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Técnico Judiciário - Área Administrativa - 2010


Página 2  •  Total 60 questões
141548Questão 11|Português|médio

Gilda de Mello e Souza dizia que o Brasil é muito bom

nas novelas. Para ter público, a novela precisa dispor de personagens

de todas as classes sociais, explicava ela, o que exige

uma trama complexa. Acrescento: a mobilidade social é decisiva

nas novelas e se dá sobretudo pelo amor entre ricos e

pobres. Provavelmente as novelas exibam casos de ascensão

social pelo amor - genuíno ou fingido - em proporção maior que

a vida real .... Mas a novela não é um retrato do Brasil, ou melhor,

é sim, mas como aqueles retratos antigos do avô e da avó,

fotografados em preto e branco, mas, depois, cuidadosamente

retocados e coloridos. O fundo é real. A tela: ideais, sonhos,

fantasias.

Novelas vivem de conflitos. Eles são movidos, quase

todos, pela oposição do bem e do mal. Esse confronto dramático

nos empolga. Talvez por isso a democracia não nos

empolgue tanto, no seu dia a dia: porque, nela, os conflitos são

a norma e não a exceção. Ela é o único regime em que divergir,

sem ter de se explicar e justificar, é legítimo. Quando uma

democracia funciona bem, não escolhemos em razão da honestidade

e competência - que deveriam existir nos dois ou mais

lados em concorrência - mas com base nos valores que preferimos,

por exemplo, liberalismo ou socialismo. Mas nossa

tendência, mesmo nas democracias, é converter as eleições em

lutas do bem contra o mal. É demonizar o adversário, transformá-

lo em inimigo. Creio que isso explica por que a democracia,

uma vez instalada, empolga menos que a novela. De

noite, dá mais prazer reeditar o *ágon milenar do bem e do mal,

do que aceitar que os conflitos fazem parte essencial da vida e,

portanto, as duas partes podem ter alguma razão. Aliás, há

muitos séculos que é encenada essa situação de confronto

irremediável entre dois lados que têm razão: desde os gregos

antigos, tem o nome de tragédia. A democracia é uma tragédia

sem final infeliz - ou, talvez, sem final.

As novelas recompensam, em geral, os bons. Mas eles

são bons só na vida privada. É difícil alguém se empenhar em

melhorar a cidade, a sociedade. As personagens boas são

afetuosas, solidárias, mas não têm vida pública. As personagens

más são menos numerosas, mas são indispensáveis.

Condimentam a trama. Seu destino é mais variado, e assim

deve ser, se quisermos uma boa novela. Não podem ser todas

punidas, nem sair todas impunes.

ágon

  • elemento de origem grega: assembleia; local onde se realizam

jogos sacros e lutas; luta.

(Trecho do artigo de Renato Janine Ribeiro.

O Estado de S.

Paulo

,

C2+música

, D17, 11 de setembro de 2010, com

adaptações.)

As personagens más são menos numerosas, mas são indispensáveis. Condimentam a trama. Seu destino é mais variado, e assim deve ser, se quisermos uma boa novela. Não podem ser todas punidas, nem sair todas impunes. As frases acima, do final do texto, se organizam de modo lógico, claro e correto em um único período, sem alteração do sentido original, em:

  • A

    Indispensáveis, porém não tanto más, as personagens numa boa novela é o condimento da trama, onde o destino é mais variado, como deve ser, e nem todas punidas, nem todas impunes.

  • B

    As personagens más, cujo destino é mais variado, pois nem todas são punidas, nem saem todas impunes, são menos numerosas em uma boa novela, porém indispensáveis, porque condimentam a trama.

  • C

    Mesmo que as personagens más são menos numerosas, mas indispensáveis na trama de uma boa e condimentada novela, seu destino é mais variado, e assim nem todas saem punidas, nem todas saem impunes.

  • D

    Se quisermos uma boa novela, em cujas personagens não podem ser todas punidas, nem sair todas impunes, as más são menos numerosas, enquanto são indispensáveis na trama que fica mais condimentada por seu destino mais variado.

