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Procurador - 2013


Página 1  •  Total 80 questões
73494Questão 1|Português|superior

Degenerados 

   Descobriram num apartamento da cidade de Augsburg, perto

de Munique, Alemanha, mais de 1400 quadros desaparecidos

durante a Segunda Guerra Mundial. Os quadros incluem pinturas

e desenhos de expressionistas alemães como Georg Grosz e Max

Beckmann mas também de artistas como Matisse, Chagal, Renoir,

Toulouse-Lautrec, Picasso e outros mestres europeus.

A descoberta, segundo o "New York Times", foi há algum tempo,

mas as autoridades alemãs só a noticiaram agora porque temiam

que a revelação aumentasse a grossa confusão sobre a

propriedade das obras encontradas.

   Elas são, obviamente, produto da pilhagem de museus e

coleções privadas dos territórios invadidos pelos nazistas na

guerra. Mas estavam no apartamento de um descendente de

Hildebrand Gurlitt, que, apesar de ser judeu, foi o escolhido por

Goebbels para avaliar e ajudar a vender os quadros e era,

legalmente, o dono do tesouro.

   As obras incluem o que Hitler chamava de arte "degenerada"

  • os expressionistas alemães, principalmente - que pela sua

vontade deveria ser destruída, e as de grande valor comercial,

cuja venda reforçaria os cofres do Terceiro Reich. Mas na

promiscuidade do achado não se distingue umas das outras, e

não deixa de haver uma triste ironia no fato de os mestres do

impressionismo francês, por exemplo, estarem de novo na

companhia de "degenerados", como no famoso Salão dos

Rejeitados em Paris, que reuniu os enjeitados pelos acadêmicos

da época, e de onde saiu a grande arte do século XIX.

   Ainda existem milhares de obras de arte desaparecidas na

guerra, das quais não se tem notícia. Mas aos poucos elas

reaparecem. Arte é difícil de matar. Inclusive a "degenerada". Há

pouco estive num museu em Munique em que havia uma

exposição dos expressionistas alemães. Todos mortos, e todos

vivíssimos.

                 (VERÍSSIMO, Luiz Fernando. O Globo, 10/11/2013)

O texto, em seu todo, mostra uma opinião do autor sobre arte, que pode ser resumida na seguinte frase:

  • A

    A melhor arte de todos os tempos é a produzida em momentos de angústia da história humana.

  • B

    A arte é uma maneira de alguém eternizar-se.

  • C

    Todas as correntes de arte colaboram para o testemunho humano de produção de valor cultural.

  • D

    O valor da arte permanece,apesar de todos os revezes políticos e culturais por que possa passar.

  • E

    A arte serve hoje como espaço para altos investimentos internacionais e envolve operações nem sempre dignas e honestas.

73495Questão 2|Português|superior

Degenerados 

   Descobriram num apartamento da cidade de Augsburg, perto

de Munique, Alemanha, mais de 1400 quadros desaparecidos

durante a Segunda Guerra Mundial. Os quadros incluem pinturas

e desenhos de expressionistas alemães como Georg Grosz e Max

Beckmann mas também de artistas como Matisse, Chagal, Renoir,

Toulouse-Lautrec, Picasso e outros mestres europeus.

A descoberta, segundo o "New York Times", foi há algum tempo,

mas as autoridades alemãs só a noticiaram agora porque temiam

que a revelação aumentasse a grossa confusão sobre a

propriedade das obras encontradas.

   Elas são, obviamente, produto da pilhagem de museus e

coleções privadas dos territórios invadidos pelos nazistas na

guerra. Mas estavam no apartamento de um descendente de

Hildebrand Gurlitt, que, apesar de ser judeu, foi o escolhido por

Goebbels para avaliar e ajudar a vender os quadros e era,

legalmente, o dono do tesouro.

