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Técnico Judiciário - Área Administrativa - 2010


Página 6  •  Total 70 questões
143038Questão 51|Português|médio

O cosmopolita desenraizado

Quando Edward Said morreu, em setembro de 2003, após batalhar por uma década contra a leucemia, era provavelmente o intelectual mais conhecido do mundo.

Orientalismo,

seu controvertido relato da apropriação do Oriente pela literatura e pelo pensamento europeu moderno, gerou uma subdisciplina acadêmica por conta própria: um quarto de século após sua publicação, a obra continua a provocar irritação, veneração e imitação. Mesmo que seu autor não tivesse feito mais nada, restringindo-se a lecionar na Universidade Columbia, em Nova York - onde trabalhou de 1963 até sua morte ?, ele ainda teria sido um dos acadêmicos mais influentes do final do século XX.

Mas ele não viveu confinado. Desde 1967, cada vez com mais paixão e ímpeto, Edward Said tornou-se também um comentarista eloquente e onipresente da crise do Oriente Médio e defensor da causa dos palestinos. O engajamento moral e político não chegou a constituir um deslocamento da atenção intelectual de Said - sua crítica à incapacidade do Ocidente em entender a humilhação palestina ecoa, afinal, em seus estudos sobre o conhecimento e ficção do século XIX, presentes em

Orientalismo

e em obras subsequentes. Mas isso transformou o professor de literatura comparada da Universidade de Columbia num intelectual notório, adorado ou execrado com igual intensidade por milhões de leitores.

Foi um destino irônico para um homem que não se encaixava em quase nenhum dos modelos que admiradores e inimigos lhe atribuíam. Edward Said passou a vida inteira tangenciando as várias causas com as quais foi associado. O "porta-voz" involuntário da maioria dos árabes muçulmanos da Palestina era cristão anglicano, nascido em 1935, filho de um batista de Nazaré. O crítico intransigente da condescendência imperial foi educado em algumas das últimas escolas coloniais que treinavam a elite nativa nos impérios europeus; por muitos anos falou com mais facilidade inglês e francês do que árabe, sendo um exemplo destacado da educação ocidental com a qual jamais se identificaria totalmente.

Edward Said foi o herói idolatrado por uma geração de relativistas culturais em universidades de Berkeley a Mumbai, para quem o "orientalismo" estava por trás de tudo, desde a construção de carreiras no obscurantismo "pós-colonial" até denúncias de "cultura ocidental" no currículo acadêmico. Mas o próprio Said não tinha tempo para essas bobagens. A noção de que tudo não passava de efeito linguístico lhe parecia superficial e "fácil". Os direitos humanos, como observou em mais de uma ocasião, "não são entidades culturais ou gramaticais e, quando violados, tornam-se tão reais quanto qualquer coisa que possamos encontrar".

(Adaptado de Tony Judt. "O cosmopolita desenraizado".

Piauí

, n. 41, fevereiro/2010, p. 40-43)

Em relação à pontuação utilizada no texto, está INCORRETO o que se afirma em:

  • A

    Em O engajamento moral e político não chegou a constituir um deslocamento da atenção intelectual de Said - sua crítica ... (2º parágrafo), o travessão pode ser substituído por ponto e vírgula sem que haja alteração do sentido da frase.

  • B

    Em Edward Said foi o herói idolatrado por uma geração de relativistas culturais em universidades de Berkeley a Mumbai, para quem o orientalismo... (último parágrafo), a vírgula pode ser retirada sem prejuízo para o sentido da frase.

  • C

    As aspas empregadas na última frase do último parágrafo justificam-se por se tratar de citação literal da observação de Edward Said sobre os direitos humanos.

  • D

    A colocação entre vírgulas de seu controvertido relato da apropriação do Oriente pela literatura e pelo pensamento europeu moderno (1º parágrafo) tem como justificativa o valor explicativo do segmento.

  • E

    Os travessões que isolam o segmento onde trabalhou de 1963 até sua morte (1º parágrafo) podem ser substituídos por parênteses sem prejuízo para o sentido e a correção da frase em que ele se insere.

