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Promotor de Justiça de Entrância Inicial - 2020


Página 2  •  Total 100 questões
109424Questão 11|Direito Processual Penal|superior

No que se refere a organização criminosa, assinale a opção correta, com base na Lei n.º 12.850/2013.

  • A

    Organização criminosa não configura um tipo penal incriminador autônomo, mas meramente a forma de praticar crimes.

  • B

    A associação estável e permanente de três ou mais pessoas para a prática de crimes é requisito para a configuração de organização criminosa.

  • C

    É circunstância elementar da organização criminosa a finalidade de obtenção de vantagem de qualquer natureza mediante a prática de infrações penais, consumando-se com a prática, pelos membros da organização, de quaisquer ilícitos com penas máximas superiores a quatro anos.

  • D

    É circunstância elementar da organização criminosa a estrutura ordenada, caracterizada pela divisão formal de tarefas entre os membros da sociedade criminosa.

  • E

    Organização criminosa é crime comum, não exigindo qualidade ou condição especial do agente, mas terá pena aumentada se houver concurso de funcionário público e a organização valer-se dessa condição para a prática de infrações penais.

109425Questão 12|Direito Processual Penal|superior

Felipe foi denunciado por furto qualificado pelo rompimento de obstáculo. Durante a instrução processual, verificou-se que, sem nenhuma justificativa, embora fosse possível, o laudo pericial não havia sido realizado; entretanto, a vítima e uma testemunha local confirmaram que uma porta havia sido arrombada no local quando do momento do furto.

Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta.

  • A

    O juiz deve reconhecer a qualificadora, pois, nesse caso, existe um exame de corpo de delito indireto.

  • B

    O juiz não deve reconhecer a qualificadora, tendo em vista que foi injustificada a não realização de laudo pericial, que era viável.

  • C

    Caso Felipe confessasse o arrombamento, tal confissão já seria prova suficiente da ocorrência da qualificadora.

  • D

    O fato de as vítimas terem confirmado o arrombamento supre a falta de exame pericial.

  • E

    Caso o furto tivesse sido filmado por câmeras de segurança, tal prova não seria suficiente para caracterizar a qualificadora de arrombamento.

109426Questão 13|Direito Penal|superior

João sofreu calúnia, mas veio a falecer dentro do prazo decadencial de seis meses, antes de ajuizar ação contra o ofensor. Ele não tinha filhos e mantinha um relacionamento homoafetivo com Márcio, em união estável reconhecida. João era filho único e tinha como parente próximo sua mãe.

Nessa situação hipotética, o ajuizamento de ação pelo crime de calúnia

  • A

    somente poderá ser promovido pela mãe de João.

  • B

    poderá ser realizado pelo Ministério Público.

  • C

    poderá ser realizado por Márcio.

  • D

    não é cabível, haja vista a morte de João.

  • E

    deverá ser realizado por curador especial, a ser nomeado para essa finalidade.

109427Questão 14|Direito Processual Penal|superior

De acordo com o Código de Processo Penal, é cabível ao juiz substituir a prisão preventiva pela domiciliar a

  • A

    pessoa de setenta e cinco anos de idade condenada pela prática do crime de estelionato.

  • B

    gestante condenada pelo crime de furto qualificado, desde que já tenha ultrapassado o sétimo mês de gravidez.

  • C

    mulher que, condenada pelo crime de roubo, tenha filho de um ano de idade.

  • D

    homem que, condenado pelo crime de corrupção passiva, seja o único responsável pelos cuidados do seu filho de dez anos de idade.

  • E

    mulher que tenha praticado o crime de abandono de incapaz contra seu filho de cinco anos de idade.

109428Questão 15|Direito Processual Penal|superior

Na hipótese de haver duplo julgamento do mesmo fato, deve prevalecer o processo em que

  • A

    a sentença transitar em julgado primeiro.

  • B

    a sentença for prolatada primeiro.

  • C

    o inquérito tiver sido instaurado primeiro.

  • D

    a denúncia tiver sido ofertada primeiro.

  • E

    a sentença for mais favorável ao acusado.

109429Questão 16|Direito Processual Penal|superior

Assinale a opção correta, acerca dos quesitos no tribunal do júri.

