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Conselheiro Substituto - 2023


Página 2  •  Total 80 questões
52902Questão 11|Direito Administrativo|superior

Sebastião, prefeito de um pequeno Município, inicia seu mandato e percebe que a urbe não dispõe de advogados para assessoria jurídica e representação judicial da municipalidade, razão pela qual contrata, sem licitação, advogado de sua confiança. O Tribunal de Contas do Estado Delta, fiscalizador do Município, determina que Sebastião crie a Procuradoria local e realize imediato concurso público para o provimento de cargo de procurador do Município, sob pena de multa, a ser paga com recursos próprios de Sebastião.

À luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a decisão do órgão de controle é:

  • A

    adequada, pois o concurso público é princípio constitucional inafastável;

  • B

    adequada, pois os Municípios têm o dever de organizar a sua advocacia pública;

  • C

    adequada, pois os Tribunais de Contas têm a prerrogativa de decidir o que melhor aprouver à Administração Pública;

  • D

    inadequada, pois encerra intromissão no juízo de conveniência e oportunidade do chefe do Poder Executivo;

  • E

    inadequada, pois apenas o Ministério Público teria a atribuição constitucional de zelar pela moralidade pública.

52903Questão 12|Direito Administrativo|superior

Josué, servidor público do Estado Delta, percebe determinada gratificação há alguns meses. A Administração Pública estadual instaura processo administrativo para apurar a legalidade dessa gratificação e suspende, sem a prévia ciência de Josué, o pagamento da vantagem estipendial até a decisão final do processo administrativo instaurado.

A suspensão do pagamento da gratificação, no caso, é:

  • A

    ilegal, por violação ao contraditório e à ampla defesa;

  • B

    ilegal, por ser medida não prevista na Constituição da República de 1988;

  • C

    ilegal, por não ter a Administração Pública atribuição para rever o ato administrativo;

  • D

    legal, por não existir direito adquirido contra a Administração Pública;

  • E

    legal, por deter a Administração Pública poder cautelar, não sendo necessária a prévia ciência do interessado.

52904Questão 13|Direito Administrativo|superior

A Lei federal nº 14.230/2021, que fixou novos prazos e marcos interruptivos para prescrição em ações de improbidade, foi publicada em 26/10/2021. João, enquanto secretário de Esportes do Município Ômega, praticou, em 05/10/2018, ato doloso de improbidade administrativa que causou dano ao erário.

À luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que:

  • A

    a norma só retroagirá se for mais benéfica para João;

  • B

    a norma revogada tem ultratividade e a pretensão de ressarcimento do erário prescreverá em 05/10/2023;

  • C

    a norma nova retroage e a pretensão de ressarcimento do erário prescreverá em 05/10/2025;

  • D

    a pretensão de ressarcimento do erário, no caso, é imprescritível;

  • E

    a norma revogada tem ultratividade e a pretensão de ressarcimento do erário prescreverá em cinco anos, contados da data em que João foi exonerado.

52905Questão 14|Direito Administrativo|superior

Nonato, morador do Município Ômega, é atingido por ônibus escolar do Estado Delta, que transportava crianças para colégios estaduais. No momento do acidente, as crianças estavam gritando e pulando no interior do veículo, que não foi abordado, no trajeto, por nenhum guarda municipal. Nonato vem a sofrer lesões por conta do acidente.

Para pleitear indenização na via jurisdicional, Nonato deverá ajuizar ação:

  • A

    contra o Município Ômega, sendo o prazo prescricional de três anos;

  • B

    contra o Estado Delta, sendo o prazo prescricional de cinco anos;

  • C

    contra o motorista do ônibus, sendo o prazo prescricional de cinco anos;

  • D

    contra os pais ou tutores das crianças, sendo o prazo prescricional de dez anos;

  • E

    contra o guarda municipal que estava no local, sendo o prazo prescricional de cinco anos.

52906Questão 15|Direito Administrativo|superior

Juarez, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Delta, nomeia Celso para o cargo de assessor de seu gabinete. Celso é casado com Antônia, que é procuradora, isto é, advogada pública do mesmo Tribunal de Contas, investida naquele cargo há muito tempo, após regular aprovação em concurso público. Antônia, sendo procuradora, emite pareceres e representa judicialmente a Corte de Contas. O Ministério Público do Estado Delta ajuíza ação de improbidade contra Juarez, Celso e Antônia, pela prática de nepotismo.

Dita ação deverá ser julgada:

  • A

    improcedente, pois Antônia não tem parentesco por consanguinidade com Celso;

  • B

    procedente, pois Juarez, como conselheiro, tem posição hierarquicamente inferior à de Antônia, que exerce o cargo de procuradora da Corte;

  • C

    procedente, pois Antônia, sendo procuradora da Corte, tem autonomia técnica e independência funcional, enquanto Juarez, conselheiro, exerce cargo de natureza política, sendo subordinado de Antônia;

  • D

    improcedente, pois Antônia é advogada pública ocupante de cargo efetivo, não tendo poder nem atribuição de nomear servidores para o exercício de postos fiduciários;

  • E

    procedente, pois Antônia é cônjuge de Celso, o que implica a prática de nepotismo, independentemente de exercer poder hierárquico sobre o marido.

52907Questão 16|Direito Administrativo|superior

Os Municípios de Alfa, Beta e Ômega constituíram consórcio intermunicipal para a prestação de serviços de saúde à população, com a atribuição de personalidade jurídica de direito público ao ente, criado e formalizado rigorosamente de acordo com os termos da legislação de regência. O consórcio público necessita de um advogado.

