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Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:


100579|Português|superior

O poder nuclear e a civilização

Considerando que nosso futuro será, em grande parte,

determinado por nossa atitude perante a questão nuclear, é

bom nos perguntarmos como chegamos até aqui, com o poder

de destruir a civilização. O que isso nos diz sobre quem somos

como espécie?

Nossa aniquilação é inevitável ou será que seremos capazes

de garantir nossa sobrevivência mesmo tendo em mãos

armas de destruição em massa? Infelizmente, armas nucleares

são monstros que jamais desaparecerão. Nenhuma descoberta

científica "desaparece". Uma vez revelada, permanece viva, mesmo

se condenada como imoral por uma maioria. O pacto que

acabamos por realizar com o poder tem um preço muito alto. É

irreversível. Não podemos mais contemplar um mundo sem armas

nucleares. Sendo assim, será que podemos contemplar um

mundo com um futuro?

O medo e a ganância - uma combinação letal - trouxeram-

nos até aqui. Por milhares de anos, cientistas e engenheiros

serviram o Estado em troca de dinheiro e proteção. Cercamo-

nos de inimigos reais ou virtuais e precisamos proteger

nosso país e nossos lares a qualquer preço. O patriotismo é o

maior responsável pela guerra. Não é à toa que Einstein queria

ver as fronteiras abolidas.

Olhamos para o Brasil, os Estados Unidos e a Comunidade

Europeia, onde fronteiras são cada vez mais invisíveis, e

temos evidência empírica de que a união de Estados sem

fronteiras leva à estabilidade e à sobrevivência. A menos que as

coisas mudem profundamente, é difícil ver essa estabilidade

ameaçada. Será, então, que a solução - admito, extremamente

remota - é um mundo sem fronteiras, uma sociedade de fato

globalizada e economicamente integrada? Ou será que existe

outro modo de garantir nossa sobrevivência a longo prazo com

mísseis e armas nucleares apontando uns para os outros,

prontos a serem detonados? O que você diz?

(Adaptado de Marcelo Gleiser, Folha de S. Paulo, 18/04/2010)

Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:

  • A

    Não adiantam nem o otimismo nem o pessimismo: o que urge é tomarmos providências no sentido de se dirimir nossa divisão em países com fronteiras.

  • B

    Uma das denúncias do texto constitue de fato um alerta: que não se tome como reversível qualquer conquista a que a ciência chegue a alcançar.

  • C

    Para Albert Einstein, uma medida radical e responsável para se evitar a calamidade de uma guerra nuclear seria, pura e simplesmente, a abolição das fronteiras.

  • D

    Conquanto não tenham em vista essa mesma finalidade, muitos cientistas e engenheiros acabam servindo aos artifícios excusos de quem lucra com a ganância.

  • E

    Quanto mais os estados consigam se unir a despeito das fronteiras, assim também haverá a evidência empírica de que sejam levados à estabilidade e à sobrevivência.