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Analista Judiciário - Área Judiciária - 2011


Página 1  •  Total 60 questões
100071Questão 1|Português|superior

Política e sociedade na obra de

Sérgio Buarque de Holanda

Para Sérgio Buarque de Holanda a principal tarefa do

historiador consistia em estudar possibilidades de mudança

social. Entretanto, conceitos herdados e intelectualismos

abstratos impediam a sensibilidade para com o processo do

devir. Raramente o que se afigurava como predominante na

historiografia brasileira apontava um caminho profícuo para o

historiador preocupado em estudar mudanças. Os caminhos

institucionalizados escondiam os figurantes mudos e sua fala.

Tanto as fontes quanto a própria historiografia falavam a

linguagem do poder, e sempre imbuídas da ideologia dos

interesses estabelecidos. Desvendar ideologias implica para o

historiador um cuidadoso percurso interpretativo voltado para

indícios tênues e nuanças sutis. Pormenores significativos

apontavam caminhos imperceptíveis, o fragmentário, o não-

determinante, o secundário. Destes proviriam as pistas que

indicariam o caminho da interpretação da mudança, do

processo do vir a ser dos figurantes mudos em processo de

forjar estratégias de sobrevivência.

Era engajado o seu modo de escrever história. Como

historiador quis elaborar formas de apreensão do mutável, do

transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da

sociedade brasileira. Enfatizava o provisório, a diversidade, a

fim de documentar novos sujeitos eventualmente participantes

da história.

Para chegar a escrever uma história verdadeiramente

engajada deveria o historiador partir do estudo da urdidura dos

pormenores para chegar a uma visão de conjunto de sociabi-

lidades, experiências de vida, que por sua vez traduzissem

necessidades sociais. Aderir à pluralidade se lhe afigurava

como uma condição essencial para este sondar das possibili-

dades de emergência de novos fatores de mudança social.

Tratava-se, na historiografia, de aceitar o provisório como ne-

cessário. Caberia ao historiador o desafio de discernir e de

apreender, juntamente com valores ideológicos preexistentes,

as possibilidades de coexistência de valores e necessidades

sociais diversas que conviviam entre si no processo de

formação da sociedade brasileira sem uma necessária

coerência.

(Fragmento adaptado de Maria Odila Leite da Silva Dias, Sérgio

Buarque de Holanda e o Brasil. São Paulo, Perseu Abramo,

1998, pp.15-17)

Na visão de Sérgio Buarque de Holanda, o historiador deve valorizar

  • A

    os personagens que tiveram papel preponderante na história nacional, deixando de lado os figurantes a quem é dado muito espaço na historiografia brasileira tradicional.

  • B

    o fragmento e o detalhe, contrapondo-se assim à historiografia brasileira tradicional, que privilegia a totalidade e a síntese.

  • C

    o inacabado e o imperfeito, convergindo para a historiografia brasileira tradicional, que sempre recusou a estabilidade e a permanência.

  • D

    os resultados em lugar do processo, objetivando tornar mais significativas as descobertas da história tradicional feita no Brasil.

  • E

    as ideologias e o papel fundamental que desempenham em todo o processo histórico, muito mais importante que aquele exercido pelos indivíduos.

100072Questão 2|Português|superior

Política e sociedade na obra de

Sérgio Buarque de Holanda

Para Sérgio Buarque de Holanda a principal tarefa do

historiador consistia em estudar possibilidades de mudança

social. Entretanto, conceitos herdados e intelectualismos

abstratos impediam a sensibilidade para com o processo do

devir. Raramente o que se afigurava como predominante na

historiografia brasileira apontava um caminho profícuo para o

historiador preocupado em estudar mudanças. Os caminhos

institucionalizados escondiam os figurantes mudos e sua fala.

Tanto as fontes quanto a própria historiografia falavam a

linguagem do poder, e sempre imbuídas da ideologia dos

interesses estabelecidos. Desvendar ideologias implica para o

historiador um cuidadoso percurso interpretativo voltado para

indícios tênues e nuanças sutis. Pormenores significativos

apontavam caminhos imperceptíveis, o fragmentário, o não-

determinante, o secundário. Destes proviriam as pistas que

indicariam o caminho da interpretação da mudança, do

processo do vir a ser dos figurantes mudos em processo de

forjar estratégias de sobrevivência.

