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Oficial de Promotoria I - 2016


Página 3  •  Total 80 questões
101839Questão 21|Português|médio

Entre as boas figuras de boa-fé do Rio de Janeiro figurava o Garcia, bom homem, cujo único defeito era ser fraco de inteligência, defeito que todos lhe perdoavam por não ser culpa dele.

   O nosso herói não se empregava absolutamente em outra coisa que não fosse comer, beber, dormir e trocar as pernas pela cidade. Tinha herdado dos pais o suficiente para levar essa vida folgada e milagrosa, e só gastava o rendimento do seu patrimônio.

    Casara-se com d. Laura, que, não sendo formosa que o inquietasse, nem feia que lhe repugnasse, era mais inteligente e instruída que ele. Esta superioridade dava-lhe certo ascendente, de que ela usava e abusava no lar doméstico, onde só a sua vontade e a sua opinião prevaleciam sempre.

     O Garcia não se revoltava contra a passividade a que era submetido pela mulher: reconhecia que d. Laura tinha sobre ele grandes vantagens intelectuais e, se era honesta e fiel aos seus deveres conjugais, que lhe importava a ele o resto?

(Artur Azevedo, O espírito. Em: Seleção de Contos, 2014. Adaptado)

Assinale a alternativa correta quanto à regência verbal, de acordo com a norma-padrão.

  • A

    Todos perdoavam do defeito ao Joaquim por não ser culpa dele.

  • B

    Todos perdoavam o defeito para o Joaquim por não ser culpa dele.

  • C

    Todos perdoavam ao defeito do Joaquim por não ser culpa dele.

  • D

    Todos perdoavam o defeito ao Joaquim por não ser culpa dele.

  • E

    Todos perdoavam ao defeito no Joaquim por não ser culpa dele.

101840Questão 22|Português|médio

Entre as boas figuras de boa-fé do Rio de Janeiro figurava o Garcia, bom homem, cujo único defeito era ser fraco de inteligência, defeito que todos lhe perdoavam por não ser culpa dele.

   O nosso herói não se empregava absolutamente em outra coisa que não fosse comer, beber, dormir e trocar as pernas pela cidade. Tinha herdado dos pais o suficiente para levar essa vida folgada e milagrosa, e só gastava o rendimento do seu patrimônio.

    Casara-se com d. Laura, que, não sendo formosa que o inquietasse, nem feia que lhe repugnasse, era mais inteligente e instruída que ele. Esta superioridade dava-lhe certo ascendente, de que ela usava e abusava no lar doméstico, onde só a sua vontade e a sua opinião prevaleciam sempre.

     O Garcia não se revoltava contra a passividade a que era submetido pela mulher: reconhecia que d. Laura tinha sobre ele grandes vantagens intelectuais e, se era honesta e fiel aos seus deveres conjugais, que lhe importava a ele o resto?

(Artur Azevedo, O espírito. Em: Seleção de Contos, 2014. Adaptado)

Em conformidade com a norma-padrão e os sentidos do texto, na passagem do último parágrafo – O Garcia não se revoltava contra a passividade a que era submetido pela mulher... – a parte em destaque pode ser reescrita da seguinte forma:

  • A

    ... a que era imposto pela mulher.

  • B

    ... que era infligido pela mulher.

  • C

    ... que lhe era imposta pela mulher.

  • D

    ... de que era imposta pela mulher.

  • E

    ... em que era infligida pela mulher.

101841Questão 23|Português|médio

Entre as boas figuras de boa-fé do Rio de Janeiro figurava o Garcia, bom homem, cujo único defeito era ser fraco de inteligência, defeito que todos lhe perdoavam por não ser culpa dele.

   O nosso herói não se empregava absolutamente em outra coisa que não fosse comer, beber, dormir e trocar as pernas pela cidade. Tinha herdado dos pais o suficiente para levar essa vida folgada e milagrosa, e só gastava o rendimento do seu patrimônio.

    Casara-se com d. Laura, que, não sendo formosa que o inquietasse, nem feia que lhe repugnasse, era mais inteligente e instruída que ele. Esta superioridade dava-lhe certo ascendente, de que ela usava e abusava no lar doméstico, onde só a sua vontade e a sua opinião prevaleciam sempre.

     O Garcia não se revoltava contra a passividade a que era submetido pela mulher: reconhecia que d. Laura tinha sobre ele grandes vantagens intelectuais e, se era honesta e fiel aos seus deveres conjugais, que lhe importava a ele o resto?

(Artur Azevedo, O espírito. Em: Seleção de Contos, 2014. Adaptado)

Na passagem do 3o parágrafo – Casara-se com d. Laura, que [....] era mais inteligente e instruída que ele. –, emprega-se a vírgula para indicar uma

  • A

    conversa entre as personagens do conto.

  • B

    conclusão sintetizando as divergências entre as personagens.

  • C

    explicação quanto às qualidades de d. Laura.

  • D

    correção relativa à personalidade de d. Laura.

  • E

    citação contendo o pensamento de Garcia.

101842Questão 24|Português|médio

Leia os quadrinhos.

