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Analista Judiciário – Área Judiciária - 2017


Página 1  •  Total 70 questões
34265Questão 1|Português|superior

Signos a compreender

      Estamos vivendo numa época marcada pela exposição de signos. São incontáveis as formas pelas quais entramos em contato com linguagens de todos os tipos, com todas as finalidades e com incontáveis meios de formação e reprodução de mensagens. Da propaganda às causas políticas, da celebração de personalidades às conquistas da ciência, dos valores do mercado às exposições de marcas, tudo passa por ferramentas e plataformas que se chamam outdoor, imprensa, redes sociais, shows, exposições, debates, comícios, manifestações. A impressão primeira é a de uma grande saturação, a pedir seletividade. O risco imediato é o da dispersão da consciência pelos mil atalhos dos signos que nos chegam, trazendo consigo tudo o que pode haver neles de valores contraditórios.

      Contra esse mar de informações, opiniões e argumentos desencontrados, nossa defesa é, como sempre, a análise a partir de um certo equilíbrio do nosso próprio julgamento. Mas para contar com este, é preciso sempre escolher, o que significa eleger os valores básicos que nos sustentem em pé com sua coerência. É o que se pode chamar de ética genuína: aquele conjunto de valores que somos capazes de escolher para a nossa prática, e não apenas para a nossa imaginação. É o que nos pede, cada vez mais, um mundo tão fulgurante na sua explosão de signos e mensagens.

      O excesso de informação bruta é descontrolado e contemporâneo, mas o desafio permanece o mesmo de há muito tempo: encontrarmos nossa forma de ser sujeitos numa sociedade onde tudo insinua que somos objetos de um sentido que já nos reservaram. Ser sujeito da própria consciência não é, todavia, fechamento dentro da instância individual, pelo contrário: é saber avaliar o que há de problemático na nossa relação com o outro, com as coisas do mundo, e fazer disso a riqueza mesma da nossa vida. Num mundo povoado por signos, saber ler é mais que saber codificar: é escolher o sentido que sabemos dar a eles.

                                                                                                         (CARDOSO, Linaldo, inédito)

Analisando-se a estruturação do texto, verifica-se que o

  • A

    primeiro parágrafo consiste numa tese geral, segundo a qual a riqueza de informações da vida contemporânea deve ser aproveitada sem restrições, em toda a sua diversidade.

  • B

    segundo parágrafo expõe as precisas formas pelas quais se apresentam para nós as múltiplas mensagens da vida em sociedade, em seus mais variados meios de comunicação.

  • C

    terceiro parágrafo chama nossa atenção para a necessidade de constituirmos uma consciência que procure dar conta da nossa desafiadora e proveitosa inserção na vida social.

  • D

    primeiro parágrafo, ao contrário dos demais, faz crer que a seletividade que impusermos às informações a que estamos expostos não impede que sejamos dominados pelos signos.

  • E

    terceiro parágrafo, em consonância com os anteriores, lembra que os efeitos positivos da exorbitância de linguagens do mundo contemporâneo ocorrem à medida que as aceitemos com moderação.

34266Questão 2|Português|superior

Signos a compreender

      Estamos vivendo numa época marcada pela exposição de signos. São incontáveis as formas pelas quais entramos em contato com linguagens de todos os tipos, com todas as finalidades e com incontáveis meios de formação e reprodução de mensagens. Da propaganda às causas políticas, da celebração de personalidades às conquistas da ciência, dos valores do mercado às exposições de marcas, tudo passa por ferramentas e plataformas que se chamam outdoor, imprensa, redes sociais, shows, exposições, debates, comícios, manifestações. A impressão primeira é a de uma grande saturação, a pedir seletividade. O risco imediato é o da dispersão da consciência pelos mil atalhos dos signos que nos chegam, trazendo consigo tudo o que pode haver neles de valores contraditórios.

      Contra esse mar de informações, opiniões e argumentos desencontrados, nossa defesa é, como sempre, a análise a partir de um certo equilíbrio do nosso próprio julgamento. Mas para contar com este, é preciso sempre escolher, o que significa eleger os valores básicos que nos sustentem em pé com sua coerência. É o que se pode chamar de ética genuína: aquele conjunto de valores que somos capazes de escolher para a nossa prática, e não apenas para a nossa imaginação. É o que nos pede, cada vez mais, um mundo tão fulgurante na sua explosão de signos e mensagens.

