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Técnico Judiciário - 2024


Página 6  •  Total 70 questões
37454Questão 51|Direito Civil|médio

A Associação Cultural Horizonte, uma associação civil sem fins lucrativos, foi constituída com o objetivo de promover atividades culturais e artísticas. O estatuto da associação estabelece que qualquer alteração nas finalidades ou nos objetivos da entidade exige a aprovação de, no mínimo, dois terços dos associados. No entanto, alguns membros da associação desejam alterar o estatuto para transformar a entidade em uma organização voltada à defesa e promoção de interesses econômicos dos associados, com o propósito de desenvolver atividades que proporcionem retorno financeiro direto aos membros.

Considerando as normas do Código Civil sobre associações civis, assinale a afirmativa correta quanto à possibilidade de alteração da finalidade da Associação Cultural Horizonte.

  • A

    A transformação da Associação Cultural Horizonte em uma organização de defesa e promoção de interesses econômicos é permitida desde que todos os associados aprovem a alteração do estatuto.

  • B

    A associação pode alterar livremente suas finalidades e objetivos, mesmo sem a aprovação dos associados, pois a vontade da maioria dos membros prevalece.

  • C

    A Associação Cultural Horizonte, como qualquer associação civil, não pode ser transformada em uma organização voltada à defesa e promoção de interesses econômicos, pois o Código Civil não permite que associações civis tenham finalidades lucrativas.

  • D

    A transformação da associação em uma organização de interesses econômicos é válida, desde que a alteração estatutária seja homologada pelo poder judiciário.

  • E

    A transformação em uma associação de interesses econômicos é possível desde que a maioria simples dos associados presentes em assembleia aprove a alteração do estatuto.

37455Questão 52|Direito Civil|médio

Júlio, de 17 anos, reside permanentemente com seus pais em Belo Horizonte. No entanto, em razão da necessidade de gerir uma pequena sociedade empresária herdada de sua avó, foi recentemente emancipado e passa grande parte do tempo em São Paulo, onde aluga um apartamento para se hospedar durante os compromissos profissionais. Júlio recebe parte de sua correspondência comercial em São Paulo e também mantém documentos da empresa em seu escritório na cidade.

Recentemente, ele foi citado em uma ação judicial em São Paulo, mas pretende questionar a validade da citação, argumentando que, por ser menor de idade e residir com os pais, seu domicílio é Belo Horizonte.

Com base no Código Civil Brasileiro, e nas disposições sobre domicílio e capacidade civil, é correto afirmar que

  • A

    assiste razão a Júlio, pois é menor de idade e seu domicílio deve ser obrigatoriamente o local onde reside com os pais, em Belo Horizonte.

  • B

    não assiste razão a Júlio, pois mesmo sendo menor, tem capacidade plena por ser emancipado e pode ter São Paulo como domicílio para efeitos legais.

  • C

    assiste razão a Júlio, pois independentemente da emancipação, possui domicílio único em Belo Horizonte, onde reside com os pais.

  • D

    não assiste razão a Júlio, pois o domicílio de uma pessoa menor de idade é modificado por atividade empresarial.

  • E

    assiste razão a Júlio, pois em razão da sua idade, não possui capacidade plena para responder em processos judiciais sem a presença dos pais.

37456Questão 53|Direito Processual Civil|médio

João ajuizou ação indenizatória contra Pedro, pleiteando a condenação deste último ao pagamento de indenização por danos morais.

Finda a fase instrutória, o juiz proferiu sentença fundamentada em documentos apresentados por João em relação aos quais não foi dada a oportunidade a Pedro para se manifestar. Em razão disso, Pedro interpôs recurso de apelação, sustentando ter havido a violação a uma norma fundamental do processo civil.

Com base no caso acima, a seguinte norma fundamental foi violada pela sentença:

  • A

    Princípio da eficiência.

  • B

    Princípio do contraditório.

  • C

    Princípio da proteção à coisa julgada material.

  • D

    Princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias em separado.

  • E

    Princípio da imparcialidade.

37457Questão 54|Direito Processual Civil|médio

Regina foi citada em ação movida por Maria, requerendo indenização a título de danos materiais, fundada na ocorrência de acidente de trânsito. Em sede de contestação, Regina alegou que o juízo era relativamente incompetente para a causa, argumentando que, por tal razão, um pressuposto processual de validade estava ausente.

Entre os pressupostos processuais abaixo, assinale o que pode ser considerado como inexistente no caso relatado.

  • A

    A ausência de litispendência.

  • B

    A capacidade de ser parte.

  • C

    A inexistência de coisa julgada.

  • D

    A legitimidade passiva de Regina.

  • E

    O juízo regularmente competente.

37458Questão 55|Direito Processual Civil|médio

De acordo com o Código de Processo Civil, a carta rogatória será concedida para a prática de atos processuais fora do território nacional ou para a execução de atos processuais em território nacional a pedido do Poder Judiciário de outro país em nosso território.

Nesse contexto, a competência para conceder o exequatur a uma carta rogatória no Brasil é do

  • A

    Tribunal de Justiça.

  • B

    Supremo Tribunal Federal.

  • C

    Superior Tribunal de Justiça.

  • D

    Ministério das Relações Exteriores.

  • E

    Juízo federal de primeira instância.

37459Questão 56|Direito Processual Civil|médio

Setembrino ajuizou ação contra Marcos, nada indicando sobre o porquê do ajuizamento e tampouco qual providência jurisdicional pleiteava. Ao analisar a inicial, o juiz identificou que faltavam dois dos elementos essenciais da ação.