143039Questão 52|Português|médio

Não é preciso uma viagem muito longa no tempo. O leitor

com 50 anos talvez resgate na memória uma época em que

o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar, as

horas de transmissão eram reduzidas e a programação, escassa.

Aos mais jovens eram reservados horários e conteúdos

específicos, que não roubavam muito tempo dos estudos e das

brincadeiras com amigos. Em pouco mais de quatro décadas,

no entanto, a tevê ganhou tempo de programação, variedade de

canais e cores, muitas cores. Vieram o videocassete, o DVD e

os canais a cabo. Depois chegaram os videogames e a internet,

abrindo um novo mundo de possibilidades.

A Kaiser Family Foundation, uma organização sem fins

lucrativos com sede na Califórnia, divulgou recentemente um

estudo sobre o tempo que crianças e adolescentes passam

diante de meios eletrônicos nos Estados Unidos. O estudo,

realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de

Stanford, analisou mais de 3 mil estudantes com idade entre 8 e

18 anos, e concluiu que a oferta de entretenimento 24 horas por

dia, sete dias por semana, fez com que aumentasse a exposição

aos meios eletrônicos. Crianças e adolescentes norte-americanos

passam hoje nada menos que 7 horas e 38 minutos

diárias, em média, diante de meios eletrônicos. Os resultados

representam um sensível aumento em relação à pesquisa de

2004, quando foi registrada a média de 6 horas e 21 minutos.

O estudo detectou outras tendências importantes. Primeiro,

o aumento do tempo diante dos meios eletrônicos de

2004 para 2009 foi causado em grande parte pelo crescente

acesso a mídias móveis, tais como telefones celulares, iPods e

aparelhos de MP3. Segundo, apenas três de cada dez crianças

e adolescentes mencionaram regras relacionadas ao tempo

diante da tevê, dos videogames e dos computadores.

Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais adultos

que passaram a maior parte de sua infância e adolescência

diante de meios eletrônicos. Como serão esses adultos? Um

exército de gênios criativos ou uma horda de zumbis? Uma

legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios

eletrônicos ou um bando de escravos iletrados desses mesmos

meios? Uma geração de espírito aberto e crítico ou um punhado

de conformistas, a consumir estilos de vida e grifes de

identidade?

(Adaptado de Thomaz Wood Jr. "Juventude Virtual".

Carta Capital

,

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=6131)

É correto afirmar que, no primeiro parágrafo, o autor apresenta

  • A

    uma visão crítica em relação ao passado, quando era muito restrito o acesso à televisão e a outros meios eletrônicos, situação que só se modificou com o surgimento e a diversificação desses meios ao longo de quatro décadas.

  • B

    uma análise criteriosa do passado e das inovações desde então surgidas, baseada em dados concretos e precisos a respeito do surgimento de novos equipamentos eletrônicos e de novas tecnologias.

  • C

    uma visão idílica do passado, em que havia total harmonia entre as diversas atividades infantis, o que teve um fim abrupto com a chegada das novas tecnologias e equipamentos eletrônicos.

  • D

    uma rememoração de um passado em que assistir tevê não implicava perda para os estudos ou os brinquedos infantis, o que acabou sendo modificado ao longo de quatro décadas, com a multiplicação dos meios eletrônicos.

  • E

    um tempo em que os pais somente permitiam que as crianças assistissem à televisão depois de terminarem os estudos e de brincarem com crianças da mesma idade, regras que tiveram um fim com a invenção de novos equipamentos.

143040Questão 53|Português|médio

Não é preciso uma viagem muito longa no tempo. O leitor

com 50 anos talvez resgate na memória uma época em que

o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar, as

horas de transmissão eram reduzidas e a programação, escassa.

