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Residência Jurídica - 2023


Página 8  •  Total 80 questões
102429Questão 71|Direito Processual Penal|superior

No processo penal, não raras vezes, há situações em que ocorrem violações de normas processuais. Dentre tais violações, algumas acarretam nulidades, o que ocorrerá, por exemplo,

  • A

    por incompetência, suspeição ou suborno de quaisquer das partes.

  • B

    por falta de exame de corpo de delito nos crimes que deixam vestígios, ressalvado nos casos em que os vestígios estiverem desaparecidos, quando a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta.

  • C

    por faltar a intervenção do Ministério Público em todos os termos da ação por ele intentada e nos termos da ação intentada pela parte ofendida, quando se tratar de crime de ação privada.

  • D

    em decorrência de decisão carente de fundamentação e por omissão de formalidade não essencial ao ato.

  • E

    por deficiência dos quesitos ou das suas respostas, desde que não haja contradição entre esses.

102430Questão 72|Direito Processual Penal|superior

De acordo com a Lei nº 9.099/1995, o Ministério Público, ao oferecer denúncia, poderá propor a suspensão do processo, por dois a quatro anos, desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime, presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena, nos crimes em que a pena

  • A

    máxima cominada for igual ou inferior a dois anos.

  • B

    mínima cominada for igual ou inferior a dois anos.

  • C

    máxima cominada for igual ou inferior a um ano.

  • D

    máxima cominada for igual ou inferior a quatro anos.

  • E

    mínima cominada for igual ou inferior a um ano.

102431Questão 73|Direito Processual Penal|superior

Leia o caso a seguir.

A. T. é deputado federal pelo Estado de Goiás, motivo pelo qual a Constituição Federal lhe assegura foro por prerrogativa de função no Supremo Tribunal Federal. No ano anterior à sua diplomação, durante a festa de ano novo, na cidade de Salvador/BA, A. T., por ciúmes de sua namorada, entrou em uma briga com G. C., desferindo golpes de arma branca não identificada, o que leva G. C. a óbito.

Dessa forma, o foro competente para conhecer e julgar o crime será

  • A

    o Tribunal de Justiça de Goiás.

  • B

    o Tribunal de Justiça da Bahia.

  • C

    o Supremo Tribunal Federal.

  • D

    o Tribunal do Júri da Comarca de Salvador/BA.

  • E

    o Tribunal do Júri da Comarca de Goiânia/GO.

102432Questão 74|Direito Processual Penal|superior

Leia o texto a seguir.

Em uma decisão histórica, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu habeas corpus coletivo para determinar a substituição da prisão preventiva por domiciliar de gestantes, lactantes e mães de crianças de até 12 anos ou de pessoas com deficiência, em todo o território nacional. O Habeas Corpus (HC) 143641 foi julgado em 20/2/2018, e a ordem foi concedida por quatro votos a um, nos termos do voto do relator, ministro Ricardo Lewandowski.

STF, 2023. Disponível em: <https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=50341 4&ori=1>. Acesso em: 23 abr. 2023.

Além da hipótese da prisão domiciliar elencada acima, o código de processo penal estabelece que o juiz poderá substituir a prisão preventiva pela domiciliar quando o agente for

  • A

    maior de 70 (setenta) anos.

  • B

    extremamente debilitado por motivo de doença grave.

  • C

    imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 12 (doze) anos de idade ou com deficiência.

  • D

    maior de 60 (sessenta) anos.

  • E

    homem com filho de até 14 (catorze) anos de idade incompletos.

102433Questão 75|Direito Processual Penal|superior

Leia o caso a seguir.

B. T. praticou um crime sem violência ou grave ameaça e com pena mínima inferior a 4 (quatro) anos, portanto passível de acordo de não persecução penal (ANPP). B. T., ainda no curso do inquérito policial, confessa formalmente a prática do crime e, considerando outros elementos de informação, o delgado de polícia encerra o inquérito policial, indiciando B. T.

O Ministério Público, ao analisar o caso, decide por não ser possível realizar o acordo, pois verificou como hipótese de não aplicação do instituto

  • A

    o cabimento de transação penal, de competência do juizado especial criminal.

  • B

    a confissão voluntária do indiciado durante o trâmite do procedimento investigativo.

  • C

    que o indiciado já havia sido beneficiado pela suspensão condicional do processo dez anos antes da prática do novo delito.

  • D

    que o crime foi praticado contra vítima mulher.

  • E

    que os elementos probatórios indicaram ausência de tentativa anterior de reparação do dano causado.

102434Questão 76|Direito Processual Penal|superior

Leia o caso a seguir.

C. P., funcionário público, está sendo investigado pela prática de corrupção passiva, tendo o delegado de polícia solicitado quebra do sigilo da comunicação telefônica. O juiz competente, ao analisar o caso, deferiu o pedido.

Imediatamente, o advogado desse funcionário público, com o fim de questionar a decisão,

  • A

    interpõe recurso de apelação.

  • B

    interpõe recurso em sentido estrito.

  • C

    impetra habeas corpus.

  • D

    impetra habeas data.

  • E

    interpõe agravo em execução.

