir a civilização. O que isso nos diz sobre quem somos

como espécie?

Nossa aniquilação é inevitável ou será que seremos capazes

de garantir nossa sobrevivência mesmo tendo em mãos

armas de destruição em massa? Infelizmente, armas nucleares

são monstros que jamais desaparecerão. Nenhuma descoberta

científica "desaparece". Uma vez revelada, permanece viva, mesmo

se condenada como imoral por uma maioria. O pacto que

acabamos por realizar com o poder tem um preço muito alto. É

irreversível. Não podemos mais contemplar um mundo sem armas

nucleares. Sendo assim, será que podemos contemplar um

mundo com um futuro?

O medo e a ganância - uma combinação letal - trouxeram-

nos até aqui. Por milhares de anos, cientistas e engenheiros

serviram o Estado em troca de dinheiro e proteção. Cercamo-

nos de inimigos reais ou virtuais e precisamos proteger

nosso país e nossos lares a qualquer preço. O patriotismo é o

maior responsável pela guerra. Não é à toa que Einstein queria

ver as fronteiras abolidas.

Olhamos para o Brasil, os Estados Unidos e a Comunidade

Europeia, onde fronteiras são cada vez mais invisíveis, e

temos evidência empírica de que a união de Estados sem

fronteiras leva à estabilidade e à sobrevivência. A menos que as

coisas mudem profundamente, é difícil ver essa estabilidade

ameaçada. Será, então, que a solução - admito, extremamente

remota - é um mundo sem fronteiras, uma sociedade de fato

globalizada e economicamente integrada? Ou será que existe

outro modo de garantir nossa sobrevivência a longo prazo com

mísseis e armas nucleares apontando uns para os outros,

prontos a serem detonados? O que você diz?

(Adaptado de Marcelo Gleiser, Folha de S. Paulo, 18/04/2010)

Indica-se uma construção com sentido equivalente ao de um segmento do texto em:

  • A

    Não é à toa que Einstein queria ver as fronteiras abolidas // Com toda a razão, Einstein desejava ver abolidas as fronteiras.

  • B

    Será, então, que a solução - admito, extremamente remota - é um mundo sem fronteiras (...) ? // A solução, pois, advirá - digamos que a longo prazo - de um mundo não demarcado?

  • C

    O medo e a ganância - uma combinação letal - trouxeram-nos até aqui // Por uma combinação mortal, aportamos no medo e na ganância.

  • D

    Uma vez revelada, permanece viva, mesmo se condenada como imoral por uma maioria // Conquanto revelada, resta viva, embora acusada de imoral pela maioria.

  • E

    O pacto que acabamos por realizar com o poder tem um preço muito alto // O que já terminamos de pactuar com o poder tem custo muito alto.

100581Questão 13|Português|superior

Pensando os clássicos

Os pensadores da antiguidade clássica deixaram-nos um

tesouro nem sempre avaliado em sua justa riqueza. O filósofo

Sêneca, por exemplo, mestre da corrente estoica, legou-nos

uma série preciosa de reflexões sobre a tranquilidade da alma

  • este é o título da tradução para o português. É ler o livrinho

com calma e aprender muito. Reproduzo aqui três fragmentos,

para incitar o leitor a ir atrás de todo o restante.

I. Quem temer a morte nunca fará nada em prol dos

vivos; mas aquele que tomar consciência de que

sua sorte foi estabelecida já na sua concepção

viverá de acordo com a natureza, e saberá que

nada do que lhe suceda seja imprevisto. Pois,

prevendo tudo quanto possa de fato vir a suceder,

atenuará o impacto de todos males, que são fardos

somente para os que se creem seguros e vivem na

expectativa da felicidade absoluta.

II. Algumas pessoas vagam sem propósito, buscando

não as ocupações a que se propuseram, mas

entregando-se àquelas com que deparam ao acaso.

A caminhada lhes é irrefletida e vã, como a das

formigas que trepam nas árvores e, depois de subir

ao mais alto topo, descem vazias à terra.

III. Nossos desejos não devem ser levados muito

longe; permitamos-lhes apenas sair para as proximidades,

porque não podem ser totalmente reprimidos.

Abandonando aquilo que não pode acontecer

ou dificilmente pode, sigamos as coisas próximas

que favorecem nossa esperança (...). E não

invejemos os que estão mais alto: o que parece

altura é precipício.

