Escrivão de Polícia Civil - 2017
Leio o texto a seguir.
Em Roraima, mais da metade das investigações de violência doméstica prescrevem sem alguém ser acusado
Se Roraima fosse um país, seria o campeão absoluto de assassinato de mulheres, com 11.4 mortes para cada 100.000 habitantes em 2015, tendo aumentado 139% desde 2010. Para fins comparativos: o país mais violento do mundo para mulheres, El Salvador, tem índice 8.9 e a média do Brasil é 4.8, também uma das mais altas do mundo. Em Roraima, todas as etapas do enfrentamento à violência doméstica são falhas, segundo o relatório “Um dia vou te matar – Impunidade em casos de violência doméstica no estado de Roraima” divulgado nesta quarta-feira pela ONG Human Rights Watch (HRW), que expõe abusos e violações de direitos humanos em todo o mundo.
O relatório analisou 31 casos de violência doméstica no estado e entrevistou mulheres agredidas, policiais, aplicadores da Justiça e outros especialistas, além de se debruçar sobre inquéritos e peças processuais. Todas as mulheres sofreram violência psicológica, independente de sua classe, idade ou cor, e a maior parte delas já havia suportado muitos episódios de violência até reportarem à Justiça.
O resultado da análise foi alarmante: dos 8.400 boletins de ocorrência acumulados na capital Boa Vista, nenhuma investigação foi conduzida, como informou a delegada titular da única Delegacia da Mulher do estado. Há outros 5.000 casos com inquérito instaurado, mas mais da metade deles são do ano de 2013 ou antes e 482 são ocorrências entre os anos 2007 e 2010. Os casos arrastam-se por anos sem conclusão, e mais da metade das investigações de violência doméstica são arquivadas por prescreverem antes de alguém ser formalmente acusado.
Isso acontece por falhas em todas as etapas: as mulheres que registram um boletim de ocorrência contra o agressor (e vale lembrar que isso nem de longe representa todas as mulheres violentadas) sofrem constrangimentos e um péssimo atendimento por parte dos agentes de polícia. Mesmo as equipes especializadas recebem treinamento de apenas 1 dia para lidar com casos de violência. Eles cometem erros crassos nos boletins, não anotando dados fundamentais sobre a violência e seu histórico, recusam-se a registrar queixas e não raro tentam reconciliar vítima e agressor.
Fora isso, muitas vezes os depoimentos devem ser repetidos várias vezes e em ambientes não confidenciais, o que gera constrangimento e trauma a mulheres já fragilizadas pela violência. O relatório denuncia também que as Delegacias comuns, embora autorizadas por lei a lidar com casos de violência doméstica, frequentemente se recusam e mandam a vítima se dirigir à Delegacia especializada – mesmo que ela esteja fechada.
Mas a situação seria um pouco menos trágica se os problemas se encerrassem nos boletins de ocorrência. A concessão de medidas protetivas também é falha e as mulheres carecem de acompanhamento.
SCMRES, Nana Em Roraiama, mas da metade das investigações de violência domestica prescrevem sem alguém ser acusado, 21/06/2017. Disponível em:https://emais.estadao.com.br/blogs/nana-soares/em-roraima-mais-da-metade-das-investigacoes-de-violencia-domestica-prescrevem-sem-alguem-ser-acusado/. Acesso em:19 jul 2017(Adaptado)
Com base na norma-padrão e nos elementos de coesão utilizados nos trechos a seguir, assinale a alternativa que apresenta a análise correta.
Considere o seguinte fragmento
Há outros 5.000 casos com inquérito instaurado, mas mais da metade deles são do ano de 2013 ou antes e 482 são ocorrências entre os anos 2007 e 2010. Os casos arrastam-se por anos sem conclusão, e mais da metade das investigações de violência doméstica são arquivadas por prescreverem antes de alguém ser formalmente acusado.
Disponível em:https://emais.estadao.com.br/blogs/nana-soares/em-roraima-mais-da-metade-das-investigacoes-de-violencia-domestica-prescrevem-sem-alguem-ser-acusado/. Acesso em: 19 jul 2017 (Adaptado)
Considerando as regras prescritas pela norma-padrão da língua portuguesa acerca da concordância dos verbos e dos nomes e as questões sintáticas referentes ao fragmento, assinale a alternativa correta.
Leia o texto Cronistas e Colunistas de Carlos Heitor Cony
RIO DE JANEIRO- Leitores perguntam por que me considero "cronista" - e não "colunista" - dos jornais e revista que me aturam há alguns anos de atividade profissional.
Os manuais de Redação adotados em quase todos os veículos impressos consideram como "colunas" qualquer texto assinado, opinativo e periódico, apesar de aceitarem a distinção entre "colunista" e "articulista". Este é um convidado ou colaborador que oferece seu trabalho para publicação.
Independente da qualidade dos textos, a crônica é um gênero literário, seu espaço natural é o jornal, o livro, o rádio e até a televisão , João Saldanha, que era multimídia, sempre fazia crônica, mesmo quando escrevia para jornais. No mesmo caso estão Nelson Rodrigues, Jânio de Freitas, Ruy Castro, José Simão e muitos outros.
Colunistas foram, no passado, Ibrahim Sued, Zózimo Tavares de Mirante e outros que assinavam colunas fixas sobre pautas determinas pelo editoral de cada veículo.
Há colunistas que cobrem política, polícia, sociedade, esporte, culinária, economia, teatro, cinema, música, artes plásticas, etc. São opinativos e/ou informativos. Noticiam ou comentam fatos ou quase fatos, inclusive fofocas. Trabalham com equipes buscando as necessárias fontes. Editam o material recolhido pela equipe ou recebido diretamente de interessados.