Diante desse cenário, é correto afirmar que:

  • A

    o consórcio é uma fundação e a contratação do seu advogado dar-se-á pela CLT;

  • B

    o consórcio é uma fundação e a contratação do seu advogado pode ser regulada por mero contrato de prestação de serviços, regido pelo Código Civil;

  • C

    o consórcio é uma autarquia e seu advogado deverá ocupar cargo em comissão no consórcio;

  • D

    o consórcio é uma empresa pública e a contratação de seu advogado dar-se-á pela CLT;

  • E

    o consórcio é uma autarquia e a contratação de seu advogado dar-se-á pela CLT.

52908Questão 17|Direito Administrativo|superior

José, proprietário de um imóvel residencial, inicia um relacionamento amoroso com Regina, que é namorada de um traficante de drogas, fato totalmente desconhecido por José. Regina e seu namorado expulsam José do imóvel e nele passam a cultivar maconha em grande escala, para distribuição da droga. A Polícia Militar do Estado Delta faz a apreensão da droga cultivada no local e a União Federal requer em juízo a expropriação do apartamento de José.

Essa expropriação pode ser requerida:

  • A

    apenas pela União Federal, mas depende de prévia indenização a José;

  • B

    pela União Federal ou pelo Estado Delta, mas depende de prévia indenização a José;

  • C

    apenas pelo Estado Delta e não depende de prévia indenização a José;

  • D

    apenas pela União Federal, mas é possível a José afastá-la, comprovando que não agiu com culpa;

  • E

    apenas pelo Estado Delta, mas é possível a José afastá-la, comprovando que não agiu com culpa.

52909Questão 18|Direito Constitucional|superior

Mauro, procurador do Estado Delta, aprovado em concurso público de provas e títulos, é eleito prefeito do Município Ômega.

Investido no mandato de prefeito, Mauro será afastado do cargo e:

  • A

    passará a receber obrigatoriamente o subsídio de prefeito;

  • B

    passará a receber obrigatoriamente o subsídio de vereador;

  • C

    continuará recebendo obrigatoriamente o subsídio de procurador do Estado Delta;

  • D

    continuará recebendo o subsídio de procurador do Estado Delta, desde que esse subsídio seja inferior ao subsídio de prefeito;

  • E

    continuará recebendo o subsídio de procurador do Estado Delta, se assim optar.

52910Questão 19|Direito Administrativo|superior

O Poder Executivo do Estado Delta publica edital de concorrência para a concessão do serviço público de transporte intermunicipal de passageiros, atualmente prestado de forma direta pelo Estado. João, inconformado com uma única cláusula do edital, relativa à exploração de propaganda como receita acessória da concessionária, representa ao Tribunal de Contas do Estado Delta, que determina a suspensão do certame nos seguintes termos: “Diante da probabilidade de que a Cláusula N seja declarada nula em decisão de mérito, esta Corte de Contas determina, em sede de medida cautelar, a suspensão do certame em apreço, para que o Poder Executivo, no prazo de trinta dias úteis, apresente outro edital, totalmente novo, sob pena de anulação de todo o procedimento licitatório desde seu início”.

À luz da Lei federal nº 14.133/2021 e da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, respectivamente, essa decisão é:

  • A

    legal, pois respeitou os prazos e as condições para o exercício do poder cautelar; e adequada, pois não há medida que possa ser adotada alternativamente à apresentação de edital totalmente novo;

  • B

    legal, pois respeitou os prazos e as condições para o exercício do poder cautelar; e inadequada, pois no caso é desproporcional determinar a elaboração de um novo edital;

  • C

    ilegal, pois violou os prazos e as condições para o exercício do poder cautelar; e inadequada, pois, no caso, é desproporcional determinar a elaboração de um novo edital;

  • D

    ilegal, pois violou os prazos e as condições para o exercício do poder cautelar; e adequada, pois não há medida que possa ser adotada alternativamente à apresentação de edital totalmente novo;

  • E

    ilegal, pois os tribunais de contas não podem exercer o poder cautelar, sob pena de efetuarem o controle prévio; e adequada, pois foi balizada no juízo de conveniência e oportunidade do Tribunal de Contas.

52911Questão 20|Direito Constitucional|superior

Leonardo, prefeito do Município Ômega, formaliza contrato de fornecimento de computadores com a sociedade empresária XYZ, em fevereiro de 2021, iniciando-se imediatamente a execução do ajuste, que se encerra em março de 2021. O Tribunal de Contas competente encontra irregularidades na execução do contrato e aplica multa a Leonardo em virtude dessas supostas irregularidades. Além disso, a Corte de Contas emite, em relação àquele mesmo exercício financeiro, parecer prévio contrário às contas de Leonardo como prefeito, parecer esse submetido à Câmara de Vereadores. Cinco dos nove vereadores de Ômega votam pela rejeição do parecer prévio.

Nesse cenário, é correto afirmar que Leonardo:

  • A

    está obrigado a pagar a multa e tornou-se inelegível;

  • B

    está obrigado a pagar a multa, mas não se tornou inelegível;

  • C

    não está obrigado a pagar a multa, no entanto, tornou-se inelegível;

  • D

    não está obrigado a pagar a multa, tampouco se tornou inelegível;

  • E

    está obrigado a pagar a multa e automaticamente perdeu o mandato.

Conselheiro Substituto - 2023 | Prova