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Técnico Judiciário - Área Administrativa - 2008


Página 2  •  Total 50 questões
144205Questão 11|Português|médio

O Brasil é um dos países mais preparados para responder

aos desafios da crise gerada pela alta de preços dos

alimentos. A agricultura brasileira pode produzir mais e atender

à demanda crescente de comida, devida principalmente à

expansão econômica de grandes países emergentes e à

incorporação de grandes massas de consumidores.

A nova situação dos preços tem efeitos dramáticos nos

países pobres e mais dependentes da importação de alimentos.

Os problemas causados por esse encarecimento podem

equivaler à perda de sete anos de programas de redução da

pobreza, segundo o presidente do Banco Mundial. Também o

diretor-gerente do FMI está preocupado com o risco de se

perder boa parte do esforço de resgate dos mais pobres.

Ainda não se pode, a rigor, falar em escassez de

comida. As cotações não dependem somente das quantidades

de fato comercializadas, mas também dos estoques, que

diminuíram depois de episódios de seca em algumas áreas

produtoras, especialmente na Austrália. Outro fator importante,

quanto à oferta, foi o aumento do uso do milho nos EUA para a

produção de etanol. Quanto à procura, o grande fator tem sido o

aumento da renda de milhões de trabalhadores na Ásia.

Ganhos maiores também resultam em novos hábitos,

como um maior consumo de carne. Assim, a procura de

alimentos de origem animal cresceu naqueles países e criou um

desafio para os produtores e também para os plantadores de

soja e de cereais usados na fabricação de rações. Os

problemas no momento resultam essencialmente do aumento

muito veloz dos preços. Boa parte da população africana e das

áreas mais pobres da Ásia não ganha o suficiente para suportar

um grande aumento de gastos com alimentação.

No lado oposto estão os países com maior capacidade

de produzir alimentos. Enquanto muitos países importadores

enfrentam o agravamento das condições sociais e perdas na

balança comercial, os exportadores têm obtido ganhos comerciais

significativos. Não estão livres das pressões inflacionárias

originadas no mercado internacional, mas têm melhores condições

para se ajustar às novas conjunturas. O Brasil é um

desses países.

Há muito espaço para maiores investimentos na produção

agrícola. Para o Brasil, trata-se de aperfeiçoar políticas que

têm dado certo. Mas será preciso, também, contribuir para que

os países pobres, especialmente os da África, possam explorar

sua potencialidade agrícola. O Brasil tem uma respeitável

experiência na área da pesquisa agropecuária e pode partilhá-la

com outros países.

(O Estado de S. Paulo, A3, 12 de abril de 2008, com adaptações)

De acordo com o texto, a explicação para a alta dos pre- ços dos alimentos está, principalmente,

  • A

    no aumento descontrolado da população mundial, que dá origem à escassez de alimentos, produzidos em quantidade insuficiente para todos.

  • B

    no agravamento das condições sociais em muitos países, fato que impede a população mais pobre de ter acesso aos produtos comercializados.

  • C

    na relação, em vários países, entre a oferta na comercialização dos produtos e a demanda, cada vez maior, desses mesmos produtos.

  • D

    na atitude anticomercial dos EUA na destinação do milho para a produção de etanol, em vez de oferecer o produto no mercado internacional.

  • E

    no encadeamento de fatores políticos, no mundo todo, em países que comercializam seus produtos em busca de lucros cada vez maiores.

144206Questão 12|Português|médio

O Brasil é um dos países mais preparados para responder

aos desafios da crise gerada pela alta de preços dos

alimentos. A agricultura brasileira pode produzir mais e atender

à demanda crescente de comida, devida principalmente à

expansão econômica de grandes países emergentes e à

incorporação de grandes massas de consumidores.

A nova situação dos preços tem efeitos dramáticos nos

países pobres e mais dependentes da importação de alimentos.

