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Agente Penitenciário - 2016


Página 1  •  Total 80 questões
145096Questão 1|Português|superior

TEXTO 01

A violência de todos nós

A viralização de um vídeo postado nas redes sociais repercutiu de forma bombástica, inicialmente chocando a opinião pública estrangeira. Como efeito, despertou as autoridades e a população em geral por aqui. Tratava-se do estupro coletivo de uma menina carioca de 16 anos. O episódio, brutal e revoltante – para usar apenas dois dos inúmeros e insuficientes adjetivos possíveis –, reacendeu o tema do estupro de mulheres, praticado de forma endêmica e assustadoramente alta no Brasil. De quando em quando, diante de algum novo episódio e de forma que poderíamos chamar espasmódica, ressurge, para em seguida desaparecer (...) – tal qual a dengue ou a Zica, em tempos de pico epidêmico.

Não foi diferente desta vez: a mídia, em todas as suas modalidades, vem incansavelmente abordando o assunto. Grupos feministas, intelectuais, jornalistas, políticos, a polícia e a população em geral, dentro e fora da mídia, vêm se pronunciando. Estamos em tempos de pico novamente. Entenda-se aqui a falta de um real interesse em pensar, de forma consistente e permanente, políticas públicas eficazes para promover a equidade entre os gêneros. Cada vez que há um novo episódio, o que se vê são promessas de acirramento das leis, aliadas a medidas punitivas: sempre algo feito

a posteriori

, como são os casos de polícia. Procura-se apurar os fatos, dá-se andamento a intermináveis processos, eventualmente punem-se os culpados, até que apareçam novas vítimas e a roda volte a girar na mesma vergonhosa direção. Não existem programas de caráter preventivo, duradouros, de longo e amplo alcance para toda a população, especialmente voltados para as crianças e os jovens. A mudança de um tipo de mentalidade e, consequentemente, de comportamento só é possível com um trabalho permanente formulado e posto em prática com diversos setores de uma sociedade. A maneira como o estupro e a violência contra as mulheres são tratados em nossa sociedade é reveladora da ideologia subjacente: estupro é um tema que diz respeito exclusivamente às mulheres! Não é pensado como assunto que nos implica a todos! Que nos agride eticamente como cidadãos e nos envergonha e ofende como seres humanos.

(Revista Scientific American –

mente

cérebro. Ano XI, Nº 282, julho/16. Por Susana Muszkat – Psicanalista – p. 14)

O texto, de natureza opinativa quanto ao posicionamento adotado em relação ao tema tratado, traz marcas implícitas e explícitas significativas de avaliação, traduzida em posicionamentos críticos, assinalados em termos e expressões. Assim considerando, a opção na qual a intenção comunicativa NÃO inclui crítica ou avaliação explícita é

  • A

    O episódio, brutal e revoltante – para usar apenas dois dos inúmeros e insuficientes adjetivos possíveis –, reacendeu o tema do estupro de mulheres, praticado de forma endêmica e assustadoramente alta no Brasil.

  • B

    De quando em quando, diante de algum novo episódio e de forma que poderíamos chamar espasmódica, ressurge, para em seguida desaparecer...

  • C

    Grupos feministas, intelectuais, jornalistas, políticos, a polícia e a população em geral, dentro e fora da mídia, vêm se pronunciando.

  • D

    ... o que se vê são promessas de acirramento das leis, aliadas a medidas punitivas: sempre algo feito a posteriori, como são os casos de polícia.

  • E

    ... estupro é um tema que diz respeito exclusivamente às mulheres!

145097Questão 2|Português|superior

TEXTO 01

A violência de todos nós

A viralização de um vídeo postado nas redes sociais repercutiu de forma bombástica, inicialmente chocando a opinião pública estrangeira. Como efeito, despertou as autoridades e a população em geral por aqui. Tratava-se do estupro coletivo de uma menina carioca de 16 anos. O episódio, brutal e revoltante – para usar apenas dois dos inúmeros e insuficientes adjetivos possíveis –, reacendeu o tema do estupro de mulheres, praticado de forma endêmica e assustadoramente alta no Brasil. De quando em quando, diante de algum novo episódio e de forma que poderíamos chamar espasmódica, ressurge, para em seguida desaparecer (...) – tal qual a dengue ou a Zica, em tempos de pico epidêmico.