São princípios do estoicismo: aprender a viver sabendo

da morte; não se curvar ao acaso, mas definir objetivos; viver

com a consciência dos próprios limites. Nenhum deles é fácil de

seguir, nem Sêneca jamais acreditou que seja fácil viver. Mas a

sabedoria dos estoicos, que sabem valorizar o que muitos só

sabem temer, continua viva, dois mil anos depois.

(Belarmino Serra, inédito)

No primeiro e no último parágrafos, o autor do texto busca, respectivamente,

  • A

    particularizar a contribuição de Sêneca e resumir teses de outros filósofos da mesma época.

  • B

    apresentar linhas gerais do pensamento estoico e resumir três teses de Sêneca.

  • C

    valorizar a atualidade da filosofia estoica e ressaltar os aspectos místicos dessa doutrina.

  • D

    destacar a contribuição do pensamento de Sêneca e enunciar alguns fundamentos estoicos.

  • E

    contextualizar os filósofos estoicos e repropor teses que derivam dessa filosofia.

100582Questão 14|Português|superior

Pensando os clássicos

Os pensadores da antiguidade clássica deixaram-nos um

tesouro nem sempre avaliado em sua justa riqueza. O filósofo

Sêneca, por exemplo, mestre da corrente estoica, legou-nos

uma série preciosa de reflexões sobre a tranquilidade da alma

  • este é o título da tradução para o português. É ler o livrinho

com calma e aprender muito. Reproduzo aqui três fragmentos,

para incitar o leitor a ir atrás de todo o restante.

I. Quem temer a morte nunca fará nada em prol dos

vivos; mas aquele que tomar consciência de que

sua sorte foi estabelecida já na sua concepção

viverá de acordo com a natureza, e saberá que

nada do que lhe suceda seja imprevisto. Pois,

prevendo tudo quanto possa de fato vir a suceder,

atenuará o impacto de todos males, que são fardos

somente para os que se creem seguros e vivem na

expectativa da felicidade absoluta.

II. Algumas pessoas vagam sem propósito, buscando

não as ocupações a que se propuseram, mas

entregando-se àquelas com que deparam ao acaso.

A caminhada lhes é irrefletida e vã, como a das

formigas que trepam nas árvores e, depois de subir

ao mais alto topo, descem vazias à terra.

III. Nossos desejos não devem ser levados muito

longe; permitamos-lhes apenas sair para as proximidades,

porque não podem ser totalmente reprimidos.

Abandonando aquilo que não pode acontecer

ou dificilmente pode, sigamos as coisas próximas

que favorecem nossa esperança (...). E não

invejemos os que estão mais alto: o que parece

altura é precipício.

São princípios do estoicismo: aprender a viver sabendo

da morte; não se curvar ao acaso, mas definir objetivos; viver

com a consciência dos próprios limites. Nenhum deles é fácil de

seguir, nem Sêneca jamais acreditou que seja fácil viver. Mas a

sabedoria dos estoicos, que sabem valorizar o que muitos só

sabem temer, continua viva, dois mil anos depois.

(Belarmino Serra, inédito)

Atente para as seguintes afirmações:

I. No fragmento I, Sêneca vê como injustificável e inconsequente nosso medo de morrer, pois isso nos leva a não confiar nas surpresas positivas da vida.

II. No fragmento II, Sêneca vale-se do exemplo das formigas para ilustrar o malogrado esforço de quem busca reconhecimento para suas virtudes.

III. No fragmento III, Sêneca lembra que a esperança humana deve estar associada a desejos que não extrapolem nossas possibilidades.

Está correto APENAS o que se afirma em

  • A

    I.

  • B

    II.

  • C

    III.

  • D

    I e II.

  • E

    II e III.

100583Questão 15|Português|superior

Pensando os clássicos

Os pensadores da antiguidade clássica deixaram-nos um

tesouro nem sempre avaliado em sua justa riqueza. O filósofo

Sêneca, por exemplo, mestre da corrente estoica, legou-nos

uma série preciosa de reflexões sobre a tranquilidade da alma

  • este é o título da tradução para o português. É ler o livrinho

com calma e aprender muito. Reproduzo aqui três fragmentos,

para incitar o leitor a ir atrás de todo o restante.

I. Quem temer a morte nunca fará nada em prol dos

vivos; mas aquele que tomar consciência de que

sua sorte foi estabelecida já na sua concepção

viverá de acordo com a natureza, e saberá que

nada do que lhe suceda seja imprevisto. Pois,

prevendo tudo quanto possa de fato vir a suceder,

atenuará o impacto de todos males, que são fardos

somente para os que se creem seguros e vivem na

expectativa da felicidade absoluta.

