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De acordo com a descrição do texto, Garcia era um homem de


101833|Português|médio

Entre as boas figuras de boa-fé do Rio de Janeiro figurava o Garcia, bom homem, cujo único defeito era ser fraco de inteligência, defeito que todos lhe perdoavam por não ser culpa dele.

   O nosso herói não se empregava absolutamente em outra coisa que não fosse comer, beber, dormir e trocar as pernas pela cidade. Tinha herdado dos pais o suficiente para levar essa vida folgada e milagrosa, e só gastava o rendimento do seu patrimônio.

    Casara-se com d. Laura, que, não sendo formosa que o inquietasse, nem feia que lhe repugnasse, era mais inteligente e instruída que ele. Esta superioridade dava-lhe certo ascendente, de que ela usava e abusava no lar doméstico, onde só a sua vontade e a sua opinião prevaleciam sempre.

     O Garcia não se revoltava contra a passividade a que era submetido pela mulher: reconhecia que d. Laura tinha sobre ele grandes vantagens intelectuais e, se era honesta e fiel aos seus deveres conjugais, que lhe importava a ele o resto?

(Artur Azevedo, O espírito. Em: Seleção de Contos, 2014. Adaptado)

De acordo com a descrição do texto, Garcia era um homem de

  • A

    limitada inteligência, não trabalhava e vivia com o rendimento do patrimônio deixado pelos pais.

  • B

    razoável inteligência, não trabalhava porque aumentava o rendimento do patrimônio deixado pelos pais.

  • C

    debilitada inteligência, não podia trabalhar, apesar de viver mal com o rendimento do patrimônio deixado pelos pais.

  • D

    excepcional inteligência, e a explorava trabalhando muito para manter o rendimento do patrimônio deixado pelos pais.

  • E

    nenhuma inteligência, trabalhava na cidade, pois não conseguia viver com o rendimento do patrimônio deixado pelos pais.