  • E

    Assim deve ser numa boa novela de cujas personagens más menos numerosas, mas indispensáveis na condimentação da trama, que o destino é mais variado, nem todas punidas, nem todas impunes.

141549Questão 12|Português|médio

O crescimento das cidades médias, aquelas com mais de 100.000 e menos de 500.000 habitantes, é o grande fenômeno nacional. Na próxima década, a catarinense Joinville, a gaúcha Caxias do Sul, Niterói e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e Santos e São José do Rio Preto, em São Paulo, devem ombrear com Londrina, no Paraná. No sertão nordestino, a pernambucana Petrolina e a paraibana Campina Grande já se comportam como metrópoles. Há vários casos de cidades médias que crescem a um ritmo chinês, como a paulista Hortolândia, a paraense Marabá e Angra dos Reis e Cabo Frio, estas no Rio de Janeiro. Um estudo da socióloga Diana Motta e

do economista Daniel da Mata, ambos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, nos últimos dez anos, elas se converteram no verdadeiro motor do desenvolvimento brasileiro. Para se ter uma ideia, entre 2002 e 2007 o produto interno bruto cresceu a uma taxa de 4% ao ano. O das cidades médias contribuiu, em média, 5,4% ao ano - quase o dobro do crescimento verificado nos municípios grandes. Donas de um parque industrial e um setor de serviços mais pujantes, elas respondem, agora, por 28% da economia nacional.

Hoje, um em cada quatro brasileiros vive em cidades médias. O dinamismo constatado pelos dois pesquisadores é um sinal inequívoco de progresso.  "A evolução das cidades médias indica que o Brasil está superando uma deficiência histórica: a concentração da riqueza nos grandes centros situados ao longo do litoral", diz o economista Danilo Igliori, da Universidade de São Paulo. No século XVII, frei Vicente do Salvador, considerado o primeiro historiador do país, condenava o modelo de ocupação do território. "Contentam-se de andar arranhando (as terras) ao longo do mar como caranguejos", escreveu em sua

História do Brazil,

publicada em 1630. Somente durante o milagre econômico dos anos 70 o governo federal percebeu que algumas cidades médias tinham se tornado polos econômicos regionais, atraíam contingentes de imigrantes e precisavam adotar políticas específicas para não enfrentar processos de favelização semelhantes aos vividos por São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto rendeu frutos. Embora abriguem bolsões de pobreza, esses municípios obtiveram melhores resultados na preservação de seu tecido urbano.

Em meados dos anos 90, os investidores depararam com capitais estranguladas e resolveram interiorizar suas operações industriais e comerciais. Hoje, de cada real produzido nas fábricas brasileiras, 44 centavos são provenientes de unidades instaladas em cidades médias. Um dos resultados da expansão econômica foi o aumento vertiginoso do setor de serviços. Tais mudanças conferiram tanta independência às cidades médias que 60% delas não precisam ter maiores vínculos com a região metropolitana da capital de seu Estado.

(ESPECIAL CIDADES MÉDIAS.

Veja

, 1 de setembro de 2010, pp. 78-80, com adaptações.)

Em relação ao assunto do texto, é correto afirmar:

  • A

    A exposição busca comprovar a noção histórica de que no país sempre houve a concentração da riqueza nos grandes centros situados ao longo do litoral, comprometendo o desenvolvimento econômico do interior.

  • B

    A maior alteração surgida em relação às cidades médias por todo o país se concentrou no aumento vertiginoso do setor de serviços , o que beneficiou até mesmo as capitais, antes impossibilitadas de expandir o comércio e a indústria.

  • C

    Houve tentativas governamentais de controle da imigração para evitar que as cidades que atraíam contingentes de imigrantes estivessem sujeitas aos processos de favelização.

  • D

    Encontram-se em todo o texto dados referentes ao desempenho econômico das cidades médias, que servem de sustentação para a afirmativa inicial de que seu crescimento é o grande fenômeno nacional.

  • E

    A longa listagem de cidades localizadas em todo o país compromete o desenvolvimento claro e lógico da exposição dos fatos econômicos nas cidades consideradas médias, aquelas com mais de 100.000 e menos de 500.000 habitantes.