Aos mais jovens eram reservados horários e conteúdos

específicos, que não roubavam muito tempo dos estudos e das

brincadeiras com amigos. Em pouco mais de quatro décadas,

no entanto, a tevê ganhou tempo de programação, variedade de

canais e cores, muitas cores. Vieram o videocassete, o DVD e

os canais a cabo. Depois chegaram os videogames e a internet,

abrindo um novo mundo de possibilidades.

A Kaiser Family Foundation, uma organização sem fins

lucrativos com sede na Califórnia, divulgou recentemente um

estudo sobre o tempo que crianças e adolescentes passam

diante de meios eletrônicos nos Estados Unidos. O estudo,

realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de

Stanford, analisou mais de 3 mil estudantes com idade entre 8 e

18 anos, e concluiu que a oferta de entretenimento 24 horas por

dia, sete dias por semana, fez com que aumentasse a exposição

aos meios eletrônicos. Crianças e adolescentes norte-americanos

passam hoje nada menos que 7 horas e 38 minutos

diárias, em média, diante de meios eletrônicos. Os resultados

representam um sensível aumento em relação à pesquisa de

2004, quando foi registrada a média de 6 horas e 21 minutos.

O estudo detectou outras tendências importantes. Primeiro,

o aumento do tempo diante dos meios eletrônicos de

2004 para 2009 foi causado em grande parte pelo crescente

acesso a mídias móveis, tais como telefones celulares, iPods e

aparelhos de MP3. Segundo, apenas três de cada dez crianças

e adolescentes mencionaram regras relacionadas ao tempo

diante da tevê, dos videogames e dos computadores.

Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais adultos

que passaram a maior parte de sua infância e adolescência

diante de meios eletrônicos. Como serão esses adultos? Um

exército de gênios criativos ou uma horda de zumbis? Uma

legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios

eletrônicos ou um bando de escravos iletrados desses mesmos

meios? Uma geração de espírito aberto e crítico ou um punhado

de conformistas, a consumir estilos de vida e grifes de

identidade?

(Adaptado de Thomaz Wood Jr. "Juventude Virtual".

Carta Capital

,

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=6131)

É correto inferir do texto que

  • A

    existe uma necessária correlação entre o aumento do tempo de exposição aos meios eletrônicos pelos jovens e a diminuição do controle desse tempo pelos pais.

  • B

    todos os leitores a que o texto se dirige vivenciaram a passagem da tevê solitária na sala para a multiplicação inexorável dos meios eletrônicos.

  • C

    a exposição dos jovens aos meios eletrônicos já atingiu o seu pico, sendo a sua diminuição futura uma tendência inexorável.

  • D

    pesquisas como essa apenas apontam para algumas tendências, que só podem ser confirmadas caso todo o grupo em análise seja consultado.

  • E

    o aumento da exposição dos jovens aos meios eletrônicos deu-se em detrimento das horas dedicadas ao estudo e à interação com outros jovens.

143041Questão 54|Português|médio

Não é preciso uma viagem muito longa no tempo. O leitor

com 50 anos talvez resgate na memória uma época em que

o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar, as

horas de transmissão eram reduzidas e a programação, escassa.

Aos mais jovens eram reservados horários e conteúdos

específicos, que não roubavam muito tempo dos estudos e das

brincadeiras com amigos. Em pouco mais de quatro décadas,

no entanto, a tevê ganhou tempo de programação, variedade de

canais e cores, muitas cores. Vieram o videocassete, o DVD e

os canais a cabo. Depois chegaram os videogames e a internet,

abrindo um novo mundo de possibilidades.

A Kaiser Family Foundation, uma organização sem fins

lucrativos com sede na Califórnia, divulgou recentemente um

estudo sobre o tempo que crianças e adolescentes passam

diante de meios eletrônicos nos Estados Unidos. O estudo,

realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de

Stanford, analisou mais de 3 mil estudantes com idade entre 8 e

18 anos, e concluiu que a oferta de entretenimento 24 horas por

dia, sete dias por semana, fez com que aumentasse a exposição

aos meios eletrônicos. Crianças e adolescentes norte-americanos

passam hoje nada menos que 7 horas e 38 minutos

diárias, em média, diante de meios eletrônicos. Os resultados

representam um sensível aumento em relação à pesquisa de

2004, quando foi registrada a média de 6 horas e 21 minutos.

