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No poema, o eu lírico compara o frio a


22738|Português|médio

Atenção: Considere o poema do escritor paraibano Augusto dos Anjos para responder à questão.

Como um fantasma que se refugia

Na solidão da natureza morta,

Por trás dos ermos túmulos, um dia,

Eu fui refugiar-me à tua porta!

Fazia frio e o frio que fazia

Não era esse que a carne nos conforta...

Cortava assim como em carniçaria1

O aço das facas incisivas corta!

Mas tu não vieste ver minha Desgraça!

E eu saí, como quem tudo repele,

  • Velho caixão a carregar destroços -

Levando apenas na tumbal carcaça

O pergaminho singular da pele

E o chocalho fatídico dos ossos!

     (ANJOS, Augusto dos. Toda poesia. Rio de Janeiro: José                Olympio, 2011)

1 carniçaria: açougue.

No poema, o eu lírico compara o frio a

  • A

    uma faca.

  • B

    um caixão.

  • C

    um túmulo.

  • D

    um fantasma.

  • E

    uma carne.