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Advogado - 2010


Página 6  •  Total 70 questões
76311Questão 51|Direito Penal|superior
2010
CESGRANRIO

Tício obtém, mediante fraude, crédito vinculado a leasing financeiro, sendo denunciado pelo Ministério Público como incurso nas penas do art. 19, da Lei nº 7.492/86, que regulamenta os crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Alega que inexistiu crime uma vez que o Banco não teria natureza pública.

Diante de tal quadro, conclui-se que

  • A

    a obtenção de crédito fraudulentamente, mediante leasing, não caracteriza crime contra o Sistema Financeiro Nacional.

  • B

    a pena cominada é a mesma, seja em instituição privada ou pública, em fatos dessa natureza.

  • C

    a origem da instituição, quer pública ou privada, é irrelevante para tipificar o crime descrito.

  • D

    o crime descrito implica a necessidade de que recursos públicos estejam envolvidos para ser tipificado.

  • E

    somente os mútuos bancários, em sentido estrito, caracterizam o delito em foco.

76312Questão 52|Direito Ambiental|superior
2010
CESGRANRIO

Um Banco recebe pedido de financiamento da Empresa Mascas e Mascotes Ltda., representada por seu sócio-gerente, o Sr. Empédocles. Realizando diligências quanto à regularidade cadastral do proponente, o Banco verifica a existência de processos criminais por infração a normas penais que tratam da proteção ao meio ambiente. As anotações indicam a persecução penal à pessoa jurídica, bem como ao sócio-gerente. Indagado sobre as anotações, o Sr. Empédocles informa que, segundo seu advogado, a pessoa jurídica está infensa da responsabilidade penal e, quanto à pessoa física, ainda não existe condenação, estando os fatos em fase de apuração judicial. Alega que ingressou na empresa em data posterior aos fatos narrados como ilícitos.

A partir do caso exposto, conclui-se que

  • A

    no sistema pátrio não há responsabilização criminal de pessoa jurídica.

  • B

    nos crimes ambientais sempre haverá concurso de agentes, incluindo pessoa física sócia e pessoa jurídica.

  • C

    os crimes ambientais permitem a responsabilidade criminal da pessoa jurídica.

  • D

    a responsabilidade da pessoa física por crimes ambientais é objetiva.

  • E

    a pessoa física é a quem cabe somente responder pelos crimes ambientais praticados.

76313Questão 53|Direito Civil|superior
2010
CESGRANRIO

A Empresa Bolas e Bolas Ltda. formaliza, em 2005, contrato de empréstimo com um Banco, com prestações para pagamento em vinte e quatro meses. No segundo mês, o devedor não realiza o pagamento, ocorrendo, por determinação contratual, o vencimento integral da dívida. Após três anos, o crédito foi cedido para a Empresa Trocas e Troças Ltda., especializada em cobrança patrimonial. O devedor, instado pela empresa de cobrança, formaliza acordo para pagamento, datado de novembro de 2009, em dez prestações. Mais uma vez, a Bolas e Bolas Ltda. não cumpre o contrato, comunicando que não mais realizaria pagamentos, em função da constatação de que a dívida estaria prescrita.

Diante de tais fatos e à luz da legislação civil em vigor, afirma-se que

  • A

    a pretensão da Bolas e Bolas Ltda. não mais pode ser reconhecida porque houve novel avença.

  • B

    a prescrição é renovada mês a mês, sendo relação de trato sucessivo, não se podendo, no caso, falar de prescrição.

  • C

    no caso descrito, há regra especial que estabelece prazo de dois anos, como sendo de prescrição.

  • D

    deve haver reembolso, diante do prazo prescricional incidente, caso a ré pague a dívida.

  • E

    o prazo prescricional em tela seria de dez anos.

76314Questão 54|Direito Civil|superior
2010
CESGRANRIO

Tício contrata com determinado Banco um empréstimo no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), com pagamento em dez prestações. Com o atraso no pagamento da segunda prestação, passaram a incidir juros diários, de natureza moratória. Além disso, o Banco quer cobrar, por incluso no contrato, juros remuneratórios no mesmo percentual dos moratórios. O devedor nega-se a pagar juros cumulativamente.

