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Agente de Polícia - 2017


Página 7  •  Total 110 questões
159929Questão 61|Português|superior

Texto 1

O Sol na obra de Van Gogh

Nenhum outro pintor captou e soube transmitir a luz e a energia do Sol como Vincent van Gogh (1863-1890). Cansado e desgostoso de Paris, Van Gogh passou os dois últimos anos de sua vida no sul da França, que os franceses chamam de Midi. Ele queria pintar ao ar livre, em um contexto mais luminoso. Em uma carta ao seu irmão Theo, em 1888, ele escreveu: "Vim ao Midi por muitas razões. Por querer ver outra luz, crer que a contemplação da natureza sob um céu mais claro pode me dar um ideia mais exata da maneira de sentir e desenhar dos japoneses. Querer, enfim, ver este sol mais intenso, porque pressinto que, sem conhecê-lo, não é possível compreender desde o ponto de vista da realização e da técnica, as obras de Delacroix, e porque me intuiu que as cores do prisma se velam com as brumas do norte". Após uma violenta discussão com seu amigo pintor Paul Gauguin (1848-1903), e que teve como consequência a famosa mutilação de parte da orelha, Van Gogh foi internado no sanatório de Saint-Rémy. Lá, o Sol continuava presente em suas criações. Em seus últimos meses de vida, e durante uma das várias internações de Van Gogh no sanatório de SaintRémy, ele descobriu na França meridional uma fonte de inspiração inesgotável: as oliveiras. Com elas compartilhou os últimos dias de sua vida turbulenta. Talvez uma destas obras mais significativas que tenha pintado foi Oliveiras com céu amarelo e Sol. Recentemente, esta obra foi uma das escolhidas em um projeto para sofrer um corte virtual de suas árvores como forma criativa de chamar a atenção para o desmatamento. Van Gogh era fascinado pelos astros. Sol, Lua, estrelas. Procurava a luz à sua volta. Talvez para iluminar o seu interior sombrio. Ele precisava de todas as luzes da natureza para fazer germinar a natureza da sua Arte. BELTRÃO, C. Disponível em:

Acesso em 12/11/2017. [Adaptado]

Texto 2

Um gafan

hoto esteve incrustado mais de um século em um Van Gogh

Os restos de um gafanhoto com mais de um século foram encontrados na espessa pintura As Oliveiras , de Vincent van Gogh (parte de uma série de 18 pinturas que o artista fez sobre o tema em 1889). Uma restauradora do Museu de Arte Nelson-Atkins, na cidade de Kansas, nos Estados Unidos, onde a obra está exposta, descobriu o inseto enquanto trabalhava numa pesquisa sobre a tela. Segundo um comunicado dessa pinacoteca, o achado é apenas um dos resultados emocionantes que surgiram quando o estudo cientí­fico e a investigação histórica da arte se combinaram no museu para compreender melhor o processo do artista holandês.

" As Oliveiras é uma pintura muito querida no NelsonAtkins e esse estudo científico não faz mais do que aumentar nossa compreensão de sua riqueza', afirmou o diretor do museu, Julián Zugazagoitia. "Van Gogh trabalhou ao ar livre, e sabemos que ele, como outros artistas plein air , lidou com o vento e o pó, a grama e as árvores, e as moscas e os gafanhotos."

A equipe de pesquisadores entrou em contato com o paleoentomologista Michael S. Engel, professor da Universidade de Kansas, para seu estudo posterior. Engel observou que faltavam o tórax e o abdômen do gafanhoto e que não se via nenhum sinal de movimento na pintura circundante. Isso indica que o inseto estava morto antes de aterrissar na tela de Van Gogh. O gafanhoto não pode servir para uma datação mais precisa da pintura.

Disponível em:https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/08/cultura/1510154425_196558.html Acesso em 12/11/2017. [Adaptado.]

Analise os trechos abaixo extraídos do texto 2.

  1. Os restos de um gafanhoto com mais deum século foram encontrados na espessa pintura As Oliveiras , de Vincent van Gogh. (1º parágrafo)
  2. Van Gogh trabalhou ao ar livre, e sabemos que ele, como outros artistas plein air , lidou com o vento e o pó. (2º parágrafo) Assinale a alternativa que explica corretamente os efeitos de sentido do uso do itálico nas expressões sublinhadas nos trechos.
  • A

    Em 1, o itálico é usado para indicar o título da obra e em 2, para sinalizar que se trata de palavra estrangeira.