141550Questão 13|Português|médio

O crescimento das cidades médias, aquelas com mais de 100.000 e menos de 500.000 habitantes, é o grande fenômeno nacional. Na próxima década, a catarinense Joinville, a gaúcha Caxias do Sul, Niterói e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e Santos e São José do Rio Preto, em São Paulo, devem ombrear com Londrina, no Paraná. No sertão nordestino, a pernambucana Petrolina e a paraibana Campina Grande já se comportam como metrópoles. Há vários casos de cidades médias que crescem a um ritmo chinês, como a paulista Hortolândia, a paraense Marabá e Angra dos Reis e Cabo Frio, estas no Rio de Janeiro. Um estudo da socióloga Diana Motta e

do economista Daniel da Mata, ambos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, nos últimos dez anos, elas se converteram no verdadeiro motor do desenvolvimento brasileiro. Para se ter uma ideia, entre 2002 e 2007 o produto interno bruto cresceu a uma taxa de 4% ao ano. O das cidades médias contribuiu, em média, 5,4% ao ano - quase o dobro do crescimento verificado nos municípios grandes. Donas de um parque industrial e um setor de serviços mais pujantes, elas respondem, agora, por 28% da economia nacional.

Hoje, um em cada quatro brasileiros vive em cidades médias. O dinamismo constatado pelos dois pesquisadores é um sinal inequívoco de progresso.  "A evolução das cidades médias indica que o Brasil está superando uma deficiência histórica: a concentração da riqueza nos grandes centros situados ao longo do litoral", diz o economista Danilo Igliori, da Universidade de São Paulo. No século XVII, frei Vicente do Salvador, considerado o primeiro historiador do país, condenava o modelo de ocupação do território. "Contentam-se de andar arranhando (as terras) ao longo do mar como caranguejos", escreveu em sua

História do Brazil,

publicada em 1630. Somente durante o milagre econômico dos anos 70 o governo federal percebeu que algumas cidades médias tinham se tornado polos econômicos regionais, atraíam contingentes de imigrantes e precisavam adotar políticas específicas para não enfrentar processos de favelização semelhantes aos vividos por São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto rendeu frutos. Embora abriguem bolsões de pobreza, esses municípios obtiveram melhores resultados na preservação de seu tecido urbano.

Em meados dos anos 90, os investidores depararam com capitais estranguladas e resolveram interiorizar suas operações industriais e comerciais. Hoje, de cada real produzido nas fábricas brasileiras, 44 centavos são provenientes de unidades instaladas em cidades médias. Um dos resultados da expansão econômica foi o aumento vertiginoso do setor de serviços. Tais mudanças conferiram tanta independência às cidades médias que 60% delas não precisam ter maiores vínculos com a região metropolitana da capital de seu Estado.

(ESPECIAL CIDADES MÉDIAS.

Veja

, 1 de setembro de 2010, pp. 78-80, com adaptações.)

... elas se converteram no verdadeiro motor do desenvolvimento brasileiro. (1° parágrafo)

O segmento que embasa com propriedade o que foi afirmado acima, considerando-se o contexto, está em:

  • A

    Hoje, um em cada quatro brasileiros vive em cidades médias.

  • B

    No século XVII, frei Vicente do Salvador, considerado o primeiro historiador do país, condenava o modelo de ocupação do território.

  • C

    ... e precisavam adotar políticas específicas para não enfrentar processos de favelização semelhantes aos vividos por São Paulo e Rio de Janeiro.

  • D

    Embora abriguem bolsões de pobreza, esses municípios obtiveram melhores resultados na preservação de seu tecido urbano.

  • E

    ... de cada real produzido nas fábricas brasileiras, 44 centavos são provenientes de unidades instaladas em cidades médias.