   As obras incluem o que Hitler chamava de arte "degenerada"

  • os expressionistas alemães, principalmente - que pela sua

vontade deveria ser destruída, e as de grande valor comercial,

cuja venda reforçaria os cofres do Terceiro Reich. Mas na

promiscuidade do achado não se distingue umas das outras, e

não deixa de haver uma triste ironia no fato de os mestres do

impressionismo francês, por exemplo, estarem de novo na

companhia de "degenerados", como no famoso Salão dos

Rejeitados em Paris, que reuniu os enjeitados pelos acadêmicos

da época, e de onde saiu a grande arte do século XIX.

   Ainda existem milhares de obras de arte desaparecidas na

guerra, das quais não se tem notícia. Mas aos poucos elas

reaparecem. Arte é difícil de matar. Inclusive a "degenerada". Há

pouco estive num museu em Munique em que havia uma

exposição dos expressionistas alemães. Todos mortos, e todos

vivíssimos.

                 (VERÍSSIMO, Luiz Fernando. O Globo, 10/11/2013)

"Os quadros incluem pinturas e desenhos de expressionistas alemães

como

Georg Grosz e Max Beckmann mas também de artistas

como

Matisse, Chagal, Renoir, Toulouse-Lautrec, Picasso e outros mestres europeus".

Em relação aos componentes desse segmento retirado do texto, assinale a afirmativa

incorreta

.

  • A

    Entre as obras descobertas há pinturas e também desenhos de vários artistas.

  • B

    As duas ocorrências do vocábulo “como” precedem exemplos de informações anteriores.

  • C

    O termo “mas também”, no contexto, acumula valores de adição e de adversidade.

  • D

    Matisse, Chagal, Renoir, Toulouse-Lautrec e Picasso são considerados mestres na arte da pintura.

  • E

    Os quadros descobertos pertencem a alguns mestres europeus e a dois expressionistas alemães.

73496Questão 3|Português|superior

Degenerados 

   Descobriram num apartamento da cidade de Augsburg, perto

de Munique, Alemanha, mais de 1400 quadros desaparecidos

durante a Segunda Guerra Mundial. Os quadros incluem pinturas

e desenhos de expressionistas alemães como Georg Grosz e Max

Beckmann mas também de artistas como Matisse, Chagal, Renoir,

Toulouse-Lautrec, Picasso e outros mestres europeus.

A descoberta, segundo o "New York Times", foi há algum tempo,

mas as autoridades alemãs só a noticiaram agora porque temiam

que a revelação aumentasse a grossa confusão sobre a

propriedade das obras encontradas.

   Elas são, obviamente, produto da pilhagem de museus e

coleções privadas dos territórios invadidos pelos nazistas na

guerra. Mas estavam no apartamento de um descendente de

Hildebrand Gurlitt, que, apesar de ser judeu, foi o escolhido por

Goebbels para avaliar e ajudar a vender os quadros e era,

legalmente, o dono do tesouro.

   As obras incluem o que Hitler chamava de arte "degenerada"

  • os expressionistas alemães, principalmente - que pela sua

vontade deveria ser destruída, e as de grande valor comercial,

cuja venda reforçaria os cofres do Terceiro Reich. Mas na

promiscuidade do achado não se distingue umas das outras, e

não deixa de haver uma triste ironia no fato de os mestres do

impressionismo francês, por exemplo, estarem de novo na

companhia de "degenerados", como no famoso Salão dos

Rejeitados em Paris, que reuniu os enjeitados pelos acadêmicos

da época, e de onde saiu a grande arte do século XIX.

   Ainda existem milhares de obras de arte desaparecidas na

guerra, das quais não se tem notícia. Mas aos poucos elas

reaparecem. Arte é difícil de matar. Inclusive a "degenerada". Há

pouco estive num museu em Munique em que havia uma

exposição dos expressionistas alemães. Todos mortos, e todos

vivíssimos.