O estudo detectou outras tendências importantes. Primeiro,

o aumento do tempo diante dos meios eletrônicos de

2004 para 2009 foi causado em grande parte pelo crescente

acesso a mídias móveis, tais como telefones celulares, iPods e

aparelhos de MP3. Segundo, apenas três de cada dez crianças

e adolescentes mencionaram regras relacionadas ao tempo

diante da tevê, dos videogames e dos computadores.

Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais adultos

que passaram a maior parte de sua infância e adolescência

diante de meios eletrônicos. Como serão esses adultos? Um

exército de gênios criativos ou uma horda de zumbis? Uma

legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios

eletrônicos ou um bando de escravos iletrados desses mesmos

meios? Uma geração de espírito aberto e crítico ou um punhado

de conformistas, a consumir estilos de vida e grifes de

identidade?

(Adaptado de Thomaz Wood Jr. "Juventude Virtual".

Carta Capital

,

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=6131)

Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais... (último parágrafo)

Ao substituir o segmento grifado acima por "Caso a tendência", a continuação que mantém a correção e o sentido da frase original é:

  • A

    se mantenha, teremos cada vez mais...

  • B

    fosse mantida, teríamos cada vez mais...

  • C

    se manter, teremos cada vez mais...

  • D

    for mantida, teremos cada vez mais...

  • E

    seja mantida, teríamos cada vez mais...

143042Questão 55|Português|médio

Não é preciso uma viagem muito longa no tempo. O leitor

com 50 anos talvez resgate na memória uma época em que

o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar, as

horas de transmissão eram reduzidas e a programação, escassa.

Aos mais jovens eram reservados horários e conteúdos

específicos, que não roubavam muito tempo dos estudos e das

brincadeiras com amigos. Em pouco mais de quatro décadas,

no entanto, a tevê ganhou tempo de programação, variedade de

canais e cores, muitas cores. Vieram o videocassete, o DVD e

os canais a cabo. Depois chegaram os videogames e a internet,

abrindo um novo mundo de possibilidades.

A Kaiser Family Foundation, uma organização sem fins

lucrativos com sede na Califórnia, divulgou recentemente um

estudo sobre o tempo que crianças e adolescentes passam

diante de meios eletrônicos nos Estados Unidos. O estudo,

realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de

Stanford, analisou mais de 3 mil estudantes com idade entre 8 e

18 anos, e concluiu que a oferta de entretenimento 24 horas por

dia, sete dias por semana, fez com que aumentasse a exposição

aos meios eletrônicos. Crianças e adolescentes norte-americanos

passam hoje nada menos que 7 horas e 38 minutos

diárias, em média, diante de meios eletrônicos. Os resultados

representam um sensível aumento em relação à pesquisa de

2004, quando foi registrada a média de 6 horas e 21 minutos.

O estudo detectou outras tendências importantes. Primeiro,

o aumento do tempo diante dos meios eletrônicos de

2004 para 2009 foi causado em grande parte pelo crescente

acesso a mídias móveis, tais como telefones celulares, iPods e

aparelhos de MP3. Segundo, apenas três de cada dez crianças

e adolescentes mencionaram regras relacionadas ao tempo

diante da tevê, dos videogames e dos computadores.

Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais adultos

que passaram a maior parte de sua infância e adolescência

diante de meios eletrônicos. Como serão esses adultos? Um

exército de gênios criativos ou uma horda de zumbis? Uma

legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios

eletrônicos ou um bando de escravos iletrados desses mesmos

meios? Uma geração de espírito aberto e crítico ou um punhado

de conformistas, a consumir estilos de vida e grifes de

identidade?

(Adaptado de Thomaz Wood Jr. "Juventude Virtual".

