Vade Mecum Digital 2026De R$ 249,90 por 12x R$ 9,99 ou R$ 119,90 à vista
JurisHand AI Logo

Oficial de Promotoria I - 2016


Página 2  •  Total 80 questões
101829Questão 11|Português|médio

Fora do jogo

     Quando a economia muda de direção, há variáveis que logo se alteram, como o tamanho das jornadas de trabalho e o pagamento de horas extras, e outras que respondem de forma mais lenta, como o emprego e o mercado de crédito. Tendências negativas nesses últimos indicadores, por isso mesmo, costumam ser duradouras.

     Daí por que são preocupantes os dados mais recentes da Associação Nacional dos Birôs de Crédito, que congrega empresas do setor de crédito e financiamento.

    Segundo a entidade, havia, em outubro, 59 milhões de consumidores impedidos de obter novos créditos por não estarem em dia com suas obrigações. Trata-se de alta de 1,8 milhão em dois meses.

     Causa consternação conhecer a principal razão citada pelos consumidores para deixar de pagar as dívidas: a perda de emprego, que tem forte correlação com a capacidade de pagamento das famílias.

      Até há pouco, as empresas evitavam demitir, pois tendem a perder investimentos em treinamento e incorrer em custos trabalhistas. Dado o colapso da atividade econômica, porém, jogaram a toalha.

     O impacto negativo da disponibilidade de crédito é imediato. O indivíduo não só perde a capacidade de pagamento mas também enfrenta grande dificuldade para obter novos recursos, pois não possui carteira de trabalho assinada.

      Tem-se aí outro aspecto perverso da recessão, que se soma às muitas evidências de reversão de padrões positivos da última década – o aumento da informalidade, o retorno de jovens ao mercado de trabalho e a alta do desemprego.

(Folha de S.Paulo, 08.12.2015. Adaptado)

Assinale a alternativa correta quanto à pontuação e à regência, de acordo com a norma-padrão.

  • A

    De forma mais lenta, reagem, o emprego e o mercado de crédito, ante a mudança de direção da economia.

  • B

    O emprego e o mercado de crédito, reagem na mudança de direção da economia de forma mais lenta.

  • C

    O emprego e o mercado de crédito reagem, de forma mais lenta, para a mudança de direção da economia.

  • D

    Reagem à mudança de direção da economia, de forma mais lenta, o emprego e o mercado de crédito.

  • E

    Diante a mudança de direção da economia reagem o emprego e o mercado de crédito, de forma mais lenta.

101830Questão 12|Português|médio

associated-text-2311d9ad65f267d7d53e7a8a77462011215103208768ea0d3b4b6979dacc8628-12-0.jpg

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas nas falas das personagens devem ser preenchidas, respectivamente, com:

  • A

    Esses ... sinto-me... me sentiria

  • B

    Estes ... me sinto ... me sentiria

  • C

    Eles ... sinto-me... sentiria-me

  • D

    Esses ... me sinto ... sentir-me-ia

  • E

    Estes ... sinto-me... sentir-me-ia

101831Questão 13|Português|médio

associated-text-2311d9ad65f267d7d53e7a8a77462011215103208768ea0d3b4b6979dacc8628-13-0.jpg

Na oração – Já que tenho um peixinho dourado como mascote… –, o sentido expresso pela conjunção em destaque é de

  • A

    oposição e, nesse contexto, pode ser substituída por “Mas".

  • B

    explicação e, nesse contexto, pode ser substituída por “Pois".

  • C

    causa e, nesse contexto, pode ser substituída por “Como".

  • D

    conclusão e, nesse contexto, pode ser substituída por “Portanto".

  • E

    conformidade e, nesse contexto, pode ser substituída por “Conforme".

101832Questão 14|Português|médio

associated-text-2311d9ad65f267d7d53e7a8a77462011215103208768ea0d3b4b6979dacc8628-14-0.jpg

Os advérbios “bem" (1o quadrinho) e “Talvez" (2o quadrinho) expressam, respectivamente, circunstância de

  • A

    modo e tempo.

  • B

    afirmação e modo.

  • C

    dúvida e afirmação.

  • D

    afirmação e intensidade.

  • E

    modo e dúvida.

101833Questão 15|Português|médio

Entre as boas figuras de boa-fé do Rio de Janeiro figurava o Garcia, bom homem, cujo único defeito era ser fraco de inteligência, defeito que todos lhe perdoavam por não ser culpa dele.

   O nosso herói não se empregava absolutamente em outra coisa que não fosse comer, beber, dormir e trocar as pernas pela cidade. Tinha herdado dos pais o suficiente para levar essa vida folgada e milagrosa, e só gastava o rendimento do seu patrimônio.