Era engajado o seu modo de escrever história. Como

historiador quis elaborar formas de apreensão do mutável, do

transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da

sociedade brasileira. Enfatizava o provisório, a diversidade, a

fim de documentar novos sujeitos eventualmente participantes

da história.

Para chegar a escrever uma história verdadeiramente

engajada deveria o historiador partir do estudo da urdidura dos

pormenores para chegar a uma visão de conjunto de sociabi-

lidades, experiências de vida, que por sua vez traduzissem

necessidades sociais. Aderir à pluralidade se lhe afigurava

como uma condição essencial para este sondar das possibili-

dades de emergência de novos fatores de mudança social.

Tratava-se, na historiografia, de aceitar o provisório como ne-

cessário. Caberia ao historiador o desafio de discernir e de

apreender, juntamente com valores ideológicos preexistentes,

as possibilidades de coexistência de valores e necessidades

sociais diversas que conviviam entre si no processo de

formação da sociedade brasileira sem uma necessária

coerência.

(Fragmento adaptado de Maria Odila Leite da Silva Dias, Sérgio

Buarque de Holanda e o Brasil. São Paulo, Perseu Abramo,

1998, pp.15-17)

Ao contrapor conceitos herdados e intelectualismos abstratos, de um lado, e a sensibilidade para com o processo do devir, de outro, a autora afirma a opção de Sérgio Buarque de Holanda

  • A

    pelo pensamento metódico e consagrado em detrimento da observação sempre enganosa dos fatos.

  • B

    pela arte, capaz de despertar os sentidos mais embotados, em detrimento da filosofia, em que a razão invariavelmente predomina.

  • C

    pelo trabalho braçal, palpável e concreto, em detrimento do trabalho intelectual, desvinculado da vida e da realidade.

  • D

    pelo passado, que se pode conhecer em detalhes e de modo seguro, em detrimento do futuro, que não pode ser previsto senão especulativamente.

  • E

    pela apreensão da realidade fugidia e instável em detrimento da teoria inflexível e da especulação vazia.

100073Questão 3|Português|superior

Política e sociedade na obra de

Sérgio Buarque de Holanda

Para Sérgio Buarque de Holanda a principal tarefa do

historiador consistia em estudar possibilidades de mudança

social. Entretanto, conceitos herdados e intelectualismos

abstratos impediam a sensibilidade para com o processo do

devir. Raramente o que se afigurava como predominante na

historiografia brasileira apontava um caminho profícuo para o

historiador preocupado em estudar mudanças. Os caminhos

institucionalizados escondiam os figurantes mudos e sua fala.

Tanto as fontes quanto a própria historiografia falavam a

linguagem do poder, e sempre imbuídas da ideologia dos

interesses estabelecidos. Desvendar ideologias implica para o

historiador um cuidadoso percurso interpretativo voltado para

indícios tênues e nuanças sutis. Pormenores significativos

apontavam caminhos imperceptíveis, o fragmentário, o não-

determinante, o secundário. Destes proviriam as pistas que

indicariam o caminho da interpretação da mudança, do

processo do vir a ser dos figurantes mudos em processo de

forjar estratégias de sobrevivência.

Era engajado o seu modo de escrever história. Como

historiador quis elaborar formas de apreensão do mutável, do

transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da

sociedade brasileira. Enfatizava o provisório, a diversidade, a

fim de documentar novos sujeitos eventualmente participantes

da história.

Para chegar a escrever uma história verdadeiramente

engajada deveria o historiador partir do estudo da urdidura dos

pormenores para chegar a uma visão de conjunto de sociabi-

lidades, experiências de vida, que por sua vez traduzissem

necessidades sociais. Aderir à pluralidade se lhe afigurava

como uma condição essencial para este sondar das possibili-

dades de emergência de novos fatores de mudança social.

Tratava-se, na historiografia, de aceitar o provisório como ne-

cessário. Caberia ao historiador o desafio de discernir e de

apreender, juntamente com valores ideológicos preexistentes,

as possibilidades de coexistência de valores e necessidades

sociais diversas que conviviam entre si no processo de

formação da sociedade brasileira sem uma necessária

coerência.

