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Escrivão de Polícia Civil - 2017


Página 1  •  Total 80 questões
113456Questão anuladaAnuladaQuestão 1|Português|superior

Assinale a alternativa que preserva a relação entre as ideias expressar na frase a seguir.

O INQUÉRITO JÁ FOI INSTAURADO, MAS A VÍTIMA AINDA NÃO DEPÔS.

  • A

    O inquérito foi instaurado antes de a vítima depor.

  • B

    O inquérito foi instaurado, embora a vítima ainda não tenha deposto.

  • C

    A vítima ainda não depôs, pois o inquérito já foi instaurado.

  • D

    Como o inquérito já foi instaurado, a vítima ainda não depôs.

  • E

    Se o inquérito já foi instaurado, a vítima ainda não depôs.

113457Questão 2|Português|superior

Leia o texto a seguir.

FORMAS DE INSTAURAÇÃO DO INQUÉRITO POLICIAL E SUAS PECULIARIDADES

POR THIAGO M. MINAGÉ

Grande parte populacional erroneamente afirma que irá à Delegacia “prestar queixa”. Nada mais errada essa afirmação, pois na verdade, o que se estará efetuando quando uma pessoa se dirige à DP para informar a ocorrência de uma infração, é uma “notitia criminis” ou “delatio criminis”. Aquela se dá quando a própria vítima - ou na sua impossibilidade, seu representante legal (cônjuge, ascendente, descendente e irmão) - apresenta à autoridade policial o cometimento de uma Infração Penal e, esta, quando qualquer um do povo alheio ao ocorrido informa à autoridade policial a existência também de uma infração penal.

Disponível em: https://emporiododireito.com.br/leitura/formas-de-instauracao-do-inquerito-policial-e-suas-peculiaridades#:~:text=Nos%20crimes%20de%20a%C3%A7%C3%A3o%20p%C3%BAblica,ser%20mediante%20PORTARIA%20ou%20A.P.F.. Acesso em: 16 jul.17

  • A

    a delatio criminis ocorre quando qualquer pessoa alheia ao ocorrido informa à autoridade policial a existência de uma infração.

  • B

    é vedado à população dirigir-se a uma delegacia para prestar uma queixa.

  • C

    as expressões "prestar queixa" e "notitia criminis" são equivalentes no âmbito do vocabulário jurídico.

  • D

    notitia criminis e delatio criminis são expressões sinônimas.

  • E

    a notitia criminis ocorre quando qualquer pessoa alheia ao ocorrido informa à autoridade policia a existência de uma infração.

113458Questão 3|Português|superior

Observe o seguinte texto.

Inimputabilidade

Inimputabilidade penal é a incapacidade que tem o agente em responder por sua conduta delituosa, ou seja, o sujeito não é capaz de entender que o fato é ilícito e de agir conforme esse entendimento.

Sendo assim, a inimputabilidade é causa de exclusão da culpabilidade, isto é, mesmo sendo o fato típico e antijurídico, não é culpável, eis que não há elemento que comprove a capacidade psíquica do agente para compreender a reprovabilidade de sua conduta, não ocorrendo, portanto, a imposição de pena ao infrator.

Disponível em: https://www.direitonet.com.br/dicionario/exibir/1033/Inimputabilidade . Acesso em: 16 jul. 2017

A expressão eis que, do modo como está empregada no texto, é considerada incorreta pela norma gramatical da língua portuguesa. Assinale a alternativa que contém a palavra ou a expressão que a substitui corretamente.

  • A

    [ ... ] mesmo sendo o fato típico e antijurídico, não é culpável, ainda que não haja elemento comprove a capacidade psíquica do agente para compreender a reprovabilidade de sua conduta [...];

  • B

    [...] mesmo sendo o fato típico e antijurídico, não é culpável, a fim de que não há elemento que comprove a capacidade psíquica do agente para compreender a reprovabillidade de sua conduta [ ... ].

  • C

    [...] mesmo sendo o fato típico e antijurídico, não é culpável, pois não há elemento que comprove a capacidade psíquica do agente para compreender a reprovabilidade de sua conduta [...].

  • D

    [...]mesmo sendo o fato típico e antijurídico, não é culpável, embora não haja elemento que comprove a capacidade psíquica do agente para compreender a reprovabilidade de sua conduta [...]

  • E

    [...] mesmo sendo o fato típico e antijurídico, não é culpável, entretanto não há elemento que comprove a capacidade psíquica do agente para compreender a reprovabilidade de sua conduta [...].

113459Questão 4|Português|superior

Observe o trecho a seguir.

