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Temporário Superior 1 - Direito - 2010


Página 1  •  Total 60 questões
76011Questão 1|Português|superior

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Toda narrativa literária,seja crônica, conto,omance ou novela,permite que os leitores, a partir dos fatos concretos apresentados em sequência temporal,tirem conclusões a respeito do tema abordado,abstraindo conceitos, valores,denúncias,princípios morais, juízos críticos,etc.Considerando-se essa possibilidade,foram relacionadas abaixo algumas conclusões,das quais a mais pertinente ao que se aborda no texto é a seguinte:

  • A

    é condenável o ato de prender pássaros em gaiolas, por ser contrário à natureza dos animais e levá-los àmorte.

  • B

    é insensato e bizarro o exagero afetivo que algumas famílias desenvolvem em relação a animais de estimação, por levar as pessoas a sofrimento desnecessário.

  • C

    é ridículo o julgamento de que os parentes mais novos da família estejam mais isentos emocionalmente para sacrificar animais de estimação doentes

  • D

    é um ato de extrema sabedoria sacrificar animais de estimação com doença irrecuperável, para evitar maior sofrimento.

  • E

    é desaconselhável a prática de ações que possam gerar sentimento de culpa e remorso, em razão dos efeitos psicológicos negativos.

76012Questão 2|Português|superior

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Segundo os críticos,a prosa de Carlos Drummond de Andrade se caracteriza pela excelência da linguagem, pela riqueza e precisão vocabular e por um fino senso de humor, normalmente acompanhado de delicada ironia.Na crônica acima, em que o autor aborda um assunto trivial em algumas famílias – o sacrifício de um animal de estimação –,percebe- se uma postura irônica do autor em relação ao fato narrado, a qual pode ser constatada nas atitudes abaixo relacionadas, EXCETO:

  • A

    no pedido que a família faz ao genro recém-casado de sacrificar o canário.

  • B

    no olhar apelativo da esposa, para que o marido desse cabo do canário.

  • C

    na solicitação de algodão e éter para deixar o animal desacordado antes de executá-lo.

  • D

    na atitude da cozinheira, de jogar o corpo do animal no lixo, por não haver local para enterrá-lo.

  • E

    na reação do estrangulador do pássaro após ficar sabendo que o bicho nãomorrera.

76013Questão 3|Português|superior

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A respeito do emprego do verbo RESSUSCITAR nas frases“Não é que o canário tinha ressuscitado,perdão, reluzia vivinho da silva, com uma fome danada?” (14º parágrafo) e “- Ele estava precisando mesmo era de éter – concluiu o estrangulador,que se sentiu ressuscitar,por sua vez.” (15º parágrafo), pode-se afirmar que:

  • A

    em ambas as frases o verbo foi empregado em significação literal.

  • B

    na primeira frase, o verbo foi empregado em significação literal,mas, na segunda, emsignificação contextual.

  • C

    na primeira frase, o verbo foi empregado em significação contextual e, na segunda, emsignificação literal

  • D

    em ambas as frases o verbo foi empregado em significação contextual.

  • E

    em ambas as frases o verbo foi empregado em significação que pode ser entendida tanto como literal quanto como contextual

76014Questão 4|Português|superior

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A oração reduzida de gerúndio do período “Não havendo jardim para sepultar o corpo, depositou-o na lata de lixo” (10º parágrafo),mantendo-se o sentido original do texto, pode ser reescrita da seguinte forma:

  • A

    Por que não houvesse jardimpara sepultar o corpo...

  • B

    Embora não houvesse jardimpara sepultar o corpo...

  • C

    Como não houvesse jardimpara sepultar o corpo...

  • D

    Se bemque não houvesse jardimpara sepultar o corpo...

  • E

    Conquanto não houvesse jardimpara sepultar o corpo...

76015Questão 5|Português|superior

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Observando-se com atenção a expressão em caixa alta no trecho “a família resolveu que ele É QUE daria cabo do canário” (1º parágrafo), pode-se afirmar que expressão de idêntico valor discursivo foi empregada na frase:

  • A

    O certo é que ninguém queria ser o algoz do canário.