141551Questão 14|Português|médio

O crescimento das cidades médias, aquelas com mais de 100.000 e menos de 500.000 habitantes, é o grande fenômeno nacional. Na próxima década, a catarinense Joinville, a gaúcha Caxias do Sul, Niterói e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e Santos e São José do Rio Preto, em São Paulo, devem ombrear com Londrina, no Paraná. No sertão nordestino, a pernambucana Petrolina e a paraibana Campina Grande já se comportam como metrópoles. Há vários casos de cidades médias que crescem a um ritmo chinês, como a paulista Hortolândia, a paraense Marabá e Angra dos Reis e Cabo Frio, estas no Rio de Janeiro. Um estudo da socióloga Diana Motta e

do economista Daniel da Mata, ambos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, nos últimos dez anos, elas se converteram no verdadeiro motor do desenvolvimento brasileiro. Para se ter uma ideia, entre 2002 e 2007 o produto interno bruto cresceu a uma taxa de 4% ao ano. O das cidades médias contribuiu, em média, 5,4% ao ano - quase o dobro do crescimento verificado nos municípios grandes. Donas de um parque industrial e um setor de serviços mais pujantes, elas respondem, agora, por 28% da economia nacional.

Hoje, um em cada quatro brasileiros vive em cidades médias. O dinamismo constatado pelos dois pesquisadores é um sinal inequívoco de progresso.  "A evolução das cidades médias indica que o Brasil está superando uma deficiência histórica: a concentração da riqueza nos grandes centros situados ao longo do litoral", diz o economista Danilo Igliori, da Universidade de São Paulo. No século XVII, frei Vicente do Salvador, considerado o primeiro historiador do país, condenava o modelo de ocupação do território. "Contentam-se de andar arranhando (as terras) ao longo do mar como caranguejos", escreveu em sua

História do Brazil,

publicada em 1630. Somente durante o milagre econômico dos anos 70 o governo federal percebeu que algumas cidades médias tinham se tornado polos econômicos regionais, atraíam contingentes de imigrantes e precisavam adotar políticas específicas para não enfrentar processos de favelização semelhantes aos vividos por São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto rendeu frutos. Embora abriguem bolsões de pobreza, esses municípios obtiveram melhores resultados na preservação de seu tecido urbano.

Em meados dos anos 90, os investidores depararam com capitais estranguladas e resolveram interiorizar suas operações industriais e comerciais. Hoje, de cada real produzido nas fábricas brasileiras, 44 centavos são provenientes de unidades instaladas em cidades médias. Um dos resultados da expansão econômica foi o aumento vertiginoso do setor de serviços. Tais mudanças conferiram tanta independência às cidades médias que 60% delas não precisam ter maiores vínculos com a região metropolitana da capital de seu Estado.

(ESPECIAL CIDADES MÉDIAS.

Veja

, 1 de setembro de 2010, pp. 78-80, com adaptações.)

Tais mudanças conferiram tanta independência às cidades médias que 60% delas não precisam ter maiores vínculos com a região metropolitana da capital de seu Estado. (final do texto)

A relação sintático-semântica que se estabelece entre as orações do período acima é, respectivamente, de

  • A

    causa e consequência.

  • B

    condição e fato dela decorrente.

  • C

    hipótese provável e ressalva.

  • D

    temporalidade e constatação de um fato.

  • E

    fato real e finalidade decorrente desse fato.

141552Questão 15|Português|médio

O crescimento das cidades médias, aquelas com mais de 100.000 e menos de 500.000 habitantes, é o grande fenômeno nacional. Na próxima década, a catarinense Joinville, a gaúcha Caxias do Sul, Niterói e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e Santos e São José do Rio Preto, em São Paulo, devem ombrear com Londrina, no Paraná. No sertão nordestino, a pernambucana Petrolina e a paraibana Campina Grande já se comportam como metrópoles. Há vários casos de cidades médias que crescem a um ritmo chinês, como a paulista Hortolândia, a paraense Marabá e Angra dos Reis e Cabo Frio, estas no Rio de Janeiro. Um estudo da socióloga Diana Motta e

do economista Daniel da Mata, ambos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, nos últimos dez anos, elas se converteram no verdadeiro motor do desenvolvimento brasileiro. Para se ter uma ideia, entre 2002 e 2007 o produto interno bruto cresceu a uma taxa de 4% ao ano. O das cidades médias contribuiu, em média, 5,4% ao ano - quase o dobro do crescimento verificado nos municípios grandes. Donas de um parque industrial e um setor de serviços mais pujantes, elas respondem, agora, por 28% da economia nacional.