  • B

    Em 1, o itálico é usado para indicar que se trata de uma citação; em 2, para realçar ironicamente a expressão.

  • C

    Em 1, o itálico acentua o valor significativo da expressão; em 2, indica que se trata da fala direta de outra pessoa.

  • D

    Em 1 e 2, o itálico é usado para enfatizar as expressões, destacando-as entre outras de uma série com características similares.

  • E

    Em 1 e 2, o itálico assinala o uso metalinguístico das expressões, colocando em evidência o código escrito.

159930Questão 62|Português|superior

Texto 3

A arte de fazer crônicas

"A crônica não é um gênero maior" já escreveu Antônio Cândido. Graças a Deus, completou o próprio crítico, porque, "sendo assim, ela fica perto de nós" Na sua despretensão, humaniza. Fruto do jornal, onde aparece entre notícias efêmeras, a crônica é um gênero literário que se caracteriza por estar perto do dia a dia, seja nos temas, ligados à vida cotidiana, seja na linguagem despojada e coloquial do jornalismo. Mais do que isso, surge inesperadamente, como um instante de alívio para o leitor fatigado com a frieza da objetividade jornalística.

De extensão limitada, essa pausa se caracteriza exatamente por ir contra as tendências fundamentais do meio em que aparece - o jornal diário. Se a notí­cia deve ser sempre objetiva e impessoal, a crônica é subjetiva e pessoal. Se o jornal é frio, na crônica estabelece-se uma atmosfera de intimidade entre o leitor e o cronista, que refere experiências pessoais ou expende juízos originais acerca dos fatos versados. A crônica não é, portanto, apenas filha do jornal. Trata-se do antídoto que o próprio jornal produz. Só nele pode sobreviver, porque se nutre exatamente do caráter antiliterário do jornalismo diário.

O leitor pressuposto da crônica é urbano e, em princí­pio, um leitor de jornal ou de revista. A preocupação com esse leitor é que faz com que, entre os assuntos tratados, o cronista dê maior atenção aos problemas do modo de vida urbano, do mundo contemporâneo, dos pequenos acontecimentos do dia a dia comuns nas grandes cidades. Por esse motivo, é uma leitura agradável, pois o leitor interage com os acontecimentos e, por muitas vezes, se identifica com as ações tomadas pelas personagens.

NISKIER, A. Disponível em:  http://www.academia.org.br/artigos/arte-de-fazer-cronicas Acesso em 12/11/2017. [Adaptado]

Assinale a alternativa correta , de acordo com o texto 3.

  • A

    O texto é um exemplar de gênero instrucional, fornecendo regras de como construir, esteticamente, uma crônica.

  • B

    Trata-se de uma matéria jornalística, escrita em primeira pessoa do singular, que traz argumentos fundamentados em dados empíricos.

  • C

    O autor explora uma relação de contraste entre, de um lado, a crônica e, de outro, a notícia, apontando para a potencialidade da crônica criar uma relação de identificação com o leitor.

  • D

    O cronista busca sua inspiração na leitura de textos literários, o que confere à crônica um estilo ficcional, diferente dos demais gêneros jornalísticos.

  • E

    Segundo o autor, jornais são raramente lidos atualmente, devido a sua linguagem fatigante, subjetiva e fria.

159931Questão 63|Português|superior

Texto 3

A arte de fazer crônicas

"A crônica não é um gênero maior" já escreveu Antônio Cândido. Graças a Deus, completou o próprio crítico, porque, "sendo assim, ela fica perto de nós" Na sua despretensão, humaniza. Fruto do jornal, onde aparece entre notícias efêmeras, a crônica é um gênero literário que se caracteriza por estar perto do dia a dia, seja nos temas, ligados à vida cotidiana, seja na linguagem despojada e coloquial do jornalismo. Mais do que isso, surge inesperadamente, como um instante de alívio para o leitor fatigado com a frieza da objetividade jornalística.

