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Procurador - 2017


Página 1  •  Total 120 questões
71484Questão 1|Português|superior

Em seu livro Verissimas, Luis Fernando Verissimo faz a seguinte observação:

“Dizem que Kurosawa nunca teve no Japão o prestígio que teve no Ocidente. Talvez não tenha sido um dos melhores diretores do Japão, mas foi um dos melhores diretores do mundo. Kurosawa nunca fez o espetáculo só pelo espetáculo e até uma carga de cavalaria num filme seu podia ser uma reflexão humanista”.

Sobre a estruturação argumentativa desse texto, somente é correto afirmar que:

  • A

    toda a argumentação de Verissimo se apoia exclusivamente em sua própria opinião;

  • B

    Verissimo, ainda que discorde da opinião japonesa sobre Kurosawa, faz uma concessão aos que pensam de forma diferente;

  • C

    segundo Verissimo, a opinião universal, particularmente do Ocidente, atribui um valor oposto ao que Kurosawa recebe no Japão;

  • D

    a afirmação de que Kurosawa é o melhor diretor cinematográfico do Japão se apoia na flagrante defesa do humanismo na produção de cenas comuns;

  • E

    de acordo com Verissimo, o cinema é um tipo de arte que deve apoiar-se na produção do espetáculo pelo espetáculo, por não ser um veículo adequado à Filosofia.

71485Questão 2|Português|superior

“Minha irmãzinha de 8 anos morreu, e minha mãe queria que sua sepultura estivesse sempre enfeitada de flores. Nem sempre era fácil arranjar flores naquele lugar em que a gente vivia – Pitangueiras, perto de Ribeirão Preto, em São Paulo – e por isso, minha mãe plantou um jardim, me chamou e disse: ‘Você é que vai tomar conta disso’. Eu tinha 9 anos e não gostei da tarefa, mas obedeci. Acabei tomando gosto por essa coisa de plantas...”.

Esse é um depoimento de José Zanine Caldas, um dos nossos melhores paisagistas, citado por Rubem Braga em uma de suas crônicas.

Sobre o processo de construção desse texto, é correto afirmar que:

  • A

    trata-se de um texto de base estrutural argumentativa, que justifica a adoção de uma profissão;

  • B

    ainda que relate um fato passado, o texto se apoia numa descrição do lugar de origem do paisagista;

  • C

    a estruturação do texto é claramente narrativa, pois se fundamenta numa sucessão cronológica de fatos do passado;

  • D

    o texto mostra uma organização de base dramática, pela presença do diálogo de base afetiva entre mãe e filho;

  • E

    o texto apresenta uma estrutura de base descritiva, fornecendo informações sobre o futuro paisagista.

71486Questão 3|Português|superior

“Sou dos que acham que as cidades são territórios em disputa. O jogo que envolve essa disputa se estabelece em teias tecidas pela construção de lugares de memória, confrontos de narrativas, permanências, rupturas, ressignificações, práticas cotidianas, estratégias de afirmação, vozes amplificadas e outras tantas silenciadas. A história de uma cidade, afinal de contas, também pode ser entendida por aquilo que ela já não é”. (Luiz Antonio Simas, na orelha do livro O Rio antes do Rio, de Rafael Freitas da Silva)

Um texto progride por encadeamento de ideias que se vão materializando por meio de ligações linguísticas.

A ligação entre termos desse segmento de texto que está corretamente indicada é:

  • A

    o vocábulo “que” sublinhado se refere ao termo anterior “os que”;

  • B

    o termo “essa disputa” se refere ao que é dito a seguir;

  • C

    o segmento “outras tantas” se liga semanticamente a “estratégias”;

  • D

    o elemento “uma cidade” se prende à cidade citada anteriormente;

  • E

    o pronome “ela” repete o termo “cidade”.

71487Questão 4|Português|superior

Uma das marcas da textualidade é a intertextualidade, que mostra um diálogo entre textos. O segmento abaixo, de Millôr Fernandes, que tem sua significação apoiada num texto alheio é:

  • A

    “Os fatos, na verdade, já não acontecem. São fabricados nas poderosas oficinas da comunicação de massa”.

  • B

    “Todos somos corruptos. Ninguém pode atirar a primeira pedra”.

  • C

    “O comunismo é uma espécie de alfaiate que quando a roupa não fica boa faz alterações no cliente”.

  • D

    “No dia em que morre um dos cônjuges, aí começa a felicidade conjugal”.

  • E

    “Para inveja das minhas amigas mantenho a mesma silhueta há vinte anos. Vestida, é claro!”.

71488Questão 5|Português|superior

Segundo Mattoso Câmara, um dos nossos maiores linguistas, estrangeirismo se refere aos empréstimos não integrados na língua nacional, revelando-se estrangeiros nos fonemas, na flexão e até na grafia.