Carta Capital

,

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=6131)

Não se trata de negar ...... crianças o acesso aos meios eletrônicos, tarefa indesejável e mesmo impossível de ser realizada, mas de impor limites ...... utilização desses equipamentos tão sedutores, para que elas também possam se dedicar ...... outras atividades fundamentais para o seu desenvolvimento.

Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:

  • A

    às - a - à

  • B

    as - a - à

  • C

    às - à - a

  • D

    as - à - a

  • E

    às - à - à

143043Questão 56|Português|médio

Não é preciso uma viagem muito longa no tempo. O leitor

com 50 anos talvez resgate na memória uma época em que

o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar, as

horas de transmissão eram reduzidas e a programação, escassa.

Aos mais jovens eram reservados horários e conteúdos

específicos, que não roubavam muito tempo dos estudos e das

brincadeiras com amigos. Em pouco mais de quatro décadas,

no entanto, a tevê ganhou tempo de programação, variedade de

canais e cores, muitas cores. Vieram o videocassete, o DVD e

os canais a cabo. Depois chegaram os videogames e a internet,

abrindo um novo mundo de possibilidades.

A Kaiser Family Foundation, uma organização sem fins

lucrativos com sede na Califórnia, divulgou recentemente um

estudo sobre o tempo que crianças e adolescentes passam

diante de meios eletrônicos nos Estados Unidos. O estudo,

realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de

Stanford, analisou mais de 3 mil estudantes com idade entre 8 e

18 anos, e concluiu que a oferta de entretenimento 24 horas por

dia, sete dias por semana, fez com que aumentasse a exposição

aos meios eletrônicos. Crianças e adolescentes norte-americanos

passam hoje nada menos que 7 horas e 38 minutos

diárias, em média, diante de meios eletrônicos. Os resultados

representam um sensível aumento em relação à pesquisa de

2004, quando foi registrada a média de 6 horas e 21 minutos.

O estudo detectou outras tendências importantes. Primeiro,

o aumento do tempo diante dos meios eletrônicos de

2004 para 2009 foi causado em grande parte pelo crescente

acesso a mídias móveis, tais como telefones celulares, iPods e

aparelhos de MP3. Segundo, apenas três de cada dez crianças

e adolescentes mencionaram regras relacionadas ao tempo

diante da tevê, dos videogames e dos computadores.

Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais adultos

que passaram a maior parte de sua infância e adolescência

diante de meios eletrônicos. Como serão esses adultos? Um

exército de gênios criativos ou uma horda de zumbis? Uma

legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios

eletrônicos ou um bando de escravos iletrados desses mesmos

meios? Uma geração de espírito aberto e crítico ou um punhado

de conformistas, a consumir estilos de vida e grifes de

identidade?

(Adaptado de Thomaz Wood Jr. "Juventude Virtual".

Carta Capital

,

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=6131)

Atente para as afirmações abaixo.

I. O texto apresenta uma estrutura em que o tempo desempenha um papel fundamental, sendo a divisão em parágrafos organizada de acordo com uma sequência temporal.

II. As menções aos resultados da pesquisa de 2004 constituem um importante contraponto aos dados coletados na pesquisa mais recente.

III. As três últimas frases interrogativas do último parágrafo são todas constituídas de dois elementos cuja oposição assinala os cenários mais extremos para o futuro da relação com os meios eletrônicos.

Está correto o que se afirma em

  • A

    III, apenas.

  • B

    I, II e III.

  • C

    I, apenas.

  • D

    I e II, apenas.

  • E

    II e III, apenas.

143044Questão 57|Português|médio

Não é preciso uma viagem muito longa no tempo. O leitor

com 50 anos talvez resgate na memória uma época em que

o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar, as

horas de transmissão eram reduzidas e a programação, escassa.

Aos mais jovens eram reservados horários e conteúdos

específicos, que não roubavam muito tempo dos estudos e das

brincadeiras com amigos. Em pouco mais de quatro décadas,

no entanto, a tevê ganhou tempo de programação, variedade de

canais e cores, muitas cores. Vieram o videocassete, o DVD e

os canais a cabo. Depois chegaram os videogames e a internet,

abrindo um novo mundo de possibilidades.