                 (VERÍSSIMO, Luiz Fernando. O Globo, 10/11/2013)

"Descobriram num apartamento da cidade de Augsburg..."; "A descoberta, segundo o ‘New York Times'...".

Assinale a alternativa que apresenta a mesma relação de coesão entre as duas frases acima.

  • A

    No século XIX pintar passou a ser uma atividade artística bastante valorizada, mas a pintura só se destacou comercialmente no século XX.

  • B

    Os quadros e as esculturas barrocas fazem parte de muitas exposições de arte, mas essas obras não são do agrado de todos.

  • C

    Os museus são muito importantes na difusão cultural, mas nem sempre os governos valorizam essas instituições.

  • D

    As guerras trazem perturbações da ordem e grandes obras de arte desaparecem nesses períodos conturbados.

  • E

    A venda de obras de arte é tarefa perigosa, pois não é raro venderem-se obras falsas.

73497Questão 4|Português|superior

Degenerados 

   Descobriram num apartamento da cidade de Augsburg, perto

de Munique, Alemanha, mais de 1400 quadros desaparecidos

durante a Segunda Guerra Mundial. Os quadros incluem pinturas

e desenhos de expressionistas alemães como Georg Grosz e Max

Beckmann mas também de artistas como Matisse, Chagal, Renoir,

Toulouse-Lautrec, Picasso e outros mestres europeus.

A descoberta, segundo o "New York Times", foi há algum tempo,

mas as autoridades alemãs só a noticiaram agora porque temiam

que a revelação aumentasse a grossa confusão sobre a

propriedade das obras encontradas.

   Elas são, obviamente, produto da pilhagem de museus e

coleções privadas dos territórios invadidos pelos nazistas na

guerra. Mas estavam no apartamento de um descendente de

Hildebrand Gurlitt, que, apesar de ser judeu, foi o escolhido por

Goebbels para avaliar e ajudar a vender os quadros e era,

legalmente, o dono do tesouro.

   As obras incluem o que Hitler chamava de arte "degenerada"

  • os expressionistas alemães, principalmente - que pela sua

vontade deveria ser destruída, e as de grande valor comercial,

cuja venda reforçaria os cofres do Terceiro Reich. Mas na

promiscuidade do achado não se distingue umas das outras, e

não deixa de haver uma triste ironia no fato de os mestres do

impressionismo francês, por exemplo, estarem de novo na

companhia de "degenerados", como no famoso Salão dos

Rejeitados em Paris, que reuniu os enjeitados pelos acadêmicos

da época, e de onde saiu a grande arte do século XIX.

   Ainda existem milhares de obras de arte desaparecidas na

guerra, das quais não se tem notícia. Mas aos poucos elas

reaparecem. Arte é difícil de matar. Inclusive a "degenerada". Há

pouco estive num museu em Munique em que havia uma

exposição dos expressionistas alemães. Todos mortos, e todos

vivíssimos.

                 (VERÍSSIMO, Luiz Fernando. O Globo, 10/11/2013)

Assinale a alternativa que apresenta o segmento do texto no qual a conjunção "

e

" aparece com valor adversativo, diferente dos demais empregos.

  • A

    “Os quadros incluem pinturas e desenhos expressionistas alemães...”

  • B

    “...Toulouse-Lautrec, Picasso e outros mestres europeus.”

  • C

    “Todos mortos, e todos vivíssimos.”

  • D

    “Mas na promiscuidade do achado não se distingue umas das outras, e não deixa de haver uma triste ironia...”

  • E

    “Elas são, obviamente, produto da pilhagem de museus e coleções privadas...”

73498Questão 5|Português|superior

Degenerados 

   Descobriram num apartamento da cidade de Augsburg, perto

de Munique, Alemanha, mais de 1400 quadros desaparecidos

durante a Segunda Guerra Mundial. Os quadros incluem pinturas

e desenhos de expressionistas alemães como Georg Grosz e Max

Beckmann mas também de artistas como Matisse, Chagal, Renoir,

Toulouse-Lautrec, Picasso e outros mestres europeus.