No contexto do Código de Processo Civil, os elementos da ação que estão ausentes no caso concreto são

  • A

    partes e causa de pedir.

  • B

    causa de pedir e pedido.

  • C

    partes, pedido e causa de pedir.

  • D

    valor da causa, pedido e competência do juízo.

  • E

    valor da causa, instrumento de mandato e partes.

37460Questão 57|Direito Processual Civil|médio

Bom Transporte Ltda, pessoa jurídica com sede em Belo Horizonte (MG), ajuizou ação de cobrança em face da Pneus Bons Ltda, que possui sede em São Paulo (SP), em razão do inadimplemento de obrigação de pagar.

O contrato entre as partes previa a realização de serviço de transporte de cargas entre Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ), o qual foi realizado pela Bom Transporte Ltda em prol da Pneus Bons Ltda, a qual não pagou a contraprestação devida.

A ação proposta pela Bom Transporte Ltda foi distribuída à 1ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte. Em sede de contestação, a Pneus Bons Ltda argumentou que a competência seria do foro de São Paulo, requerendo a remessa dos autos àquela comarca.

Tomando o caso concreto como premissa, à luz das disposições do Código de Processo Civil, é correto afirmar que

  • A

    o foro competente é o do domicílio do autor, por se tratar de demanda fundada em direito obrigacional, sendo legítima a escolha da comarca de Belo Horizonte pela Bom Transporte Ltda, prestigiando-se o direito de acesso à justiça.

  • B

    o local de destino da carga é o foro competente, nos termos do Código de Processo Civil, por se tratar do local aonde a Bom Transporte Ltda sofreu o dano.

  • C

    a competência territorial no caso acima é atribuída ao foro do domicílio do réu, ou seja, a comarca de São Paulo, por ser a sede da Pneus Bons Ltda.

  • D

    o foro competente será aquele contratualmente fixado e, na hipótese de disposição expressa acerca do tema, atribuir-se-á a competência ao Distrito Federal.

  • E

    diante da ausência de previsão de foro específico no contrato, a competência territorial é conferida ao foro do domicílio do autor, no caso, a comarca de Belo Horizonte.

37461Questão 58|Direito Processual Civil|médio

Maria ajuizou ação de indenização por danos materiais e morais em razão de um acidente de trânsito ocorrido em Curitiba (PR).

O acidente envolveu veículo de propriedade de João, domiciliado em São Paulo (SP), e dirigido por um terceiro, Rafael, domiciliado em Curitiba (PR). O contrato de seguro do veículo, no entanto, foi firmado com uma seguradora sediada no Rio de Janeiro/RJ.

Maria, domiciliada em Curitiba, ajuizou a ação no foro de Curitiba (PR). A seguradora, em sede de contestação, formulou preliminar de incompetência relativa, alegando que a competência é exclusiva do foro do seu domicílio, no caso, o Rio de Janeiro.

Considerando-se as disposições do Código de Processo Civil sobre o tema, é correto afirmar que

  • A

    a competência territorial é atribuída privativamente ao foro do domicílio de João, proprietário do veículo, qual seja, São Paulo (SP).

  • B

    a ação pode ser proposta em Curitiba (PR), foro do local do fato danoso, conforme previsto no Código de Processo Civil.

  • C

    a competência territorial para as ações em face de seguradoras é exclusiva do foro de sua sede, no caso, o Rio de Janeiro (RJ).

  • D

    a ação deve ser proposta no foro do domicílio do condutor do veículo, que é a comarca de Curitiba (PR), pois ele é quem conduzia o veículo no momento do acidente.

  • E

    a competência é do foro do domicílio do autor, ou seja, Curitiba (PR), pois ações indenizatórias em todo e qualquer caso são de competência do foro de domicílio do demandante.

37462Questão 59|Direito Penal|médio

A norma penal que incrimina determinada conduta ou agrava a situação do investigado, acusado ou condenado não pode ser aplicada a fatos anteriores à sua vigência. A norma penal incriminadora não deve conter expressões dúbias e imprecisas. Diante de tais afirmações, é correto afirmar que tais postulados retratam, respectivamente,

  • A

    os princípios da alteridade e da objetividade, que decorrem do princípio da singularidade.

  • B

    os princípios do in dubio pro reo e da significância, que decorrem do princípio da retroatividade.

  • C

    os princípios da singularidade e da superveniência, que decorrem do princípio da culpabilidade.

  • D

    os princípios da subsidiariedade e da proporcionalidade, que decorrem do princípio da fragmentariedade.

  • E

    os princípios da irretroatividade e da taxatividade, que decorrem do princípio da legalidade.

37463Questão 60|Direito Penal|médio

Acerca da aplicação da lei penal no tempo, assinale a afirmativa correta.

  • A

    É aplicável a teoria da ubiquidade, haja vista que se considera praticado o crime no momento da ação e do resultado.

  • B

    É aplicável a teoria da consequência, haja vista que se considera praticado o crime no momento do resultado.

  • C

    É aplicável a teoria da conduta ou da atividade, haja vista que se considera praticado o crime no momento da ação ou omissão.

  • D

    É aplicável a teoria da alternatividade, haja vista que se considera praticado o crime no momento da ação ou do resultado.

  • E

    É aplicável a teoria da paridade, haja vista que, a depender do delito, considera-se praticado o crime desde o momento da ação até a produção do resultado.

Técnico Judiciário - 2024 | Prova