II. Algumas pessoas vagam sem propósito, buscando

não as ocupações a que se propuseram, mas

entregando-se àquelas com que deparam ao acaso.

A caminhada lhes é irrefletida e vã, como a das

formigas que trepam nas árvores e, depois de subir

ao mais alto topo, descem vazias à terra.

III. Nossos desejos não devem ser levados muito

longe; permitamos-lhes apenas sair para as proximidades,

porque não podem ser totalmente reprimidos.

Abandonando aquilo que não pode acontecer

ou dificilmente pode, sigamos as coisas próximas

que favorecem nossa esperança (...). E não

invejemos os que estão mais alto: o que parece

altura é precipício.

São princípios do estoicismo: aprender a viver sabendo

da morte; não se curvar ao acaso, mas definir objetivos; viver

com a consciência dos próprios limites. Nenhum deles é fácil de

seguir, nem Sêneca jamais acreditou que seja fácil viver. Mas a

sabedoria dos estoicos, que sabem valorizar o que muitos só

sabem temer, continua viva, dois mil anos depois.

(Belarmino Serra, inédito)

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:

  • A

    avaliado em sua justa riqueza = examinado judiciosamente.

  • B

    sua sorte foi estabelecida já na sua concepção = desde o início seu destino foi malogrado.

  • C

    A caminhada lhes é irrefletida = o caminho parecelhes sem sentido.

  • D

    não podem ser totalmente reprimidos = não são passíveis de absoluta prevenção.

  • E

    que favorecem nossa esperança = que permitem sermos esperançosos.

100584Questão 16|Português|superior

Pensando os clássicos

Os pensadores da antiguidade clássica deixaram-nos um

tesouro nem sempre avaliado em sua justa riqueza. O filósofo

Sêneca, por exemplo, mestre da corrente estoica, legou-nos

uma série preciosa de reflexões sobre a tranquilidade da alma

  • este é o título da tradução para o português. É ler o livrinho

com calma e aprender muito. Reproduzo aqui três fragmentos,

para incitar o leitor a ir atrás de todo o restante.

I. Quem temer a morte nunca fará nada em prol dos

vivos; mas aquele que tomar consciência de que

sua sorte foi estabelecida já na sua concepção

viverá de acordo com a natureza, e saberá que

nada do que lhe suceda seja imprevisto. Pois,

prevendo tudo quanto possa de fato vir a suceder,

atenuará o impacto de todos males, que são fardos

somente para os que se creem seguros e vivem na

expectativa da felicidade absoluta.

II. Algumas pessoas vagam sem propósito, buscando

não as ocupações a que se propuseram, mas

entregando-se àquelas com que deparam ao acaso.

A caminhada lhes é irrefletida e vã, como a das

formigas que trepam nas árvores e, depois de subir

ao mais alto topo, descem vazias à terra.

III. Nossos desejos não devem ser levados muito

longe; permitamos-lhes apenas sair para as proximidades,

porque não podem ser totalmente reprimidos.

Abandonando aquilo que não pode acontecer

ou dificilmente pode, sigamos as coisas próximas

que favorecem nossa esperança (...). E não

invejemos os que estão mais alto: o que parece

altura é precipício.

São princípios do estoicismo: aprender a viver sabendo

da morte; não se curvar ao acaso, mas definir objetivos; viver

com a consciência dos próprios limites. Nenhum deles é fácil de

seguir, nem Sêneca jamais acreditou que seja fácil viver. Mas a

sabedoria dos estoicos, que sabem valorizar o que muitos só

sabem temer, continua viva, dois mil anos depois.

(Belarmino Serra, inédito)

As normas de concordância verbal estão plenamente acatadas na frase:

  • A

    Não devem os leitores de hoje imaginar que cabiam aos filósofos antigos preocupar-se com questões que já não fazem sentido.

  • B

    Leitores de hoje, não devemos imaginar que a um filósofo clássico ocorressem tão somente questões específicas de sua época histórica.

  • C

    Nenhum de nossos desejos, de acordo com Sêneca, deveriam transpor nossos limites, fronteiras que se deve sempre determinar.

  • D

    A cada um dos princípios do estoicismo devem corresponder, como se postulavam entre os estoicos, lúcida e consequente iniciativa nossa.