A descoberta, segundo o "New York Times", foi há algum tempo,

mas as autoridades alemãs só a noticiaram agora porque temiam

que a revelação aumentasse a grossa confusão sobre a

propriedade das obras encontradas.

   Elas são, obviamente, produto da pilhagem de museus e

coleções privadas dos territórios invadidos pelos nazistas na

guerra. Mas estavam no apartamento de um descendente de

Hildebrand Gurlitt, que, apesar de ser judeu, foi o escolhido por

Goebbels para avaliar e ajudar a vender os quadros e era,

legalmente, o dono do tesouro.

   As obras incluem o que Hitler chamava de arte "degenerada"

  • os expressionistas alemães, principalmente - que pela sua

vontade deveria ser destruída, e as de grande valor comercial,

cuja venda reforçaria os cofres do Terceiro Reich. Mas na

promiscuidade do achado não se distingue umas das outras, e

não deixa de haver uma triste ironia no fato de os mestres do

impressionismo francês, por exemplo, estarem de novo na

companhia de "degenerados", como no famoso Salão dos

Rejeitados em Paris, que reuniu os enjeitados pelos acadêmicos

da época, e de onde saiu a grande arte do século XIX.

   Ainda existem milhares de obras de arte desaparecidas na

guerra, das quais não se tem notícia. Mas aos poucos elas

reaparecem. Arte é difícil de matar. Inclusive a "degenerada". Há

pouco estive num museu em Munique em que havia uma

exposição dos expressionistas alemães. Todos mortos, e todos

vivíssimos.

                 (VERÍSSIMO, Luiz Fernando. O Globo, 10/11/2013)

No texto, afirma-se que "Arte é difícil de matar", isso porque

  • A

    o valor comercial da arte permanece

  • B

    os valores artísticos transcendem o tempo.

  • C

    as obras de arte são guardadas cuidadosamente.

  • D

    os museus valorizam a produção artística.

  • E

    o homem é atraído naturalmente pela beleza.

73499Questão 6|Português|superior

Degenerados 

   Descobriram num apartamento da cidade de Augsburg, perto

de Munique, Alemanha, mais de 1400 quadros desaparecidos

durante a Segunda Guerra Mundial. Os quadros incluem pinturas

e desenhos de expressionistas alemães como Georg Grosz e Max

Beckmann mas também de artistas como Matisse, Chagal, Renoir,

Toulouse-Lautrec, Picasso e outros mestres europeus.

A descoberta, segundo o "New York Times", foi há algum tempo,

mas as autoridades alemãs só a noticiaram agora porque temiam

que a revelação aumentasse a grossa confusão sobre a

propriedade das obras encontradas.

   Elas são, obviamente, produto da pilhagem de museus e

coleções privadas dos territórios invadidos pelos nazistas na

guerra. Mas estavam no apartamento de um descendente de

Hildebrand Gurlitt, que, apesar de ser judeu, foi o escolhido por

Goebbels para avaliar e ajudar a vender os quadros e era,

legalmente, o dono do tesouro.

   As obras incluem o que Hitler chamava de arte "degenerada"

  • os expressionistas alemães, principalmente - que pela sua

vontade deveria ser destruída, e as de grande valor comercial,

cuja venda reforçaria os cofres do Terceiro Reich. Mas na

promiscuidade do achado não se distingue umas das outras, e

não deixa de haver uma triste ironia no fato de os mestres do

impressionismo francês, por exemplo, estarem de novo na

companhia de "degenerados", como no famoso Salão dos

Rejeitados em Paris, que reuniu os enjeitados pelos acadêmicos

da época, e de onde saiu a grande arte do século XIX.