Os problemas causados por esse encarecimento podem

equivaler à perda de sete anos de programas de redução da

pobreza, segundo o presidente do Banco Mundial. Também o

diretor-gerente do FMI está preocupado com o risco de se

perder boa parte do esforço de resgate dos mais pobres.

Ainda não se pode, a rigor, falar em escassez de

comida. As cotações não dependem somente das quantidades

de fato comercializadas, mas também dos estoques, que

diminuíram depois de episódios de seca em algumas áreas

produtoras, especialmente na Austrália. Outro fator importante,

quanto à oferta, foi o aumento do uso do milho nos EUA para a

produção de etanol. Quanto à procura, o grande fator tem sido o

aumento da renda de milhões de trabalhadores na Ásia.

Ganhos maiores também resultam em novos hábitos,

como um maior consumo de carne. Assim, a procura de

alimentos de origem animal cresceu naqueles países e criou um

desafio para os produtores e também para os plantadores de

soja e de cereais usados na fabricação de rações. Os

problemas no momento resultam essencialmente do aumento

muito veloz dos preços. Boa parte da população africana e das

áreas mais pobres da Ásia não ganha o suficiente para suportar

um grande aumento de gastos com alimentação.

No lado oposto estão os países com maior capacidade

de produzir alimentos. Enquanto muitos países importadores

enfrentam o agravamento das condições sociais e perdas na

balança comercial, os exportadores têm obtido ganhos comerciais

significativos. Não estão livres das pressões inflacionárias

originadas no mercado internacional, mas têm melhores condições

para se ajustar às novas conjunturas. O Brasil é um

desses países.

Há muito espaço para maiores investimentos na produção

agrícola. Para o Brasil, trata-se de aperfeiçoar políticas que

têm dado certo. Mas será preciso, também, contribuir para que

os países pobres, especialmente os da África, possam explorar

sua potencialidade agrícola. O Brasil tem uma respeitável

experiência na área da pesquisa agropecuária e pode partilhá-la

com outros países.

(O Estado de S. Paulo, A3, 12 de abril de 2008, com adaptações)

A frase que resume corretamente o sentido do 2º parágrafo é:

  • A

    Condições sociais de países pobres comprometem oferta de alimentos.

  • B

    Ações do Banco Mundial com o resgate da pobreza estão relacionadas ao oferecimento de alimentação.

  • C

    Demanda crescente por alimentos diferenciados ates- ta resultados no combate à pobreza.

  • D

    Encarecimento de comida está na contramão do combate à pobreza.

  • E

    Populações de países pobres serão beneficiadas com o encarecimento dos alimentos.

144207Questão 13|Português|médio

O Brasil é um dos países mais preparados para responder

aos desafios da crise gerada pela alta de preços dos

alimentos. A agricultura brasileira pode produzir mais e atender

à demanda crescente de comida, devida principalmente à

expansão econômica de grandes países emergentes e à

incorporação de grandes massas de consumidores.

A nova situação dos preços tem efeitos dramáticos nos

países pobres e mais dependentes da importação de alimentos.

Os problemas causados por esse encarecimento podem

equivaler à perda de sete anos de programas de redução da

pobreza, segundo o presidente do Banco Mundial. Também o

diretor-gerente do FMI está preocupado com o risco de se

perder boa parte do esforço de resgate dos mais pobres.

Ainda não se pode, a rigor, falar em escassez de

comida. As cotações não dependem somente das quantidades

de fato comercializadas, mas também dos estoques, que

diminuíram depois de episódios de seca em algumas áreas

produtoras, especialmente na Austrália. Outro fator importante,

quanto à oferta, foi o aumento do uso do milho nos EUA para a

produção de etanol. Quanto à procura, o grande fator tem sido o

aumento da renda de milhões de trabalhadores na Ásia.

Ganhos maiores também resultam em novos hábitos,

como um maior consumo de carne. Assim, a procura de

alimentos de origem animal cresceu naqueles países e criou um

desafio para os produtores e também para os plantadores de

soja e de cereais usados na fabricação de rações. Os

problemas no momento resultam essencialmente do aumento

muito veloz dos preços. Boa parte da população africana e das

áreas mais pobres da Ásia não ganha o suficiente para suportar

um grande aumento de gastos com alimentação.

