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Técnico Ministerial - Sem Especialidade - 2023


Página 2  •  Total 60 questões
22735Questão 11|Português|médio

Atenção: Leia o texto “Liberdade e necessidade ao revés”, de Eduardo Giannetti, para responder à questão.

    “Por meios honestos se você conseguir, mas por quaisquer meios faça dinheiro”, preconiza - prenhe de sarcasmo - o verso de Horácio. Desespero, precisão ou cobiça, dentro ou fora da lei: o dinheiro nos incita a fazer o que de outro modo não faríamos. Suponha, entretanto, um súbito e imprevisto bafejo da fortuna - um prêmio lotérico, uma indenização milionária, uma inesperada herança. Quem continuaria a fazer o que faz para ganhar a vida caso não fosse mais necessário fazê-lo? Estamos acostumados a considerar o trabalho como algo a que nos sujeitamos, mais ou menos a contragosto, para obter uma renda - como um sacrifício ou necessidade imposta de fora; ao passo que o consumo é tomado como a esfera por excelência da livre escolha: o território sagrado para o exercício da nossa liberdade individual. A possibilidade de satisfazer, ainda que parcialmente, nossos desejos e fantasias de consumo se afigura como a merecida recompensa - ou suborno, diriam outros - capaz de atenuar a frustração e aliviar o aborrecimento de ocupações que de outro modo não teríamos e não nos dizem respeito.

       Daí que, na feliz expressão do jovem Marx, “o trabalhador só se sente ele mesmo quando não está trabalhando; quando ele está trabalhando, ele não se sente ele mesmo”. - Mas, se o mundo do trabalho está vedado às minhas escolhas e modo de ser; onde poderei expressar a minha individualidade? Impedido de ser quem sou no trabalho - escritório, chão de fábrica, call center, guichê, balcão - , extravaso a minha identidade no consumo - shopping, butique, salão, restaurante, showroom. Fonte de elã vital, o ritual da compra energiza e a posse ilumina a alma do consumidor. A compra de bens externos molda a identidade e acena com a promessa de distinção: ser notado, ser ouvido, ser tratado com simpatia, respeito e admiração pelos demais. Não o que faço, mas o que possuo - e, sobretudo, o que sonho algum dia ter - diz ao mundo quem sou. Servo impessoal no ganho, livre e soberano no gasto.

(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016)

O termo sublinhado em “Estamos acostumados a considerar o trabalho como algo a que nos sujeitamos, mais ou menos a contragosto, para obter uma renda” (1º parágrafo) refere-se a

  • A

    renda.

  • B

    contragosto.

  • C

    nos [pronome].

  • D

    nós [sujeito oculto de “sujeitamos”].

  • E

    algo.

22736Questão 12|Português|médio

Atenção: Leia o texto “Liberdade e necessidade ao revés”, de Eduardo Giannetti, para responder à questão.

    “Por meios honestos se você conseguir, mas por quaisquer meios faça dinheiro”, preconiza - prenhe de sarcasmo - o verso de Horácio. Desespero, precisão ou cobiça, dentro ou fora da lei: o dinheiro nos incita a fazer o que de outro modo não faríamos. Suponha, entretanto, um súbito e imprevisto bafejo da fortuna - um prêmio lotérico, uma indenização milionária, uma inesperada herança. Quem continuaria a fazer o que faz para ganhar a vida caso não fosse mais necessário fazê-lo? Estamos acostumados a considerar o trabalho como algo a que nos sujeitamos, mais ou menos a contragosto, para obter uma renda - como um sacrifício ou necessidade imposta de fora; ao passo que o consumo é tomado como a esfera por excelência da livre escolha: o território sagrado para o exercício da nossa liberdade individual. A possibilidade de satisfazer, ainda que parcialmente, nossos desejos e fantasias de consumo se afigura como a merecida recompensa - ou suborno, diriam outros - capaz de atenuar a frustração e aliviar o aborrecimento de ocupações que de outro modo não teríamos e não nos dizem respeito.