  • E

    Àqueles que não temem refletir sobre a morte reserva- se as recompensas de uma vida mais lúcida e mais intensa.

100585Questão 17|Português|superior

Pensando os clássicos

Os pensadores da antiguidade clássica deixaram-nos um

tesouro nem sempre avaliado em sua justa riqueza. O filósofo

Sêneca, por exemplo, mestre da corrente estoica, legou-nos

uma série preciosa de reflexões sobre a tranquilidade da alma

  • este é o título da tradução para o português. É ler o livrinho

com calma e aprender muito. Reproduzo aqui três fragmentos,

para incitar o leitor a ir atrás de todo o restante.

I. Quem temer a morte nunca fará nada em prol dos

vivos; mas aquele que tomar consciência de que

sua sorte foi estabelecida já na sua concepção

viverá de acordo com a natureza, e saberá que

nada do que lhe suceda seja imprevisto. Pois,

prevendo tudo quanto possa de fato vir a suceder,

atenuará o impacto de todos males, que são fardos

somente para os que se creem seguros e vivem na

expectativa da felicidade absoluta.

II. Algumas pessoas vagam sem propósito, buscando

não as ocupações a que se propuseram, mas

entregando-se àquelas com que deparam ao acaso.

A caminhada lhes é irrefletida e vã, como a das

formigas que trepam nas árvores e, depois de subir

ao mais alto topo, descem vazias à terra.

III. Nossos desejos não devem ser levados muito

longe; permitamos-lhes apenas sair para as proximidades,

porque não podem ser totalmente reprimidos.

Abandonando aquilo que não pode acontecer

ou dificilmente pode, sigamos as coisas próximas

que favorecem nossa esperança (...). E não

invejemos os que estão mais alto: o que parece

altura é precipício.

São princípios do estoicismo: aprender a viver sabendo

da morte; não se curvar ao acaso, mas definir objetivos; viver

com a consciência dos próprios limites. Nenhum deles é fácil de

seguir, nem Sêneca jamais acreditou que seja fácil viver. Mas a

sabedoria dos estoicos, que sabem valorizar o que muitos só

sabem temer, continua viva, dois mil anos depois.

(Belarmino Serra, inédito)

A construção que NÃO admite transposição para voz passiva é:

  • A

    os que vivem na expectativa da felicidade absoluta.

  • B

    Os pensadores da antiguidade clássica deixaramnos um tesouro.

  • C

    sigamos as coisas próximas

  • D

    E não invejemos os que estão mais alto

  • E

    favorecem nossa esperança.

100586Questão 18|Português|superior

Pensando os clássicos

Os pensadores da antiguidade clássica deixaram-nos um

tesouro nem sempre avaliado em sua justa riqueza. O filósofo

Sêneca, por exemplo, mestre da corrente estoica, legou-nos

uma série preciosa de reflexões sobre a tranquilidade da alma

  • este é o título da tradução para o português. É ler o livrinho

com calma e aprender muito. Reproduzo aqui três fragmentos,

para incitar o leitor a ir atrás de todo o restante.

I. Quem temer a morte nunca fará nada em prol dos

vivos; mas aquele que tomar consciência de que

sua sorte foi estabelecida já na sua concepção

viverá de acordo com a natureza, e saberá que

nada do que lhe suceda seja imprevisto. Pois,

prevendo tudo quanto possa de fato vir a suceder,

atenuará o impacto de todos males, que são fardos

somente para os que se creem seguros e vivem na

expectativa da felicidade absoluta.

II. Algumas pessoas vagam sem propósito, buscando

não as ocupações a que se propuseram, mas

entregando-se àquelas com que deparam ao acaso.

A caminhada lhes é irrefletida e vã, como a das

formigas que trepam nas árvores e, depois de subir

ao mais alto topo, descem vazias à terra.

III. Nossos desejos não devem ser levados muito

longe; permitamos-lhes apenas sair para as proximidades,

porque não podem ser totalmente reprimidos.

Abandonando aquilo que não pode acontecer

ou dificilmente pode, sigamos as coisas próximas

que favorecem nossa esperança (...). E não

invejemos os que estão mais alto: o que parece

altura é precipício.

São princípios do estoicismo: aprender a viver sabendo

da morte; não se curvar ao acaso, mas definir objetivos; viver

com a consciência dos próprios limites. Nenhum deles é fácil de

seguir, nem Sêneca jamais acreditou que seja fácil viver. Mas a

sabedoria dos estoicos, que sabem valorizar o que muitos só

sabem temer, continua viva, dois mil anos depois.

