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Analista Judiciário - Área Judiciária - 2025


Página 1  •  Total 50 questões
92325Questão 1|Atualidades|superior

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Nosso cérebro e os sistemas digitais

    O cérebro humano não opera comо ит сотрutador digital, mas isso não impede que esses nossos computadores orgânicos sejam programados por sinais externos. Muito pelo contrário! E preciso considerar os graves riscos que a humanidade enfrentará nos próximos anos, em decorréncia da nossa interação e da nossa dependência cada vez maior em relação aos sistemas digitais, estabelecendo uma verdadeira simbiose que pode afetar profundamente o cérebro, por meio do fenômeno da plasticidade neural.

   Basicamente, a convivência contínua com computadores pode afetar a forma como o cérebro funciona e, no limite, nos transformar em meros zumbis orgânicos. De acordo com a minha estimativa, essa transformação pode ocorrer muito mais depressa do que imaginamos. Esse cenário se manifestará quão mais rapidamente o nosso cérebro for ludibriado, convencendo-se de que recompensas maiores seriam auferidas se ele cessasse de expressar os atributos mais celebrados e únicos da condição humana.

    Que atributos seriam esses? Eles incluem a imensa criatividade e a intuição, a inteligéncia bem como a compaixão, a empatia pelo próximo e a busca de um fim benéfico comum. Em troca, o cérebro optaria pela produção de comportamentos mais eficientes e produtivos, seguindo as rígidas normas impostas pela modernidade, que nos condenariam a uma existência primordialmente virtual onde -de acordo com a falsa utopia dominante dos nossos tempos - poderíamos nos defender melhor das frustrações e das dores cotidianas advindas do mundo real.

  Na verdade, esse seria o caminho mais rápido para nos transformarmos em simples autômatos controlados por um sistema ditatorial e por um tipo de economia divorciada da promoção do bem-estar geral. 

(Adaptado de: NICOLELIS, Miguel. O verdadeiro criador de tudo. São Paulo: Planeta, 2020, p. 21)

Considerando os riscos que a humanidade enfrentará nos próximos anos da nossa era digital, o autor lembra que

  • A

    a interação entre o homem e as máquinas pode resultar na intensificação das violências que os homens já cometem contra os próprios homens.

  • B

    o aperfeiçoamento dos sistemas eletrônicos fará com que o homem passe asubmeter a um controle mecânico o planejamento de suas políticas públicas.

  • C

    a relação entre o homem e os computadores pode ter como consequência o primado dos valores virtuais em relação aos nossos atributos reais.

  • D

    a alta capacidade dos computadores deverá operar muito melhor que nós os atributos da intuição, da compaixão e da empatia pelo próximo.

  • E

    a dinâmica a ser estabelecida entre nós e os meios cibernéticos acabará por estender à inteligência artificial os limites da inteligência que nos é própria.

92326Questão 2|Português|superior

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Nosso cérebro e os sistemas digitais

    O cérebro humano não opera comо ит сотрutador digital, mas isso não impede que esses nossos computadores orgânicos sejam programados por sinais externos. Muito pelo contrário! E preciso considerar os graves riscos que a humanidade enfrentará nos próximos anos, em decorréncia da nossa interação e da nossa dependência cada vez maior em relação aos sistemas digitais, estabelecendo uma verdadeira simbiose que pode afetar profundamente o cérebro, por meio do fenômeno da plasticidade neural.

   Basicamente, a convivência contínua com computadores pode afetar a forma como o cérebro funciona e, no limite, nos transformar em meros zumbis orgânicos. De acordo com a minha estimativa, essa transformação pode ocorrer muito mais depressa do que imaginamos. Esse cenário se manifestará quão mais rapidamente o nosso cérebro for ludibriado, convencendo-se de que recompensas maiores seriam auferidas se ele cessasse de expressar os atributos mais celebrados e únicos da condição humana.