Percebendo-se que a atuação da segurança pública deve ser norteada pelos princípios atinentes aos Direitos Humanos, justamente, porque a atuação referida atinge os seres humanos, conclui-se, sem gris algum, que há patente relação entre segurança pública e Direitos Humanos.

Disponível em: http://pfdc.pgr.mpf.mp.br/atuacao-e-conteudos-de-apoio/publicacoes/seguranca-publica/seguranca_publica_e_dh_roger_spode_brutti.pdf . Acesso em: 22 ul.2017( Adaptado)

A expressão ''sem gris algum'' significa

  • A

    sem nenhuma dúvida.

  • B

    sem nenhuma ideia.

  • C

    sem nenhum reconhecimento.

  • D

    sem nenhum argumento.

  • E

    sem nenhuma razão de ser.

113460Questão 5|Português|superior

Assinale a alternativa na qual a ideia expressa no trecho a seguir está adequadamente preservada.

Ainda que não haja um consenso, é preciso reforçar o debate sobre direitos humanos, seja por meio de campanhas públicas, seja por meio de aulas sobre o assunto em escolas [...]

Disponível em: http://www.conjur.com.br/2017-abr-06/73-cariocas-direitos-humanos-atrapalham-combate-crime. Acesso em: 19 jul.2017. (Adaptado).

  • A

    Como não há um consenso, é preciso reforçar o debate sobre direitos humanos por meio de campanhas públicas ou de aulas sobre o assunto em escolas.

  • B

    É preciso reforçar o debate sobre direitos humanos por meio de campanhas públicas ou de aulas sobre o assunto em escolas, embora não haja um consenso.

  • C

    Além de não haver um consenso, é preciso reforçar o debate sobre direitos humanos, seja por meio de campanhas públicas, seja por meio de aulas sobre o assunto em escolas.

  • D

    Não há um consenso; por isso, é preciso reforçar o debate sobre direitos humanos tanto por meio de campanhas públicas quanto por meio de aulas sobre o assunto em escolas

  • E

    É preciso reforçar o debate sobre direitos humanos por meio de campanhas públicas ou de aulas sobre o assunto em escolas, a fim de que haja um consenso.

113461Questão 6|Português|superior

Leia o texto a seguir.

OPERADORAS PODERÃO SER OBRIGADAS A RASTREAR CELULARES A PEDIDO DA POLÍCIA.

Um substitutivo da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados em Brasília está tramitando pelo congresso e deve criar regras para que operadoras de celular sejam obrigadas a rastrear aparelhos de usuários em risco. Isso só poderá ser feito, entretanto, a pedido de um delegado de polícia em casos de risco de vida, de restrição de liberdade e de desaparecimento.

O projeto vem caminhado por comissões da Câmara e agora segue para a de Constituição e Justiça, a qual deve dar um parecer final antes da votação em plenária. Caso aprovada, a lei prevê que as operadoras forneçam a localização por meio de triangulação ou de Cell ID em até duas horas para dar andamento às investigações.

Contudo, as secretarias de segurança de cada unidade da federação é que terão que se equipar para conseguir rastrear os dispositivos e, ao que parece, as operadoras entrarão apenas com o fornecimento de dados. Outra opção era fazer com que as próprias teles fizessem o rastreamento, mas, nesse caso, seria necessário recompensar financeiramente essas empresas por cada pedido de rastreamento.

É interessante comentar que a localização de usuários por meio da rede celular pode ser determinada de maneira relativamente precisa e funciona da mesma forma para smartphones e celulares simples. Para tal, existem dois métodos: os já mencionados “triangulação” e “Cell ID”.

O primeiro é o mais interessante e consegue uma precisão de algumas dezenas de metros, pois usa a posição de três torres de celular e mede a intensidade do sinal de determinado telefone em cada uma delas. Assim, é possível aproximar uma região onde o usuário poderia se encontrar. O Cell ID, por sua vez, é mais simples e bem menos preciso. Ele diz apenas em qual torre o aparelho está conectado e mostra uma área grande na qual a pessoa pode estar inserida. A precisão pula então para várias centenas de metros.

Disponível em:https://www.tecmundo.com.br/ciencia/119510-operadoras-obrigadas-rastrear-celulares-pedido-policia.html. Acesso em: 19 jul.2017.

Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa correta.

  • A

    De acordo com as informações do primeiro e do segundo parágrafos, as operadoras terão o direito de rastrear aparelhos de usuários por medida de segurança.

  • B

    Mesmo com métodos desenvolvidos para rastreamento, a localização de um aparelho não é absolutamente precisa.

  • C

    O terceiro parágrafo deixa claro que a responsabilidade de rastrear aparelhos é de responsabilidade das secretarias de segurança de cada unidade da federação.