(Fragmento adaptado de Maria Odila Leite da Silva Dias, Sérgio

Buarque de Holanda e o Brasil. São Paulo, Perseu Abramo,

1998, pp.15-17)

Destes

proviriam

as pistas que indicariam o caminho ...

O verbo empregado no texto que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está também grifado em:

  • A

    ... a principal tarefa do historiador consistia em estudar possibilidades de mudança social.

  • B

    Os caminhos institucionalizados escondiam os figurantes mudos e sua fala.

  • C

    Enfatizava o provisório, a diversidade, a fim de documentar novos sujeitos ...

  • D

    ... sociabilidades, experiências de vida, que por sua vez traduzissem necessidades sociais.

  • E

    Era engajado o seu modo de escrever história.

100074Questão 4|Português|superior

Política e sociedade na obra de

Sérgio Buarque de Holanda

Para Sérgio Buarque de Holanda a principal tarefa do

historiador consistia em estudar possibilidades de mudança

social. Entretanto, conceitos herdados e intelectualismos

abstratos impediam a sensibilidade para com o processo do

devir. Raramente o que se afigurava como predominante na

historiografia brasileira apontava um caminho profícuo para o

historiador preocupado em estudar mudanças. Os caminhos

institucionalizados escondiam os figurantes mudos e sua fala.

Tanto as fontes quanto a própria historiografia falavam a

linguagem do poder, e sempre imbuídas da ideologia dos

interesses estabelecidos. Desvendar ideologias implica para o

historiador um cuidadoso percurso interpretativo voltado para

indícios tênues e nuanças sutis. Pormenores significativos

apontavam caminhos imperceptíveis, o fragmentário, o não-

determinante, o secundário. Destes proviriam as pistas que

indicariam o caminho da interpretação da mudança, do

processo do vir a ser dos figurantes mudos em processo de

forjar estratégias de sobrevivência.

Era engajado o seu modo de escrever história. Como

historiador quis elaborar formas de apreensão do mutável, do

transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da

sociedade brasileira. Enfatizava o provisório, a diversidade, a

fim de documentar novos sujeitos eventualmente participantes

da história.

Para chegar a escrever uma história verdadeiramente

engajada deveria o historiador partir do estudo da urdidura dos

pormenores para chegar a uma visão de conjunto de sociabi-

lidades, experiências de vida, que por sua vez traduzissem

necessidades sociais. Aderir à pluralidade se lhe afigurava

como uma condição essencial para este sondar das possibili-

dades de emergência de novos fatores de mudança social.

Tratava-se, na historiografia, de aceitar o provisório como ne-

cessário. Caberia ao historiador o desafio de discernir e de

apreender, juntamente com valores ideológicos preexistentes,

as possibilidades de coexistência de valores e necessidades

sociais diversas que conviviam entre si no processo de

formação da sociedade brasileira sem uma necessária

coerência.

(Fragmento adaptado de Maria Odila Leite da Silva Dias, Sérgio

Buarque de Holanda e o Brasil. São Paulo, Perseu Abramo,

1998, pp.15-17)

Tanto as fontes quanto a própria historiografia falavam a linguagem do poder ...

Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:

  • A

    eram faladas.

  • B

    foi falada.

  • C

    se falaram.

  • D

    era falada.

  • E

    tinha-se falado.

100075Questão 5|Português|superior

Política e sociedade na obra de

Sérgio Buarque de Holanda

Para Sérgio Buarque de Holanda a principal tarefa do

historiador consistia em estudar possibilidades de mudança

social. Entretanto, conceitos herdados e intelectualismos

abstratos impediam a sensibilidade para com o processo do

devir. Raramente o que se afigurava como predominante na

historiografia brasileira apontava um caminho profícuo para o

historiador preocupado em estudar mudanças. Os caminhos

institucionalizados escondiam os figurantes mudos e sua fala.

Tanto as fontes quanto a própria historiografia falavam a

linguagem do poder, e sempre imbuídas da ideologia dos

interesses estabelecidos. Desvendar ideologias implica para o

historiador um cuidadoso percurso interpretativo voltado para

indícios tênues e nuanças sutis. Pormenores significativos

apontavam caminhos imperceptíveis, o fragmentário, o não-

determinante, o secundário. Destes proviriam as pistas que

indicariam o caminho da interpretação da mudança, do

processo do vir a ser dos figurantes mudos em processo de

forjar estratégias de sobrevivência.

