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Analista Judiciário – Área Judiciária - 2017


Página 2  •  Total 70 questões
34275Questão 11|Português|superior

Sobre a música popular brasileira

      São notáveis a qualidade e a versatilidade do repertório da nossa mais inspirada música popular. O fenômeno talvez espante até hoje, e talvez por isso mesmo também continue pouco entendido na cabeça do país, por causa dessa mistura em meio à qual se produz: a) embora mantenha um cordão de ligação com a cultura popular não-letrada, desprende-se dela para entrar no mercado e na cidade; b) embora se deixe penetrar pela poesia culta, não segue a lógica evolutiva da cultura literária, nem se filia a seus padrões de filtragem; c) embora se reproduza dentro do contexto da indústria cultural, não se reduz às regras da estandardização. Em suma, não funciona dentro dos limites estritos de nenhum dos sistemas culturais existentes no Brasil, embora se deixe permear por eles.

           (Adaptado de: WISNIK, José Miguel. Sem receita. São Paulo: Publifolha, 2004, p.178)

O segmento sublinhado pode ser substituído com correção e coerência pelo que está entre parênteses na frase:

  • A

    O fenômeno talvez espante até hoje (é possível de espantar mesmo hoje)

  • B

    por causa dessa mistura em meio à qual se produz (em cuja)

  • C

    embora mantenha um cordão de ligação (porquanto conserve)

  • D

    não segue a lógica evolutiva da cultura literária (não vai ao encontro da)

  • E

    não se reduz às regras da estandardização (nas normas da inventividade)

34276Questão 12|Português|superior

A supressão da vírgula altera o sentido da frase:

  • A

    Entre os fenômenos da cultura brasileira, destaque-se a evolução de nossa música popular.

  • B

    É inegável o talento dos nossos compositores, que se esmeraram na criação de suas canções.

  • C

    Ao contrário do que ocorre em outras culturas, nossa música popular atinge um patamar de altíssima qualidade.

  • D

    Foram aplaudidos todos os compositores, numa cerimônia que certamente demoraremos a esquecer.

  • E

    Há músicos de origem bastante modesta, que nem por isso deixam de produzir arte das mais sofisticadas.

34277Questão 13|Português|superior

A condição dos velhos

      Nos cuidados com a criança o adulto “investe” para o futuro, mas em relação ao velho age com duplicidade e má-fé. A moral oficial prega o respeito ao velho, mas quer convencê-lo a ceder seu lugar aos jovens, afastá-lo delicada mas firmemente dos postos de direção. Que ele nos poupe de seus conselhos e se resigne a um papel passivo. Veja-se no interior das famílias a cumplicidade dos adultos em manejar os velhos, em imobilizá-los com cuidado “para o seu próprio bem”. Em privá-los da liberdade de escolha, em torná-los cada vez mais dependentes “administrando” sua aposentadoria, obrigando-os a sair de seu canto, a mudar de casa. Se o idoso não cede à persuasão, à mentira, não se hesitará em usar a força. Quantos anciãos não pensam estar provisoriamente no asilo em que foram abandonados pelos seus? A velhice, que é fator natural como a cor da pele, é tomada preconceituosamente pelo outro. E o velho não pode mais ensinar aquilo que sabe e que custou toda uma vida para aprender.

 (Adaptado de: BOSI, Ecléa. Lembranças de velhos. São Paulo, T. A. Queiroz, 1979, p.36-37)

Revela-se a duplicidade com que os adultos se posicionam diante dos velhos na relação entre estes segmentos do texto:

  • A

    investe para o futuro // A moral oficial prega o respeito ao velho

  • B

    quer convencê-lo a ceder seu lugar // afastá-lo (...) dos postos de direção

  • C

    Que ele nos poupe de seus conselhos // se resigne a um papel passivo

  • D

    cumplicidade dos adultos em manejar os velhos // não se hesitará em usar a força

  • E

    A moral oficial prega o respeito aos velhos // privá-los da liberdade de escolha

34278Questão 14|Português|superior

A condição dos velhos

      Nos cuidados com a criança o adulto “investe” para o futuro, mas em relação ao velho age com duplicidade e má-fé. A moral oficial prega o respeito ao velho, mas quer convencê-lo a ceder seu lugar aos jovens, afastá-lo delicada mas firmemente dos postos de direção. Que ele nos poupe de seus conselhos e se resigne a um papel passivo. Veja-se no interior das famílias a cumplicidade dos adultos em manejar os velhos, em imobilizá-los com cuidado “para o seu próprio bem”. Em privá-los da liberdade de escolha, em torná-los cada vez mais dependentes “administrando” sua aposentadoria, obrigando-os a sair de seu canto, a mudar de casa. Se o idoso não cede à persuasão, à mentira, não se hesitará em usar a força. Quantos anciãos não pensam estar provisoriamente no asilo em que foram abandonados pelos seus? A velhice, que é fator natural como a cor da pele, é tomada preconceituosamente pelo outro. E o velho não pode mais ensinar aquilo que sabe e que custou toda uma vida para aprender.

 (Adaptado de: BOSI, Ecléa. Lembranças de velhos. São Paulo, T. A. Queiroz, 1979, p.36-37)

Formula-se com correção e clareza uma observação pertinente em relação ao texto em:

  • A

    O reiterado uso de aspas indica que se julga impróprio, neste específico contexto, o emprego dos elementos por elas destacados.

  • B

    A autora do texto manifesta-se contraditoriamente ao insinuar que eles nos poupem de seus conselhos, o que efetivamente ratifica a sua tese.

  • C

    Uma vez convencidos de que foram ludibriados, pode restar aos passivos anciãos apenas os impulsos da força de que dispõem.

  • D

    À cumplicidade dos adultos diante dos velhos deve-se o sucesso com que os mesmos se valem de artimanhas em seu ludibrio.

  • E

    Ao se compararem com os preconceitos de cor o que se alega diante da velhice, pretende a autora demonstrar como são equívocos os fatores naturais.

34279Questão 15|Português|superior

A condição dos velhos

      Nos cuidados com a criança o adulto “investe” para o futuro, mas em relação ao velho age com duplicidade e má-fé. A moral oficial prega o respeito ao velho, mas quer convencê-lo a ceder seu lugar aos jovens, afastá-lo delicada mas firmemente dos postos de direção. Que ele nos poupe de seus conselhos e se resigne a um papel passivo. Veja-se no interior das famílias a cumplicidade dos adultos em manejar os velhos, em imobilizá-los com cuidado “para o seu próprio bem”. Em privá-los da liberdade de escolha, em torná-los cada vez mais dependentes “administrando” sua aposentadoria, obrigando-os a sair de seu canto, a mudar de casa. Se o idoso não cede à persuasão, à mentira, não se hesitará em usar a força. Quantos anciãos não pensam estar provisoriamente no asilo em que foram abandonados pelos seus? A velhice, que é fator natural como a cor da pele, é tomada preconceituosamente pelo outro. E o velho não pode mais ensinar aquilo que sabe e que custou toda uma vida para aprender.

 (Adaptado de: BOSI, Ecléa. Lembranças de velhos. São Paulo, T. A. Queiroz, 1979, p.36-37)

Quantos anciãos não pensam estar provisoriamente no asilo em que foram abandonados pelos seus?

Em relação a essa frase,

  • A

    a retirada da partícula negativa em não pensam tem como consequência a inversão do sentido pretendido.

  • B

    substituindo-se a forma abandonados por relegados, segue-se que se deva substituir em que por a que.

  • C

    o emprego de seus caracteriza aqui um uso de pronome na função usual de um adjetivo.

  • D

    a expressão pelos seus constitui exemplo de sujeito de voz passiva.

  • E

    os termos Quantos e abandonados são exemplos de uma mesma função sintática.

34280Questão 16|Português|superior

A condição dos velhos

      Nos cuidados com a criança o adulto “investe” para o futuro, mas em relação ao velho age com duplicidade e má-fé. A moral oficial prega o respeito ao velho, mas quer convencê-lo a ceder seu lugar aos jovens, afastá-lo delicada mas firmemente dos postos de direção. Que ele nos poupe de seus conselhos e se resigne a um papel passivo. Veja-se no interior das famílias a cumplicidade dos adultos em manejar os velhos, em imobilizá-los com cuidado “para o seu próprio bem”. Em privá-los da liberdade de escolha, em torná-los cada vez mais dependentes “administrando” sua aposentadoria, obrigando-os a sair de seu canto, a mudar de casa. Se o idoso não cede à persuasão, à mentira, não se hesitará em usar a força. Quantos anciãos não pensam estar provisoriamente no asilo em que foram abandonados pelos seus? A velhice, que é fator natural como a cor da pele, é tomada preconceituosamente pelo outro. E o velho não pode mais ensinar aquilo que sabe e que custou toda uma vida para aprender.