De extensão limitada, essa pausa se caracteriza exatamente por ir contra as tendências fundamentais do meio em que aparece - o jornal diário. Se a notí­cia deve ser sempre objetiva e impessoal, a crônica é subjetiva e pessoal. Se o jornal é frio, na crônica estabelece-se uma atmosfera de intimidade entre o leitor e o cronista, que refere experiências pessoais ou expende juízos originais acerca dos fatos versados. A crônica não é, portanto, apenas filha do jornal. Trata-se do antídoto que o próprio jornal produz. Só nele pode sobreviver, porque se nutre exatamente do caráter antiliterário do jornalismo diário.

O leitor pressuposto da crônica é urbano e, em princí­pio, um leitor de jornal ou de revista. A preocupação com esse leitor é que faz com que, entre os assuntos tratados, o cronista dê maior atenção aos problemas do modo de vida urbano, do mundo contemporâneo, dos pequenos acontecimentos do dia a dia comuns nas grandes cidades. Por esse motivo, é uma leitura agradável, pois o leitor interage com os acontecimentos e, por muitas vezes, se identifica com as ações tomadas pelas personagens.

NISKIER, A. Disponível em:  http://www.academia.org.br/artigos/arte-de-fazer-cronicas Acesso em 12/11/2017. [Adaptado]

Considere o período extraído do texto 3. Fruto do jornal, onde aparece entre notícias efêmeras , a crônica é um gênero literário que se caracteriza por estar perto do dia a dia, seja nos temas, ligados à vida cotidiana, seja na linguagem despojada e coloquial do jornalismo. (1º parágrafo) Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de palavras que substituem as sublinhadas no período acima, sem prejuízo de significado e sem ferir a norma culta da língua escrita.

  • A

    em cujo • transitórias • ou • atrelados • ou

  • B

    no qual • temporárias • tanto • unidos • também

  • C

    que • circunstanciais • não só • submetidos • mas também

  • D

    em que • passageiras • quer • associados • quer

  • E

    o qual • curtas • tanto • conectados • bem como

159932Questão 64|Português|superior

Texto 3

A arte de fazer crônicas

"A crônica não é um gênero maior" já escreveu Antônio Cândido. Graças a Deus, completou o próprio crítico, porque, "sendo assim, ela fica perto de nós" Na sua despretensão, humaniza. Fruto do jornal, onde aparece entre notícias efêmeras, a crônica é um gênero literário que se caracteriza por estar perto do dia a dia, seja nos temas, ligados à vida cotidiana, seja na linguagem despojada e coloquial do jornalismo. Mais do que isso, surge inesperadamente, como um instante de alívio para o leitor fatigado com a frieza da objetividade jornalística.

De extensão limitada, essa pausa se caracteriza exatamente por ir contra as tendências fundamentais do meio em que aparece - o jornal diário. Se a notí­cia deve ser sempre objetiva e impessoal, a crônica é subjetiva e pessoal. Se o jornal é frio, na crônica estabelece-se uma atmosfera de intimidade entre o leitor e o cronista, que refere experiências pessoais ou expende juízos originais acerca dos fatos versados. A crônica não é, portanto, apenas filha do jornal. Trata-se do antídoto que o próprio jornal produz. Só nele pode sobreviver, porque se nutre exatamente do caráter antiliterário do jornalismo diário.

O leitor pressuposto da crônica é urbano e, em princí­pio, um leitor de jornal ou de revista. A preocupação com esse leitor é que faz com que, entre os assuntos tratados, o cronista dê maior atenção aos problemas do modo de vida urbano, do mundo contemporâneo, dos pequenos acontecimentos do dia a dia comuns nas grandes cidades. Por esse motivo, é uma leitura agradável, pois o leitor interage com os acontecimentos e, por muitas vezes, se identifica com as ações tomadas pelas personagens.

NISKIER, A. Disponível em:  http://www.academia.org.br/artigos/arte-de-fazer-cronicas Acesso em 12/11/2017. [Adaptado]

Considere os excertos extraídos do texto 3.

  1. "A crônica não é um gênero maior" escreveu Antônio Cândido. Graças a Deus, completou o próprio crítico, porque, " sendo assim , ela fica perto de nós" (1º parágrafo)
  2. O leitor pressuposto da crônica é urbano e, em princípio , um leitor de jornal ou de revista. (3º parágrafo)
  3. A preocupação com esse leitor é que faz com que, entre os assuntos tratados, o cronista dê maior atenção aos problemas do modo de vida urbano , do mundo contemporâneo. (3º parágrafo) Assinale a alternativa correta .
  • A

    Em 1, o vocábulo "já" é de presença obrigatória na frase e funciona como conector, introduzindo uma oração subordinada adverbial temporal.

