Vade Mecum Digital 2026De R$ 249,90 por 12x R$ 9,99 ou R$ 119,90 à vista
JurisHand AI Logo

Assinale a alternativa correta , de acordo com o texto 3.


159930|Português|superior

Texto 3

A arte de fazer crônicas

"A crônica não é um gênero maior" já escreveu Antônio Cândido. Graças a Deus, completou o próprio crítico, porque, "sendo assim, ela fica perto de nós" Na sua despretensão, humaniza. Fruto do jornal, onde aparece entre notícias efêmeras, a crônica é um gênero literário que se caracteriza por estar perto do dia a dia, seja nos temas, ligados à vida cotidiana, seja na linguagem despojada e coloquial do jornalismo. Mais do que isso, surge inesperadamente, como um instante de alívio para o leitor fatigado com a frieza da objetividade jornalística.

De extensão limitada, essa pausa se caracteriza exatamente por ir contra as tendências fundamentais do meio em que aparece - o jornal diário. Se a notí­cia deve ser sempre objetiva e impessoal, a crônica é subjetiva e pessoal. Se o jornal é frio, na crônica estabelece-se uma atmosfera de intimidade entre o leitor e o cronista, que refere experiências pessoais ou expende juízos originais acerca dos fatos versados. A crônica não é, portanto, apenas filha do jornal. Trata-se do antídoto que o próprio jornal produz. Só nele pode sobreviver, porque se nutre exatamente do caráter antiliterário do jornalismo diário.

O leitor pressuposto da crônica é urbano e, em princí­pio, um leitor de jornal ou de revista. A preocupação com esse leitor é que faz com que, entre os assuntos tratados, o cronista dê maior atenção aos problemas do modo de vida urbano, do mundo contemporâneo, dos pequenos acontecimentos do dia a dia comuns nas grandes cidades. Por esse motivo, é uma leitura agradável, pois o leitor interage com os acontecimentos e, por muitas vezes, se identifica com as ações tomadas pelas personagens.

NISKIER, A. Disponível em:  http://www.academia.org.br/artigos/arte-de-fazer-cronicas Acesso em 12/11/2017. [Adaptado]

Assinale a alternativa correta , de acordo com o texto 3.

  • A

    O texto é um exemplar de gênero instrucional, fornecendo regras de como construir, esteticamente, uma crônica.

  • B

    Trata-se de uma matéria jornalística, escrita em primeira pessoa do singular, que traz argumentos fundamentados em dados empíricos.

  • C

    O autor explora uma relação de contraste entre, de um lado, a crônica e, de outro, a notícia, apontando para a potencialidade da crônica criar uma relação de identificação com o leitor.

  • D

    O cronista busca sua inspiração na leitura de textos literários, o que confere à crônica um estilo ficcional, diferente dos demais gêneros jornalísticos.

  • E

    Segundo o autor, jornais são raramente lidos atualmente, devido a sua linguagem fatigante, subjetiva e fria.