Não foi diferente desta vez: a mídia, em todas as suas modalidades, vem incansavelmente abordando o assunto. Grupos feministas, intelectuais, jornalistas, políticos, a polícia e a população em geral, dentro e fora da mídia, vêm se pronunciando. Estamos em tempos de pico novamente. Entenda-se aqui a falta de um real interesse em pensar, de forma consistente e permanente, políticas públicas eficazes para promover a equidade entre os gêneros. Cada vez que há um novo episódio, o que se vê são promessas de acirramento das leis, aliadas a medidas punitivas: sempre algo feito

a posteriori

, como são os casos de polícia. Procura-se apurar os fatos, dá-se andamento a intermináveis processos, eventualmente punem-se os culpados, até que apareçam novas vítimas e a roda volte a girar na mesma vergonhosa direção. Não existem programas de caráter preventivo, duradouros, de longo e amplo alcance para toda a população, especialmente voltados para as crianças e os jovens. A mudança de um tipo de mentalidade e, consequentemente, de comportamento só é possível com um trabalho permanente formulado e posto em prática com diversos setores de uma sociedade. A maneira como o estupro e a violência contra as mulheres são tratados em nossa sociedade é reveladora da ideologia subjacente: estupro é um tema que diz respeito exclusivamente às mulheres! Não é pensado como assunto que nos implica a todos! Que nos agride eticamente como cidadãos e nos envergonha e ofende como seres humanos.

(Revista Scientific American –

mente

cérebro. Ano XI, Nº 282, julho/16. Por Susana Muszkat – Psicanalista – p. 14)

Explicitamente, na discussão apresentada no texto

  • A

    reitera-se a total impossibilidade de se estabelecerem políticas e programas que viabilizem a conscientização para que se possam evitar práticas de estupro no Brasil.

  • B

    utilizam-se palavras/termos do vocabulário específico das ciências médicas, de forma a relacionar as práticas de violências as mais diversas e, em particular, aquelas relativas a estupros, a questões de saúde ou falta dela.

  • C

    nega-se o envolvimento da sociedade civil nas discussões assinalando a seriedade de posicionamentos oficiais acerca de encaminhamentos de solução para casos de violências decorrentes de práticas de estupro.

  • D

    sugere-se que há leis que preveem punições severas e suficientes para as ocorrências de práticas de estupros e que as falhas decorrem da omissão da polícia quanto à investigação correta dos fatos.

  • E

    reconhece-se que há total descaso em relação à violência gerada em virtude da prática de estupros, no Brasil, uma vez que os crimes sequer são investigados e, assim, a punição dos culpados fica inviabilizada.

145098Questão 3|Português|superior

TEXTO 01

A violência de todos nós

A viralização de um vídeo postado nas redes sociais repercutiu de forma bombástica, inicialmente chocando a opinião pública estrangeira. Como efeito, despertou as autoridades e a população em geral por aqui. Tratava-se do estupro coletivo de uma menina carioca de 16 anos. O episódio, brutal e revoltante – para usar apenas dois dos inúmeros e insuficientes adjetivos possíveis –, reacendeu o tema do estupro de mulheres, praticado de forma endêmica e assustadoramente alta no Brasil. De quando em quando, diante de algum novo episódio e de forma que poderíamos chamar espasmódica, ressurge, para em seguida desaparecer (...) – tal qual a dengue ou a Zica, em tempos de pico epidêmico.

Não foi diferente desta vez: a mídia, em todas as suas modalidades, vem incansavelmente abordando o assunto. Grupos feministas, intelectuais, jornalistas, políticos, a polícia e a população em geral, dentro e fora da mídia, vêm se pronunciando. Estamos em tempos de pico novamente. Entenda-se aqui a falta de um real interesse em pensar, de forma consistente e permanente, políticas públicas eficazes para promover a equidade entre os gêneros. Cada vez que há um novo episódio, o que se vê são promessas de acirramento das leis, aliadas a medidas punitivas: sempre algo feito

a posteriori

, como são os casos de polícia. Procura-se apurar os fatos, dá-se andamento a intermináveis processos, eventualmente punem-se os culpados, até que apareçam novas vítimas e a roda volte a girar na mesma vergonhosa direção. Não existem programas de caráter preventivo, duradouros, de longo e amplo alcance para toda a população, especialmente voltados para as crianças e os jovens. A mudança de um tipo de mentalidade e, consequentemente, de comportamento só é possível com um trabalho permanente formulado e posto em prática com diversos setores de uma sociedade. A maneira como o estupro e a violência contra as mulheres são tratados em nossa sociedade é reveladora da ideologia subjacente: estupro é um tema que diz respeito exclusivamente às mulheres! Não é pensado como assunto que nos implica a todos! Que nos agride eticamente como cidadãos e nos envergonha e ofende como seres humanos.