  • B

    Em 1, a expressão "sendo assim" funciona como conector; é um elemento de coesão textual que pode ser substituído por "desse modo".

  • C

    Em 2, a expressão "em princípio" pode ser substituída por "a princípio" sem prejuízo de significado.

  • D

    Em 2 e 3, a palavra "urbano" é um adjetivo e funciona, em ambos os casos, como predicativo do sujeito.

  • E

    Em 3, "é que" é uma expressão indispensável na frase, pois tem função sintática bem definida, não podendo ser retirada sob pena de alterar as relações sintáticas estabelecidas entre os demais constituintes.

159933Questão 65|Português|superior

Texto 3

A arte de fazer crônicas

"A crônica não é um gênero maior" já escreveu Antônio Cândido. Graças a Deus, completou o próprio crítico, porque, "sendo assim, ela fica perto de nós" Na sua despretensão, humaniza. Fruto do jornal, onde aparece entre notícias efêmeras, a crônica é um gênero literário que se caracteriza por estar perto do dia a dia, seja nos temas, ligados à vida cotidiana, seja na linguagem despojada e coloquial do jornalismo. Mais do que isso, surge inesperadamente, como um instante de alívio para o leitor fatigado com a frieza da objetividade jornalística.

De extensão limitada, essa pausa se caracteriza exatamente por ir contra as tendências fundamentais do meio em que aparece - o jornal diário. Se a notí­cia deve ser sempre objetiva e impessoal, a crônica é subjetiva e pessoal. Se o jornal é frio, na crônica estabelece-se uma atmosfera de intimidade entre o leitor e o cronista, que refere experiências pessoais ou expende juízos originais acerca dos fatos versados. A crônica não é, portanto, apenas filha do jornal. Trata-se do antídoto que o próprio jornal produz. Só nele pode sobreviver, porque se nutre exatamente do caráter antiliterário do jornalismo diário.

O leitor pressuposto da crônica é urbano e, em princí­pio, um leitor de jornal ou de revista. A preocupação com esse leitor é que faz com que, entre os assuntos tratados, o cronista dê maior atenção aos problemas do modo de vida urbano, do mundo contemporâneo, dos pequenos acontecimentos do dia a dia comuns nas grandes cidades. Por esse motivo, é uma leitura agradável, pois o leitor interage com os acontecimentos e, por muitas vezes, se identifica com as ações tomadas pelas personagens.

NISKIER, A. Disponível em:  http://www.academia.org.br/artigos/arte-de-fazer-cronicas Acesso em 12/11/2017. [Adaptado]

Considere os excertos extraídos do texto 3.

  1. [...] a crônica é um gênero literário que se caracteriza por estar perto do dia a dia . (1º parágrafo)
  2. De extensão limitada, essa pausa se caracteriza exatamente por ir contra as tendências fundamentais do meio em que aparece – o jornal diário. (2º parágrafo)
  3. Se o jornal é frio, na crônica estabelece- se uma atmosfera de intimidade entre o leitor e o cronista. (2º parágrafo) Assinale a alternativa correta , considerando a norma culta da língua escrita.
  • A

    Em 1, o pronome oblíquo átono pode ser posposto ao verbo.

  • B

    Em 1, a expressão dia a dia pode ser grafada como dia-a-dia.

  • C

    Em 2, o travessão pode ser substituído por dois-pontos, pois anuncia uma enumeração.

  • D

    Em 2 e 3, há um caso de variação linguística: o pronome oblíquo átono "se" pode ser anteposto ou posposto ao verbo em cada uma das ocorrências.

  • E

    Em 3, o vocábulo "Se" que inicia o período pode ser substituído por "Caso", pois se trata de uma oração subordinada que expressa uma condição.

159934Questão 66|Português|superior

Texto 3

A arte de fazer crônicas

"A crônica não é um gênero maior" já escreveu Antônio Cândido. Graças a Deus, completou o próprio crítico, porque, "sendo assim, ela fica perto de nós" Na sua despretensão, humaniza. Fruto do jornal, onde aparece entre notícias efêmeras, a crônica é um gênero literário que se caracteriza por estar perto do dia a dia, seja nos temas, ligados à vida cotidiana, seja na linguagem despojada e coloquial do jornalismo. Mais do que isso, surge inesperadamente, como um instante de alívio para o leitor fatigado com a frieza da objetividade jornalística.