Era engajado o seu modo de escrever história. Como

historiador quis elaborar formas de apreensão do mutável, do

transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da

sociedade brasileira. Enfatizava o provisório, a diversidade, a

fim de documentar novos sujeitos eventualmente participantes

da história.

Para chegar a escrever uma história verdadeiramente

engajada deveria o historiador partir do estudo da urdidura dos

pormenores para chegar a uma visão de conjunto de sociabi-

lidades, experiências de vida, que por sua vez traduzissem

necessidades sociais. Aderir à pluralidade se lhe afigurava

como uma condição essencial para este sondar das possibili-

dades de emergência de novos fatores de mudança social.

Tratava-se, na historiografia, de aceitar o provisório como ne-

cessário. Caberia ao historiador o desafio de discernir e de

apreender, juntamente com valores ideológicos preexistentes,

as possibilidades de coexistência de valores e necessidades

sociais diversas que conviviam entre si no processo de

formação da sociedade brasileira sem uma necessária

coerência.

(Fragmento adaptado de Maria Odila Leite da Silva Dias, Sérgio

Buarque de Holanda e o Brasil. São Paulo, Perseu Abramo,

1998, pp.15-17)

O segmento retirado do texto cuja redação mantém-se correta com o acréscimo de uma vírgula é:

  • A

    Raramente o que se afigurava como predominante na historiografia brasileira, apontava um caminho profícuo ...

  • B

    Caberia ao historiador, o desafio de discernir e de apreender ...

  • C

    Para chegar a escrever uma história verdadeiramente engajada, deveria o historiador ...

  • D

    Aderir à pluralidade se lhe afigurava, como uma condição essencial para este sondar ...

  • E

    Desvendar ideologias, implica para o historiador um cuidadoso percurso interpretativo ...

100076Questão 6|Português|superior

Política e sociedade na obra de

Sérgio Buarque de Holanda

Para Sérgio Buarque de Holanda a principal tarefa do

historiador consistia em estudar possibilidades de mudança

social. Entretanto, conceitos herdados e intelectualismos

abstratos impediam a sensibilidade para com o processo do

devir. Raramente o que se afigurava como predominante na

historiografia brasileira apontava um caminho profícuo para o

historiador preocupado em estudar mudanças. Os caminhos

institucionalizados escondiam os figurantes mudos e sua fala.

Tanto as fontes quanto a própria historiografia falavam a

linguagem do poder, e sempre imbuídas da ideologia dos

interesses estabelecidos. Desvendar ideologias implica para o

historiador um cuidadoso percurso interpretativo voltado para

indícios tênues e nuanças sutis. Pormenores significativos

apontavam caminhos imperceptíveis, o fragmentário, o não-

determinante, o secundário. Destes proviriam as pistas que

indicariam o caminho da interpretação da mudança, do

processo do vir a ser dos figurantes mudos em processo de

forjar estratégias de sobrevivência.

Era engajado o seu modo de escrever história. Como

historiador quis elaborar formas de apreensão do mutável, do

transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da

sociedade brasileira. Enfatizava o provisório, a diversidade, a

fim de documentar novos sujeitos eventualmente participantes

da história.

Para chegar a escrever uma história verdadeiramente

engajada deveria o historiador partir do estudo da urdidura dos

pormenores para chegar a uma visão de conjunto de sociabi-

lidades, experiências de vida, que por sua vez traduzissem

necessidades sociais. Aderir à pluralidade se lhe afigurava

como uma condição essencial para este sondar das possibili-

dades de emergência de novos fatores de mudança social.

Tratava-se, na historiografia, de aceitar o provisório como ne-

cessário. Caberia ao historiador o desafio de discernir e de

apreender, juntamente com valores ideológicos preexistentes,

as possibilidades de coexistência de valores e necessidades

sociais diversas que conviviam entre si no processo de

formação da sociedade brasileira sem uma necessária

coerência.

(Fragmento adaptado de Maria Odila Leite da Silva Dias, Sérgio

Buarque de Holanda e o Brasil. São Paulo, Perseu Abramo,

1998, pp.15-17)

Como historiador quis elaborar formas de apreensão do mutável, do transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da sociedade brasileira.