    Que atributos seriam esses? Eles incluem a imensa criatividade e a intuição, a inteligéncia bem como a compaixão, a empatia pelo próximo e a busca de um fim benéfico comum. Em troca, o cérebro optaria pela produção de comportamentos mais eficientes e produtivos, seguindo as rígidas normas impostas pela modernidade, que nos condenariam a uma existência primordialmente virtual onde -de acordo com a falsa utopia dominante dos nossos tempos - poderíamos nos defender melhor das frustrações e das dores cotidianas advindas do mundo real.

  Na verdade, esse seria o caminho mais rápido para nos transformarmos em simples autômatos controlados por um sistema ditatorial e por um tipo de economia divorciada da promoção do bem-estar geral. 

(Adaptado de: NICOLELIS, Miguel. O verdadeiro criador de tudo. São Paulo: Planeta, 2020, p. 21)

Estão indicadas uma causa e sua consequência, nesta ordem, na relação entre os seguintes segmentos:

  • A

    nossos computadores orgânicos // programados por sinais externos (1° parágrafo).

  • B

    fenômeno da plasticidade neural // uma verdadeira simbiose (1º parágrafo).

  • C

    recompensas maiores // convivência contínua com computadores (2º parágrafo).

  • D

    busca de um fim benéfico comum // rigidas normas impostas (3º parágrafo).

  • E

    Eles incluem a imensa criatividade // falsa utopia dominante (3° parágrafo).

92327Questão 3|Informática|superior

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Nosso cérebro e os sistemas digitais

    O cérebro humano não opera comо ит сотрutador digital, mas isso não impede que esses nossos computadores orgânicos sejam programados por sinais externos. Muito pelo contrário! E preciso considerar os graves riscos que a humanidade enfrentará nos próximos anos, em decorréncia da nossa interação e da nossa dependência cada vez maior em relação aos sistemas digitais, estabelecendo uma verdadeira simbiose que pode afetar profundamente o cérebro, por meio do fenômeno da plasticidade neural.

   Basicamente, a convivência contínua com computadores pode afetar a forma como o cérebro funciona e, no limite, nos transformar em meros zumbis orgânicos. De acordo com a minha estimativa, essa transformação pode ocorrer muito mais depressa do que imaginamos. Esse cenário se manifestará quão mais rapidamente o nosso cérebro for ludibriado, convencendo-se de que recompensas maiores seriam auferidas se ele cessasse de expressar os atributos mais celebrados e únicos da condição humana.

    Que atributos seriam esses? Eles incluem a imensa criatividade e a intuição, a inteligéncia bem como a compaixão, a empatia pelo próximo e a busca de um fim benéfico comum. Em troca, o cérebro optaria pela produção de comportamentos mais eficientes e produtivos, seguindo as rígidas normas impostas pela modernidade, que nos condenariam a uma existência primordialmente virtual onde -de acordo com a falsa utopia dominante dos nossos tempos - poderíamos nos defender melhor das frustrações e das dores cotidianas advindas do mundo real.

  Na verdade, esse seria o caminho mais rápido para nos transformarmos em simples autômatos controlados por um sistema ditatorial e por um tipo de economia divorciada da promoção do bem-estar geral. 

(Adaptado de: NICOLELIS, Miguel. O verdadeiro criador de tudo. São Paulo: Planeta, 2020, p. 21)

As normas de concordância verbal encontram-se bem observadas na frase:

  • A

    Podem submeter-se aos sinais externos dos computadores o que consideramos nossos principais atributos.

  • B

    Acabarão por provocar graves riscos aos nossos principios humanos a simbiose que estabelecemos com os computadores.

  • C

    São de se imaginar que recompensas maiores seriam auferidas por conta da nossa interação com os meios digitais.

  • D

    Não se constituem na mecânica de uma programação eletrônica os valores em que se faz reconhecer a nossa humanidade.

  • E

    Deixam de figurar nos anseios da nossa civilização a produção de utopias que removessem as nossas frustrações.