   Ainda existem milhares de obras de arte desaparecidas na

guerra, das quais não se tem notícia. Mas aos poucos elas

reaparecem. Arte é difícil de matar. Inclusive a "degenerada". Há

pouco estive num museu em Munique em que havia uma

exposição dos expressionistas alemães. Todos mortos, e todos

vivíssimos.

                 (VERÍSSIMO, Luiz Fernando. O Globo, 10/11/2013)

Pode-se depreender da leitura do penúltimo parágrafo do texto que o famoso Salão dos Rejeitados

  • A

    funcionou como exposição para venda de obras de muitos pintores famosos do século XIX.

  • B

    reuniu obras de pintores que não faziam parte do gosto acadêmico da época.

  • C

    valorizou os valores tradicionais da arte, apresentando os revolucionários como “rejeitados”.

  • D

    defendeu a revisão artística dos “enjeitados” por parte dos modernistas, apresentando-os em uma exposição de qualidade.

  • E

    antecipou os valores modernistas, já que criticava os princípios da arte tradicional, expondo ridiculamente suas obras.

73500Questão 7|Português|superior

Degenerados 

   Descobriram num apartamento da cidade de Augsburg, perto

de Munique, Alemanha, mais de 1400 quadros desaparecidos

durante a Segunda Guerra Mundial. Os quadros incluem pinturas

e desenhos de expressionistas alemães como Georg Grosz e Max

Beckmann mas também de artistas como Matisse, Chagal, Renoir,

Toulouse-Lautrec, Picasso e outros mestres europeus.

A descoberta, segundo o "New York Times", foi há algum tempo,

mas as autoridades alemãs só a noticiaram agora porque temiam

que a revelação aumentasse a grossa confusão sobre a

propriedade das obras encontradas.

   Elas são, obviamente, produto da pilhagem de museus e

coleções privadas dos territórios invadidos pelos nazistas na

guerra. Mas estavam no apartamento de um descendente de

Hildebrand Gurlitt, que, apesar de ser judeu, foi o escolhido por

Goebbels para avaliar e ajudar a vender os quadros e era,

legalmente, o dono do tesouro.

   As obras incluem o que Hitler chamava de arte "degenerada"

  • os expressionistas alemães, principalmente - que pela sua

vontade deveria ser destruída, e as de grande valor comercial,

cuja venda reforçaria os cofres do Terceiro Reich. Mas na

promiscuidade do achado não se distingue umas das outras, e

não deixa de haver uma triste ironia no fato de os mestres do

impressionismo francês, por exemplo, estarem de novo na

companhia de "degenerados", como no famoso Salão dos

Rejeitados em Paris, que reuniu os enjeitados pelos acadêmicos

da época, e de onde saiu a grande arte do século XIX.

   Ainda existem milhares de obras de arte desaparecidas na

guerra, das quais não se tem notícia. Mas aos poucos elas

reaparecem. Arte é difícil de matar. Inclusive a "degenerada". Há

pouco estive num museu em Munique em que havia uma

exposição dos expressionistas alemães. Todos mortos, e todos

vivíssimos.

                 (VERÍSSIMO, Luiz Fernando. O Globo, 10/11/2013)

Com a frase "Todos mortos, e todos vivíssimos", o autor do texto quer dizer que

  • A

    os quadros permanecem artisticamente considerados apesar da morte dos pintores que os produziram.

  • B

    as pinturas continuam valorizadas no mercado de arte, ainda que seus autores tenham morrido há muito tempo.

  • C

    os pintores de quadros expressionistas foram espertos ao encaminharem suas obras a museus.

  • D

    os artistas, mesmo mortos, permanecem bem vivos na lembrança das pessoas.

  • E

    todos os pintores expressionistas já estão mortos, mas muitos de seus quadros conservam a aparência de quadros recentes, graças ao trabalho dos museus.