De extensão limitada, essa pausa se caracteriza exatamente por ir contra as tendências fundamentais do meio em que aparece - o jornal diário. Se a notí­cia deve ser sempre objetiva e impessoal, a crônica é subjetiva e pessoal. Se o jornal é frio, na crônica estabelece-se uma atmosfera de intimidade entre o leitor e o cronista, que refere experiências pessoais ou expende juízos originais acerca dos fatos versados. A crônica não é, portanto, apenas filha do jornal. Trata-se do antídoto que o próprio jornal produz. Só nele pode sobreviver, porque se nutre exatamente do caráter antiliterário do jornalismo diário.

O leitor pressuposto da crônica é urbano e, em princí­pio, um leitor de jornal ou de revista. A preocupação com esse leitor é que faz com que, entre os assuntos tratados, o cronista dê maior atenção aos problemas do modo de vida urbano, do mundo contemporâneo, dos pequenos acontecimentos do dia a dia comuns nas grandes cidades. Por esse motivo, é uma leitura agradável, pois o leitor interage com os acontecimentos e, por muitas vezes, se identifica com as ações tomadas pelas personagens.

NISKIER, A. Disponível em:  http://www.academia.org.br/artigos/arte-de-fazer-cronicas Acesso em 12/11/2017. [Adaptado]

Considere os excertos extraídos do texto 3.

  1. Fruto do jornal, onde aparece entre notícias efêmeras, a crônica é um gênero literário...(1º parágrafo)
  2. A crônica não é, portanto , apenas filha do jornal. (2º parágrafo) Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras (V) e as falsas (F). ( ) Em 1, a palavra "onde" é um pronome relativo, que tem como antecedente o substantivo "jornal" e desempenha a função sintática de adjunto adverbial de lugar. ( ) Em 1, "onde aparece entre notícias efêmeras" é uma oração subordinada adjetiva restritiva. ( ) Em 2, o conector "portanto" expressa uma ideia de conclusão, em relação ao conteúdo do contexto precedente (2º parágrafo). ( ) Em 2, o conector "portanto" pode ser substituído por "pois" sem prejuízo de significado e sem ferir a norma culta da língua escrita. Assinale a alternativa que indica a sequência correta , de cima para baixo.
  • A

    V • V • F • V

  • B

    V • F • V • V

  • C

    V • F • V • F

  • D

    F • V • F • V

  • E

    F • F • V • F

159935Questão 67|Português|superior

Texto 4

Guignard na parede

– Este seu Guignard é falso ou verdadeiro? - perguntou-lhe o visitante, coçando o queixo, de um modo ainda mais suspeitoso do que a pergunta.

– Ora essa, por que duvida?

– Eu não duvido nada, só que existem por aí uns cinquenta quadros falsos de Guignard, e então...

– Então o quê?

– Esse também podia ser. Só isso.

– Pois não é, não senhor. Qualquer um vê logo que se trata de Guignard autêntico, Guignard da melhor época.

– Não ponho em dúvida sua palavra, Deus me livre. Mas nunca se sabe se um quadro é autêntico ou não. Nunca. Não há prova irrefutável.

– Mesmo que se tenha visto o pintor trabalhando nele?

– Em geral, o pintor não trabalha à vista dos outros. No máximo dá uma pincelada, um toque. Até os retratos, não sabia? São feitos em grande parte na ausência dos retratados. Todo artista tem um auxiliar, espécie de primo pobre, que imita à perfeição a maneira do mestre...

– Guignard tinha alunos; e daí? Vai me dizer que os alunos pintavam e ele assinava?

– O senhor é que parece estar insinuando isso. Eu digo apenas que assinatura pode ser autêntica num quadro falso. Veja Picasso. Picasso assina falsos Picassos por blague ou para ajudar pobres-diabos. Pode parecer maluquice, mas para mim o pintor é o primeiro falsificador de sua obra, ele se copia e manda os outros copiarem .

– Não diga uma besteira dessas.

[...]

– Fiquei com medo do senhor ter um falso Guignard, e preveni. Não há razão para se queimar.