Diante de tais fatos e à luz da legislação civil em vigor, conclui-se que

  • A

    a pretensão de Tício deve ser acolhida uma vez que há cumulação indevida de juros.

  • B

    a cumulação de cobrança de juros somente é possível quando pactuada.

  • C

    os contratos bancários somente permitem a cobrança de juros moratórios.

  • D

    os juros devem incidir segundo a taxa para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional.

  • E

    os juros estão limitados, constitucionalmente, a 12% (doze por cento) ao ano.

76315Questão 55|Direito Civil|superior
2010
CESGRANRIO

Caio e Trício formalizaram contrato de conta-corrente com um Banco, tendo recebido talões de cheque para movimentação da conta. Trício emitiu um cheque no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) sem a devida provisão de fundos. Aduzindo existir solidariedade passiva entre os correntistas, o Banco comunicou o evento aos órgãos de proteção ao crédito, com inscrição de Caio e Trício como devedores. Inconformado, Caio postulou ao Banco a retirada do seu nome dos citados órgãos de proteção ao crédito, o que foi indeferido administrativamente. Observando o instituto da solidariedade civil, analise as afirmações a seguir.

I - Está caracterizada a solidariedade passiva presumida entre os devedores, pelo fato de figurarem, conjuntamente, no contrato de conta-corrente.

II - Não havendo solidariedade, cada devedor responde por parte da dívida, em proporção.

III - O caso descrito caracteriza solidariedade ativa.

IV - Havendo a remissão da dívida de um devedor, ela se comunica ao outro.

Está correto APENAS o que se afirma em

  • A

    I.

  • B

    I e II.

  • C

    II e III.

  • D

    II e IV.

  • E

    I, III e IV.

76316Questão 56|Direito Civil|superior
2010
CESGRANRIO

José adquire um automóvel por meio de financiamento de um Banco, garantido mediante alienação fiduciária. Após o pagamento de dez prestações, transfere a titularidade do bem para João, que não mais realiza o pagamento das prestações restantes. Após cinco anos de uso, João alega ter adquirido o bem por usucapião, tendo em vista que o Banco não cobrou a dívida remanescente. O Banco aduziu que não houve autorização para a transferência do bem e, por força disso, permanece a alienação fiduciária na sua integralidade. Diante desse fato, conclui-se que

  • A

    o reconhecimento da usucapião poderia ser requerido somente por José.

  • B

    os requisitos para a usucapião de bem móvel estão preenchidos.

  • C

    a alienação fiduciária se extingue pela transmissão do bem não autorizada pelo credor.

  • D

    a posse do bem é considerada clandestina e desnatura a usucapião.

  • E

    a autorização de transferência do bem, dado em garantia, não é requisito para a extinção da propriedade resolúvel.

76317Questão 57|Direito Civil|superior
2010
CESGRANRIO

J. e J. Ltda., Sociedade regularmente constituída, estabelece contrato de financiamento com Superbanco S/A, pactuando o valor da prestação em R$ 10.000,00 (dez mil reais), pelo período de cinco anos, com um ano de carência. O pagamento foi ajustado mediante recebimento de boleta e pagamento no Banco Comercial Mínimo S/A. Quando em curso o contrato, após o pagamento da vigésima prestação, o devedor foi surpreendido com a liquidação, do Banco Mínimo S/A, por iniciativa do Banco Central, tendo comunicado o fato ao credor. Passados dois meses, foi remetida boleta com a cobrança de três prestações, acrescidas de multa, juros moratórios e correção monetária, já fixados pelo credor. Inconformado, apresentou requerimento ao Superbanco S/A, postulando a exclusão dos indevidos acessórios, o que restou indeferido. Ato contínuo, a Empresa J. e J. Ltda. foi incluída nos registros de proteção ao crédito. Diante desse contexto, analise as afirmações a seguir.

I - O contrato, consoante o Código Civil, exige observância da boa-fé objetiva e da funcionalização do contrato.

II - Os atos do credor são admissíveis vez que foi caracterizada a mora debendi.

III - A função social do contrato tem por escopo limitar a autonomia da vontade quando esta confronte o interesse social.

IV - O inadimplemento do devedor deve ficar em sigilo uma vez que implicaria o descumprimento de norma avençada contratualmente, sem eiva de vício.