(Revista Scientific American –

mente

cérebro. Ano XI, Nº 282, julho/16. Por Susana Muszkat – Psicanalista – p. 14)

Assinale a opção na qual a linguagem de palavras/expressões/frases em destaque é utilizada em sentido denotativo, não figurado.

  • A

    Não existem programas de caráter preventivo, duradouros, de longo e amplo alcancepara toda a população, especialmente voltados para as crianças e os jovens.

  • B

    A viralização de um vídeo postado nas redes sociaisrepercutiu de forma bombástica, inicialmente chocando a opinião pública estrangeira.

  • C

    ...reacendeu o temado estupro de mulheres, praticado de forma endêmica e assustadoramente alta no Brasil.

  • D

    ... até que apareçam novas vítimase a roda volte a girar na mesma vergonhosa direção.

  • E

    De quando em quando, diante de algum novo episódio e de forma que poderíamos chamarespasmódica, ressurge, para em seguida desaparecer...

145099Questão 4|Português|superior

TEXTO 01

A violência de todos nós

A viralização de um vídeo postado nas redes sociais repercutiu de forma bombástica, inicialmente chocando a opinião pública estrangeira. Como efeito, despertou as autoridades e a população em geral por aqui. Tratava-se do estupro coletivo de uma menina carioca de 16 anos. O episódio, brutal e revoltante – para usar apenas dois dos inúmeros e insuficientes adjetivos possíveis –, reacendeu o tema do estupro de mulheres, praticado de forma endêmica e assustadoramente alta no Brasil. De quando em quando, diante de algum novo episódio e de forma que poderíamos chamar espasmódica, ressurge, para em seguida desaparecer (...) – tal qual a dengue ou a Zica, em tempos de pico epidêmico.

Não foi diferente desta vez: a mídia, em todas as suas modalidades, vem incansavelmente abordando o assunto. Grupos feministas, intelectuais, jornalistas, políticos, a polícia e a população em geral, dentro e fora da mídia, vêm se pronunciando. Estamos em tempos de pico novamente. Entenda-se aqui a falta de um real interesse em pensar, de forma consistente e permanente, políticas públicas eficazes para promover a equidade entre os gêneros. Cada vez que há um novo episódio, o que se vê são promessas de acirramento das leis, aliadas a medidas punitivas: sempre algo feito

a posteriori

, como são os casos de polícia. Procura-se apurar os fatos, dá-se andamento a intermináveis processos, eventualmente punem-se os culpados, até que apareçam novas vítimas e a roda volte a girar na mesma vergonhosa direção. Não existem programas de caráter preventivo, duradouros, de longo e amplo alcance para toda a população, especialmente voltados para as crianças e os jovens. A mudança de um tipo de mentalidade e, consequentemente, de comportamento só é possível com um trabalho permanente formulado e posto em prática com diversos setores de uma sociedade. A maneira como o estupro e a violência contra as mulheres são tratados em nossa sociedade é reveladora da ideologia subjacente: estupro é um tema que diz respeito exclusivamente às mulheres! Não é pensado como assunto que nos implica a todos! Que nos agride eticamente como cidadãos e nos envergonha e ofende como seres humanos.

(Revista Scientific American –

mente

cérebro. Ano XI, Nº 282, julho/16. Por Susana Muszkat – Psicanalista – p. 14)

Assinale a opção que contém uma afirmação INCORRETA em relação aos aspectos textuais e/ou semântico-gramaticais de termos/palavras/ expressões.

  • A

    ... despertou as autoridades e a população em geral poraqui. / Entenda-seaquia falta de um real interesse em pensar, .., (A palavra em destaque, utilizada para localizar algum ser em algum espaço, nas duas ocorrências, refere-se a espaços diferentes).

  • B

    ... vemincansavelmenteabordando o assunto. (Retirando-se a palavra em destaque, o efeito de sentido pretendido no texto será alterado).

  • C

    ... estupro é um tema que diz respeitoexclusivamenteàs mulheres!, (A palavra em destaque, sem grandes prejuízos de sentido poderia ser substituída porapenas).