Hoje, um em cada quatro brasileiros vive em cidades médias. O dinamismo constatado pelos dois pesquisadores é um sinal inequívoco de progresso.  "A evolução das cidades médias indica que o Brasil está superando uma deficiência histórica: a concentração da riqueza nos grandes centros situados ao longo do litoral", diz o economista Danilo Igliori, da Universidade de São Paulo. No século XVII, frei Vicente do Salvador, considerado o primeiro historiador do país, condenava o modelo de ocupação do território. "Contentam-se de andar arranhando (as terras) ao longo do mar como caranguejos", escreveu em sua

História do Brazil,

publicada em 1630. Somente durante o milagre econômico dos anos 70 o governo federal percebeu que algumas cidades médias tinham se tornado polos econômicos regionais, atraíam contingentes de imigrantes e precisavam adotar políticas específicas para não enfrentar processos de favelização semelhantes aos vividos por São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto rendeu frutos. Embora abriguem bolsões de pobreza, esses municípios obtiveram melhores resultados na preservação de seu tecido urbano.

Em meados dos anos 90, os investidores depararam com capitais estranguladas e resolveram interiorizar suas operações industriais e comerciais. Hoje, de cada real produzido nas fábricas brasileiras, 44 centavos são provenientes de unidades instaladas em cidades médias. Um dos resultados da expansão econômica foi o aumento vertiginoso do setor de serviços. Tais mudanças conferiram tanta independência às cidades médias que 60% delas não precisam ter maiores vínculos com a região metropolitana da capital de seu Estado.

(ESPECIAL CIDADES MÉDIAS.

Veja

, 1 de setembro de 2010, pp. 78-80, com adaptações.)

A afirmativa INCORRETA em relação a cada um dos segmentos transcritos do 1° parágrafo é:

  • A

    devem ombrear com Londrina, no Paraná = o segmento grifado pode ser substituído por igualar-se a , sem prejuízo do sentido original.

  • B

    que crescem a um ritmo chinês = a expressão grifada remete aos altíssimos índices de expansão da economia chinesa.

  • C

    Um estudo da socióloga Diana Motta e do economista Daniel da Mata, ambos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra ... = o verbo grifado deverá manter-se no singular , mesmo que o início da frase seja alterado para Os estudos da socióloga (...) e do economista (...)

  • D

    O das cidades médias contribuiu, em média, 5,4% ao ano = o pronome grifado no início da frase evita a repetição, no contexto, de O produto interno bruto.

  • E

    - quase o dobro do crescimento verificado nos municípios grandes = o travessão poderia ser substituído por uma vírgula, permanecendo a correção do segmento.

141553Questão 16|Português|médio

O crescimento das cidades médias, aquelas com mais de 100.000 e menos de 500.000 habitantes, é o grande fenômeno nacional. Na próxima década, a catarinense Joinville, a gaúcha Caxias do Sul, Niterói e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e Santos e São José do Rio Preto, em São Paulo, devem ombrear com Londrina, no Paraná. No sertão nordestino, a pernambucana Petrolina e a paraibana Campina Grande já se comportam como metrópoles. Há vários casos de cidades médias que crescem a um ritmo chinês, como a paulista Hortolândia, a paraense Marabá e Angra dos Reis e Cabo Frio, estas no Rio de Janeiro. Um estudo da socióloga Diana Motta e

do economista Daniel da Mata, ambos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, nos últimos dez anos, elas se converteram no verdadeiro motor do desenvolvimento brasileiro. Para se ter uma ideia, entre 2002 e 2007 o produto interno bruto cresceu a uma taxa de 4% ao ano. O das cidades médias contribuiu, em média, 5,4% ao ano - quase o dobro do crescimento verificado nos municípios grandes. Donas de um parque industrial e um setor de serviços mais pujantes, elas respondem, agora, por 28% da economia nacional.