O colunista de televisão não emitirá opinião ou informação sobre a crime do euro ou a demarcação de terras indígenas.
Disponível em: https://m.folha.uol.com.br/colunas/carlosheitorcony/2012/07/1117528-cronistas-e-colunistas.shtml Acesso em: 29 ago. 2017(Adaptado)
Em cada uma das alternativas a seguir, é apresentada uma proposta de reescrita para alguns períodos texto. Assinale a alternativa que apresenta a proposta que mantém o sentido original e a correção gramatical do texto.
Leia o texto a seguir:
É O FIM DO LIVRO? RIR PARA NÃO CHORAR.
A. P. QUARTIM OE MORAES
O desenvolvimento da tecnologia digital e da internet são uma ameaça ao livro? Essa questão seria fascinante se não fosse falsa. O que é, afinal, que estaria com os dias contados? O objeto livro, o livro impresso em papel, na forma que o conhecemos há 1 mais de meio milênio?
Em Não Contem com o Fim do Livro (Record, 2010, tradução de André Telles), dois famosos bibliófilos e colecionadores de obras raras, o semiólogo e escritor italiano Umberto Eco e o roteirista de cinema e escritor francês Jean-Claude Charriere, colocam inteligência, erudição e bom humor a serviço do esclarecimento dessa momentosa questão, mediados pelo jornalista e ensaísta francês Jean-Philippe de Tonnac.
Afirma Eco (página 16): "Das duas uma: ou o livro permanecerá o suporte da leitura, ou existirá alguma coisa similar ao que o livro nunca deixou de ser, mesmo antes da invenção da tipografia. As variações em torno do objeto livro não modificaram sua função, nem sua sintaxe, em mais de quinhentos anos. O livro é como a colher, o martelo, a roda ou a tesoura. Uma vez inventados, não podem ser aprimorados. Você não pode fazer uma colher melhor do que uma colher".
Ou seja, apesar de sua imagem idealizada - às vezes, sacralizada - de fonte de lazer, informação , conhecimento, fruição intelectual, o livro enquanto objeto, é apenas "o suporte da leitura", o meio pelo qual escritor chega ao leitos. E assim permanecerá até que "alguma coisa similar" o substitua. Saber quanto tempo essa transição levará para se consumar é mero e certamente inútil exercício de futurologia. Até porque. provavelmente não ocorrerá exatamente uma transição, mas apenas a acomodação de uma nova mídia no amplo universo da comunicação. Tem sido assim ao longo da História.
Tranquilizem-se, portanto, os amantes do livro impresso. Tal como "a colher, o martelo, a roda ou a tesoura", ele veio para ficar, pelo menos até onde a vista alcança. E não se desesperem os novidadeiros amantes de gadgets. Estes continuarão sendo inventados e aprimorados por força da voracidade do business globalizado. E é possível até mesmo que algum deles venha a se tornar definitivo e entrar no time do livro da colher, da roda ...
Disponível em:https://www.estadao.com.br/noticias/geral,e-o-fim-do-livro-rir-para-nao-chorar,581890. Acesso em: 27 ago. 2017 (Adaptado).
Pelo seu tema e desenvolvimento argumentativo, o objetivo do texto é
Leia os excertos a seguir.
[...] A sub base é um ponto avançado para atuação da Força-Tarefa, que tem sua base principal no município de Curvelo. Além das salas de administração e pessoal, ela possui alojamento para 36 pessoas e auditório para 45 [...]
Disponível em: (ilegível no arquivo original de prova)
[...] Sem desconsiderar a alegação essencial de que o elemento probatório da incriminação do autor foi forjado pelo delegado extra-ordinário, a verdade é que não há uma prova cabal, certa e inquestionável de que esta autoridade realmente misturou o projétil [...]
Disponível em: (ilegível no arquivo original de prova)
[...] Indícios de ausência de homologação de partilha coerdeiro que pode pleitear em nome próprio para defender [...]
Disponível em: (ilegível no arquivo original de prova)
[...] Assembléia Legislativa de São Paulo (ALESP) prepara a contratação inédita de uma agência para re-escrever sua publicidade. Serão 35 milhões por ano para divulgar a Casa na mídia.
Disponível em: (ilegível no arquivo original de prova)
Assinale a alternativa em que a grafia das palavras destacadas nos excertos se apresentam atualizadas, segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa que passou a ser obrigatório em janeiro de 2016.
Uma torre transmite o sinal de uma emissora de rádio para ouvintes em um raio de 50km de distância. Qual a maior distância possível entre dois ouvintes dessa rádio, que recebem sinal por meio dessa torre?
Se o preço de dez sanduíches equivale ao preço de seis latas de refrigerante e se cada lata de refrigerante é 1 real mais caro do que cada sanduíche, quanto custa um sanduíche com um refrigerante?
A prova de um determinado concurso público contém cinco questões de múltipla escolha sobre raciocínio lógico, com cinco alternativas, identificadas de A a E, sendo somente uma alternativa correta por questão. Desta forma, quantos gabaritos são possíveis para as questões de raciocínio lógico?
Se Ana sai de casa então Bia também sai de casa; porém, se Bia sai de casa ou se chove, Dani não sai de casa. Sendo assim, afirma-se que
Em determinada localidade, 30% dos acidentes de trânsito apresentam vítimas fatais; além disso, 50% dos acidentes com vítimas fatais são causados por motoristas alcoolizados e 40% dos acidentes sem vítimas fatais são causados por motoristas alcoolizados. Nesse sentido, ao ocorrer um acidente, qual a probabilidade de que tenha sido causado por motorista alcoolizado?