Nesse caso, o único caso de estrangeirismo, entre os vocábulos sublinhados abaixo, é:

  • A

    Os clientes solicitaram musse de sobremesa.

  • B

    O filme mostrava cenas ousadas.

  • C

    Não serviram cachorro-quente na festa.

  • D

    O menino comeu um hamburger saboroso.

  • E

    A menina desligou o abajur e foi dormir.

71489Questão 6|Português|superior

Entre as frases abaixo – todas de Luis Fernando Verissimo -, aquela em que há exemplo da variante coloquial da linguagem é:

  • A

    “Temos que confiar no amanhã. A não ser que descubram alguma coisa contra ele durante a noite”.

  • B

    “Sempre que ouço falar em ‘inconsciente coletivo’, penso num ônibus desgovernado”.

  • C

    “Nove entre dez cariocas na praia, em hora de expediente, são paulistas”.

  • D

    “Se eu pudesse escolher um outro carro para comprar, empregava meu dinheiro num veículo alemão”.

  • E

    “A sovinice dele é lendária. Levou nadadeiras quando visitou Veneza, para não gastar com táxi”.

71490Questão 7|Português|superior

Nas frases abaixo – todas de Millôr Fernandes -, aquela em que o vocábulo sublinhado está empregado em sentido conotativo é:

  • A

    “O povo é sempre ingrato. Como é que tem coragem de fazer greve num governo que lhe dá o direito de greve?”

  • B

    “A macumba é uma teóloga estudada na senzala de uma universidade”.

  • C

    “A malandragem é a arte de disfarçar a ociosidade”.

  • D

    “Eu sou totalmente a favor da mãe solteira – porque também sou frontalmente contra o pai casado”.

  • E

    “Nostalgia é querermos voltar para um lugar que nunca existiu”.

71491Questão 8|Português|superior

O vocábulo abaixo que contraria as novas regras ortográficas é:

  • A

    herói;

  • B

    anti-inflacionário;

  • C

    co-réu;

  • D

    minissaia;

  • E

    hiperinflação.

71492Questão desatualizadaDesatualizadaQuestão 9|Direito Administrativo|superior

A ocorrência de superfaturamento nas obras públicas brasileiras tem sido constantemente relatada na mídia, com consequências penais, cíveis e administrativas para todos os envolvidos. Em parte, isso ocorre porque os entes públicos cometem equívocos no momento do planejamento da obra, da elaboração dos projetos básico e executivo, do edital e do contrato.

Para que as obras públicas sejam licitadas e executadas com eficiência, é necessário que:

  • A

    o projeto executivo seja considerado um encargo do contratado na licitação realizada sob a modalidade concorrência;

  • B

    haja disponibilidade de recursos financeiros que assegurem o pagamento das obrigações decorrentes de obras ou serviços a serem executados;

  • C

    o edital preveja a obtenção de financiamentos pelos licitantes como condição obrigatória para a viabilidade da competição;

  • D

    o orçamento da obra seja detalhado em planilhas e expresse a composição de todos os seus custos unitários;

  • E

    a execução da obra seja programada parcialmente, com a previsão dos custos definida na medida da execução do cronograma físico-financeiro.

71493Questão 10|Direito Administrativo|superior

Contrato administrativo celebrado com uma sociedade empresária do ramo da construção civil para a execução de obra pública foi objeto de dois termos aditivos. O primeiro promoveu acréscimo de 60% (sessenta por cento) e supressão de 45% (quarenta e cinco por cento) do valor atualizado do contrato. O segundo estabeleceu, a pedido do contratado, a modificação da garantia do contrato, com a substituição de títulos da dívida pública por uma garantia hipotecária.

Sobre os referidos temas, a jurisprudência do Tribunal de Contas da União já se consolidou no sentido de que:

  • A

    em relação ao primeiro termo aditivo, não haveria óbice jurídico, já que a alteração final foi de 15% (quinze por cento), não tendo ocorrido a superação do limite legal de 25% (vinte e cinco por cento);

  • B

    em relação ao primeiro termo aditivo, haveria óbice jurídico em razão da supressão resultante de acordo entre as partes ultrapassar o limite de 25% (vinte e cinco por cento);

  • C

    em relação ao primeiro termo aditivo, haveria óbice jurídico porque acréscimos e supressões devem ser contabilizados isoladamente, sem qualquer compensação, tendo sido ultrapassado o limite de 25% (vinte e cinco por cento);

  • D

    em relação ao segundo termo aditivo, haveria óbice jurídico em razão da impossibilidade legal de substituição da garantia durante a execução do contrato;

  • E

    em relação ao segundo termo aditivo, não haveria óbice jurídico para que as partes contratantes, de comum acordo, substituíssem títulos da dívida pública por uma garantia hipotecária.