  • B

    Estava combinado que os próprios familiares é que iriam dar cabo do canário.

  • C

    Para a família a esperança é que o marido da filha complete o trabalho.

  • D

    A sorte do genro é que o éter sempre dá nova vida aos animais.

  • E

    A alegria da família é que canário não morre em mãos de genro.

76016Questão 6|Português|superior

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O período“No dia seguinte, pela manhã,a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão,e recebeu uma bicada voraz no dedo” (12º parágrafo) está estruturado com as orações emrelação coordenada.Reescrevendo-se o período com as orações em relação subordinada e mantendo-se o sentido original do texto, uma forma adequada de redação do período é:

  • A

    No dia seguinte, pela manhã, quando a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, recebeu uma bicada voraz no dedo.

  • B

    No dia seguinte, pelamanhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, recebendo, por isso, uma bicada voraz no dedo

  • C

    No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira recebeu uma bicada voraz no dedo, porque foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão.

  • D

    No dia seguinte, pelamanhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, de modo que recebeu uma bicada voraz no dedo.

  • E

    No dia seguinte, pela manhã, apesar de a cozinheira ajeitar a lata de lixo para o caminhão, recebeu uma bicada voraz no dedo.

76017Questão 7|Português|superior

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No período“Como é que voumatar umpássaro só porque o conheço HÁ menos tempo do que vocês?” (3º parágrafo), a forma do verbo HAVER em caixa alta está corretamente empregada, por se tratar de indicação de tempo decorrido.Das frases abaixo, está INCORRETA, quanto ao emprego do verboHAVER, a seguinte:

  • A

    A família estava vivendo há dias o desconforto afetivo de ter dematar o pássaro.

  • B

    Ogenro tinha saído há quatro horas e ainda não voltara.

  • C

    A família espera ansiosa há duas horas por notícias do genro.

  • D

    Há três horas não se temnotícias da cozinheira.

  • E

    A família estava há um mês de completar dez anos de convivência como canário, quando resolveu sacrificá-lo.

76018Questão 8|Português|superior

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Neste texto narrativo,observa-se a ocorrência do discurso direto (as vozes dos personagens,marcadas pelo travessão inicial) e do discurso indireto (a voz do narrador). Há, entretanto, um trecho em que se reproduz o pensamento de um personagem, ainda que não haja nenhuma marca. Esse trecho é:

  • A

    “Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.” (2º parágrafo)

  • B

    “Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura:” (5º parágrafo)

  • C

    “É, esse está mesmo na última lona, e dói ver a lenta agonia de um ser tão gracioso, que viveu para cantar.” (7º parágrafo)

  • D

    “O sacrificador, esse, ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nempara dentro de simesmo.” (11º parágrafo)

  • E

    “Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da silva, comuma fome danada?” (14º parágrafo)

76019Questão 9|Português|superior

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A respeito da concordância verbal na oração“Todos somosmuito ligados a ele” (2º parágrafo) pode-se afirmar que está:

  • A

    incorreta, do ponto de vista da língua formal, mas é admitida emtextos informais.

  • B

    incorreta, mas é estilisticamente recomendada em textos dialogados.

  • C

    correta, embora não seja recomendada em textos dialogados.

  • D

    correta, pois o constituinte sujeito TODOS admite a concordância na 1ª pessoa do plural

  • E

    correta, por se tratar de uma concordância ideológica de pessoa.

76020Questão 10|Português|superior

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Os vocábulos CADÁVER e ÉTER recebem acento gráfico em obediência à mesma regra de ortografia.Da mesma forma, os vocábulos AÍ e DÓI recebem acento gráfico pelas mesmas regras que justificam a acentuação gráfica, respectivamente, dos vocábulos:

  • A

    saída e anzóis

  • B

    canário e anéis.

  • C

    viúva e também.

  • D

    saúva e misericórdia.

  • E

    Icaraí e sós.

Temporário Superior 1 - Direito - 2010 | Prova