A Kaiser Family Foundation, uma organização sem fins

lucrativos com sede na Califórnia, divulgou recentemente um

estudo sobre o tempo que crianças e adolescentes passam

diante de meios eletrônicos nos Estados Unidos. O estudo,

realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de

Stanford, analisou mais de 3 mil estudantes com idade entre 8 e

18 anos, e concluiu que a oferta de entretenimento 24 horas por

dia, sete dias por semana, fez com que aumentasse a exposição

aos meios eletrônicos. Crianças e adolescentes norte-americanos

passam hoje nada menos que 7 horas e 38 minutos

diárias, em média, diante de meios eletrônicos. Os resultados

representam um sensível aumento em relação à pesquisa de

2004, quando foi registrada a média de 6 horas e 21 minutos.

O estudo detectou outras tendências importantes. Primeiro,

o aumento do tempo diante dos meios eletrônicos de

2004 para 2009 foi causado em grande parte pelo crescente

acesso a mídias móveis, tais como telefones celulares, iPods e

aparelhos de MP3. Segundo, apenas três de cada dez crianças

e adolescentes mencionaram regras relacionadas ao tempo

diante da tevê, dos videogames e dos computadores.

Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais adultos

que passaram a maior parte de sua infância e adolescência

diante de meios eletrônicos. Como serão esses adultos? Um

exército de gênios criativos ou uma horda de zumbis? Uma

legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios

eletrônicos ou um bando de escravos iletrados desses mesmos

meios? Uma geração de espírito aberto e crítico ou um punhado

de conformistas, a consumir estilos de vida e grifes de

identidade?

(Adaptado de Thomaz Wood Jr. "Juventude Virtual".

Carta Capital

,

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=6131)

Uma legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios eletrônicos ou... (último parágrafo)

Considerado o contexto, afirma-se corretamente que o segmento grifado na frase acima refere-se àqueles que seriam capazes de

  • A

    piratear, sem qualquer inibição, as mídias mais seguras contra hackers.

  • B

    manejar as mídias mais complexas com perícia e desembaraço.

  • C

    falsificar descontraidamente as mídias mais complexas.

  • D

    influenciar, com desembaraço, os usuários das mídias mais complicadas.

  • E

    utilizar as mídias mais recentes, de modo descontraído.

143045Questão 58|Português|médio

Não é preciso uma viagem muito longa no tempo. O leitor

com 50 anos talvez resgate na memória uma época em que

o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar, as

horas de transmissão eram reduzidas e a programação, escassa.

Aos mais jovens eram reservados horários e conteúdos

específicos, que não roubavam muito tempo dos estudos e das

brincadeiras com amigos. Em pouco mais de quatro décadas,

no entanto, a tevê ganhou tempo de programação, variedade de

canais e cores, muitas cores. Vieram o videocassete, o DVD e

os canais a cabo. Depois chegaram os videogames e a internet,

abrindo um novo mundo de possibilidades.

A Kaiser Family Foundation, uma organização sem fins

lucrativos com sede na Califórnia, divulgou recentemente um

estudo sobre o tempo que crianças e adolescentes passam

diante de meios eletrônicos nos Estados Unidos. O estudo,

realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de

Stanford, analisou mais de 3 mil estudantes com idade entre 8 e

18 anos, e concluiu que a oferta de entretenimento 24 horas por

dia, sete dias por semana, fez com que aumentasse a exposição

aos meios eletrônicos. Crianças e adolescentes norte-americanos

passam hoje nada menos que 7 horas e 38 minutos

diárias, em média, diante de meios eletrônicos. Os resultados

representam um sensível aumento em relação à pesquisa de

2004, quando foi registrada a média de 6 horas e 21 minutos.