    Casara-se com d. Laura, que, não sendo formosa que o inquietasse, nem feia que lhe repugnasse, era mais inteligente e instruída que ele. Esta superioridade dava-lhe certo ascendente, de que ela usava e abusava no lar doméstico, onde só a sua vontade e a sua opinião prevaleciam sempre.

     O Garcia não se revoltava contra a passividade a que era submetido pela mulher: reconhecia que d. Laura tinha sobre ele grandes vantagens intelectuais e, se era honesta e fiel aos seus deveres conjugais, que lhe importava a ele o resto?

(Artur Azevedo, O espírito. Em: Seleção de Contos, 2014. Adaptado)

De acordo com a descrição do texto, Garcia era um homem de

  • A

    limitada inteligência, não trabalhava e vivia com o rendimento do patrimônio deixado pelos pais.

  • B

    razoável inteligência, não trabalhava porque aumentava o rendimento do patrimônio deixado pelos pais.

  • C

    debilitada inteligência, não podia trabalhar, apesar de viver mal com o rendimento do patrimônio deixado pelos pais.

  • D

    excepcional inteligência, e a explorava trabalhando muito para manter o rendimento do patrimônio deixado pelos pais.

  • E

    nenhuma inteligência, trabalhava na cidade, pois não conseguia viver com o rendimento do patrimônio deixado pelos pais.

101834Questão 16|Português|médio

Entre as boas figuras de boa-fé do Rio de Janeiro figurava o Garcia, bom homem, cujo único defeito era ser fraco de inteligência, defeito que todos lhe perdoavam por não ser culpa dele.

   O nosso herói não se empregava absolutamente em outra coisa que não fosse comer, beber, dormir e trocar as pernas pela cidade. Tinha herdado dos pais o suficiente para levar essa vida folgada e milagrosa, e só gastava o rendimento do seu patrimônio.

    Casara-se com d. Laura, que, não sendo formosa que o inquietasse, nem feia que lhe repugnasse, era mais inteligente e instruída que ele. Esta superioridade dava-lhe certo ascendente, de que ela usava e abusava no lar doméstico, onde só a sua vontade e a sua opinião prevaleciam sempre.

     O Garcia não se revoltava contra a passividade a que era submetido pela mulher: reconhecia que d. Laura tinha sobre ele grandes vantagens intelectuais e, se era honesta e fiel aos seus deveres conjugais, que lhe importava a ele o resto?

(Artur Azevedo, O espírito. Em: Seleção de Contos, 2014. Adaptado)

Ao dizer que uma das coisas que Garcia fazia era “trocar as pernas pela cidade", o narrador pretende dizer que o homem

  • A

    andava sempre acompanhado.

  • B

    ia a poucos lugares.

  • C

    dava passos largos.

  • D

    tinha as pernas fracas.

  • E

    caminhava sem rumo.

101835Questão 17|Português|médio

Entre as boas figuras de boa-fé do Rio de Janeiro figurava o Garcia, bom homem, cujo único defeito era ser fraco de inteligência, defeito que todos lhe perdoavam por não ser culpa dele.

   O nosso herói não se empregava absolutamente em outra coisa que não fosse comer, beber, dormir e trocar as pernas pela cidade. Tinha herdado dos pais o suficiente para levar essa vida folgada e milagrosa, e só gastava o rendimento do seu patrimônio.

    Casara-se com d. Laura, que, não sendo formosa que o inquietasse, nem feia que lhe repugnasse, era mais inteligente e instruída que ele. Esta superioridade dava-lhe certo ascendente, de que ela usava e abusava no lar doméstico, onde só a sua vontade e a sua opinião prevaleciam sempre.

     O Garcia não se revoltava contra a passividade a que era submetido pela mulher: reconhecia que d. Laura tinha sobre ele grandes vantagens intelectuais e, se era honesta e fiel aos seus deveres conjugais, que lhe importava a ele o resto?

(Artur Azevedo, O espírito. Em: Seleção de Contos, 2014. Adaptado)

D. Laura era superior a Garcia porque

  • A

    cuidava do patrimônio da família, evitando gastos exagerados.

  • B

    organizava a vida doméstica com mais competência que o marido.

  • C

    se devotava ao casamento sem interesse no patrimônio herdado.

  • D

    era possuidora de mais sabedoria e escolarização do que ele.

  • E

    estava acima de qualquer suspeita, apesar de ser formosa.

101836Questão 18|Português|médio

Entre as boas figuras de boa-fé do Rio de Janeiro figurava o Garcia, bom homem, cujo único defeito era ser fraco de inteligência, defeito que todos lhe perdoavam por não ser culpa dele.

   O nosso herói não se empregava absolutamente em outra coisa que não fosse comer, beber, dormir e trocar as pernas pela cidade. Tinha herdado dos pais o suficiente para levar essa vida folgada e milagrosa, e só gastava o rendimento do seu patrimônio.