  • D

    O episódio, brutal e revoltante –para usar apenas dois dos inúmeros e insuficientes adjetivos possíveis-, reacendeu o tema do estupro de mulheres, praticado de forma endêmica e assustadoramente alta no Brasil. (Se retirada do texto, a oração em destaque em nada alteraria a intenção comunicativa).

  • E

    A mudança de um tipo de mentalidade e, consequentemente, de comportamentosóé possível com um trabalho permanente formulado e posto em prática com diversos setores de uma sociedade. (A palavra em destaque confere ideia de restrição ao seu contexto de uso).

145100Questão 5|Português|superior

TEXTO 01

A violência de todos nós

A viralização de um vídeo postado nas redes sociais repercutiu de forma bombástica, inicialmente chocando a opinião pública estrangeira. Como efeito, despertou as autoridades e a população em geral por aqui. Tratava-se do estupro coletivo de uma menina carioca de 16 anos. O episódio, brutal e revoltante – para usar apenas dois dos inúmeros e insuficientes adjetivos possíveis –, reacendeu o tema do estupro de mulheres, praticado de forma endêmica e assustadoramente alta no Brasil. De quando em quando, diante de algum novo episódio e de forma que poderíamos chamar espasmódica, ressurge, para em seguida desaparecer (...) – tal qual a dengue ou a Zica, em tempos de pico epidêmico.

Não foi diferente desta vez: a mídia, em todas as suas modalidades, vem incansavelmente abordando o assunto. Grupos feministas, intelectuais, jornalistas, políticos, a polícia e a população em geral, dentro e fora da mídia, vêm se pronunciando. Estamos em tempos de pico novamente. Entenda-se aqui a falta de um real interesse em pensar, de forma consistente e permanente, políticas públicas eficazes para promover a equidade entre os gêneros. Cada vez que há um novo episódio, o que se vê são promessas de acirramento das leis, aliadas a medidas punitivas: sempre algo feito

a posteriori

, como são os casos de polícia. Procura-se apurar os fatos, dá-se andamento a intermináveis processos, eventualmente punem-se os culpados, até que apareçam novas vítimas e a roda volte a girar na mesma vergonhosa direção. Não existem programas de caráter preventivo, duradouros, de longo e amplo alcance para toda a população, especialmente voltados para as crianças e os jovens. A mudança de um tipo de mentalidade e, consequentemente, de comportamento só é possível com um trabalho permanente formulado e posto em prática com diversos setores de uma sociedade. A maneira como o estupro e a violência contra as mulheres são tratados em nossa sociedade é reveladora da ideologia subjacente: estupro é um tema que diz respeito exclusivamente às mulheres! Não é pensado como assunto que nos implica a todos! Que nos agride eticamente como cidadãos e nos envergonha e ofende como seres humanos.

(Revista Scientific American –

mente

cérebro. Ano XI, Nº 282, julho/16. Por Susana Muszkat – Psicanalista – p. 14)

Considerando-se os aspectos morfossintáticos do verbo, só NÃO está correto o que se afirma em:

  • A

    respeitando a correção e a adequação gramatical, no excerto: Nãoexistemprogramas de caráter preventivo,... a forma verbal em destaque, pode ser substituída pela forma há..

  • B

    em virtude das próprias características funcionais identificadas no texto, os tempos verbais que nele predominam são os tempos passado e presente.

  • C

    a concordância verbal que se estabelece em virtude da forma verbal é em: A maneira como o estupro e a violência contra as mulheres são tratados em nossa sociedade é reveladora da ideologia subjacente: ... desrespeita os preceitos da gramática normativa, pois deveria ser utilizada a formasão, para concordar comestuproeviolência.

  • D

    se, em: eventualmentepunem-seos culpados, até queapareçamnovas vítimas... substituirmos os destaquespunem-seporseriam punidos, teremos, corretamente: ... eventualmente os culpadosseriam punidos, até queaparecessemnovas vítimas...

  • E

    no excerto: Grupos feministas, intelectuais, jornalistas, políticos, a polícia e a população em geral, dentro e fora da mídia,vêmse pronunciando. A forma verbal em destaque está gramaticalmente correta, uma vez que é utilizada para marcar a concordância com ... Grupos feministas, intelectuais, jornalistas, políticos, a polícia e a população em geral, ...