A frase acima está corretamente reescrita, preservando-se em linhas gerais o sentido original, em:

  • A

    Às formas de apreensão do mutável, do transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da sociedade brasileira voltou-se o historiador Sérgio Buarque, com o intento de elaborá-las.

  • B

    Sérgio Buarque, como historiador, dedicou-se à elaborar formas de apreensão do mutável, do transitório e dos processos ainda incipientes no vir a ser da sociedade brasileira.

  • C

    As formas de apreensão do mutável, do transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da sociedade brasileira o historiador Sérgio Buarque pretendeu dar elaboração.

  • D

    Em seu trabalho como historiador, Sérgio Buarque tinha como meta chegar à certas formas de apreensão do mutável, do transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da sociedade brasileira.

  • E

    O historiador Sérgio Buarque dedicou-se a elaboração de formas de apreensão do mutável, do transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da sociedade brasileira.

100077Questão 7|Português|superior

A navegação fazia-se, comumente, das oito horas da

manhã às cinco da tarde, quando as canoas embicavam pelos

barrancos e eram presas a troncos de árvores, com o auxílio de

cordas ou cipós. Os densos nevoeiros, que se acumulam sobre

os rios durante a tarde e pela manhã, às vezes até o meio-dia,

impediam que se prolongasse o horário das viagens.

Antes do pôr-do-sol, costumavam os homens arranchar-

se e cuidar da ceia, que constava principalmente de feijão com

toucinho, além da indefectível farinha, e algum pescado ou caça

apanhados pelo caminho. Quando a bordo, e por não poderem

acender fogo, os viajantes tinham de contentar-se, geralmente,

com feijão frio, feito de véspera.

De qualquer modo, era esse alimento tido em grande

conta nas expedições, passando por extremamente substancial

e saudável. Um dos motivos para tal preferência vinha, sem

dúvida, da grande abundância de feijão nos povoados, durante

as ocasiões em que costumavam sair as frotas destinadas ao

Cuiabá e a Mato Grosso.

(Adaptado de Sérgio Buarque de Holanda. Monções. 3.ed. São

Paulo, Brasiliense, 2000, pp.105-6)

O segmento cujo sentido está corretamente expresso em outras palavras é:

  • A

    além da indefectível farinha = sem contar a eventual moagem.

  • B

    feito de véspera = ritualmente preparado.

  • C

    tido em grande conta nas expedições = muito caro para as viagens.

  • D

    arranchar-se e cuidar da ceia = abancar-se e servir o jantar.

  • E

    impediam que se prolongasse = obstavam que se estendesse.

100078Questão 8|Português|superior

A navegação fazia-se, comumente, das oito horas da

manhã às cinco da tarde, quando as canoas embicavam pelos

barrancos e eram presas a troncos de árvores, com o auxílio de

cordas ou cipós. Os densos nevoeiros, que se acumulam sobre

os rios durante a tarde e pela manhã, às vezes até o meio-dia,

impediam que se prolongasse o horário das viagens.

Antes do pôr-do-sol, costumavam os homens arranchar-

se e cuidar da ceia, que constava principalmente de feijão com

toucinho, além da indefectível farinha, e algum pescado ou caça

apanhados pelo caminho. Quando a bordo, e por não poderem

acender fogo, os viajantes tinham de contentar-se, geralmente,

com feijão frio, feito de véspera.

De qualquer modo, era esse alimento tido em grande

conta nas expedições, passando por extremamente substancial

e saudável. Um dos motivos para tal preferência vinha, sem

dúvida, da grande abundância de feijão nos povoados, durante

as ocasiões em que costumavam sair as frotas destinadas ao

Cuiabá e a Mato Grosso.

(Adaptado de Sérgio Buarque de Holanda. Monções. 3.ed. São

Paulo, Brasiliense, 2000, pp.105-6)

Quando a bordo

, e

por não poderem acender fogo

, os viajantes tinham de contentar-se, geralmente, com feijão frio, feito de véspera.

Identificam-se nos segmentos grifados na frase acima, respectivamente, noções de

  • A

    modo e consequência.

  • B

    causa e concessão.