Hoje, um em cada quatro brasileiros vive em cidades médias. O dinamismo constatado pelos dois pesquisadores é um sinal inequívoco de progresso.  "A evolução das cidades médias indica que o Brasil está superando uma deficiência histórica: a concentração da riqueza nos grandes centros situados ao longo do litoral", diz o economista Danilo Igliori, da Universidade de São Paulo. No século XVII, frei Vicente do Salvador, considerado o primeiro historiador do país, condenava o modelo de ocupação do território. "Contentam-se de andar arranhando (as terras) ao longo do mar como caranguejos", escreveu em sua

História do Brazil,

publicada em 1630. Somente durante o milagre econômico dos anos 70 o governo federal percebeu que algumas cidades médias tinham se tornado polos econômicos regionais, atraíam contingentes de imigrantes e precisavam adotar políticas específicas para não enfrentar processos de favelização semelhantes aos vividos por São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto rendeu frutos. Embora abriguem bolsões de pobreza, esses municípios obtiveram melhores resultados na preservação de seu tecido urbano.

Em meados dos anos 90, os investidores depararam com capitais estranguladas e resolveram interiorizar suas operações industriais e comerciais. Hoje, de cada real produzido nas fábricas brasileiras, 44 centavos são provenientes de unidades instaladas em cidades médias. Um dos resultados da expansão econômica foi o aumento vertiginoso do setor de serviços. Tais mudanças conferiram tanta independência às cidades médias que 60% delas não precisam ter maiores vínculos com a região metropolitana da capital de seu Estado.

(ESPECIAL CIDADES MÉDIAS.

Veja

, 1 de setembro de 2010, pp. 78-80, com adaptações.)

- quase o dobro do crescimento verificado nos municípios grandes. (1° parágrafo)

Considerando-se o contexto, a afirmativa acima constitui

  • A

    comentário sem articulação direta com o contexto.

  • B

    hipótese a ser comprovada por evidências com base em dados reais.

  • C

    suposição de que as informações não possam ser comprovadas.

  • D

    opinião sujeita a ser referendada por estudos mais recentes.

  • E

    constatação a partir da comparação entre os dados apresentados.

141554Questão 17|Português|médio

O crescimento das cidades médias, aquelas com mais de 100.000 e menos de 500.000 habitantes, é o grande fenômeno nacional. Na próxima década, a catarinense Joinville, a gaúcha Caxias do Sul, Niterói e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e Santos e São José do Rio Preto, em São Paulo, devem ombrear com Londrina, no Paraná. No sertão nordestino, a pernambucana Petrolina e a paraibana Campina Grande já se comportam como metrópoles. Há vários casos de cidades médias que crescem a um ritmo chinês, como a paulista Hortolândia, a paraense Marabá e Angra dos Reis e Cabo Frio, estas no Rio de Janeiro. Um estudo da socióloga Diana Motta e

do economista Daniel da Mata, ambos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, nos últimos dez anos, elas se converteram no verdadeiro motor do desenvolvimento brasileiro. Para se ter uma ideia, entre 2002 e 2007 o produto interno bruto cresceu a uma taxa de 4% ao ano. O das cidades médias contribuiu, em média, 5,4% ao ano - quase o dobro do crescimento verificado nos municípios grandes. Donas de um parque industrial e um setor de serviços mais pujantes, elas respondem, agora, por 28% da economia nacional.

Hoje, um em cada quatro brasileiros vive em cidades médias. O dinamismo constatado pelos dois pesquisadores é um sinal inequívoco de progresso.  "A evolução das cidades médias indica que o Brasil está superando uma deficiência histórica: a concentração da riqueza nos grandes centros situados ao longo do litoral", diz o economista Danilo Igliori, da Universidade de São Paulo. No século XVII, frei Vicente do Salvador, considerado o primeiro historiador do país, condenava o modelo de ocupação do território. "Contentam-se de andar arranhando (as terras) ao longo do mar como caranguejos", escreveu em sua

História do Brazil,

publicada em 1630. Somente durante o milagre econômico dos anos 70 o governo federal percebeu que algumas cidades médias tinham se tornado polos econômicos regionais, atraíam contingentes de imigrantes e precisavam adotar políticas específicas para não enfrentar processos de favelização semelhantes aos vividos por São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto rendeu frutos. Embora abriguem bolsões de pobreza, esses municípios obtiveram melhores resultados na preservação de seu tecido urbano.