    Casara-se com d. Laura, que, não sendo formosa que o inquietasse, nem feia que lhe repugnasse, era mais inteligente e instruída que ele. Esta superioridade dava-lhe certo ascendente, de que ela usava e abusava no lar doméstico, onde só a sua vontade e a sua opinião prevaleciam sempre.

     O Garcia não se revoltava contra a passividade a que era submetido pela mulher: reconhecia que d. Laura tinha sobre ele grandes vantagens intelectuais e, se era honesta e fiel aos seus deveres conjugais, que lhe importava a ele o resto?

(Artur Azevedo, O espírito. Em: Seleção de Contos, 2014. Adaptado)

O parágrafo final do texto indica que

  • A

    d.Laura desprezava os deveres conjugais.

  • B

    Garcia considerava d. Laura honesta.

  • C

    a vida conjugal de Garcia era conturbada.

  • D

    Garcia provavelmente traía d. Laura.

  • E

    o casamento era desprezado por Garcia.

101837Questão 19|Português|médio

Entre as boas figuras de boa-fé do Rio de Janeiro figurava o Garcia, bom homem, cujo único defeito era ser fraco de inteligência, defeito que todos lhe perdoavam por não ser culpa dele.

   O nosso herói não se empregava absolutamente em outra coisa que não fosse comer, beber, dormir e trocar as pernas pela cidade. Tinha herdado dos pais o suficiente para levar essa vida folgada e milagrosa, e só gastava o rendimento do seu patrimônio.

    Casara-se com d. Laura, que, não sendo formosa que o inquietasse, nem feia que lhe repugnasse, era mais inteligente e instruída que ele. Esta superioridade dava-lhe certo ascendente, de que ela usava e abusava no lar doméstico, onde só a sua vontade e a sua opinião prevaleciam sempre.

     O Garcia não se revoltava contra a passividade a que era submetido pela mulher: reconhecia que d. Laura tinha sobre ele grandes vantagens intelectuais e, se era honesta e fiel aos seus deveres conjugais, que lhe importava a ele o resto?

(Artur Azevedo, O espírito. Em: Seleção de Contos, 2014. Adaptado)

Observe as passagens do 3o parágrafo do texto:

– ... não sendo formosa que o inquietasse, nem feia que lhe repugnasse...;

– ... era mais inteligente e instruída que ele.

O par de adjetivos em destaque, na primeira passagem, e a conjunção em destaque, na segunda, estabelecem entre as informações do texto, respectivamente, as seguintes relações de sentido:

  • A

    equivalência e conclusão.

  • B

    equivalência e comparação.

  • C

    oposição e comparação.

  • D

    oposição e causa.

  • E

    equivalência e consequência.

101838Questão 20|Português|médio

Entre as boas figuras de boa-fé do Rio de Janeiro figurava o Garcia, bom homem, cujo único defeito era ser fraco de inteligência, defeito que todos lhe perdoavam por não ser culpa dele.

   O nosso herói não se empregava absolutamente em outra coisa que não fosse comer, beber, dormir e trocar as pernas pela cidade. Tinha herdado dos pais o suficiente para levar essa vida folgada e milagrosa, e só gastava o rendimento do seu patrimônio.

    Casara-se com d. Laura, que, não sendo formosa que o inquietasse, nem feia que lhe repugnasse, era mais inteligente e instruída que ele. Esta superioridade dava-lhe certo ascendente, de que ela usava e abusava no lar doméstico, onde só a sua vontade e a sua opinião prevaleciam sempre.

     O Garcia não se revoltava contra a passividade a que era submetido pela mulher: reconhecia que d. Laura tinha sobre ele grandes vantagens intelectuais e, se era honesta e fiel aos seus deveres conjugais, que lhe importava a ele o resto?

(Artur Azevedo, O espírito. Em: Seleção de Contos, 2014. Adaptado)

Assinale a alternativa que contém a correta reescrita do trecho, considerando-se a norma-padrão e o sentido do texto.

  • A

    Esta superioridade dava-lhe certo ascendente... (3o parágrafo) = Esta superioridade dava à ela certo ascendente...

  • B

    ... e só gastava o rendimento do seu patrimônio. (2o parágrafo) = ... e, só, gastava o rendimento do seu patrimônio

  • C

    ... figurava o Garcia, bom homem, cujo único defeito... (1o parágrafo) = ... figurava o Garcia, bom homem, que o único defeito...

  • D

    Casara-se com d. Laura... (3.º parágrafo) = Tinha casado-se com d. Laura...

  • E

    ... onde só a sua vontade e a sua opinião prevaleciam sempre. (3o parágrafo) = ... no qual só a sua vontade e a sua opinião prevaleciam sempre.

Oficial de Promotoria I - 2016 | Prova