  • D

    De acordo com o texto, enquanto a lei não for aprovada a polícia não poderá rastrear aparelhos de usuários em risco, mesmo que seja por medida de segurança.

  • E

    De acordo com as informações do quinto parágrafo, a diferença dos dois métodos encontra-se nos resultados do rastreamento.

113462Questão 7|Português|superior

Observe o seguinte período.

Outra opção era fazer com que as próprias teles fizessem o rastreamento, mas, nesse caso, seria necessário recompensar financeiramente essas empresas por cada pedido de rastreamento

MULLER, Leonardo. Operadoras poderão ser obrigadas a rastrear celulares a pedido da polícia. Em ciência, 19 de julho de 2017. Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/ciencia/119510-operadoras-obrigadas-rastrear-celulares-pedido-policia.htm. Acesso em: 19 jul.2017,.

No que se refere às regras prescritas pela norma-padrão a respeito do emprego dos sinais de pontuação, assinale a alternativa correta relativa a esse período.

  • A

    O conectivo mas está entre vírgulas para indicar uma pausa maior que a convencional

  • B

    O uso de três vírgulas nesse período é desnecessário, pois não não há obrigatoriedade sintática para isso.

  • C

    A única vírgula de uso obrigatório no período é a que está posposta ao conectivo mas.

  • D

    A vírgula que antecede o conectivo mas é facultativa. Nesse caso, pode-se retirá-la sem prejuízo para organização textual do período

  • E

    A expressão nesse caso está deslocada, o que justifica estar entre vírgulas.

113463Questão 8|Português|superior

POR QUE UMA CAMPANHA SOBRE MENINAS?

Nossa experiência, acumulada desde 1937, nos mostra que ninguém sofre mais com as consequências da pobreza do que as meninas. Elas são as mais vulneráveis e excluídas.

Meninas pobres têm menos chances de um futuro digno, abandonam o estudo para se dedicar a tarefas domésticas ou trabalhar, são forçadas a se casarem, muitas vezes quando ainda são crianças, têm risco de gravidez precoce e, ainda, são as principais vítimas de abusos e violência sexual.

Meninas têm o direito de viver em segurança, de permanecer na escola, de não serem forçadas a trabalhar, de escolherem com quem se casar e de serem ouvidas em suas famílias e comunidades. Devem ter os mesmos direitos dos meninos.

Texto de Campanha da Plan International: Ajude milhares de meninas a ter a chance

de um futuro digno. Disponível em: http.//doeplan.org.br/orsermenina/?gc/1d=Q0KCQ;

whrzLBRC3 AR/sAPmhsnXjHDCUNbvlhbT7MTM7Y3s1//Dí0EuDmfjFLlJe1M91YM1MPX_

GeZEoAocNEALw_ wcB. Acesso em: 191ul. 2017. (Adaptado).

Em conformidade com a mensagem e as construções linguísticas do texto, é correto afirmar que

  • A

    o texto pertence a um material de campanha contra as meninas, sobretudo as meninas pobres.

  • B

    o segundo parágrafo reúne argumentos que reforçam o ponto de vista expresso no primeiro parágrafo.

  • C

    a expressão meninas pobres equivale semanticamente à expressão pobres meninas

  • D

    o objetivo da campanha é destacar os direitos das meninas em detrimento dos direitos dos meninos.

  • E

    no último parágrafo fica explícita a obrigação das meninas a respeito de sua própria qualidade de vida.

113464Questão 9|Português|superior

Observe o seguinte período.

Meninas têm o direito de viver em segurança, de permanecer na escola, de não serem forçadas a trabalhar, de escolherem com quem se casar e de serem ouvidas em suas famílias e comunidades.

Texto de Campanha da Plan International: Ajude milhares de meninas a

ter a chance de um futuro digno. Disponível em: https://doeplan.org.br/

por-ser-menina?gclid=CjOKCQíwhrzLBROARlsAPn1hsnX]HDCUNb\1 Z'1b T7 Th 7Y3s D,

OEuDmfjFL1JeJM91 YMiMPX_ GeZEaAocNEALw_ vi,:cB. Acesso em: 19 Jui. 2017

(Adaptado).

Acerca das questões sintáticas que envolvem esse período, é correto afirmar que

  • A

    a expressão ''em suas famílias e comunidades'' corresponde sintaticamente a complemento nominal.

  • B

    a forma verbal ''têm'' encontra-se na terceira pessoa do plural para concordar com os termos que ocorrem pospostos a ela no período.

  • C

    o termo ''de viver em segurança'' corresponde sintaticamente a um objeto indireto do verbo da oração principal.