(Belarmino Serra, inédito)

Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase:

  • A

    O pensamento clássico encerra uma riqueza em cujo valor poucos prestam o devido reconhecimento.

  • B

    A morte, cujo o temor nos faz querer esquecer dela, é uma questão permanente da filosofia estoica.

  • C

    Quase nunca atentamos para os limites a que devemos impor aos nossos desejos.

  • D

    Nossas esperanças não devem projetar-se para além do espaço cujo domínio estamos assegurados.

  • E

    Quem vagueia sem propósito pela vida fere um dos princípios de que os estoicos jamais descuram.

100587Questão 19|Português|superior

Pensando os clássicos

Os pensadores da antiguidade clássica deixaram-nos um

tesouro nem sempre avaliado em sua justa riqueza. O filósofo

Sêneca, por exemplo, mestre da corrente estoica, legou-nos

uma série preciosa de reflexões sobre a tranquilidade da alma

  • este é o título da tradução para o português. É ler o livrinho

com calma e aprender muito. Reproduzo aqui três fragmentos,

para incitar o leitor a ir atrás de todo o restante.

I. Quem temer a morte nunca fará nada em prol dos

vivos; mas aquele que tomar consciência de que

sua sorte foi estabelecida já na sua concepção

viverá de acordo com a natureza, e saberá que

nada do que lhe suceda seja imprevisto. Pois,

prevendo tudo quanto possa de fato vir a suceder,

atenuará o impacto de todos males, que são fardos

somente para os que se creem seguros e vivem na

expectativa da felicidade absoluta.

II. Algumas pessoas vagam sem propósito, buscando

não as ocupações a que se propuseram, mas

entregando-se àquelas com que deparam ao acaso.

A caminhada lhes é irrefletida e vã, como a das

formigas que trepam nas árvores e, depois de subir

ao mais alto topo, descem vazias à terra.

III. Nossos desejos não devem ser levados muito

longe; permitamos-lhes apenas sair para as proximidades,

porque não podem ser totalmente reprimidos.

Abandonando aquilo que não pode acontecer

ou dificilmente pode, sigamos as coisas próximas

que favorecem nossa esperança (...). E não

invejemos os que estão mais alto: o que parece

altura é precipício.

São princípios do estoicismo: aprender a viver sabendo

da morte; não se curvar ao acaso, mas definir objetivos; viver

com a consciência dos próprios limites. Nenhum deles é fácil de

seguir, nem Sêneca jamais acreditou que seja fácil viver. Mas a

sabedoria dos estoicos, que sabem valorizar o que muitos só

sabem temer, continua viva, dois mil anos depois.

(Belarmino Serra, inédito)

É preciso CORRIGIR, por falha estrutural, a redação da frase:

  • A

    Não empreendamos caminhadas sem primeiro definir o trajeto a seguir, o esforço a despender, os objetivos a alcançar.

  • B

    Temerárias são as jornadas que mal definimos seus objetivos, assim como não avaliamos o esforço cujo trajeto nos exigirá.

  • C

    Quando não definimos o trajeto a cumprir e o esforço a despender em nossa caminhada, ela não nos trará qualquer recompensa.

  • D

    Dificilmente algum objetivo será alcançado numa caminhada para a qual não previmos um roteiro a ser seguido com segurança.

  • E

    Nenhum benefício poderemos colher de uma viagem para a qual não nos preparamos com um mínimo de cuidados e de antecedência.

100588Questão 20|Raciocínio Lógico|superior

Certo dia, Zelda e Gandi, funcionários de certa unidade do Tribunal Regional do Trabalho, receberam alguns processos para emitir pareceres e os dividiram entre si na razão inversa de suas respectivas idades: 28 e 42 anos. Considerando que, na execução dessa tarefa, a capacidade operacional de Gandi foi 80% da de Zelda e que ambos a iniciaram em um mesmo horário, trabalhando ininterruptamente até completá-la, então, se Gandi levou 2 horas e 10 minutos para terminar a sua parte, o tempo que Zelda levou para completar a dela foi de

  • A

    1 hora e 24 minutos.

  • B

    1 hora e 38 minutos.

  • C

    1 hora e 52 minutos.

  • D

    2 horas e 36 minutos.

  • E

    2 horas e 42 minutos.