       Daí que, na feliz expressão do jovem Marx, “o trabalhador só se sente ele mesmo quando não está trabalhando; quando ele está trabalhando, ele não se sente ele mesmo”. - Mas, se o mundo do trabalho está vedado às minhas escolhas e modo de ser; onde poderei expressar a minha individualidade? Impedido de ser quem sou no trabalho - escritório, chão de fábrica, call center, guichê, balcão - , extravaso a minha identidade no consumo - shopping, butique, salão, restaurante, showroom. Fonte de elã vital, o ritual da compra energiza e a posse ilumina a alma do consumidor. A compra de bens externos molda a identidade e acena com a promessa de distinção: ser notado, ser ouvido, ser tratado com simpatia, respeito e admiração pelos demais. Não o que faço, mas o que possuo - e, sobretudo, o que sonho algum dia ter - diz ao mundo quem sou. Servo impessoal no ganho, livre e soberano no gasto.

(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016)

Suponha, entretanto, um súbito e imprevisto bafejo da fortuna - um prêmio lotérico, uma indenização milionária, uma inesperada herança. (1º parágrafo)

Considerando o contexto, o termo sublinhado acima pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido do texto, por:

  • A

    conforme

  • B

    assim

  • C

    portanto

  • D

    contudo

  • E

    pois

22737Questão 13|Português|médio

Atenção: Considere o poema do escritor paraibano Augusto dos Anjos para responder à questão.

Como um fantasma que se refugia

Na solidão da natureza morta,

Por trás dos ermos túmulos, um dia,

Eu fui refugiar-me à tua porta!

Fazia frio e o frio que fazia

Não era esse que a carne nos conforta...

Cortava assim como em carniçaria1

O aço das facas incisivas corta!

Mas tu não vieste ver minha Desgraça!

E eu saí, como quem tudo repele,

  • Velho caixão a carregar destroços -

Levando apenas na tumbal carcaça

O pergaminho singular da pele

E o chocalho fatídico dos ossos!

     (ANJOS, Augusto dos. Toda poesia. Rio de Janeiro: José                Olympio, 2011)

1 carniçaria: açougue.

O poema permite caracterizar o interlocutor do eu lírico como

  • A

    curioso.

  • B

    compassivo.

  • C

    solitário.

  • D

    nostálgico.

  • E

    insensível.

22738Questão 14|Português|médio

Atenção: Considere o poema do escritor paraibano Augusto dos Anjos para responder à questão.

Como um fantasma que se refugia

Na solidão da natureza morta,

Por trás dos ermos túmulos, um dia,

Eu fui refugiar-me à tua porta!

Fazia frio e o frio que fazia

Não era esse que a carne nos conforta...

Cortava assim como em carniçaria1

O aço das facas incisivas corta!

Mas tu não vieste ver minha Desgraça!

E eu saí, como quem tudo repele,

  • Velho caixão a carregar destroços -

Levando apenas na tumbal carcaça

O pergaminho singular da pele

E o chocalho fatídico dos ossos!

     (ANJOS, Augusto dos. Toda poesia. Rio de Janeiro: José                Olympio, 2011)

1 carniçaria: açougue.

No poema, o eu lírico compara o frio a

  • A

    uma faca.

  • B

    um caixão.

  • C

    um túmulo.

  • D

    um fantasma.

  • E

    uma carne.

22739Questão 15|Português|médio

Atenção: Considere o poema do escritor paraibano Augusto dos Anjos para responder à questão.

Como um fantasma que se refugia

Na solidão da natureza morta,

Por trás dos ermos túmulos, um dia,

Eu fui refugiar-me à tua porta!

Fazia frio e o frio que fazia

Não era esse que a carne nos conforta...

Cortava assim como em carniçaria1

O aço das facas incisivas corta!

Mas tu não vieste ver minha Desgraça!