145101Questão 6|Português|superior

TEXTO 01

A violência de todos nós

A viralização de um vídeo postado nas redes sociais repercutiu de forma bombástica, inicialmente chocando a opinião pública estrangeira. Como efeito, despertou as autoridades e a população em geral por aqui. Tratava-se do estupro coletivo de uma menina carioca de 16 anos. O episódio, brutal e revoltante – para usar apenas dois dos inúmeros e insuficientes adjetivos possíveis –, reacendeu o tema do estupro de mulheres, praticado de forma endêmica e assustadoramente alta no Brasil. De quando em quando, diante de algum novo episódio e de forma que poderíamos chamar espasmódica, ressurge, para em seguida desaparecer (...) – tal qual a dengue ou a Zica, em tempos de pico epidêmico.

Não foi diferente desta vez: a mídia, em todas as suas modalidades, vem incansavelmente abordando o assunto. Grupos feministas, intelectuais, jornalistas, políticos, a polícia e a população em geral, dentro e fora da mídia, vêm se pronunciando. Estamos em tempos de pico novamente. Entenda-se aqui a falta de um real interesse em pensar, de forma consistente e permanente, políticas públicas eficazes para promover a equidade entre os gêneros. Cada vez que há um novo episódio, o que se vê são promessas de acirramento das leis, aliadas a medidas punitivas: sempre algo feito

a posteriori

, como são os casos de polícia. Procura-se apurar os fatos, dá-se andamento a intermináveis processos, eventualmente punem-se os culpados, até que apareçam novas vítimas e a roda volte a girar na mesma vergonhosa direção. Não existem programas de caráter preventivo, duradouros, de longo e amplo alcance para toda a população, especialmente voltados para as crianças e os jovens. A mudança de um tipo de mentalidade e, consequentemente, de comportamento só é possível com um trabalho permanente formulado e posto em prática com diversos setores de uma sociedade. A maneira como o estupro e a violência contra as mulheres são tratados em nossa sociedade é reveladora da ideologia subjacente: estupro é um tema que diz respeito exclusivamente às mulheres! Não é pensado como assunto que nos implica a todos! Que nos agride eticamente como cidadãos e nos envergonha e ofende como seres humanos.

(Revista Scientific American –

mente

cérebro. Ano XI, Nº 282, julho/16. Por Susana Muszkat – Psicanalista – p. 14)

Do ponto de vista sintático, a relação que se estabelece entre os termos destacados está corretamente identificada em:

  • A

    A maneira como o estupro e a violência contra as mulheres são tratados em nossa sociedade é reveladora daideologia subjacente: (O primeiro termo especifica e determina o segundo).

  • B

    Não é pensado como assuntoque nos implica a todos! (A oração não mantém, com aquela que a antecede, qualquer relação de dependência ou subordinação).

  • C

    Entenda-se aqui a falta de um real interesse em pensar, de forma consistente e permanente, políticas públicas eficazespara promover a equidade entre os gêneros. (A oração estabelece com a sua principal uma relação de causalidade).

  • D

    ... o que se vê são promessas deacirramento das leis, ... (o termo das leis completa o sentido do nome que o antecede, por isso trata-se de um complemento nominal).

  • E

    eventualmente punem-se os culpados,até queapareçam novas vítimas... (O conectivo introduz uma oração que, com sua principal, estabelece relação de finalidade).

145102Questão 7|Português|superior

TEXTO 02

O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO

É inacreditável que, após tantos milênios de evolução da espécie, o ser humano ainda seja capaz de realizar ações e reações mais primitivas que nos tempos das cavernas. (...) No Rio de Janeiro, um delegado que investiga o estupro coletivo de uma garota de 16 anos desconfia da vítima e a constrange, para depois liberar os primeiros suspeitos dessa monstruosidade, apesar de filmes e fotos terem sido publicados nas redes sociais com as provas do delito. No bairro do Leblon, Maria Francisca Alves de Souza, uma senhora de 58 anos, foi presa após insultar um funcionário negro de um supermercado, mandando-o voltar para a senzala e o quilombo. No Japão, dois pais abandonam um filho numa floresta para assustá-lo e a criança desaparece, numa versão atual do conto João e Maria. No Paquistão, Maria Sadaqat, de 19 anos, é torturada, queimada viva e morta por não aceitar casar-se com o filho de seu chefe. Quem sabe encontrou-se no céu com Fabiane Maria de Jesus, inocente dona de casa linchada e assassinada por moradores do Guarujá (SP), que a confundiram com uma suposta criminosa, dois anos atrás.

(...)