No lado oposto estão os países com maior capacidade

de produzir alimentos. Enquanto muitos países importadores

enfrentam o agravamento das condições sociais e perdas na

balança comercial, os exportadores têm obtido ganhos comerciais

significativos. Não estão livres das pressões inflacionárias

originadas no mercado internacional, mas têm melhores condições

para se ajustar às novas conjunturas. O Brasil é um

desses países.

Há muito espaço para maiores investimentos na produção

agrícola. Para o Brasil, trata-se de aperfeiçoar políticas que

têm dado certo. Mas será preciso, também, contribuir para que

os países pobres, especialmente os da África, possam explorar

sua potencialidade agrícola. O Brasil tem uma respeitável

experiência na área da pesquisa agropecuária e pode partilhá-la

com outros países.

(O Estado de S. Paulo, A3, 12 de abril de 2008, com adaptações)

Considere as afirmativas seguintes:

I. A crise atual de oferta de alimentos decorre de fatores diversos, dentre eles o aumento do consumo em alguns países e a produção de etanol nos EUA.

II. O rápido encarecimento de preços dos alimentos é geral e atinge mais fortemente os países de população mais pobre, sem condições de arcar com esses custos.

III. A ampliação do número de consumidores e novos hábitos alimentares contribuem para a atual escassez de alimentos em todo o mundo, por exemplo, nos EUA.

Está correto o que se afirma em

  • A

    II, somente.

  • B

    I e II, somente.

  • C

    II e III, somente.

  • D

    I e III, somente.

  • E

    I, II e III.

144208Questão 14|Português|médio

O Brasil é um dos países mais preparados para responder

aos desafios da crise gerada pela alta de preços dos

alimentos. A agricultura brasileira pode produzir mais e atender

à demanda crescente de comida, devida principalmente à

expansão econômica de grandes países emergentes e à

incorporação de grandes massas de consumidores.

A nova situação dos preços tem efeitos dramáticos nos

países pobres e mais dependentes da importação de alimentos.

Os problemas causados por esse encarecimento podem

equivaler à perda de sete anos de programas de redução da

pobreza, segundo o presidente do Banco Mundial. Também o

diretor-gerente do FMI está preocupado com o risco de se

perder boa parte do esforço de resgate dos mais pobres.

Ainda não se pode, a rigor, falar em escassez de

comida. As cotações não dependem somente das quantidades

de fato comercializadas, mas também dos estoques, que

diminuíram depois de episódios de seca em algumas áreas

produtoras, especialmente na Austrália. Outro fator importante,

quanto à oferta, foi o aumento do uso do milho nos EUA para a

produção de etanol. Quanto à procura, o grande fator tem sido o

aumento da renda de milhões de trabalhadores na Ásia.

Ganhos maiores também resultam em novos hábitos,

como um maior consumo de carne. Assim, a procura de

alimentos de origem animal cresceu naqueles países e criou um

desafio para os produtores e também para os plantadores de

soja e de cereais usados na fabricação de rações. Os

problemas no momento resultam essencialmente do aumento

muito veloz dos preços. Boa parte da população africana e das

áreas mais pobres da Ásia não ganha o suficiente para suportar

um grande aumento de gastos com alimentação.

No lado oposto estão os países com maior capacidade

de produzir alimentos. Enquanto muitos países importadores

enfrentam o agravamento das condições sociais e perdas na

balança comercial, os exportadores têm obtido ganhos comerciais

significativos. Não estão livres das pressões inflacionárias

originadas no mercado internacional, mas têm melhores condições

para se ajustar às novas conjunturas. O Brasil é um

desses países.

