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Está inteiramente adequada a correlação entre tempos e modos verbais na frase:


143046|Português|médio

Não é preciso uma viagem muito longa no tempo. O leitor

com 50 anos talvez resgate na memória uma época em que

o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar, as

horas de transmissão eram reduzidas e a programação, escassa.

Aos mais jovens eram reservados horários e conteúdos

específicos, que não roubavam muito tempo dos estudos e das

brincadeiras com amigos. Em pouco mais de quatro décadas,

no entanto, a tevê ganhou tempo de programação, variedade de

canais e cores, muitas cores. Vieram o videocassete, o DVD e

os canais a cabo. Depois chegaram os videogames e a internet,

abrindo um novo mundo de possibilidades.

A Kaiser Family Foundation, uma organização sem fins

lucrativos com sede na Califórnia, divulgou recentemente um

estudo sobre o tempo que crianças e adolescentes passam

diante de meios eletrônicos nos Estados Unidos. O estudo,

realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de

Stanford, analisou mais de 3 mil estudantes com idade entre 8 e

18 anos, e concluiu que a oferta de entretenimento 24 horas por

dia, sete dias por semana, fez com que aumentasse a exposição

aos meios eletrônicos. Crianças e adolescentes norte-americanos

passam hoje nada menos que 7 horas e 38 minutos

diárias, em média, diante de meios eletrônicos. Os resultados

representam um sensível aumento em relação à pesquisa de

2004, quando foi registrada a média de 6 horas e 21 minutos.

O estudo detectou outras tendências importantes. Primeiro,

o aumento do tempo diante dos meios eletrônicos de

2004 para 2009 foi causado em grande parte pelo crescente

acesso a mídias móveis, tais como telefones celulares, iPods e

aparelhos de MP3. Segundo, apenas três de cada dez crianças

e adolescentes mencionaram regras relacionadas ao tempo

diante da tevê, dos videogames e dos computadores.

Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais adultos

que passaram a maior parte de sua infância e adolescência

diante de meios eletrônicos. Como serão esses adultos? Um

exército de gênios criativos ou uma horda de zumbis? Uma

legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios

eletrônicos ou um bando de escravos iletrados desses mesmos

meios? Uma geração de espírito aberto e crítico ou um punhado

de conformistas, a consumir estilos de vida e grifes de

identidade?

(Adaptado de Thomaz Wood Jr. "Juventude Virtual".

Carta Capital

,

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=6131)

Está inteiramente adequada a correlação entre tempos e modos verbais na frase:

  • A

    Muitos dos jogos eletrônicos mais recentes parecem uma resposta àqueles cujas críticas seriam dirigidas ao sedentarismo e à falta de atividade a que esses equipamentos costumam levar os usuários.

  • B

    A análise do papel dos meios eletrônicos não poderá ser feita sem que se levassem em conta outros aspectos fundamentais da vida contemporânea, que a eles sempre estavam ligados.

  • C

    Muitos já terão se indagado sobre que proporção do tempo de exposição infantil aos meios eletrônicos envolva diferentes formas de estímulo ao consumo, especialmente aquelas que sejam as mais sutis.

  • D

    Ainda que o mundo pareça muito mudado, quando o comparamos com aquele de 50 anos atrás, um olhar mais atento revelará que a maior parte das mudanças deu-se apenas na superfície das coisas.

  • E

    Um dos efeitos colaterais, se é que assim poderíamos classificá-los, da expansão dos meios eletrônicos foi o aumento do abismo que separara aqueles que muito tinham dos que nada têm.