O estudo detectou outras tendências importantes. Primeiro,

o aumento do tempo diante dos meios eletrônicos de

2004 para 2009 foi causado em grande parte pelo crescente

acesso a mídias móveis, tais como telefones celulares, iPods e

aparelhos de MP3. Segundo, apenas três de cada dez crianças

e adolescentes mencionaram regras relacionadas ao tempo

diante da tevê, dos videogames e dos computadores.

Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais adultos

que passaram a maior parte de sua infância e adolescência

diante de meios eletrônicos. Como serão esses adultos? Um

exército de gênios criativos ou uma horda de zumbis? Uma

legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios

eletrônicos ou um bando de escravos iletrados desses mesmos

meios? Uma geração de espírito aberto e crítico ou um punhado

de conformistas, a consumir estilos de vida e grifes de

identidade?

(Adaptado de Thomaz Wood Jr. "Juventude Virtual".

Carta Capital

,

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=6131)

... o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar ...

A frase cujo verbo está flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado na frase acima é:

  • A

    ... adultos que passaram a maior parte de sua infância e adolescência ...

  • B

    ... com que aumentasse a exposição aos meios eletrônicos.

  • C

    ... que não roubavam muito tempo dos estudos e das brincadeiras com amigos.

  • D

    ... a tevê ganhou tempo de programação, variedade de canais e cores...

  • E

    O leitor com 50 anos talvez resgate na memória uma época...

143046Questão 59|Português|médio

Não é preciso uma viagem muito longa no tempo. O leitor

com 50 anos talvez resgate na memória uma época em que

o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar, as

horas de transmissão eram reduzidas e a programação, escassa.

Aos mais jovens eram reservados horários e conteúdos

específicos, que não roubavam muito tempo dos estudos e das

brincadeiras com amigos. Em pouco mais de quatro décadas,

no entanto, a tevê ganhou tempo de programação, variedade de

canais e cores, muitas cores. Vieram o videocassete, o DVD e

os canais a cabo. Depois chegaram os videogames e a internet,

abrindo um novo mundo de possibilidades.

A Kaiser Family Foundation, uma organização sem fins

lucrativos com sede na Califórnia, divulgou recentemente um

estudo sobre o tempo que crianças e adolescentes passam

diante de meios eletrônicos nos Estados Unidos. O estudo,

realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de

Stanford, analisou mais de 3 mil estudantes com idade entre 8 e

18 anos, e concluiu que a oferta de entretenimento 24 horas por

dia, sete dias por semana, fez com que aumentasse a exposição

aos meios eletrônicos. Crianças e adolescentes norte-americanos

passam hoje nada menos que 7 horas e 38 minutos

diárias, em média, diante de meios eletrônicos. Os resultados

representam um sensível aumento em relação à pesquisa de

2004, quando foi registrada a média de 6 horas e 21 minutos.

O estudo detectou outras tendências importantes. Primeiro,

o aumento do tempo diante dos meios eletrônicos de

2004 para 2009 foi causado em grande parte pelo crescente

acesso a mídias móveis, tais como telefones celulares, iPods e

aparelhos de MP3. Segundo, apenas três de cada dez crianças

e adolescentes mencionaram regras relacionadas ao tempo

diante da tevê, dos videogames e dos computadores.

Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais adultos

que passaram a maior parte de sua infância e adolescência

diante de meios eletrônicos. Como serão esses adultos? Um

exército de gênios criativos ou uma horda de zumbis? Uma

legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios

eletrônicos ou um bando de escravos iletrados desses mesmos

meios? Uma geração de espírito aberto e crítico ou um punhado

de conformistas, a consumir estilos de vida e grifes de

identidade?

(Adaptado de Thomaz Wood Jr. "Juventude Virtual".

Carta Capital

,

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=6131)

Está inteiramente adequada a correlação entre tempos e modos verbais na frase:

  • A

    Muitos dos jogos eletrônicos mais recentes parecem uma resposta àqueles cujas críticas seriam dirigidas ao sedentarismo e à falta de atividade a que esses equipamentos costumam levar os usuários.

  • B

    A análise do papel dos meios eletrônicos não poderá ser feita sem que se levassem em conta outros aspectos fundamentais da vida contemporânea, que a eles sempre estavam ligados.