O Brasil, cinco séculos depois, ainda é uma nação em gestação. A desigualdade social e de gênero, a ignorância, o preconceito racial e sexual e a violência ainda mancham nossas estatísticas de potência econômica regional, e ainda vão fazê-lo por muitas décadas. O que vai nos tornar uma sociedade mais justa, rica e bem educada no futuro são as medidas corretivas e preventivas que tomarmos hoje em nossas casas, escolas, empresas e instituições sociais e governamentais. Aumentar as penas de prisão para crimes de estupro (...) pode acalmar a fúria da sociedade indignada com os crimes hediondos no Rio e no Piauí, mas não soluciona o problema. Os estupradores potenciais ainda continuam à solta e a impunidade não mudará da noite para o dia. É preciso revolucionar a sociedade, com medidas educativas que comecem na infância, com os pais, irmãos, professores e amigos. Temos que formar cidadãos que se respeitem quando forem homens e mulheres adultos, que saibam discernir entre o certo e o errado. Simples assim.

(Revista ISTO É. Editora Três. Ano 39, Nº 2426, 8.7.2016. Por Milton Gamez, jornalista - p. 82. Com adaptações para a aplicação nesta prova).

Depreendemos, corretamente, conforme a leitura que o texto nos permite fazer que

  • A

    o que vivemos hoje em termos de desrespeito ao outro, manifestado nas mais diversas formas de violência, deve-se àquilo que a sociedade e suas instituições deixaram de realizar quanto a medidas legais para punir quem os comete e para orientar preventivamente o seu povo a não praticá-las.

  • B

    as ações de brutalidade e violência de toda natureza realizadas por seres humanos contra seres humanos é uma especialidade genuinamente brasileira em virtude da ausência de punição correta e exemplar.

  • C

    nos centros urbanos mais desenvolvidos, em virtude de as pessoas possuírem um nível de instrução formal bastante elevado, a incidência de crimes de agressão entre as pessoas é menor que naqueles onde, em geral, os níveis de escolaridade são reconhecidamente precários.

  • D

    as iniciativas que se têm tomado para que não haja a prática de crimes diversos contra a pessoa são ineficazes tão somente porque não há penas rigorosas de prisão para quem os comete.

  • E

    a solução para que os crimes monstruosos não aconteçam e não se alastrem no país e no mundo somente será alcançada com reações precisas e coerentes daquelas pessoas que são vítimas dessas ações de violência.

145103Questão 8|Português|superior

TEXTO 02

O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO

É inacreditável que, após tantos milênios de evolução da espécie, o ser humano ainda seja capaz de realizar ações e reações mais primitivas que nos tempos das cavernas. (...) No Rio de Janeiro, um delegado que investiga o estupro coletivo de uma garota de 16 anos desconfia da vítima e a constrange, para depois liberar os primeiros suspeitos dessa monstruosidade, apesar de filmes e fotos terem sido publicados nas redes sociais com as provas do delito. No bairro do Leblon, Maria Francisca Alves de Souza, uma senhora de 58 anos, foi presa após insultar um funcionário negro de um supermercado, mandando-o voltar para a senzala e o quilombo. No Japão, dois pais abandonam um filho numa floresta para assustá-lo e a criança desaparece, numa versão atual do conto João e Maria. No Paquistão, Maria Sadaqat, de 19 anos, é torturada, queimada viva e morta por não aceitar casar-se com o filho de seu chefe. Quem sabe encontrou-se no céu com Fabiane Maria de Jesus, inocente dona de casa linchada e assassinada por moradores do Guarujá (SP), que a confundiram com uma suposta criminosa, dois anos atrás.

(...)

O Brasil, cinco séculos depois, ainda é uma nação em gestação. A desigualdade social e de gênero, a ignorância, o preconceito racial e sexual e a violência ainda mancham nossas estatísticas de potência econômica regional, e ainda vão fazê-lo por muitas décadas. O que vai nos tornar uma sociedade mais justa, rica e bem educada no futuro são as medidas corretivas e preventivas que tomarmos hoje em nossas casas, escolas, empresas e instituições sociais e governamentais. Aumentar as penas de prisão para crimes de estupro (...) pode acalmar a fúria da sociedade indignada com os crimes hediondos no Rio e no Piauí, mas não soluciona o problema. Os estupradores potenciais ainda continuam à solta e a impunidade não mudará da noite para o dia. É preciso revolucionar a sociedade, com medidas educativas que comecem na infância, com os pais, irmãos, professores e amigos. Temos que formar cidadãos que se respeitem quando forem homens e mulheres adultos, que saibam discernir entre o certo e o errado. Simples assim.