73501Questão 8|Português|superior

Degenerados 

   Descobriram num apartamento da cidade de Augsburg, perto

de Munique, Alemanha, mais de 1400 quadros desaparecidos

durante a Segunda Guerra Mundial. Os quadros incluem pinturas

e desenhos de expressionistas alemães como Georg Grosz e Max

Beckmann mas também de artistas como Matisse, Chagal, Renoir,

Toulouse-Lautrec, Picasso e outros mestres europeus.

A descoberta, segundo o "New York Times", foi há algum tempo,

mas as autoridades alemãs só a noticiaram agora porque temiam

que a revelação aumentasse a grossa confusão sobre a

propriedade das obras encontradas.

   Elas são, obviamente, produto da pilhagem de museus e

coleções privadas dos territórios invadidos pelos nazistas na

guerra. Mas estavam no apartamento de um descendente de

Hildebrand Gurlitt, que, apesar de ser judeu, foi o escolhido por

Goebbels para avaliar e ajudar a vender os quadros e era,

legalmente, o dono do tesouro.

   As obras incluem o que Hitler chamava de arte "degenerada"

  • os expressionistas alemães, principalmente - que pela sua

vontade deveria ser destruída, e as de grande valor comercial,

cuja venda reforçaria os cofres do Terceiro Reich. Mas na

promiscuidade do achado não se distingue umas das outras, e

não deixa de haver uma triste ironia no fato de os mestres do

impressionismo francês, por exemplo, estarem de novo na

companhia de "degenerados", como no famoso Salão dos

Rejeitados em Paris, que reuniu os enjeitados pelos acadêmicos

da época, e de onde saiu a grande arte do século XIX.

   Ainda existem milhares de obras de arte desaparecidas na

guerra, das quais não se tem notícia. Mas aos poucos elas

reaparecem. Arte é difícil de matar. Inclusive a "degenerada". Há

pouco estive num museu em Munique em que havia uma

exposição dos expressionistas alemães. Todos mortos, e todos

vivíssimos.

                 (VERÍSSIMO, Luiz Fernando. O Globo, 10/11/2013)

"Arte é difícil de matar. Inclusive a 'degenerada'". Nessa frase, o adjetivo

degenerada

  • A

    mostra uma opinião do autor do texto sobre o expressionismo.

  • B

    ironiza uma opinião de Hitler sobre a pintura expressionista.

  • C

    critica uma época artística por sua pouca qualidade.

  • D

    identifica um estilo de pintura exageradamente decorativo.

  • E

    destaca uma opinião dos modernistas sobre a arte anterior.

73502Questão 9|Português|superior

Degenerados 

   Descobriram num apartamento da cidade de Augsburg, perto

de Munique, Alemanha, mais de 1400 quadros desaparecidos

durante a Segunda Guerra Mundial. Os quadros incluem pinturas

e desenhos de expressionistas alemães como Georg Grosz e Max

Beckmann mas também de artistas como Matisse, Chagal, Renoir,

Toulouse-Lautrec, Picasso e outros mestres europeus.

A descoberta, segundo o "New York Times", foi há algum tempo,

mas as autoridades alemãs só a noticiaram agora porque temiam

que a revelação aumentasse a grossa confusão sobre a

propriedade das obras encontradas.

   Elas são, obviamente, produto da pilhagem de museus e

coleções privadas dos territórios invadidos pelos nazistas na

guerra. Mas estavam no apartamento de um descendente de

Hildebrand Gurlitt, que, apesar de ser judeu, foi o escolhido por

Goebbels para avaliar e ajudar a vender os quadros e era,

legalmente, o dono do tesouro.

   As obras incluem o que Hitler chamava de arte "degenerada"

  • os expressionistas alemães, principalmente - que pela sua

vontade deveria ser destruída, e as de grande valor comercial,

cuja venda reforçaria os cofres do Terceiro Reich. Mas na

promiscuidade do achado não se distingue umas das outras, e

não deixa de haver uma triste ironia no fato de os mestres do

impressionismo francês, por exemplo, estarem de novo na

companhia de "degenerados", como no famoso Salão dos

Rejeitados em Paris, que reuniu os enjeitados pelos acadêmicos

da época, e de onde saiu a grande arte do século XIX.