Há muito espaço para maiores investimentos na produção

agrícola. Para o Brasil, trata-se de aperfeiçoar políticas que

têm dado certo. Mas será preciso, também, contribuir para que

os países pobres, especialmente os da África, possam explorar

sua potencialidade agrícola. O Brasil tem uma respeitável

experiência na área da pesquisa agropecuária e pode partilhá-la

com outros países.

(O Estado de S. Paulo, A3, 12 de abril de 2008, com adaptações)

Uma das razões que justificam a incorporação de grandes massas de consumidores está

  • A

    no aumento da renda de imenso número de trabalhadores asiáticos.

  • B

    no número maior de países em condições de produzir alimentos.

  • C

    nos ganhos comerciais significativos na exportação de alimentos.

  • D

    no agravamento das condições sociais em países importadores.

  • E

    na instabilidade generalizada da balança comercial em alguns países.

144209Questão 15|Português|médio

O Brasil é um dos países mais preparados para responder

aos desafios da crise gerada pela alta de preços dos

alimentos. A agricultura brasileira pode produzir mais e atender

à demanda crescente de comida, devida principalmente à

expansão econômica de grandes países emergentes e à

incorporação de grandes massas de consumidores.

A nova situação dos preços tem efeitos dramáticos nos

países pobres e mais dependentes da importação de alimentos.

Os problemas causados por esse encarecimento podem

equivaler à perda de sete anos de programas de redução da

pobreza, segundo o presidente do Banco Mundial. Também o

diretor-gerente do FMI está preocupado com o risco de se

perder boa parte do esforço de resgate dos mais pobres.

Ainda não se pode, a rigor, falar em escassez de

comida. As cotações não dependem somente das quantidades

de fato comercializadas, mas também dos estoques, que

diminuíram depois de episódios de seca em algumas áreas

produtoras, especialmente na Austrália. Outro fator importante,

quanto à oferta, foi o aumento do uso do milho nos EUA para a

produção de etanol. Quanto à procura, o grande fator tem sido o

aumento da renda de milhões de trabalhadores na Ásia.

Ganhos maiores também resultam em novos hábitos,

como um maior consumo de carne. Assim, a procura de

alimentos de origem animal cresceu naqueles países e criou um

desafio para os produtores e também para os plantadores de

soja e de cereais usados na fabricação de rações. Os

problemas no momento resultam essencialmente do aumento

muito veloz dos preços. Boa parte da população africana e das

áreas mais pobres da Ásia não ganha o suficiente para suportar

um grande aumento de gastos com alimentação.

No lado oposto estão os países com maior capacidade

de produzir alimentos. Enquanto muitos países importadores

enfrentam o agravamento das condições sociais e perdas na

balança comercial, os exportadores têm obtido ganhos comerciais

significativos. Não estão livres das pressões inflacionárias

originadas no mercado internacional, mas têm melhores condições

para se ajustar às novas conjunturas. O Brasil é um

desses países.

Há muito espaço para maiores investimentos na produção

agrícola. Para o Brasil, trata-se de aperfeiçoar políticas que

têm dado certo. Mas será preciso, também, contribuir para que

os países pobres, especialmente os da África, possam explorar

sua potencialidade agrícola. O Brasil tem uma respeitável

experiência na área da pesquisa agropecuária e pode partilhá-la

com outros países.

(O Estado de S. Paulo, A3, 12 de abril de 2008, com adaptações)

... e criou um desafio para os produtores ... (4º parágrafo)

Pressupõe-se que o desafio criado está em escolher entre

  • A

    exportar maiores quantidades de carne, com valor garantido no mercado, ou investir no plantio de produtos tão valorizados quanto a carne dos animais.

  • B

    criar animais, para garantir maior oferta de carne no mercado, ou produzir cereais, especialmente o milho, para suprir o promissor mercado de etanol.

  • C

    fabricar ração para os animais, garantindo a oferta de carne, ou simplesmente vender os produtos diretamente no mercado internacional.

  • D

    optar pelos lucros imediatos devido ao aumento veloz dos preços ou investir no plantio, de longo prazo, de soja e de cereais.