– Está bem.

– Talvez tenha feito mal em alertá-lo. O senhor vai ficar preocupado, cismado. Não desejo isso. Vamos fazer uma coisa? Para o senhor não se chatear, eu compro o seu quadro, mesmo tendo as maiores dúvidas sobre a autenticidade. Repare bem: a fluidez da pintura é demasiado fluida para ser original. Um mestre nunca vai ao extremo de sua potencialidade; deixa que os outros exacerbem sua maneira. Este Guignard é tão leve, tão aéreo, que só mesmo de alguém muito habilidoso, que procurasse ser mais Guignard do que o próprio Guignard. Não há dúvida, para mim não é Guignard. Quanto quer por isto?

– Quero que o senhor vá para o inferno, sim?

ANDRADE, C. D. de. 70 historinhas. 13 ed. Rio de Janeiro: Record,2009. p.195-197.

No revezamento de falas do diálogo (texto 4), é possível depreender características pessoais e do comportamento linguístico do dono quadro e do visitante. Assinale a alternativa correta .

  • A

    A fala do dono do quadro é, em geral, mais sucinta, direta e pouco amigável que a fala do visitante; este, por sua vez, usa mais frases longas, modalizadas e com rodeios, colocando a autenticidade da obra sob suspeita.

  • B

    Os interlocutores se tratam com sinceridade e respeito, o que fica evidente no tratamento dispensado um ao outro: senhor.

  • C

    O dono do quadro tinha interesse em vendê­-lo, mas o visitante não demonstrava interesse em comprá-lo.

  • D

    Ambos os interlocutores fazem uso de frases com ponto de interrogação e com reticências, como sinal ora de aproximação entre eles, ora de interrupção do pensamento e hesitação.

  • E

    O dono do quadro faz descrições detalhadas e fundamentadas acerca do contexto espaço-temporal da obra modernista de Guignard, enquanto o visitante empenha-se em desqualificá-las, uma a uma.

159936Questão 68|Português|superior

Texto 4

Guignard na parede

– Este seu Guignard é falso ou verdadeiro? - perguntou-lhe o visitante, coçando o queixo, de um modo ainda mais suspeitoso do que a pergunta.

– Ora essa, por que duvida?

– Eu não duvido nada, só que existem por aí uns cinquenta quadros falsos de Guignard, e então...

– Então o quê?

– Esse também podia ser. Só isso.

– Pois não é, não senhor. Qualquer um vê logo que se trata de Guignard autêntico, Guignard da melhor época.

– Não ponho em dúvida sua palavra, Deus me livre. Mas nunca se sabe se um quadro é autêntico ou não. Nunca. Não há prova irrefutável.

– Mesmo que se tenha visto o pintor trabalhando nele?

– Em geral, o pintor não trabalha à vista dos outros. No máximo dá uma pincelada, um toque. Até os retratos, não sabia? São feitos em grande parte na ausência dos retratados. Todo artista tem um auxiliar, espécie de primo pobre, que imita à perfeição a maneira do mestre...

– Guignard tinha alunos; e daí? Vai me dizer que os alunos pintavam e ele assinava?

– O senhor é que parece estar insinuando isso. Eu digo apenas que assinatura pode ser autêntica num quadro falso. Veja Picasso. Picasso assina falsos Picassos por blague ou para ajudar pobres-diabos. Pode parecer maluquice, mas para mim o pintor é o primeiro falsificador de sua obra, ele se copia e manda os outros copiarem .

– Não diga uma besteira dessas.

[...]

– Fiquei com medo do senhor ter um falso Guignard, e preveni. Não há razão para se queimar.

– Está bem.

– Talvez tenha feito mal em alertá-lo. O senhor vai ficar preocupado, cismado. Não desejo isso. Vamos fazer uma coisa? Para o senhor não se chatear, eu compro o seu quadro, mesmo tendo as maiores dúvidas sobre a autenticidade. Repare bem: a fluidez da pintura é demasiado fluida para ser original. Um mestre nunca vai ao extremo de sua potencialidade; deixa que os outros exacerbem sua maneira. Este Guignard é tão leve, tão aéreo, que só mesmo de alguém muito habilidoso, que procurasse ser mais Guignard do que o próprio Guignard. Não há dúvida, para mim não é Guignard. Quanto quer por isto?