  • C

    Muitos já terão se indagado sobre que proporção do tempo de exposição infantil aos meios eletrônicos envolva diferentes formas de estímulo ao consumo, especialmente aquelas que sejam as mais sutis.

  • D

    Ainda que o mundo pareça muito mudado, quando o comparamos com aquele de 50 anos atrás, um olhar mais atento revelará que a maior parte das mudanças deu-se apenas na superfície das coisas.

  • E

    Um dos efeitos colaterais, se é que assim poderíamos classificá-los, da expansão dos meios eletrônicos foi o aumento do abismo que separara aqueles que muito tinham dos que nada têm.

143047Questão 60|Português|médio

Não é preciso uma viagem muito longa no tempo. O leitor

com 50 anos talvez resgate na memória uma época em que

o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar, as

horas de transmissão eram reduzidas e a programação, escassa.

Aos mais jovens eram reservados horários e conteúdos

específicos, que não roubavam muito tempo dos estudos e das

brincadeiras com amigos. Em pouco mais de quatro décadas,

no entanto, a tevê ganhou tempo de programação, variedade de

canais e cores, muitas cores. Vieram o videocassete, o DVD e

os canais a cabo. Depois chegaram os videogames e a internet,

abrindo um novo mundo de possibilidades.

A Kaiser Family Foundation, uma organização sem fins

lucrativos com sede na Califórnia, divulgou recentemente um

estudo sobre o tempo que crianças e adolescentes passam

diante de meios eletrônicos nos Estados Unidos. O estudo,

realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de

Stanford, analisou mais de 3 mil estudantes com idade entre 8 e

18 anos, e concluiu que a oferta de entretenimento 24 horas por

dia, sete dias por semana, fez com que aumentasse a exposição

aos meios eletrônicos. Crianças e adolescentes norte-americanos

passam hoje nada menos que 7 horas e 38 minutos

diárias, em média, diante de meios eletrônicos. Os resultados

representam um sensível aumento em relação à pesquisa de

2004, quando foi registrada a média de 6 horas e 21 minutos.

O estudo detectou outras tendências importantes. Primeiro,

o aumento do tempo diante dos meios eletrônicos de

2004 para 2009 foi causado em grande parte pelo crescente

acesso a mídias móveis, tais como telefones celulares, iPods e

aparelhos de MP3. Segundo, apenas três de cada dez crianças

e adolescentes mencionaram regras relacionadas ao tempo

diante da tevê, dos videogames e dos computadores.

Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais adultos

que passaram a maior parte de sua infância e adolescência

diante de meios eletrônicos. Como serão esses adultos? Um

exército de gênios criativos ou uma horda de zumbis? Uma

legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios

eletrônicos ou um bando de escravos iletrados desses mesmos

meios? Uma geração de espírito aberto e crítico ou um punhado

de conformistas, a consumir estilos de vida e grifes de

identidade?

(Adaptado de Thomaz Wood Jr. "Juventude Virtual".

Carta Capital

,

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=6131)

Está correta, clara e coerente a redação da seguinte frase:

  • A

    São muitos os que, de modo ingênuo, acreditam serem os meios eletrônicos uma panaceia prestes a resolver todos os problemas da humanidade.

  • B

    É notória a dependência em relação aos meios eletrônicos, cuja impossibilidade de utilização, quando isso acontece, as pessoas não sabem a quem recorrer.

  • C

    Não são somente os jovens cuja a exposição aos meios eletrônicos têm aumentado muito ultimamente; os adultos também a têm.

  • D

    A disseminação dos meios eletrônicos não é uma realidade restrita apenas aos Estados Unidos, mas constituem um fenômeno global no Brasil e em outros países.

  • E

    A crítica aos meios eletrônicos não pode deixar de reconhecer as vantagens que dispõem aquele que contempla um livre acesso à internet e outras mídias.

Técnico Judiciário - Área Administrativa - 2010 | Prova