  • C

    temporalidade e causa.

  • D

    modo e temporalidade.

  • E

    consequência e oposição.

100079Questão 9|Português|superior

A navegação fazia-se, comumente, das oito horas da

manhã às cinco da tarde, quando as canoas embicavam pelos

barrancos e eram presas a troncos de árvores, com o auxílio de

cordas ou cipós. Os densos nevoeiros, que se acumulam sobre

os rios durante a tarde e pela manhã, às vezes até o meio-dia,

impediam que se prolongasse o horário das viagens.

Antes do pôr-do-sol, costumavam os homens arranchar-

se e cuidar da ceia, que constava principalmente de feijão com

toucinho, além da indefectível farinha, e algum pescado ou caça

apanhados pelo caminho. Quando a bordo, e por não poderem

acender fogo, os viajantes tinham de contentar-se, geralmente,

com feijão frio, feito de véspera.

De qualquer modo, era esse alimento tido em grande

conta nas expedições, passando por extremamente substancial

e saudável. Um dos motivos para tal preferência vinha, sem

dúvida, da grande abundância de feijão nos povoados, durante

as ocasiões em que costumavam sair as frotas destinadas ao

Cuiabá e a Mato Grosso.

(Adaptado de Sérgio Buarque de Holanda. Monções. 3.ed. São

Paulo, Brasiliense, 2000, pp.105-6)

Leia atentamente as afirmações a seguir.

I. O segmento grifado em as canoas [...] eram presas a troncos de árvores,

com o auxílio de

cordas ou cipós (primeiro parágrafo) pode ser substituído por auxiliadas consoante, sem prejuízo para a correção e a clareza.

II. Em Os densos nevoeiros,

que se acumulam

sobre os rios (primeiro parágrafo), o segmento grifado pode ser substituído, sem prejuízo para a correção e o sentido, por acumulados.

III. A expressão De qualquer modo, no último parágrafo, é equivalente a Em todo caso.

Está correto o que se afirma em

  • A

    I, apenas.

  • B

    II, apenas.

  • C

    I e III, apenas.

  • D

    II e III, apenas.

  • E

    I, II e III.

100080Questão 10|Português|superior

A navegação fazia-se, comumente, das oito horas da

manhã às cinco da tarde, quando as canoas embicavam pelos

barrancos e eram presas a troncos de árvores, com o auxílio de

cordas ou cipós. Os densos nevoeiros, que se acumulam sobre

os rios durante a tarde e pela manhã, às vezes até o meio-dia,

impediam que se prolongasse o horário das viagens.

Antes do pôr-do-sol, costumavam os homens arranchar-

se e cuidar da ceia, que constava principalmente de feijão com

toucinho, além da indefectível farinha, e algum pescado ou caça

apanhados pelo caminho. Quando a bordo, e por não poderem

acender fogo, os viajantes tinham de contentar-se, geralmente,

com feijão frio, feito de véspera.

De qualquer modo, era esse alimento tido em grande

conta nas expedições, passando por extremamente substancial

e saudável. Um dos motivos para tal preferência vinha, sem

dúvida, da grande abundância de feijão nos povoados, durante

as ocasiões em que costumavam sair as frotas destinadas ao

Cuiabá e a Mato Grosso.

(Adaptado de Sérgio Buarque de Holanda. Monções. 3.ed. São

Paulo, Brasiliense, 2000, pp.105-6)

O verbo corretamente empregado e flexionado está grifado em:

  • A

    É de se imaginar que, se os viajantes setecentistas antevessem as dificuldades que iriam deparar, muitos deles desistiriam da aventura antes mesmo de embarcar.

  • B

    O que quer que os compelisse, cabe admirar a coragem desses homens que partiam para o desconhecido sem saber o que os aguardava a cada volta do rio.

  • C

    Caso não se surtisse com os mantimentos necessários para o longo percurso, o viajante corria o risco de literalmente morrer de fome antes de chegar ao destino.

  • D

    Se não maldiziam os santos, é bastante provável que muitos dos viajantes maldizessem ao menos o destino diante das terríveis tribulações que deviam enfrentar.

  • E

    Na história da humanidade, desbravadores foram não raro aqueles que sobreporam o desejo de enriquecer à relativa segurança de uma vida sedentária.