 (Adaptado de: BOSI, Ecléa. Lembranças de velhos. São Paulo, T. A. Queiroz, 1979, p.36-37)

É adequado o uso da expressão Em privá-los, no início de um período do texto, porque aqui

  • A

    se pretende dar ênfase ao momento em que ocorre a referida privação.

  • B

    está sendo utilizada, coerentemente, com o valor de mesmo se os privam.

  • C

    é uma retomada da correta regência do termo anterior cumplicidade.

  • D

    se pretende atender, sem muito rigor, à regência de liberdade de escolha.

  • E

    se está constituindo uma oração subordinada que expressa uma finalidade.

34281Questão 17|Direitos Humanos|superior

Conforme preceitua a Lei n° 13.146/2015, hotéis, pousadas e similares já existentes deverão disponibilizar, pelo menos,

  • A

    3% de seus dormitórios acessíveis, garantida, no mínimo, 1 unidade acessível.

  • B

    5% de seus dormitórios acessíveis, garantida, no mínimo, 1 unidade acessível.

  • C

    10% de seus dormitórios acessíveis, garantida, no mínimo, 1 unidade acessível.

  • D

    10% de seus dormitórios acessíveis, garantidas, no mínimo, 2 unidades acessíveis.

  • E

    5% de seus dormitórios acessíveis, garantidas, no mínimo, 2 unidades acessíveis.

34282Questão 18|Direitos Humanos|superior

Joaquim é pessoa com deficiência, com comprometimento de mobilidade. Joaquim pretende obter junto aos órgãos de trânsito competentes, credencial para poder estacionar seu veículo em vagas reservadas de estacionamentos e vias públicas, nos moldes do que preceitua a Lei n°13.146/2015. A propósito do tema, a citada credencial

  • A

    ficará vinculada à pessoa de Joaquim, bem como ao familiar por ele indicado e é válida em todo território nacional.

  • B

    não é cabível para a hipótese na qual se enquadra Joaquim.

  • C

    ficará vinculada à pessoa de Joaquim, bem como ao familiar por ele indicado e é válida apenas no Estado onde reside Joaquim.

  • D

    ficará vinculada apenas à pessoa de Joaquim e é válida em todo o território nacional.

  • E

    destina-se às vagas reservadas de estacionamentos abertos ao público, de uso público, não cabendo para estacionamentos privados de uso coletivo.

34283Questão 19|ECA|superior

Considere:

I. A pessoa com deficiência, em nenhuma circunstância, poderá ser atendida sem seu consentimento prévio, livre e esclarecido.

II. O consentimento da pessoa com deficiência em situação de curatela não poderá ser suprido.

III. Na hipótese denominada estado de calamidade pública, a pessoa com deficiência será considerada vulnerável, devendo o poder público adotar medidas para sua proteção e segurança.

Nos termos da Lei n° 13.146/2015, está correto o que consta em

  • A

    I e III, apenas.

  • B

    II, apenas.

  • C

    I, II e III.

  • D

    I e II, apenas.

  • E

    III, apenas.

34284Questão 20|ECA|superior

Claudia, 35 anos, pessoa com deficiência, ao procurar por determinado plano de saúde, foi atendida por Manoel, pessoa responsável. O ingresso ao plano de saúde, em razão de sua deficiência, foi dificultado por Manoel, cobrando, inclusive, valores exorbitantes para a obtenção do plano. Nos termos da Lei n° 7.853/1989, a conduta de Manoel

  • A

    constitui crime punível com pena de reclusão e multa.

  • B

    não constitui crime.

  • C

    constitui crime punível com pena de detenção e multa.

  • D

    constitui crime punível com pena de detenção, inexistindo multa nessa hipótese.

  • E

    constitui crime punível com pena de detenção, com agravante específico em razão da circunstância em que praticado.