92328Questão 4|Informática|superior

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Nosso cérebro e os sistemas digitais

    O cérebro humano não opera comо ит сотрutador digital, mas isso não impede que esses nossos computadores orgânicos sejam programados por sinais externos. Muito pelo contrário! E preciso considerar os graves riscos que a humanidade enfrentará nos próximos anos, em decorréncia da nossa interação e da nossa dependência cada vez maior em relação aos sistemas digitais, estabelecendo uma verdadeira simbiose que pode afetar profundamente o cérebro, por meio do fenômeno da plasticidade neural.

   Basicamente, a convivência contínua com computadores pode afetar a forma como o cérebro funciona e, no limite, nos transformar em meros zumbis orgânicos. De acordo com a minha estimativa, essa transformação pode ocorrer muito mais depressa do que imaginamos. Esse cenário se manifestará quão mais rapidamente o nosso cérebro for ludibriado, convencendo-se de que recompensas maiores seriam auferidas se ele cessasse de expressar os atributos mais celebrados e únicos da condição humana.

    Que atributos seriam esses? Eles incluem a imensa criatividade e a intuição, a inteligéncia bem como a compaixão, a empatia pelo próximo e a busca de um fim benéfico comum. Em troca, o cérebro optaria pela produção de comportamentos mais eficientes e produtivos, seguindo as rígidas normas impostas pela modernidade, que nos condenariam a uma existência primordialmente virtual onde -de acordo com a falsa utopia dominante dos nossos tempos - poderíamos nos defender melhor das frustrações e das dores cotidianas advindas do mundo real.

  Na verdade, esse seria o caminho mais rápido para nos transformarmos em simples autômatos controlados por um sistema ditatorial e por um tipo de economia divorciada da promoção do bem-estar geral. 

(Adaptado de: NICOLELIS, Miguel. O verdadeiro criador de tudo. São Paulo: Planeta, 2020, p. 21)

É regular o emprego do elemento sublinhado na seguinte construção:

  • A

    Ao contrário do que se imagina, teme-se de que nossos computadores orgânicos sejam afetados pelos eletrônicos.

  • B

    Da interação com os computadores, de cuja somos os responsáveis, podem resultar vários prejuízos.

  • C

    Os benefícios em que resultam do emprego sensato do nosso cérebro podem ser comprometidos pelo sistema digital.

  • D

    Uma vez que deixemos de cultivar os valores porque deveríamos nos orgulhar, não seremos mais que simples autômatos.

  • E

    As virtudes humanas, a que deveríamos dedicar todaa nossa atenção, vêm sendo confrontadas com os vícios digitais.

92329Questão 5|Ética|superior

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Nosso cérebro e os sistemas digitais

    O cérebro humano não opera comо ит сотрutador digital, mas isso não impede que esses nossos computadores orgânicos sejam programados por sinais externos. Muito pelo contrário! E preciso considerar os graves riscos que a humanidade enfrentará nos próximos anos, em decorréncia da nossa interação e da nossa dependência cada vez maior em relação aos sistemas digitais, estabelecendo uma verdadeira simbiose que pode afetar profundamente o cérebro, por meio do fenômeno da plasticidade neural.

   Basicamente, a convivência contínua com computadores pode afetar a forma como o cérebro funciona e, no limite, nos transformar em meros zumbis orgânicos. De acordo com a minha estimativa, essa transformação pode ocorrer muito mais depressa do que imaginamos. Esse cenário se manifestará quão mais rapidamente o nosso cérebro for ludibriado, convencendo-se de que recompensas maiores seriam auferidas se ele cessasse de expressar os atributos mais celebrados e únicos da condição humana.

    Que atributos seriam esses? Eles incluem a imensa criatividade e a intuição, a inteligéncia bem como a compaixão, a empatia pelo próximo e a busca de um fim benéfico comum. Em troca, o cérebro optaria pela produção de comportamentos mais eficientes e produtivos, seguindo as rígidas normas impostas pela modernidade, que nos condenariam a uma existência primordialmente virtual onde -de acordo com a falsa utopia dominante dos nossos tempos - poderíamos nos defender melhor das frustrações e das dores cotidianas advindas do mundo real.