  • A

    Quesito que verse sobre causa de aumento de pena deverá preceder quesito que trate de causa de diminuição de pena.

  • B

    Caso os jurados absolvam acusado do crime de homicídio, persistirá a competência deles para julgar demais crimes conexos que existirem.

  • C

    Alegação de excludente de ilicitude deve vir quesitada separadamente do quesito absolutório genérico.

  • D

    O quesito formulado de modo complexo não é causa de nulidade do julgamento.

  • E

    A tese de desclassificação deve preceder o quesito da absolvição.

109430Questão 17|Direito Processual Penal|superior

Em ação penal privada, pedido de suspensão condicional do processo

  • A

    não é cabível, assim como a transação penal, porque tanto esse pedido quanto a transação penal são exclusivos de ações penais públicas.

  • B

    é cabível, desde que oferecido pelo Ministério Público, por ser um direito público subjetivo do acusado.

  • C

    não é cabível, diferentemente da transação penal, haja vista expressa disposição legal.

  • D

    é cabível, desde que oferecido pelo ofendido.

  • E

    é cabível somente em favor do réu, haja vista a possibilidade de ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada.

109431Questão 18|Direito Processual Penal|superior

A ausência da assinatura das testemunhas em relatório circunstanciado de busca e apreensão legalmente realizada pela polícia consiste em

  • A

    causa de nulidade absoluta da diligência realizada em qualquer tipo de procedimento penal.

  • B

    causa de nulidade relativa da diligência realizada, que será validada somente se as testemunhas forem ouvidas em juízo posteriormente.

  • C

    mera irregularidade formal na diligência realizada, não sendo causa de nulidade.

  • D

    causa de nulidade relativa da diligência realizada, que será validada somente se o advogado de defesa tiver comparecido na delegacia após a realização do ato.

  • E

    nulidade absoluta, desde que a diligência tenha sido realizada para atender procedimento da Lei de Combate às Organizações Criminosas.

109432Questão desatualizadaDesatualizadaQuestão 19|Direito Processual Penal|superior

João foi denunciado, tendo sido arroladas pelo Ministério Público as testemunhas Antônio, Paula e Carla, esta última residente em outro estado da Federação. Outra testemunha, Diana, foi arrolada pela defesa. Designada a audiência de instrução, compareceram Antônio, Paula, Diana e João, sem que ainda houvesse resposta do cumprimento da carta precatória de Carla. O juiz ouviu todas as testemunhas presentes e realizou o interrogatório.

Nessa situação hipotética,

  • A

    não ocorreu nulidade processual, ainda que tenha havido, no mesmo momento processual, a oitiva de testemunhas e o interrogatório.

  • B

    o juiz não agiu corretamente, pois a oitiva da testemunha de defesa somente pode ocorrer antecipadamente com expressa autorização das partes.

  • C

    o juiz não agiu corretamente, pois o interrogatório deveria ter sido realizado somente após o retorno da carta precatória.

  • D

    ocorreu nulidade processual, pois o juiz não poderia ter ouvido a testemunha de defesa antes do retorno da carta precatória.

  • E

    ocorreu nulidade processual, visto que o feito estava suspenso; o juiz deveria ter marcado a audiência apenas após o retorno da carta precatória.

109433Questão anuladaAnuladaQuestão 20|Direito Processual Penal|superior

Marcos, réu primário, foi preso em flagrante pela prática do crime de receptação, cuja pena máxima é de quatro anos. Na audiência de custódia, o juiz concedeu liberdade provisória a Marcos, mas impôs a medida cautelar de recolhimento domiciliar cautelar. Um mês depois da audiência, antes de oferecida a denúncia, descobriu-se que Marcos estava foragido.

Nessa situação hipotética, o juiz

  • A

    pode, de ofício, revogar a medida cautelar e decretar a prisão preventiva de Marcos.

  • B

    não pode decretar a prisão preventiva de Marcos, em nenhuma hipótese.

  • C

    pode conceder detração do tempo do recolhimento domiciliar.

  • D

    pode, mediante requerimento do Ministério Público, revogar a medida cautelar e decretar a prisão preventiva de Marcos.

  • E

    deve aguardar o oferecimento da denúncia para decidir sobre a revogação da medida cautelar imposta.

Promotor de Justiça de Entrância Inicial - 2020 | Prova