      O excesso de informação bruta é descontrolado e contemporâneo, mas o desafio permanece o mesmo de há muito tempo: encontrarmos nossa forma de ser sujeitos numa sociedade onde tudo insinua que somos objetos de um sentido que já nos reservaram. Ser sujeito da própria consciência não é, todavia, fechamento dentro da instância individual, pelo contrário: é saber avaliar o que há de problemático na nossa relação com o outro, com as coisas do mundo, e fazer disso a riqueza mesma da nossa vida. Num mundo povoado por signos, saber ler é mais que saber codificar: é escolher o sentido que sabemos dar a eles.

                                                                                                         (CARDOSO, Linaldo, inédito)

Considerando-se o contexto, opõem-se quanto ao sentido os segmentos:

  • A

    época marcada pela exposição de signos // uma grande saturação (1° parágrafo)

  • B

    ferramentas e plataformas // redes sociais, shows, exposições (1° parágrafo)

  • C

    mar de informações // um mundo tão fulgurante (2° parágrafo)

  • D

    eleger os valores básicos // explosão de signos e mensagens (2° parágrafo)

  • E

    o desafio permanece o mesmo // ser sujeito da própria consciência (3° parágrafo)

34267Questão 3|Português|superior

Signos a compreender

      Estamos vivendo numa época marcada pela exposição de signos. São incontáveis as formas pelas quais entramos em contato com linguagens de todos os tipos, com todas as finalidades e com incontáveis meios de formação e reprodução de mensagens. Da propaganda às causas políticas, da celebração de personalidades às conquistas da ciência, dos valores do mercado às exposições de marcas, tudo passa por ferramentas e plataformas que se chamam outdoor, imprensa, redes sociais, shows, exposições, debates, comícios, manifestações. A impressão primeira é a de uma grande saturação, a pedir seletividade. O risco imediato é o da dispersão da consciência pelos mil atalhos dos signos que nos chegam, trazendo consigo tudo o que pode haver neles de valores contraditórios.

      Contra esse mar de informações, opiniões e argumentos desencontrados, nossa defesa é, como sempre, a análise a partir de um certo equilíbrio do nosso próprio julgamento. Mas para contar com este, é preciso sempre escolher, o que significa eleger os valores básicos que nos sustentem em pé com sua coerência. É o que se pode chamar de ética genuína: aquele conjunto de valores que somos capazes de escolher para a nossa prática, e não apenas para a nossa imaginação. É o que nos pede, cada vez mais, um mundo tão fulgurante na sua explosão de signos e mensagens.

      O excesso de informação bruta é descontrolado e contemporâneo, mas o desafio permanece o mesmo de há muito tempo: encontrarmos nossa forma de ser sujeitos numa sociedade onde tudo insinua que somos objetos de um sentido que já nos reservaram. Ser sujeito da própria consciência não é, todavia, fechamento dentro da instância individual, pelo contrário: é saber avaliar o que há de problemático na nossa relação com o outro, com as coisas do mundo, e fazer disso a riqueza mesma da nossa vida. Num mundo povoado por signos, saber ler é mais que saber codificar: é escolher o sentido que sabemos dar a eles.

                                                                                                         (CARDOSO, Linaldo, inédito)

A adoção de uma ética genuína (2° parágrafo) requer que

  • A

    reconheçamos o valor positivo de todas as informações que nos alcançam.

  • B

    imponhamos às mensagens que nos chegam nossa seletividade de valores.

  • C

    alcancemos uma prática de valores inspirada naqueles que nos chegam.

  • D

    submetamos ao nosso crivo pessoal as vantagens de também sermos objetos.

  • E

    façamos uma seleção de valores segundo o arbítrio de nossa vontade.