  Na verdade, esse seria o caminho mais rápido para nos transformarmos em simples autômatos controlados por um sistema ditatorial e por um tipo de economia divorciada da promoção do bem-estar geral. 

(Adaptado de: NICOLELIS, Miguel. O verdadeiro criador de tudo. São Paulo: Planeta, 2020, p. 21)

A supressão da vírgula implicará alteração de sentido na frase:

  • A

    Não se pode cultuar as atividades digitais, que se apresentam na contramão dos interesses humanos.

  • B

    Valorizem-se os avanços da ciência, justamente por serem inegáveis avanços humanos.

  • C

    De acordo com o juízo de muitos, os meios digitais colaboram para a evolução da humanidade.

  • D

    À medida que passamos a confiar nos cérebros eletrônicos, passamos a subestimar os nossos.

  • E

    A se julgar pelo que se diz dos avanços digitais, os computadores logo estarão no centro de todas as decisões.

92330Questão 6|História|superior

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

[Autobiografia de um historiador]

    Não escrevi esta minha biografia com o espirito de confissão tão vendável hoje em dia, em parte porque a única justificativa para essa viagem em torno do ego é a genialidade - não sou nem um santo Agostinho nem um Rousseau -e em parte porque nenhum autobiógrafo vivo seria capaz de contar sua verdade particular sobre as coisas que envolvem outras pessoas vivas sem ferir injustificavelmente os sentimentos de algumas delas.

    Este livro também não é uma apologia da vida do autor. Se o leitor não quiser entender o século XX, deve ler as autobiografias daqueles que sejustificam a si mesmos, advogados de sua própria defesa, e as de seu reverso, os pecadores arrependidos.

    Estes escritos não são a história do mundo ilustrada pelas experiéncias de um indivíduo, mas a história do mundo dando forma às experiëncias de um indivíduo, ou melhor, oferecendo uma gama de escolhas sempre limitadas, com as quais os homens fazem suas vidas, não nas circunstâncias escolhidas por eles, e sim nas circunstâncias diretamente proporcionadas pelo mundo em volta deles.

    Busquei juntar meus temas de modo coerente, com alguma racionalização histórica. Outros historiadores poderão interessar-se por esse aspecto mais profissional do meu livro. Espero, entretanto, que os demais o leiam como uma introdução ao extraordinário século XX, como um relato que é também o itinerário de um ser humano cuja vida não poderia ter ocorrido em outro século.

 (Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. Tempos interessantes. Trad. S. Duarte. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 10-12)

Contrastando com os vários alertas sobre o que sua autobiografia não é, não pode ou não deseja ser, há no texto um reconhecimento afirmativo do autor quanto

  • A

    aos aspectos mais discretamente confessionais que ele preferiu manter em nome da veracidade dos fatos.

  • B

    à justificativa central de seu propósito de escritor autobiógrafo, escorada no desejo de expiar algumas culpas.

  • C

    à efetiva interação que ele, como indivíduo, manteve entre suas vivências e as circunstâncias do século em que as viveu.

  • D

    ao enfrentamento das inevitáveis incoerências que um autobiógrafo acaba por imputar aos seus métodos de historiador.

  • E

    à convicção de fornecer aos leigos o prazer de encontrar numa autobiografia uma síntese cabal da história do século XX.

92331Questão 7|História|superior

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

[Autobiografia de um historiador]

    Não escrevi esta minha biografia com o espirito de confissão tão vendável hoje em dia, em parte porque a única justificativa para essa viagem em torno do ego é a genialidade - não sou nem um santo Agostinho nem um Rousseau -e em parte porque nenhum autobiógrafo vivo seria capaz de contar sua verdade particular sobre as coisas que envolvem outras pessoas vivas sem ferir injustificavelmente os sentimentos de algumas delas.

    Este livro também não é uma apologia da vida do autor. Se o leitor não quiser entender o século XX, deve ler as autobiografias daqueles que sejustificam a si mesmos, advogados de sua própria defesa, e as de seu reverso, os pecadores arrependidos.