Em meados dos anos 90, os investidores depararam com capitais estranguladas e resolveram interiorizar suas operações industriais e comerciais. Hoje, de cada real produzido nas fábricas brasileiras, 44 centavos são provenientes de unidades instaladas em cidades médias. Um dos resultados da expansão econômica foi o aumento vertiginoso do setor de serviços. Tais mudanças conferiram tanta independência às cidades médias que 60% delas não precisam ter maiores vínculos com a região metropolitana da capital de seu Estado.

(ESPECIAL CIDADES MÉDIAS.

Veja

, 1 de setembro de 2010, pp. 78-80, com adaptações.)

O projeto rendeu frutos . (final do 2° parágrafo)

A mesma relação entre verbo e complemento, ambos grifados acima, se reproduz na frase:

  • A

    ... entre 2002 e 2007 o produto interno bruto cresceu a uma taxa de 4% ao ano.

  • B

    ... elas respondem, agora, por 28% da economia nacional.

  • C

    Hoje, um em cada quatro brasileiros vive em cidades médias.

  • D

    ... esses municípios obtiveram melhores resultados na preservação de seu tecido urbano.

  • E

    ... os investidores depararam com capitais estranguladas ...

141555Questão 18|Português|médio

O crescimento das cidades médias, aquelas com mais de 100.000 e menos de 500.000 habitantes, é o grande fenômeno nacional. Na próxima década, a catarinense Joinville, a gaúcha Caxias do Sul, Niterói e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e Santos e São José do Rio Preto, em São Paulo, devem ombrear com Londrina, no Paraná. No sertão nordestino, a pernambucana Petrolina e a paraibana Campina Grande já se comportam como metrópoles. Há vários casos de cidades médias que crescem a um ritmo chinês, como a paulista Hortolândia, a paraense Marabá e Angra dos Reis e Cabo Frio, estas no Rio de Janeiro. Um estudo da socióloga Diana Motta e

do economista Daniel da Mata, ambos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, nos últimos dez anos, elas se converteram no verdadeiro motor do desenvolvimento brasileiro. Para se ter uma ideia, entre 2002 e 2007 o produto interno bruto cresceu a uma taxa de 4% ao ano. O das cidades médias contribuiu, em média, 5,4% ao ano - quase o dobro do crescimento verificado nos municípios grandes. Donas de um parque industrial e um setor de serviços mais pujantes, elas respondem, agora, por 28% da economia nacional.

Hoje, um em cada quatro brasileiros vive em cidades médias. O dinamismo constatado pelos dois pesquisadores é um sinal inequívoco de progresso.  "A evolução das cidades médias indica que o Brasil está superando uma deficiência histórica: a concentração da riqueza nos grandes centros situados ao longo do litoral", diz o economista Danilo Igliori, da Universidade de São Paulo. No século XVII, frei Vicente do Salvador, considerado o primeiro historiador do país, condenava o modelo de ocupação do território. "Contentam-se de andar arranhando (as terras) ao longo do mar como caranguejos", escreveu em sua

História do Brazil,

publicada em 1630. Somente durante o milagre econômico dos anos 70 o governo federal percebeu que algumas cidades médias tinham se tornado polos econômicos regionais, atraíam contingentes de imigrantes e precisavam adotar políticas específicas para não enfrentar processos de favelização semelhantes aos vividos por São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto rendeu frutos. Embora abriguem bolsões de pobreza, esses municípios obtiveram melhores resultados na preservação de seu tecido urbano.

Em meados dos anos 90, os investidores depararam com capitais estranguladas e resolveram interiorizar suas operações industriais e comerciais. Hoje, de cada real produzido nas fábricas brasileiras, 44 centavos são provenientes de unidades instaladas em cidades médias. Um dos resultados da expansão econômica foi o aumento vertiginoso do setor de serviços. Tais mudanças conferiram tanta independência às cidades médias que 60% delas não precisam ter maiores vínculos com a região metropolitana da capital de seu Estado.