  • E

    exportar a maior quantidade possível de grãos, como a soja, aceitos no mercado, ou importar alimentos em falta no mercado interno.

144210Questão 16|Português|médio

O Brasil é um dos países mais preparados para responder

aos desafios da crise gerada pela alta de preços dos

alimentos. A agricultura brasileira pode produzir mais e atender

à demanda crescente de comida, devida principalmente à

expansão econômica de grandes países emergentes e à

incorporação de grandes massas de consumidores.

A nova situação dos preços tem efeitos dramáticos nos

países pobres e mais dependentes da importação de alimentos.

Os problemas causados por esse encarecimento podem

equivaler à perda de sete anos de programas de redução da

pobreza, segundo o presidente do Banco Mundial. Também o

diretor-gerente do FMI está preocupado com o risco de se

perder boa parte do esforço de resgate dos mais pobres.

Ainda não se pode, a rigor, falar em escassez de

comida. As cotações não dependem somente das quantidades

de fato comercializadas, mas também dos estoques, que

diminuíram depois de episódios de seca em algumas áreas

produtoras, especialmente na Austrália. Outro fator importante,

quanto à oferta, foi o aumento do uso do milho nos EUA para a

produção de etanol. Quanto à procura, o grande fator tem sido o

aumento da renda de milhões de trabalhadores na Ásia.

Ganhos maiores também resultam em novos hábitos,

como um maior consumo de carne. Assim, a procura de

alimentos de origem animal cresceu naqueles países e criou um

desafio para os produtores e também para os plantadores de

soja e de cereais usados na fabricação de rações. Os

problemas no momento resultam essencialmente do aumento

muito veloz dos preços. Boa parte da população africana e das

áreas mais pobres da Ásia não ganha o suficiente para suportar

um grande aumento de gastos com alimentação.

No lado oposto estão os países com maior capacidade

de produzir alimentos. Enquanto muitos países importadores

enfrentam o agravamento das condições sociais e perdas na

balança comercial, os exportadores têm obtido ganhos comerciais

significativos. Não estão livres das pressões inflacionárias

originadas no mercado internacional, mas têm melhores condições

para se ajustar às novas conjunturas. O Brasil é um

desses países.

Há muito espaço para maiores investimentos na produção

agrícola. Para o Brasil, trata-se de aperfeiçoar políticas que

têm dado certo. Mas será preciso, também, contribuir para que

os países pobres, especialmente os da África, possam explorar

sua potencialidade agrícola. O Brasil tem uma respeitável

experiência na área da pesquisa agropecuária e pode partilhá-la

com outros países.

(O Estado de S. Paulo, A3, 12 de abril de 2008, com adaptações)

Assim, a procura de alimentos de origem animal cresceu naqueles países e criou um desafio para os produtores e também para os plantadores de soja e de cereais usados na fabricação de rações. (4º parágrafo)

Está INCORRETO o que se afirma em:

  • A

    Trata-se de um período composto por três orações coordenadas entre si.

  • B

    Há um só sujeito comum para os verbos cresceu e criou.

  • C

    A expressão naqueles países refere-se aos grandes países emergentes, citados no 1º parágrafo.

  • D

    A oração usados na fabricação de rações tem sentido equivalente a "que se usam na fabricação de rações".

  • E

    Os substantivos procura e fabricação exigem complementos nominais que são, respectivamente, de alimentos de origem animal e de rações.

144211Questão 17|Português|médio

O Brasil é um dos países mais preparados para responder

aos desafios da crise gerada pela alta de preços dos

alimentos. A agricultura brasileira pode produzir mais e atender

à demanda crescente de comida, devida principalmente à

expansão econômica de grandes países emergentes e à

incorporação de grandes massas de consumidores.

A nova situação dos preços tem efeitos dramáticos nos

países pobres e mais dependentes da importação de alimentos.

Os problemas causados por esse encarecimento podem

equivaler à perda de sete anos de programas de redução da

pobreza, segundo o presidente do Banco Mundial. Também o

diretor-gerente do FMI está preocupado com o risco de se

perder boa parte do esforço de resgate dos mais pobres.