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Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas na fala da personagem devem ser preenchidas, respectivamente, com:

  • A

    Me morda ... mim

  • B

    Morda-me ... eu

  • C

    Me morde ... mim

  • D

    Morde eu ... eu

  • E

    Morda-me ... mim

101843Questão 25|Português|médio

Tato

Na poltrona da sala

as minhas mãos sob a nuca

          sinto nos dedos

          a dureza dos ossos da cabeça

          a seda dos cabelos

          que são meus

A morte é uma certeza invencível

          mas o tato me dá

          a consistente realidade

          de minha presença no mundo

(Ferreira Gullar, Muitas vozes, 2013)

No momento em que está na poltrona da sala, o eu lírico toma consciência da

  • A

    sua resignação ante a vida.

  • B

    sua presença física no mundo.

  • C

    iminência da indesejada morte.

  • D

    força real manifestada na morte.

  • E

    sua insignificância no mundo.

101844Questão 26|Português|médio

Tato

Na poltrona da sala

as minhas mãos sob a nuca

          sinto nos dedos

          a dureza dos ossos da cabeça

          a seda dos cabelos

          que são meus

A morte é uma certeza invencível

          mas o tato me dá

          a consistente realidade

          de minha presença no mundo

(Ferreira Gullar, Muitas vozes, 2013)

O verso – A morte é uma certeza invencível – pode ser parafraseado da seguinte forma, em conformidade com a norma-padrão e com o sentido do poema:

  • A

    Certamente vence-se a morte.

  • B

    A invencibilidade da morte é certo.

  • C

    Se vence com certeza a morte.

  • D

    Não vencer a morte não é certo.

  • E

    É certo que não se vence a morte.

101845Questão 27|Português|médio

Tato

Na poltrona da sala

as minhas mãos sob a nuca

          sinto nos dedos

          a dureza dos ossos da cabeça

          a seda dos cabelos

          que são meus

A morte é uma certeza invencível

          mas o tato me dá

          a consistente realidade

          de minha presença no mundo

(Ferreira Gullar, Muitas vozes, 2013)

A leitura do poema revela que a criação poética baseia-se em

  • A

    uma situação prosaica.

  • B

    um momento melancólico.

  • C

    uma cena imaginária.

  • D

    um fato inusitado.

  • E

    uma circunstância irreal.

101846Questão 28|Português|médio

Tato

Na poltrona da sala

as minhas mãos sob a nuca

          sinto nos dedos

          a dureza dos ossos da cabeça

          a seda dos cabelos

          que são meus

A morte é uma certeza invencível

          mas o tato me dá

          a consistente realidade

          de minha presença no mundo

(Ferreira Gullar, Muitas vozes, 2013)

Nos versos – as minhas mãos sob a nuca – e – mas o tato me dá –, o sentido expresso pela preposição sob e o expresso pela conjunção mas são, respectivamente, de

  • A

    posição paralela e explicação.

  • B

    posição superior e adição.

  • C

    posição contígua e comparação.

  • D

    posição inferior e oposição.

  • E

    posição lateral e conclusão.

101847Questão 29|Português|médio

O SBT fará uma homenagem digna da história de seu proprietário e principal apresentador: no próximo dia 12 [12.12.2015] colocará no ar um especial com 2h30 de duração em homenagem a Silvio Santos. É o dia de seu aniversário de 85 anos.  (http://tvefamosos.uol.com.br/noticias)

As informações textuais permitem afirmar que, em 12.12.2015, Sílvio Santos completou seu

  • A

    octogenário quinquagésimo aniversário.

  • B

    octogésimo quinto aniversário.

  • C

    octingentésimo quinto aniversário.

  • D

    otogésimo quinto aniversário.

  • E

    oitavo quinto aniversário.

101848Questão 30|Português|médio

Japão irá auxiliar Minas Gerais com a experiência no

enfrentamento de tragédias

Acostumados a lidar com tragédias naturais, os japoneses costumam

se reerguer em tempo recorde depois de catástrofes. Minas irá buscar

experiência e tecnologias para superar a tragédia em Mariana

      A partir de janeiro, Minas Gerais irá se espelhar na experiência de enfrentamento de catástrofes e tragédias do Japão, para tentar superar Mariana e recuperar os danos ambientais e sociais. Bombeiros mineiros deverão receber treinamento por meio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), a exemplo da troca de experiências que já acontece no Estado com a polícia comunitária, espelhada no modelo japonês Koban.

     O terremoto seguido de um tsunami que devastou a costa nordeste do Japão em 2011 deixando milhares de mortos e desaparecidos, e prejuízos que quase chegaram a US$ 200 bilhões, foi uma das muitas tragédias naturais que o país enfrentou nos últimos anos. Menos de um ano depois da catástrofe, no entanto, o Japão já voltava à rotina. É esse tipo de experiência que o Brasil vai buscar para lidar com a tragédia ocorrida em Mariana.

(Juliana Baeta, http://www.otempo.com.br, 10.12.2015. Adaptado)

De acordo com a notícia, Minas Gerais terá o auxílio do Japão, porque

  • A

    o governo pretende que o Estado volte à rotina pós-tragédia em menos de um ano.

  • B

    o modelo japonês de enfrentamento às tragédias é econômico e rápido.

  • C

    a cidade de Mariana viveu uma tragédia pior que o tsunami japonês de 2011.

  • D

    os mineiros estão carentes de recursos tecnológicos para enfrentar tragédias.

  • E

    este país tem um histórico considerável para contornar tragédias ambientais.

Oficial de Promotoria I - 2016 | Prova