E eu saí, como quem tudo repele,

  • Velho caixão a carregar destroços -

Levando apenas na tumbal carcaça

O pergaminho singular da pele

E o chocalho fatídico dos ossos!

     (ANJOS, Augusto dos. Toda poesia. Rio de Janeiro: José                Olympio, 2011)

1 carniçaria: açougue.

Verifica-se rima (ou seja, coincidência final de sons) entre palavras de mesma classe gramatical em:

  • A

    fazia/carniçaria (2ª estrofe).

  • B

    conforta/corta (2ª estrofe).

  • C

    repele/pele (3ª /4ª estrofes).

  • D

    refugia/dia (1ª estrofe).

  • E

    morta/porta (1ª estrofe).

22740Questão 16|Direito Administrativo|médio

A Resolução do Egrégio Colégio de Procuradores de Justiça nº 04/2013 denomina qualquer demanda, de natureza cível ou criminal, dirigida aos órgãos da atividade-fim do Ministério Público, submetida à apreciação das Procuradorias e Promotorias de Justiça, conforme as atribuições das respectivas áreas de atuação, como

  • A

    questionamento de fato.

  • B

    indício de fato.

  • C

    notícia de fato.

  • D

    alegação de fato.

  • E

    impugnação de fato.

22741Questão 17|Direito Administrativo|médio

A Resolução do Egrégio Colégio de Procuradores de Justiça nº 04/2013 prevê que o inquérito civil deverá ser concluído no prazo de um ano, prorrogável pelo mesmo prazo e quantas vezes forem necessárias, por decisão fundamentada de seu presidente, à vista da imprescindibilidade da realização ou conclusão de diligências. Todavia, mediante ato administrativo devidamente fundamentado, pode haver limitação dessa prorrogação

  • A

    pelo Sistema de Controle Interno.

  • B

    pelo Conselho Superior do Ministério Público.

  • C

    pelo Procurador-Geral de Justiça.

  • D

    pelo Corregedor-Geral de Justiça.

  • E

    pela Ouvidoria.

22742Questão 18|Direito Constitucional|médio

Nos termos previstos na Lei Complementar nº 97/2010, são princípios institucionais do Ministério Público:

  • A

    o caráter permanente, a essencialidade e a independência funcional.

  • B

    a independência funcional, a essencialidade e a unidade.

  • C

    a essencialidade, o caráter permanente e a indivisibilidade.

  • D

    a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional.

  • E

    a indivisibilidade, o caráter permanente e a unidade.

22743Questão 19|Direito Constitucional|médio

Consoante dispõe a Lei Complementar nº 97/2010, a proposta de destituição do Procurador-Geral de Justiça deve ser feita ao Poder

  • A

    Executivo pelo Colégio de Procuradores de Justiça.

  • B

    Executivo pela Corregedoria-Geral do Ministério Público.

  • C

    Legislativo pelo Conselho Superior do Ministério Público.

  • D

    Legislativo pela Corregedoria-Geral do Ministério Público.

  • E

    Legislativo pelo Colégio de Procuradores de Justiça.

22744Questão 20|Direito Administrativo|médio

A Lei nº 10.432/2015, quanto às penas disciplinares, estabelece que

  • A

    a pena de suspensão, segundo a conveniência do serviço, poderá ser convertida em multa, correspondente à metade da remuneração do período, ficando o servidor obrigado a permanecer em exercício.

  • B

    as penalidades de advertência e de suspensão não terão seus registros cancelados.

  • C

    a pena de advertência será aplicada por escrito ou verbalmente, devendo constar no assentamento individual do infrator.

  • D

    será aplicada a pena de suspensão de 60 a 90 dias em caso de reincidência em falta anteriormente punida com advertência.

  • E

    a suspensão, enquanto perdurar, acarretará a perda dos direitos e vantagens decorrentes do exercício do cargo, ainda que tenha iniciado durante as férias ou licenças do infrator.

Técnico Ministerial - Sem Especialidade - 2023 | Prova