Ainda não se pode, a rigor, falar em escassez de

comida. As cotações não dependem somente das quantidades

de fato comercializadas, mas também dos estoques, que

diminuíram depois de episódios de seca em algumas áreas

produtoras, especialmente na Austrália. Outro fator importante,

quanto à oferta, foi o aumento do uso do milho nos EUA para a

produção de etanol. Quanto à procura, o grande fator tem sido o

aumento da renda de milhões de trabalhadores na Ásia.

Ganhos maiores também resultam em novos hábitos,

como um maior consumo de carne. Assim, a procura de

alimentos de origem animal cresceu naqueles países e criou um

desafio para os produtores e também para os plantadores de

soja e de cereais usados na fabricação de rações. Os

problemas no momento resultam essencialmente do aumento

muito veloz dos preços. Boa parte da população africana e das

áreas mais pobres da Ásia não ganha o suficiente para suportar

um grande aumento de gastos com alimentação.

No lado oposto estão os países com maior capacidade

de produzir alimentos. Enquanto muitos países importadores

enfrentam o agravamento das condições sociais e perdas na

balança comercial, os exportadores têm obtido ganhos comerciais

significativos. Não estão livres das pressões inflacionárias

originadas no mercado internacional, mas têm melhores condições

para se ajustar às novas conjunturas. O Brasil é um

desses países.

Há muito espaço para maiores investimentos na produção

agrícola. Para o Brasil, trata-se de aperfeiçoar políticas que

têm dado certo. Mas será preciso, também, contribuir para que

os países pobres, especialmente os da África, possam explorar

sua potencialidade agrícola. O Brasil tem uma respeitável

experiência na área da pesquisa agropecuária e pode partilhá-la

com outros países.

(O Estado de S. Paulo, A3, 12 de abril de 2008, com adaptações)

... e pode partilhá -la com outros países. (final do texto)

A forma pronominal grifada acima evita a repetição, no contexto, da expressão:

  • A

    uma respeitável experiência.

  • B

    a produção agrícola.

  • C

    sua potencialidade agrícola.

  • D

    a área da pesquisa agropecuária.

  • E

    a procura de alimentos.

144212Questão 18|Português|médio

O Brasil é um dos países mais preparados para responder

aos desafios da crise gerada pela alta de preços dos

alimentos. A agricultura brasileira pode produzir mais e atender

à demanda crescente de comida, devida principalmente à

expansão econômica de grandes países emergentes e à

incorporação de grandes massas de consumidores.

A nova situação dos preços tem efeitos dramáticos nos

países pobres e mais dependentes da importação de alimentos.

Os problemas causados por esse encarecimento podem

equivaler à perda de sete anos de programas de redução da

pobreza, segundo o presidente do Banco Mundial. Também o

diretor-gerente do FMI está preocupado com o risco de se

perder boa parte do esforço de resgate dos mais pobres.

Ainda não se pode, a rigor, falar em escassez de

comida. As cotações não dependem somente das quantidades

de fato comercializadas, mas também dos estoques, que

diminuíram depois de episódios de seca em algumas áreas

produtoras, especialmente na Austrália. Outro fator importante,

quanto à oferta, foi o aumento do uso do milho nos EUA para a

produção de etanol. Quanto à procura, o grande fator tem sido o

aumento da renda de milhões de trabalhadores na Ásia.

Ganhos maiores também resultam em novos hábitos,

como um maior consumo de carne. Assim, a procura de

alimentos de origem animal cresceu naqueles países e criou um

desafio para os produtores e também para os plantadores de

soja e de cereais usados na fabricação de rações. Os

problemas no momento resultam essencialmente do aumento

muito veloz dos preços. Boa parte da população africana e das

áreas mais pobres da Ásia não ganha o suficiente para suportar

um grande aumento de gastos com alimentação.