Está correto APENAS o que se afirma em

  • A

    III.

  • B

    IV.

  • C

    I e II.

  • D

    I e III.

  • E

    II, III e IV.

76318Questão 58|Direito Civil|superior
2010
CESGRANRIO

A diretoria do Banco Super S/A, com o objetivo de adequar o seu balanço às regras internacionais, resolve ceder diversos créditos de difícil recuperação a empresas especializadas em cobrança. Nessa trilha, cedeu o crédito da Empresa X Ltda. à Empresa Z Ltda. O devedor não foi comunicado do ato e somente teve ciência da situação quando recebeu, em sua sede, carta de cobrança, indicando a origem da dívida.

Nessa perspectiva, à luz da legislação, entende-se que o(a)

  • A

    crédito pode ser cedido pelo credor, desde que não haja proibição legal ou a convencionada, não importando a natureza da obrigação.

  • B

    cessionário de boa-fé pode ser obstado por cláusula proibitiva de cessão.

  • C

    ciência do devedor, quanto à cessão, poderá ocorrer por publicação em meio de comunicação.

  • D

    cessão do crédito não abrange os acessórios, como regra geral.

  • E

    cessão de crédito não tem efeito em relação ao devedor caso o mesmo não tenha sido notificado.

76319Questão desatualizadaDesatualizadaQuestão 59|Direito Processual Civil|superior
2010
CESGRANRIO

O Banco Bah propõe ação de procedimento ordinário em face da Empresa TA S/A, alegando danos morais e materiais decorrentes de atos realizados pelos prepostos da ré que, a par de descumprirem normas contratuais, ofenderam os funcionários do Banco que supervisionavam o cumprimento da avença. Foi determinada a citação da Empresa que não apresentou contestação. Apesar de declarada a revelia, foi determinada a realização de audiência de instrução e julgamento. Após a oitiva das testemunhas, com o indeferimento de inúmeras perguntas, não foi acatado agravo retido interposto em audiência pelo advogado do Banco. Na ata de audiência, constou o indeferimento do agravo, tendo sido prolatada sentença no mesmo ato. O recurso de apelação foi apresentado tempestivamente, mas não foi recebido, por entender o magistrado que o recurso seria inadequado. De tal decisão foi ofertado agravo de instrumento, também obstado pelo mesmo motivo: inadequação. Não mais existem recursos a ofertar.

Observado o descrito acima, conclui-se que

  • A

    foram esgotados os meios defensivos, observado o devido processo.

  • B

    havendo atos teratológicos, sem recursos, o meio de impugnação cabível é o Mandado de Segurança.

  • C

    o magistrado está dispensado de prestar informações quanto a seus atos, atacados por mandamus.

  • D

    os atos judiciais, como os descritos no texto, são infensos ao Mandado de Segurança.

  • E

    a liminar, em mandado de segurança, não poderia destrancar o recurso não recebido, neste caso.

76320Questão 60|Direito Processual Civil|superior
2010
CESGRANRIO

Ticio, devidamente qualificado, propôs ação de procedimento ordinário com a intenção de cobrar valores decorrentes de pagamentos efetuados a um Banco, considerados pelo autor indevidos, cumulando o pedido com danos morais. Regularmente citado, o Banco, na condição de réu, apresentou contestação. Considerando que o réu não ofereceu fundamentos adequados para combater a tese exposta na exordial, o Juiz entendeu ser a resposta abusiva, adequada à previsão do art. 273, inciso II, do Código de Processo Civil, e determinou o pagamento imediato da quantia cobrada. Diante disso, o réu apresentou recurso, alegando que o autor não possuía patrimônio, causando risco de irreversibilidade da medida.

Nesse contexto, afirma-se que

  • A

    um dos elementos da tutela antecipada é a possibilidade de que a medida possa ser reversível.

  • B

    a irreversibilidade aduzida não é aplicável ao caso apresentado.

  • C

    a decisão carece de fundamento diante da necessidade de caracterização da urgência.

  • D

    a decisão exposta no texto é uma sentença.

  • E

    a decisão que defere a tutela antecipada é imodificável.

Advogado - 2010 | Prova