34268Questão 4|Português|superior

Signos a compreender

      Estamos vivendo numa época marcada pela exposição de signos. São incontáveis as formas pelas quais entramos em contato com linguagens de todos os tipos, com todas as finalidades e com incontáveis meios de formação e reprodução de mensagens. Da propaganda às causas políticas, da celebração de personalidades às conquistas da ciência, dos valores do mercado às exposições de marcas, tudo passa por ferramentas e plataformas que se chamam outdoor, imprensa, redes sociais, shows, exposições, debates, comícios, manifestações. A impressão primeira é a de uma grande saturação, a pedir seletividade. O risco imediato é o da dispersão da consciência pelos mil atalhos dos signos que nos chegam, trazendo consigo tudo o que pode haver neles de valores contraditórios.

      Contra esse mar de informações, opiniões e argumentos desencontrados, nossa defesa é, como sempre, a análise a partir de um certo equilíbrio do nosso próprio julgamento. Mas para contar com este, é preciso sempre escolher, o que significa eleger os valores básicos que nos sustentem em pé com sua coerência. É o que se pode chamar de ética genuína: aquele conjunto de valores que somos capazes de escolher para a nossa prática, e não apenas para a nossa imaginação. É o que nos pede, cada vez mais, um mundo tão fulgurante na sua explosão de signos e mensagens.

      O excesso de informação bruta é descontrolado e contemporâneo, mas o desafio permanece o mesmo de há muito tempo: encontrarmos nossa forma de ser sujeitos numa sociedade onde tudo insinua que somos objetos de um sentido que já nos reservaram. Ser sujeito da própria consciência não é, todavia, fechamento dentro da instância individual, pelo contrário: é saber avaliar o que há de problemático na nossa relação com o outro, com as coisas do mundo, e fazer disso a riqueza mesma da nossa vida. Num mundo povoado por signos, saber ler é mais que saber codificar: é escolher o sentido que sabemos dar a eles.

                                                                                                         (CARDOSO, Linaldo, inédito)

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:

  • A

    A impressão primeira é a de uma grande saturação (1° parágrafo) // a ideia inicial é a de uma expressiva sedimentação

  • B

    dispersão da consciência pelos mil atalhos (1° parágrafo) // embotamento da razão em suas mil derivações

  • C

    análise a partir de um certo equilíbrio (2° parágrafo) // síntese a fim de alguma harmonização

  • D

    um mundo tão fulgurante na sua explosão (2° parágrafo) // um universo tão intrínseco em seu arrebatamento

  • E

    fechamento dentro da instância individual (3° parágrafo) // retração para o plano mais pessoal

34269Questão 5|Português|superior

Atente para as seguintes orações:

I. Nosso mundo está saturado de signos.

II. Os signos nos chegam por múltiplos meios.

III. É preciso resistir à pressão desses signos.

Elas articulam-se de modo correto e coerente no seguinte período:

  • A

    É preciso resistir à pressão dos signos que nos chegam por múltiplos meios e saturam nosso mundo.

  • B

    Ainda que saturem nosso mundo é preciso resistir a esses signos em cujos meios nos pressionam.

  • C

    Por estar nosso mundo saturado de signos que nos pressionam é preciso que os resistamos.

  • D

    À medida em que nos chegam por múltiplos meios é preciso resistir a esses signos em que nosso mundo está saturado.

  • E

    É preciso resistir-lhes à sua pressão ao chegar por múltiplos meios esses signos que saturam o nosso mundo.

34270Questão 6|Português|superior

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o termo sublinhado na frase:

  • A

    Que a ninguém (ocorrer) deixar de resistir às mil informações que nos atropelam.

  • B

    A todos nós (competir) a adequada seleção dos signos e das linguagens.

  • C

    É a condição de sujeitos a que todos (dever) aspirar diante das mil mensagens.

  • D

    Que a toda essa carga de informações (corresponder) nossa reação criteriosa.

  • E

    Por mais que se (querer) resistir a tantas mensagens, acabamos por acolhê-las.

34271Questão 7|Português|superior

Há ocorrência de voz passiva e adequada articulação entre tempos e modos verbais na frase:

  • A

    Por mais que nos esforçássemos, não haveremos de conseguir captar o sentido de todas essas mensagens.

  • B

    Se fôssemos analisar a fundo todas essas mensagens, certamente muitas delas não contarão com nosso beneplácito.

  • C

    Se eles se dispuserem a analisar todas as mensagens que chegam, não haveriam de se submeter a elas com tanta facilidade.

  • D

    Num universo em que tantos signos nos atropelem, impunha-se que os selecionemos por rigorosos critérios.