    Estes escritos não são a história do mundo ilustrada pelas experiéncias de um indivíduo, mas a história do mundo dando forma às experiëncias de um indivíduo, ou melhor, oferecendo uma gama de escolhas sempre limitadas, com as quais os homens fazem suas vidas, não nas circunstâncias escolhidas por eles, e sim nas circunstâncias diretamente proporcionadas pelo mundo em volta deles.

    Busquei juntar meus temas de modo coerente, com alguma racionalização histórica. Outros historiadores poderão interessar-se por esse aspecto mais profissional do meu livro. Espero, entretanto, que os demais o leiam como uma introdução ao extraordinário século XX, como um relato que é também o itinerário de um ser humano cuja vida não poderia ter ocorrido em outro século.

 (Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. Tempos interessantes. Trad. S. Duarte. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 10-12)

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

  • A

    espírito de confissão tão vendável hoje em dia (1º parágrafo) = intento de culpar a venalidade de nossa época.

  • B

    sem ferir injustificavelmente os sentimentos (1º parágrafo) = deixando de poupar as emoções indefensáveis.

  • C

    e as de seu reverso (2º parágrafo) = e as autobiografias expurgadas de culpa.

  • D

    gama de escolhas sempre limitadas (3º parágrafo) = paleta de opções reduzidas.

  • E

    com alguma racionalização histórica (4º parágrafo) = busca da razoabilidade de uma narrativa.

92332Questão 8|História|superior

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

[Autobiografia de um historiador]

    Não escrevi esta minha biografia com o espirito de confissão tão vendável hoje em dia, em parte porque a única justificativa para essa viagem em torno do ego é a genialidade - não sou nem um santo Agostinho nem um Rousseau -e em parte porque nenhum autobiógrafo vivo seria capaz de contar sua verdade particular sobre as coisas que envolvem outras pessoas vivas sem ferir injustificavelmente os sentimentos de algumas delas.

    Este livro também não é uma apologia da vida do autor. Se o leitor não quiser entender o século XX, deve ler as autobiografias daqueles que sejustificam a si mesmos, advogados de sua própria defesa, e as de seu reverso, os pecadores arrependidos.

    Estes escritos não são a história do mundo ilustrada pelas experiéncias de um indivíduo, mas a história do mundo dando forma às experiëncias de um indivíduo, ou melhor, oferecendo uma gama de escolhas sempre limitadas, com as quais os homens fazem suas vidas, não nas circunstâncias escolhidas por eles, e sim nas circunstâncias diretamente proporcionadas pelo mundo em volta deles.

    Busquei juntar meus temas de modo coerente, com alguma racionalização histórica. Outros historiadores poderão interessar-se por esse aspecto mais profissional do meu livro. Espero, entretanto, que os demais o leiam como uma introdução ao extraordinário século XX, como um relato que é também o itinerário de um ser humano cuja vida não poderia ter ocorrido em outro século.

 (Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. Tempos interessantes. Trad. S. Duarte. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 10-12)

Os tempos e os modos das formas verbais estão adequadamente articulados na frase:

  • A

    O autor não se proporia a escrever uma autobiografia caso seja necessário esquecer a sua condição de historiador.

  • B

    Para que algo do historiador se manifeste em seus escritos, o autor busca juntar seus temas de modo coerente.

  • C

    Um historiador que pretendesse confessar seus sentimentos haverá de se afastar de sua trajetória profissional.

  • D

    Não fosse pelo desejo de narrar um testemunho histórico, ele terá evitado se valer da primeira pessoa em seus relatos.

  • E

    Caso queira fazer justiça à sua carreira de historiador, esse autobiógrafo teria evitado confundir impressões com fatos.

92333Questão 9|História|superior

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

[Autobiografia de um historiador]

    Não escrevi esta minha biografia com o espirito de confissão tão vendável hoje em dia, em parte porque a única justificativa para essa viagem em torno do ego é a genialidade - não sou nem um santo Agostinho nem um Rousseau -e em parte porque nenhum autobiógrafo vivo seria capaz de contar sua verdade particular sobre as coisas que envolvem outras pessoas vivas sem ferir injustificavelmente os sentimentos de algumas delas.