(Revista ISTO É. Editora Três. Ano 39, Nº 2426, 8.7.2016. Por Milton Gamez, jornalista - p. 82. Com adaptações para a aplicação nesta prova).

O texto apresenta e discute o tema colocado em pauta e sugere uma solução razoável para o problema. Essa sugestão encontra-se perfeitamente sintetizada no trecho

  • A

    É inacreditável que, após tantos milênios de evolução da espécie, o ser humano ainda seja capaz de realizar ações e reações mais primitivas que nos tempos das cavernas.

  • B

    Aumentar as penas de prisão para crimes de estupro, (...), pode acalmar a fúria da sociedade indignada com os crimes hediondos no Rio e no Piauí, mas não soluciona o problema.

  • C

    Os estupradores potenciais ainda continuam à solta e a impunidade não mudará da noite para o dia.

  • D

    A desigualdade social e de gênero, a ignorância, o preconceito racial e sexual e a violência ainda mancham nossas estatísticas de potência econômica regional, e ainda vão fazê-lo por muitas décadas.

  • E

    É preciso revolucionar a sociedade, com medidas educativas que comecem na infância, com os pais, irmãos, professores e amigos. Temos que formar cidadãos que se respeitem quando forem homens e mulheres adultos, que saibam discernir entre o certo e o errado.

145104Questão 9|Português|superior

TEXTO 02

O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO

É inacreditável que, após tantos milênios de evolução da espécie, o ser humano ainda seja capaz de realizar ações e reações mais primitivas que nos tempos das cavernas. (...) No Rio de Janeiro, um delegado que investiga o estupro coletivo de uma garota de 16 anos desconfia da vítima e a constrange, para depois liberar os primeiros suspeitos dessa monstruosidade, apesar de filmes e fotos terem sido publicados nas redes sociais com as provas do delito. No bairro do Leblon, Maria Francisca Alves de Souza, uma senhora de 58 anos, foi presa após insultar um funcionário negro de um supermercado, mandando-o voltar para a senzala e o quilombo. No Japão, dois pais abandonam um filho numa floresta para assustá-lo e a criança desaparece, numa versão atual do conto João e Maria. No Paquistão, Maria Sadaqat, de 19 anos, é torturada, queimada viva e morta por não aceitar casar-se com o filho de seu chefe. Quem sabe encontrou-se no céu com Fabiane Maria de Jesus, inocente dona de casa linchada e assassinada por moradores do Guarujá (SP), que a confundiram com uma suposta criminosa, dois anos atrás.

(...)

O Brasil, cinco séculos depois, ainda é uma nação em gestação. A desigualdade social e de gênero, a ignorância, o preconceito racial e sexual e a violência ainda mancham nossas estatísticas de potência econômica regional, e ainda vão fazê-lo por muitas décadas. O que vai nos tornar uma sociedade mais justa, rica e bem educada no futuro são as medidas corretivas e preventivas que tomarmos hoje em nossas casas, escolas, empresas e instituições sociais e governamentais. Aumentar as penas de prisão para crimes de estupro (...) pode acalmar a fúria da sociedade indignada com os crimes hediondos no Rio e no Piauí, mas não soluciona o problema. Os estupradores potenciais ainda continuam à solta e a impunidade não mudará da noite para o dia. É preciso revolucionar a sociedade, com medidas educativas que comecem na infância, com os pais, irmãos, professores e amigos. Temos que formar cidadãos que se respeitem quando forem homens e mulheres adultos, que saibam discernir entre o certo e o errado. Simples assim.

(Revista ISTO É. Editora Três. Ano 39, Nº 2426, 8.7.2016. Por Milton Gamez, jornalista - p. 82. Com adaptações para a aplicação nesta prova).

Para responder à questão 09, a seguir, considere os trechos retirados do texto e apresentados nos itens I, II, III, IV e V.

I - É inacreditável que, após tantos milênios de evolução da espécie, o ser humano  ainda  seja capaz de realizar ações e reações mais primitivas que nos tempos das cavernas.

II - O Brasil, cinco séculos depois,  ainda  é uma nação em gestação.

III - A desigualdade social e de gênero, a ignorância, o preconceito racial e sexual e a violência  ainda  mancham nossas estatísticas de potência econômica regional,

IV - ... e  ainda  vão fazê-lo por muitas décadas.

V - Os estupradores potenciais  ainda  continuam à solta e a impunidade não mudará da noite para o dia.