– Quero que o senhor vá para o inferno, sim?

ANDRADE, C. D. de. 70 historinhas. 13 ed. Rio de Janeiro: Record,2009. p.195-197.

Assinale a alternativa correta , com base no texto 4.

  • A

    Em "Eu não duvido nada, que existem por aí uns cinquenta quadros falsos [...]" e "Esse também podia ser. isso", a partícula "só" pode ser substituída por "apenas', nas duas ocorrências, sem prejuízo de significado.

  • B

    Em "Não diga uma besteira dessas." e "Quero que o senhor para o inferno, sim?', as formas verbais sublinhadas encontram-se no modo imperativo.

  • C

    Em "Não há dúvida, para mim não é Guignard", a expressão sublinhada funciona como objeto indireto.

  • D

    O texto faz uma crítica explícita ao modo brasileiro de se fazer negócios, focalizando a estratégia persuasiva que é usada igualmente pelo vendedor (o dono do quadro) e pelo comprador (o visitante).

  • E

    A frase "Mesmo que se tenha visto o pintor trabalhando nele?" pode ser reescrita, sem prejuízo de significado e sem ferir a norma culta da língua escrita, como: "Mesmo que o pintor tenha sido visto trabalhando nele?"

159937Questão 69|Português|superior

Texto 4

Guignard na parede

– Este seu Guignard é falso ou verdadeiro? - perguntou-lhe o visitante, coçando o queixo, de um modo ainda mais suspeitoso do que a pergunta.

– Ora essa, por que duvida?

– Eu não duvido nada, só que existem por aí uns cinquenta quadros falsos de Guignard, e então...

– Então o quê?

– Esse também podia ser. Só isso.

– Pois não é, não senhor. Qualquer um vê logo que se trata de Guignard autêntico, Guignard da melhor época.

– Não ponho em dúvida sua palavra, Deus me livre. Mas nunca se sabe se um quadro é autêntico ou não. Nunca. Não há prova irrefutável.

– Mesmo que se tenha visto o pintor trabalhando nele?

– Em geral, o pintor não trabalha à vista dos outros. No máximo dá uma pincelada, um toque. Até os retratos, não sabia? São feitos em grande parte na ausência dos retratados. Todo artista tem um auxiliar, espécie de primo pobre, que imita à perfeição a maneira do mestre...

– Guignard tinha alunos; e daí? Vai me dizer que os alunos pintavam e ele assinava?

– O senhor é que parece estar insinuando isso. Eu digo apenas que assinatura pode ser autêntica num quadro falso. Veja Picasso. Picasso assina falsos Picassos por blague ou para ajudar pobres-diabos. Pode parecer maluquice, mas para mim o pintor é o primeiro falsificador de sua obra, ele se copia e manda os outros copiarem .

– Não diga uma besteira dessas.

[...]

– Fiquei com medo do senhor ter um falso Guignard, e preveni. Não há razão para se queimar.

– Está bem.

– Talvez tenha feito mal em alertá-lo. O senhor vai ficar preocupado, cismado. Não desejo isso. Vamos fazer uma coisa? Para o senhor não se chatear, eu compro o seu quadro, mesmo tendo as maiores dúvidas sobre a autenticidade. Repare bem: a fluidez da pintura é demasiado fluida para ser original. Um mestre nunca vai ao extremo de sua potencialidade; deixa que os outros exacerbem sua maneira. Este Guignard é tão leve, tão aéreo, que só mesmo de alguém muito habilidoso, que procurasse ser mais Guignard do que o próprio Guignard. Não há dúvida, para mim não é Guignard. Quanto quer por isto?

– Quero que o senhor vá para o inferno, sim?

ANDRADE, C. D. de. 70 historinhas. 13 ed. Rio de Janeiro: Record,2009. p.195-197.

Considere as frases extraídas do texto 4.

  1. – Este seu Guignard é falso ou verdadeiro? – perguntou- lhe o visitante.

  2. Mas nunca se sabe se um quadro é autêntico ou não. Nunca .

  3. Até os retratos, não sabia ? São feitos em grande parte na ausência dos retratados. Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras (V) e as falsas (F). ( ) Em 1, os pronomes "seu" e "lhe" são elementos coesivos que fazem referência ao pintor do quadro. ( ) Em 1 e 2, a partícula "ou" tem valor inclusivo e exprime equivalência dos conceitos envolvidos na alternância. ( ) Em 2, o segundo "se" funciona como conjunção integrante e introduz uma oração subordinada que complementa o verbo transitivo saber.