  • E

    Ainda que venhamos a nos esforçar, o sentido de todas essas mensagens não poderá ser captado por nós.

34272Questão 8|Português|superior

Está clara e correta a redação deste livre comentário:

  • A

    Acima de tudo urge que sejamos capazes de bem discernir entre valores a adotar diante do contingente informacional que nos avassalam em nossa vida atual.

  • B

    Tantas são as informações que nos atropelam que diante delas somos obrigados a permear valores cuja escolha apuremos o sentido de nossa seleção.

  • C

    Afim de que possamos resistir à escalada das mensagens que constituem a contemporaneidade é preciso adotar valores resistentes em seu aspecto moral.

  • D

    Uma tal profusão de mensagens é capaz de nos fazerem perder qualquer sentido de valor através do qual pudéssemos escolher algum critério em sua seleção.

  • E

    A avalanche de informações que se processa na vida contemporânea leva-nos a refletir sobre os critérios de análise e seleção que devemos adotar.

34273Questão 9|Português|superior

Sobre a música popular brasileira

      São notáveis a qualidade e a versatilidade do repertório da nossa mais inspirada música popular. O fenômeno talvez espante até hoje, e talvez por isso mesmo também continue pouco entendido na cabeça do país, por causa dessa mistura em meio à qual se produz: a) embora mantenha um cordão de ligação com a cultura popular não-letrada, desprende-se dela para entrar no mercado e na cidade; b) embora se deixe penetrar pela poesia culta, não segue a lógica evolutiva da cultura literária, nem se filia a seus padrões de filtragem; c) embora se reproduza dentro do contexto da indústria cultural, não se reduz às regras da estandardização. Em suma, não funciona dentro dos limites estritos de nenhum dos sistemas culturais existentes no Brasil, embora se deixe permear por eles.

           (Adaptado de: WISNIK, José Miguel. Sem receita. São Paulo: Publifolha, 2004, p.178)

Ao considerar a mistura em meio à qual se produz nossa música popular, o autor do texto ressalta

  • A

    os bem demarcados e inflexíveis estilos musicais das obras que ao longo do tempo vêm-se impondo ao público.

  • B

    a versatilidade de um repertório cuja principal característica é a técnica pura e eminentemente sofisticada das composições.

  • C

    a representatividade com que cada uma dessas peças musicais se afirma, deixando clara sua procedência folclórica.

  • D

    as características algo contraditórias de peças musicais em que desponta o caráter híbrido de sua composição e circulação.

  • E

    o fato de que os mais inspirados exemplares dessa arte ocorrem fora dos sistemas culturais que se encontram disponíveis.

34274Questão 10|Português|superior

Sobre a música popular brasileira

      São notáveis a qualidade e a versatilidade do repertório da nossa mais inspirada música popular. O fenômeno talvez espante até hoje, e talvez por isso mesmo também continue pouco entendido na cabeça do país, por causa dessa mistura em meio à qual se produz: a) embora mantenha um cordão de ligação com a cultura popular não-letrada, desprende-se dela para entrar no mercado e na cidade; b) embora se deixe penetrar pela poesia culta, não segue a lógica evolutiva da cultura literária, nem se filia a seus padrões de filtragem; c) embora se reproduza dentro do contexto da indústria cultural, não se reduz às regras da estandardização. Em suma, não funciona dentro dos limites estritos de nenhum dos sistemas culturais existentes no Brasil, embora se deixe permear por eles.

           (Adaptado de: WISNIK, José Miguel. Sem receita. São Paulo: Publifolha, 2004, p.178)

Depreende-se da leitura do texto que a música popular brasileira,

  • A

    ainda que se insira no mercado, não se deixa permear pela realidade da indústria cultural.

  • B

    ao afirmar seu lado eminentemente artístico-literário, faz esquecer suas raízes na cultura popular.

  • C

    mesmo inserida numa cultura urbana, não deixa de revelar algo de sua procedência não-letrada.

  • D

    embora reaja às leis do mercado cultural, não deixa de ser um produto marcado por rígida padronização.

  • E

    conquanto pretenda uma alta elaboração artística, deixa-se reduzir a um fenômeno da cultura de massas.

Analista Judiciário – Área Judiciária - 2017 | Prova