    Este livro também não é uma apologia da vida do autor. Se o leitor não quiser entender o século XX, deve ler as autobiografias daqueles que sejustificam a si mesmos, advogados de sua própria defesa, e as de seu reverso, os pecadores arrependidos.

    Estes escritos não são a história do mundo ilustrada pelas experiéncias de um indivíduo, mas a história do mundo dando forma às experiëncias de um indivíduo, ou melhor, oferecendo uma gama de escolhas sempre limitadas, com as quais os homens fazem suas vidas, não nas circunstâncias escolhidas por eles, e sim nas circunstâncias diretamente proporcionadas pelo mundo em volta deles.

    Busquei juntar meus temas de modo coerente, com alguma racionalização histórica. Outros historiadores poderão interessar-se por esse aspecto mais profissional do meu livro. Espero, entretanto, que os demais o leiam como uma introdução ao extraordinário século XX, como um relato que é também o itinerário de um ser humano cuja vida não poderia ter ocorrido em outro século.

 (Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. Tempos interessantes. Trad. S. Duarte. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 10-12)

Estes escritos não constituem uma história do mundo, embora a levem em conta.

Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, as formas verbais deverão ficar, na ordem dada,

  • A

    não é constituída - seja levada

  • B

    não se constituem - se levasse

  • C

    não venham a constituir - seja levado

  • D

    não têm constituído - deva ser levado

  • E

    não seria constituída - fosse levada

92334Questão 10|História|superior

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

[Autobiografia de um historiador]

    Não escrevi esta minha biografia com o espirito de confissão tão vendável hoje em dia, em parte porque a única justificativa para essa viagem em torno do ego é a genialidade - não sou nem um santo Agostinho nem um Rousseau -e em parte porque nenhum autobiógrafo vivo seria capaz de contar sua verdade particular sobre as coisas que envolvem outras pessoas vivas sem ferir injustificavelmente os sentimentos de algumas delas.

    Este livro também não é uma apologia da vida do autor. Se o leitor não quiser entender o século XX, deve ler as autobiografias daqueles que sejustificam a si mesmos, advogados de sua própria defesa, e as de seu reverso, os pecadores arrependidos.

    Estes escritos não são a história do mundo ilustrada pelas experiéncias de um indivíduo, mas a história do mundo dando forma às experiëncias de um indivíduo, ou melhor, oferecendo uma gama de escolhas sempre limitadas, com as quais os homens fazem suas vidas, não nas circunstâncias escolhidas por eles, e sim nas circunstâncias diretamente proporcionadas pelo mundo em volta deles.

    Busquei juntar meus temas de modo coerente, com alguma racionalização histórica. Outros historiadores poderão interessar-se por esse aspecto mais profissional do meu livro. Espero, entretanto, que os demais o leiam como uma introdução ao extraordinário século XX, como um relato que é também o itinerário de um ser humano cuja vida não poderia ter ocorrido em outro século.

 (Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. Tempos interessantes. Trad. S. Duarte. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 10-12)

Considere as seguintes afirmações:

I. Sendo historiador, ele escreveu uma autobiografia.

II. Sua autobiografia tem interesse histórico.

III. Sua autobiografia inscreve-se no século XX.

Essas afirmações estão articuladas com correção e coerência neste período único:

  • A

    Uma vez sendo historiador, ele escreveu sua autobiografia histórica inscrevendo-se no século XX.

  • B

    Não obstante tenha escrito uma autobiografia, o historiador comporta seu interesse no século XX.

  • C

    Em razão de ser historiador, esse autobiógrafo soube inscrevê-la com interesse histórico no século XX.

  • D

    Ainda que seja historiador, foi escrita sua autobiografia de interesse histórico no decorrer do século XX.

  • E

    Ele é historiador e acabou escrevendo uma autobiografia com interesse histórico, inscrita no século XX.

Analista Judiciário - Área Judiciária - 2025 | Prova