A palavra em negrito, em cada um dos trechos, configura uma relação de sentido de caráter temporal, nos seus respectivos contextos, de forma que

  • A

    em todos os itens, a palavra negritada configura sentido que remete a tempo presente.

  • B

    somente no item IV, a palavra negritada configura sentido que remete a tempo futuro.

  • C

    nos itens I e IV, a palavra negritada configura sentido que remete a tempo passado.

  • D

    nos itens II e III, a palavra negritada configura sentido que remete a tempo futuro.

  • E

    somente no item V, a palavra negritada configura sentido que remete a tempo presente.

145105Questão 10|Português|superior

TEXTO 02

O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO

É inacreditável que, após tantos milênios de evolução da espécie, o ser humano ainda seja capaz de realizar ações e reações mais primitivas que nos tempos das cavernas. (...) No Rio de Janeiro, um delegado que investiga o estupro coletivo de uma garota de 16 anos desconfia da vítima e a constrange, para depois liberar os primeiros suspeitos dessa monstruosidade, apesar de filmes e fotos terem sido publicados nas redes sociais com as provas do delito. No bairro do Leblon, Maria Francisca Alves de Souza, uma senhora de 58 anos, foi presa após insultar um funcionário negro de um supermercado, mandando-o voltar para a senzala e o quilombo. No Japão, dois pais abandonam um filho numa floresta para assustá-lo e a criança desaparece, numa versão atual do conto João e Maria. No Paquistão, Maria Sadaqat, de 19 anos, é torturada, queimada viva e morta por não aceitar casar-se com o filho de seu chefe. Quem sabe encontrou-se no céu com Fabiane Maria de Jesus, inocente dona de casa linchada e assassinada por moradores do Guarujá (SP), que a confundiram com uma suposta criminosa, dois anos atrás.

(...)

O Brasil, cinco séculos depois, ainda é uma nação em gestação. A desigualdade social e de gênero, a ignorância, o preconceito racial e sexual e a violência ainda mancham nossas estatísticas de potência econômica regional, e ainda vão fazê-lo por muitas décadas. O que vai nos tornar uma sociedade mais justa, rica e bem educada no futuro são as medidas corretivas e preventivas que tomarmos hoje em nossas casas, escolas, empresas e instituições sociais e governamentais. Aumentar as penas de prisão para crimes de estupro (...) pode acalmar a fúria da sociedade indignada com os crimes hediondos no Rio e no Piauí, mas não soluciona o problema. Os estupradores potenciais ainda continuam à solta e a impunidade não mudará da noite para o dia. É preciso revolucionar a sociedade, com medidas educativas que comecem na infância, com os pais, irmãos, professores e amigos. Temos que formar cidadãos que se respeitem quando forem homens e mulheres adultos, que saibam discernir entre o certo e o errado. Simples assim.

(Revista ISTO É. Editora Três. Ano 39, Nº 2426, 8.7.2016. Por Milton Gamez, jornalista - p. 82. Com adaptações para a aplicação nesta prova).

Sobre as estruturas linguísticas e os recursos textuais apresentados, está INCORRETO apenas o que se afirma sobre palavra(s)/trecho(s)/expressão(ões) em:

  • A

    ... o ser humano ainda seja capaz de realizar ações e reaçõesmais primitivas quenos tempos das cavernas. ( O destaque configura, gramaticalmente, uma relação de comparação entre o que é apresentado antes e depois dele).

  • B

    ... apesar de filmes e fotosterem sido publicadosnas redes sociais com as provas do delito. (Estrutura gramatical representativa de verbo em tempo composto da voz passiva).

  • C

    ... Fabiane Maria de Jesus, inocente dona de casa linchada e assassinada por moradores do Guarujá (SP), queaconfundiram com uma suposta criminosa, dois anos atrás. (Palavra utilizada para retomar Fabiane Maria de Jesus , anteriormente expressa).

  • D

    Maria Francisca Alves de Souza, uma senhora de 58 anos, foi presa após insultar um funcionário negro de umsupermercado,... (Palavra em cuja formação apresenta o prefixo super- ).

  • E

    Temos que formar cidadãos que se respeitem quando forem homens e mulheres adultos, que saibam discernir entre o certo e o errado.Simples assim. (Expressão utilizada com a intenção de ratificar um caráter de seriedade ao ponto de vista adotado na discussão, mas está completamente inadequada em virtude do tema e do veículo no qual o texto foi publicado).