  • D

    os termos introduzidos pelo vocábulo ''de'' desempenham o mesmo papel sintático.

  • E

    o período apresenta verbos nas vozes ativa, reflexiva e passiva.

113465Questão 10|Português|superior

Leio o texto a seguir.

Em Roraima, mais da metade das investigações de violência doméstica prescrevem sem alguém ser acusado

Se Roraima fosse um país, seria o campeão absoluto de assassinato de mulheres, com 11.4 mortes para cada 100.000 habitantes em 2015, tendo aumentado 139% desde 2010. Para fins comparativos: o país mais violento do mundo para mulheres, El Salvador, tem índice 8.9 e a média do Brasil é 4.8, também uma das mais altas do mundo. Em Roraima, todas as etapas do enfrentamento à violência doméstica são falhas, segundo o relatório “Um dia vou te matar – Impunidade em casos de violência doméstica no estado de Roraima” divulgado nesta quarta-feira pela ONG Human Rights Watch (HRW), que expõe abusos e violações de direitos humanos em todo o mundo.

O relatório analisou 31 casos de violência doméstica no estado e entrevistou mulheres agredidas, policiais, aplicadores da Justiça e outros especialistas, além de se debruçar sobre inquéritos e peças processuais. Todas as mulheres sofreram violência psicológica, independente de sua classe, idade ou cor, e a maior parte delas já havia suportado muitos episódios de violência até reportarem à Justiça.

O resultado da análise foi alarmante: dos 8.400 boletins de ocorrência acumulados na capital Boa Vista, nenhuma investigação foi conduzida, como informou a delegada titular da única Delegacia da Mulher do estado. Há outros 5.000 casos com inquérito instaurado, mas mais da metade deles são do ano de 2013 ou antes e 482 são ocorrências entre os anos 2007 e 2010. Os casos arrastam-se por anos sem conclusão, e mais da metade das investigações de violência doméstica são arquivadas por prescreverem antes de alguém ser formalmente acusado.

Isso acontece por falhas em todas as etapas: as mulheres que registram um boletim de ocorrência contra o agressor (e vale lembrar que isso nem de longe representa todas as mulheres violentadas) sofrem constrangimentos e um péssimo atendimento por parte dos agentes de polícia. Mesmo as equipes especializadas recebem treinamento de apenas 1 dia para lidar com casos de violência. Eles cometem erros crassos nos boletins, não anotando dados fundamentais sobre a violência e seu histórico, recusam-se a registrar queixas e não raro tentam reconciliar vítima e agressor.

Fora isso, muitas vezes os depoimentos devem ser repetidos várias vezes e em ambientes não confidenciais, o que gera constrangimento e trauma a mulheres já fragilizadas pela violência. O relatório denuncia também que as Delegacias comuns, embora autorizadas por lei a lidar com casos de violência doméstica, frequentemente se recusam e mandam a vítima se dirigir à Delegacia especializada – mesmo que ela esteja fechada.

Mas a situação seria um pouco menos trágica se os problemas se encerrassem nos boletins de ocorrência. A concessão de medidas protetivas também é falha e as mulheres carecem de acompanhamento.

SCMRES, Nana Em Roraiama, mas da metade das investigações de violência domestica prescrevem sem alguém ser acusado, 21/06/2017. Disponível em:https://emais.estadao.com.br/blogs/nana-soares/em-roraima-mais-da-metade-das-investigacoes-de-violencia-domestica-prescrevem-sem-alguem-ser-acusado/. Acesso em:19 jul 2017(Adaptado)

Considerando a relação existente entre a mensagem do texto e o modo como ele está organizado, é correto afirmar que a autora

  • A

    assume que a impunidade daqueles que agridem mulheres no estado de Roraima decorre da falta de leis específicas e da lentidão dos processos que podem resultar na prisão dos criminosos.

  • B

    expõe explicitamente sua indignação contra a realidade de violência vivenciada pelas mulheres do estado de Roraima, mesmo sabendo que isso pode gerar mais violência e mais impunidade.

  • C

    critica a inexistência de mecanismos legais para impedir que mulheres sejam constantemente agredidas e assassinadas em Roraima, o estado campeão absoluto em assassinatos de mulheres no Brasil.

  • D

    compara o estado de Roraima com El Salvador, em termos de dimensão territorial, para demonstrar que nos menores lugares a intensidade da violência contra a mulher é cada vez mais acentuada.

  • E

    com base em um relatório divulgado por uma ONG apresenta a realidade do estado de Roraima acerca da violência doméstica contra mulheres e as falhas do sistema criado para protegê-las e punir os seus algozes.