No lado oposto estão os países com maior capacidade

de produzir alimentos. Enquanto muitos países importadores

enfrentam o agravamento das condições sociais e perdas na

balança comercial, os exportadores têm obtido ganhos comerciais

significativos. Não estão livres das pressões inflacionárias

originadas no mercado internacional, mas têm melhores condições

para se ajustar às novas conjunturas. O Brasil é um

desses países.

Há muito espaço para maiores investimentos na produção

agrícola. Para o Brasil, trata-se de aperfeiçoar políticas que

têm dado certo. Mas será preciso, também, contribuir para que

os países pobres, especialmente os da África, possam explorar

sua potencialidade agrícola. O Brasil tem uma respeitável

experiência na área da pesquisa agropecuária e pode partilhá-la

com outros países.

(O Estado de S. Paulo, A3, 12 de abril de 2008, com adaptações)

As cotações não dependem somente das quantidades de fato comercializadas, mas também dos estoques ... (3º parágrafo)

A afirmativa acima está corretamente reproduzida, com outras palavras, sem alteração do sentido original, em:

  • A

    As cotações não estão dependendo somente das quantidades existentes para serem comercializadas, nem também dos estoques ...

  • B

    As quantidades existentes para serem comercializadas dependem das cotações, assim como os estoques ...

  • C

    Tanto as cotações quanto os estoques estão dependentes das quantidades existentes para serem comercializadas ...

  • D

    As cotações estão relacionadas tanto com as quantidades existentes para serem comercializadas, quanto com os estoques ...

  • E

    As cotações estão relacionadas nem tanto com as quantidades existentes para ser comercializadas, como nos estoques ...

144213Questão 19|Português|médio

O Brasil é um dos países mais preparados para responder

aos desafios da crise gerada pela alta de preços dos

alimentos. A agricultura brasileira pode produzir mais e atender

à demanda crescente de comida, devida principalmente à

expansão econômica de grandes países emergentes e à

incorporação de grandes massas de consumidores.

A nova situação dos preços tem efeitos dramáticos nos

países pobres e mais dependentes da importação de alimentos.

Os problemas causados por esse encarecimento podem

equivaler à perda de sete anos de programas de redução da

pobreza, segundo o presidente do Banco Mundial. Também o

diretor-gerente do FMI está preocupado com o risco de se

perder boa parte do esforço de resgate dos mais pobres.

Ainda não se pode, a rigor, falar em escassez de

comida. As cotações não dependem somente das quantidades

de fato comercializadas, mas também dos estoques, que

diminuíram depois de episódios de seca em algumas áreas

produtoras, especialmente na Austrália. Outro fator importante,

quanto à oferta, foi o aumento do uso do milho nos EUA para a

produção de etanol. Quanto à procura, o grande fator tem sido o

aumento da renda de milhões de trabalhadores na Ásia.

Ganhos maiores também resultam em novos hábitos,

como um maior consumo de carne. Assim, a procura de

alimentos de origem animal cresceu naqueles países e criou um

desafio para os produtores e também para os plantadores de

soja e de cereais usados na fabricação de rações. Os

problemas no momento resultam essencialmente do aumento

muito veloz dos preços. Boa parte da população africana e das

áreas mais pobres da Ásia não ganha o suficiente para suportar

um grande aumento de gastos com alimentação.

No lado oposto estão os países com maior capacidade

de produzir alimentos. Enquanto muitos países importadores

enfrentam o agravamento das condições sociais e perdas na

balança comercial, os exportadores têm obtido ganhos comerciais

significativos. Não estão livres das pressões inflacionárias

originadas no mercado internacional, mas têm melhores condições

para se ajustar às novas conjunturas. O Brasil é um

desses países.

Há muito espaço para maiores investimentos na produção

agrícola. Para o Brasil, trata-se de aperfeiçoar políticas que

têm dado certo. Mas será preciso, também, contribuir para que

os países pobres, especialmente os da África, possam explorar

sua potencialidade agrícola. O Brasil tem uma respeitável

experiência na área da pesquisa agropecuária e pode partilhá-la

com outros países.