(ESPECIAL CIDADES MÉDIAS.

Veja

, 1 de setembro de 2010, pp. 78-80, com adaptações.)

Embora abriguem bolsões de pobreza, esses municípios obtiveram melhores resultados na preservação de seu tecido urbano. (final do 2° parágrafo)

Com outras palavras, a mesma ideia está expressa com correção e clareza em:

  • A

    A malha urbana foi resguardada nas cidades médias, apesar de se observarem nelas alguns núcleos de moradores vivendo em condições de pobreza.

  • B

    As cidades médias, tal como nas grandes, tiveram crescimento em sua população urbana, mesmo se elas se manteram mais pobres em relação à outras.

  • C

    Os municípios onde a organização urbana ficou intacta, foi nas médias, diferente da situação das grandes cidades que não ocorreu maior favorecimento.

  • D

    Conquanto se visse a existência de locais mais pobres, foi as cidades médias que se desenvolveu melhor, com a manutenção da área urbana.

  • E

    Para favorecer as áreas urbanas, o que aconteceu nas cidades médias, com efeitos mais garantidos de melhoria das condições de vida.

141556Questão 19|Português|médio

Esses mesmos princípios (...) aplicam-se às comunicações oficiais: elas devem sempre permitir uma única interpretação e ser estritamente impessoais e uniformes, o que exige o uso de certo nível de linguagem.

As observações acima estão inteiramente respeitadas em:

  • A

    Tendo sido convidado para participar junto de V. Sa. da festa de encerramento do ano, apesar da evidente prova de amizade dada ao dirigir-me tão honroso convite, devo dizer-lhe que, infelizmente não poderei comparecer a tão auspicioso evento, por ter assumido outro importante compromisso na mesma data.

  • B

    Em cumprimento ao despacho de V. Exa., publicado nesta data no Diário Oficial do Estado, encaminhamos- lhe as informações referentes ao andamento dos serviços, em consonância com o cronograma previamente estabelecido por esta pasta.

  • C

    Venho, em nome de toda a comunidade que tenho a honra de estar representando, enviar a V. Exa. e a todos servidores de seu gabinete, o convite para a merecida homenagem que desejamos prestar-lhe, em agradecimento ao vosso valioso auxílio para o andamento de nossos projetos sociais.

  • D

    Como estamos com tempo realmente reduzido, encaminho a vós, Senhor Responsável pelo setor de entregas deste Departamento, pedindo-lhe o despacho dos produtos com urgência, que se destina ao pessoal da limpeza destas dependências.

  • E

    Complementando, como deve ser feito, as informações que se referem ao ato que o Diário Oficial publicou, de V. Sa., na semana passada, é meu dever informar a V.Sa. de que já está sendo tomada as devidas providências a respeito.

141557Questão 20|Português|médio

O emprego dos pronomes de tratamento está inteiramente correto em:

  • A

    Senhor João das Neves, respeitável representante da Sociedade Amigos e Amigos, queremos cumprimentar- vos pela gestão que V. Exa. tão bem tem conduzido neste último ano.

  • B

    Estamos à disposição de V. Exa. para dar continuidade aos trabalhos que vós encetaram neste setor, e esperamos fazê-lo tão bem quanto vós mesmos o fizestes.

  • C

    É notório que V. Sa. deveis estar sabendo dos progressos conseguidos por estas pessoas, e por isso vimos solicitar-vos vossa atenção para uma situação surgida recentemente.

  • D

    Pedimos encarecidamente a Vossa Senhoria que não abandoneis a organização de nossos programas culturais, em nome daqueles que dependem de vosso conhecimento nessa área.

  • E

    A Vossa Excelência, nossa prestigiada Embaixadora, dirigimos os votos de que possa cumprir com êxito sua missão diplomática em região tão conturbada por conflitos entre nações vizinhas.

Técnico Judiciário - Área Administrativa - 2010 | Prova