( ) Em 2, a segunda ocorrência de "nunca', em uma frase isolada, tem valor de ênfase. ( ) Em 3, "não sabia?" é uma expressão interrogativa que está intercalada no interior de uma informação declarativa. Assinale a alternativa que indica a sequência correta , de cima para baixo.

  • A

    V • V • V • F • F

  • B

    V • F • F • F • V

  • C

    F • V • F • V • V

  • D

    F • F • V • V • V

  • E

    F • F • F • V • F

159938Questão 70|Português|superior

Texto 4

Guignard na parede

– Este seu Guignard é falso ou verdadeiro? - perguntou-lhe o visitante, coçando o queixo, de um modo ainda mais suspeitoso do que a pergunta.

– Ora essa, por que duvida?

– Eu não duvido nada, só que existem por aí uns cinquenta quadros falsos de Guignard, e então...

– Então o quê?

– Esse também podia ser. Só isso.

– Pois não é, não senhor. Qualquer um vê logo que se trata de Guignard autêntico, Guignard da melhor época.

– Não ponho em dúvida sua palavra, Deus me livre. Mas nunca se sabe se um quadro é autêntico ou não. Nunca. Não há prova irrefutável.

– Mesmo que se tenha visto o pintor trabalhando nele?

– Em geral, o pintor não trabalha à vista dos outros. No máximo dá uma pincelada, um toque. Até os retratos, não sabia? São feitos em grande parte na ausência dos retratados. Todo artista tem um auxiliar, espécie de primo pobre, que imita à perfeição a maneira do mestre...

– Guignard tinha alunos; e daí? Vai me dizer que os alunos pintavam e ele assinava?

– O senhor é que parece estar insinuando isso. Eu digo apenas que assinatura pode ser autêntica num quadro falso. Veja Picasso. Picasso assina falsos Picassos por blague ou para ajudar pobres-diabos. Pode parecer maluquice, mas para mim o pintor é o primeiro falsificador de sua obra, ele se copia e manda os outros copiarem .

– Não diga uma besteira dessas.

[...]

– Fiquei com medo do senhor ter um falso Guignard, e preveni. Não há razão para se queimar.

– Está bem.

– Talvez tenha feito mal em alertá-lo. O senhor vai ficar preocupado, cismado. Não desejo isso. Vamos fazer uma coisa? Para o senhor não se chatear, eu compro o seu quadro, mesmo tendo as maiores dúvidas sobre a autenticidade. Repare bem: a fluidez da pintura é demasiado fluida para ser original. Um mestre nunca vai ao extremo de sua potencialidade; deixa que os outros exacerbem sua maneira. Este Guignard é tão leve, tão aéreo, que só mesmo de alguém muito habilidoso, que procurasse ser mais Guignard do que o próprio Guignard. Não há dúvida, para mim não é Guignard. Quanto quer por isto?

– Quero que o senhor vá para o inferno, sim?

ANDRADE, C. D. de. 70 historinhas. 13 ed. Rio de Janeiro: Record,2009. p.195-197.

Considerando o uso da vírgula, numere a coluna 2 de acordo com a coluna 1. Coluna 1 Regra

  1. Separa adjunto adverbial anteposto. 2. Separa oração coordenada adversativa. 3. Isola um aposto. 4. Separa elementos que exercem a mesma função sintática na oração. Coluna 2 Frase ( ) Pode parecer maluquice, mas para mim o pintor é o primeiro falsificador de sua obra. ( ) O senhor vai ficar preocupado, cismado. ( ) Em geral, o pintor não trabalha à vista dos outros. ( ) Todo artista tem um auxiliar, espécie de primo pobre, que imita à perfeição a maneira do mestre. ( ) Este Guignard é tão leve, tão aéreo... Assinale a alternativa que indica a sequência correta , de cima para baixo
  • A

    1 • 3 • 4 • 2 • 3

  • B

    2 • 4 • 1 • 3 • 3

  • C

    2 • 4 • 1 • 3 • 4

  • D

    2 • 4 • 2 • 3 • 1

  • E

    3 • 2 • 1 • 4 • 4