(O Estado de S. Paulo, A3, 12 de abril de 2008, com adaptações)

Ganhos maiores também resultam em novos hábitos ... (início do 4º parágrafo)

O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está na frase:

  • A

    A agricultura brasileira pode produzir mais ...

  • B

    ... que diminuíram depois de episódios de seca ...

  • C

    ... foi o aumento do uso do milho nos EUA para a produção de etanol.

  • D

    ... os exportadores têm obtido ganhos comerciais significativos.

  • E

    ... para se ajustar às novas conjunturas.

144214Questão 20|Português|médio

O Brasil é um dos países mais preparados para responder

aos desafios da crise gerada pela alta de preços dos

alimentos. A agricultura brasileira pode produzir mais e atender

à demanda crescente de comida, devida principalmente à

expansão econômica de grandes países emergentes e à

incorporação de grandes massas de consumidores.

A nova situação dos preços tem efeitos dramáticos nos

países pobres e mais dependentes da importação de alimentos.

Os problemas causados por esse encarecimento podem

equivaler à perda de sete anos de programas de redução da

pobreza, segundo o presidente do Banco Mundial. Também o

diretor-gerente do FMI está preocupado com o risco de se

perder boa parte do esforço de resgate dos mais pobres.

Ainda não se pode, a rigor, falar em escassez de

comida. As cotações não dependem somente das quantidades

de fato comercializadas, mas também dos estoques, que

diminuíram depois de episódios de seca em algumas áreas

produtoras, especialmente na Austrália. Outro fator importante,

quanto à oferta, foi o aumento do uso do milho nos EUA para a

produção de etanol. Quanto à procura, o grande fator tem sido o

aumento da renda de milhões de trabalhadores na Ásia.

Ganhos maiores também resultam em novos hábitos,

como um maior consumo de carne. Assim, a procura de

alimentos de origem animal cresceu naqueles países e criou um

desafio para os produtores e também para os plantadores de

soja e de cereais usados na fabricação de rações. Os

problemas no momento resultam essencialmente do aumento

muito veloz dos preços. Boa parte da população africana e das

áreas mais pobres da Ásia não ganha o suficiente para suportar

um grande aumento de gastos com alimentação.

No lado oposto estão os países com maior capacidade

de produzir alimentos. Enquanto muitos países importadores

enfrentam o agravamento das condições sociais e perdas na

balança comercial, os exportadores têm obtido ganhos comerciais

significativos. Não estão livres das pressões inflacionárias

originadas no mercado internacional, mas têm melhores condições

para se ajustar às novas conjunturas. O Brasil é um

desses países.

Há muito espaço para maiores investimentos na produção

agrícola. Para o Brasil, trata-se de aperfeiçoar políticas que

têm dado certo. Mas será preciso, também, contribuir para que

os países pobres, especialmente os da África, possam explorar

sua potencialidade agrícola. O Brasil tem uma respeitável

experiência na área da pesquisa agropecuária e pode partilhá-la

com outros países.

(O Estado de S. Paulo, A3, 12 de abril de 2008, com adaptações)

O Diretor de uma escola precisa de alimentos para oferecer merenda aos alunos. Diante de tal situação, é INCORRETO afirmar que:

  • A

    Deve ser encaminhado um ofício com todas as informações necessárias ao Superior Imediato, para as providências cabíveis.

  • B

    O documento deverá conter data, tipo e número de expediente, seguido da sigla do órgão que o expede.

  • C

    O fecho deverá conter a fórmula Atenciosamente.

  • D

    O endereçamento correto deverá ser: A Sua Senhoria Senhor Fulano de Tal , seguido do cargo e do endereço.

  • E

    Como os pronomes de tratamento obrigatórios nesse tipo de correspondência são os de 2º pessoa, os verbos também deverão estar na 2º pessoa do plural, como manifestação de respeito.

Técnico Judiciário - Área Administrativa - 2008 | Prova