   Ainda existem milhares de obras de arte desaparecidas na

guerra, das quais não se tem notícia. Mas aos poucos elas

reaparecem. Arte é difícil de matar. Inclusive a "degenerada". Há

pouco estive num museu em Munique em que havia uma

exposição dos expressionistas alemães. Todos mortos, e todos

vivíssimos.

                 (VERÍSSIMO, Luiz Fernando. O Globo, 10/11/2013)

"As obras incluem o que Hitler chamava de arte "degenerada" - os expressionistas alemães, principalmente - que pela sua vontade deveria ser destruída, e as de grande valor comercial,

cuja

venda reforçaria os cofres do Terceiro Reich. Mas na promiscuidade do achado não

se distingue

umas das outras, e não deixa de haver uma triste ironia no fato

de os

mestres do impressionismo francês, por exemplo,

estarem

de novo na companhia de "degenerados", como no famoso Salão dos Rejeitados em Paris, que reuniu os enjeitados pelos acadêmicos da época, e

de onde

saiu a grande arte do século XIX".

Nesse penúltimo parágrafo do texto há, segundo a norma culta, um erro formal de gramática, localizado no seguinte termo sublinhado:

  • A

    cuja

  • B

    se distingue

  • C

    de os

  • D

    estarem

  • E

    de onde

73503Questão 10|Português|superior

Degenerados 

   Descobriram num apartamento da cidade de Augsburg, perto

de Munique, Alemanha, mais de 1400 quadros desaparecidos

durante a Segunda Guerra Mundial. Os quadros incluem pinturas

e desenhos de expressionistas alemães como Georg Grosz e Max

Beckmann mas também de artistas como Matisse, Chagal, Renoir,

Toulouse-Lautrec, Picasso e outros mestres europeus.

A descoberta, segundo o "New York Times", foi há algum tempo,

mas as autoridades alemãs só a noticiaram agora porque temiam

que a revelação aumentasse a grossa confusão sobre a

propriedade das obras encontradas.

   Elas são, obviamente, produto da pilhagem de museus e

coleções privadas dos territórios invadidos pelos nazistas na

guerra. Mas estavam no apartamento de um descendente de

Hildebrand Gurlitt, que, apesar de ser judeu, foi o escolhido por

Goebbels para avaliar e ajudar a vender os quadros e era,

legalmente, o dono do tesouro.

   As obras incluem o que Hitler chamava de arte "degenerada"

  • os expressionistas alemães, principalmente - que pela sua

vontade deveria ser destruída, e as de grande valor comercial,

cuja venda reforçaria os cofres do Terceiro Reich. Mas na

promiscuidade do achado não se distingue umas das outras, e

não deixa de haver uma triste ironia no fato de os mestres do

impressionismo francês, por exemplo, estarem de novo na

companhia de "degenerados", como no famoso Salão dos

Rejeitados em Paris, que reuniu os enjeitados pelos acadêmicos

da época, e de onde saiu a grande arte do século XIX.

   Ainda existem milhares de obras de arte desaparecidas na

guerra, das quais não se tem notícia. Mas aos poucos elas

reaparecem. Arte é difícil de matar. Inclusive a "degenerada". Há

pouco estive num museu em Munique em que havia uma

exposição dos expressionistas alemães. Todos mortos, e todos

vivíssimos.

                 (VERÍSSIMO, Luiz Fernando. O Globo, 10/11/2013)

"Ainda

existem

milhares de obras de arte desaparecidas na guerra".

A única forma verbal abaixo que mostra uma forma

incorreta

gramaticalmente de substituir a forma sublinhada é

  • A

    hão de existir.

  • B

    deve haver.

  • C

    têm de haver.

  • D

    devem existir.

  • E

    há de haver.