102435Questão 77|Direito Processual Penal|superior

Recebida a denúncia, o juiz procede a leitura crítica, decidindo por recebê-la e, com o fim de garantir o contraditório e a ampla defesa, por proceder a citação do réu. Para tanto, nos termos do Processo Penal, tal citação poderá ser feita

  • A

    em regra, por meio de mandado, quando o réu estiver em território nacional, a ser cumprida por oficial de justiça.

  • B

    por precatória, caso o réu esteja em lugar sabido, mas fora da jurisdição do juiz processante.

  • C

    em regra geral, por edital, em que se presume que o réu teve ciência de sua citação, garantindo a economia do processo judicial.

  • D

    por hora certa, quando o réu não foi encontrado para ser citado e está em lugar não sabido.

  • E

    por citação ficta, quando o réu estiver preso, a ser publicada em diário oficial.

102436Questão 78|Direito Processual Penal|superior

Segundo o art. 155 do Código de Processo Penal, “o juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas”. Pode-se diferenciar os três tipos de provas mencionados no texto legal da seguinte forma:

  • A

    as provas cautelares são aquelas em que o contraditório e a ampla defesa são respeitados, uma vez que se configura como prova processual; as provas não repetíveis e as provas antecipadas, por serem provas pré-processuais, possuem contraditório mitigado.

  • B

    as provas cautelares podem ser exemplificadas com aquelas provenientes de quebras de sigilo, como a interceptação telefônica, produzidas durante a fase investigativa; as provas não repetíveis podem ser exemplificadas como aquelas que só acontecem por autorização judicial, a exemplo da colheita do testemunho de pessoa gravemente enferma; e as provas antecipadas são aquelas feitas no curso da investigação, por meio de ações policiais, como o exame de corpo de delito.

  • C

    as provas cautelares são admitidas no direito brasileiro para garantir a consecução da justiça quando houver risco de desaparecimento da prova antes do término do processo judicial; já as provas não repetíveis e as provas antecipadas, apesar de previstas no Código do Processo Penal, não foram recepcionadas pela Constituição Federal de 1988, em respeito ao princípio do contraditório e da ampla defesa.

  • D

    os três tipos de provas citados são admitidos no direito brasileiro, desde que, no momento de sua consecução, seja garantida a observância do contraditório e da ampla defesa, todavia elas se diferenciam pelo seu objeto. As provas cautelares têm como objeto o atendimento à decisão judicial no curso do inquérito; as provas não repetíveis servem para garantir que o perecimento do objeto não prejudique o processo; e as provas antecipadas são aquelas que possuem como objeto a decisão discricionária da autoridade policial.

  • E

    as provas cautelares são aquelas em que há um risco de desaparecimento do objeto da prova por decurso do tempo; as provas não repetíveis são aquelas que não podem ser reproduzidas genuinamente em juízo; e as provas antecipadas são aquelas feitas, mediante autorização judicial, em momento processual distinto do legalmente previsto.

102437Questão 79|Direito Processual Penal|superior

Leia o caso a seguir.

S. E., aposentado, sofreu estelionato. No dia 25 de abril de 2023, depositou o valor de R$ 1.000,00 em conta corrente do estelionatário, localizada na agência bancária do Município X, fato autorizado pela instituição bancária, com sede no Município Y. Sendo morador do Município Z, S.E. procura a Delegacia Especializada em Fraudes da cidade, em que narrou os fatos.

Considerando os critérios para fixação de competência, será competente o juízo criminal da comarca do Município

  • A

    Z, uma vez que a competência para julgar o crime de estelionato praticado mediante transferências de valores é o do domicílio da vítima.

  • B

    X, uma vez que a competência é definida pela regra geral do lugar onde aconteceu o efetivo prejuízo da vítima, ou seja, no momento do apossamento da vantagem ilícita pelo estelionatário.

  • C

    Y, considerando o fato de que a instituição bancária é quem será considerada a vítima, uma vez que terá que ressarcir o dano sofrido por S.E.

  • D

    Y, uma vez que o foro competente para o processo e julgamento dos crimes de estelionato, sob a modalidade de transferência de valores, é o do local onde se deu autorização do pagamento.

  • E

    X, uma vez que a competência regular-se-á pelo domicílio ou residência do réu.

102438Questão 80|Direito Processual Penal|superior

Nos termos do Código de Processo Penal, entre as medidas assecuratórias,

  • A

    caberá o arresto dos bens imóveis, adquiridos pelo indiciado com os proventos da infração, ainda que já tenham sido transferidos a terceiro.

  • B

    caberá a hipoteca legal sobre os imóveis do indiciado, que poderá ser requerida pelo ofendido depois da sentença definitiva, sem necessidade de certeza da infração e indícios suficientes da autoria.

  • C

    caberão o arresto, o sequestro ou a hipoteca legal, podendo o juiz determinar a alienação antecipada para preservação do valor dos bens sempre que estiverem sujeitos a qualquer grau de deterioração ou depreciação, mas não para suprir dificuldade para sua manutenção.

  • D

    caberá, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou do ofendido, ou mediante representação da autoridade policial, ordenação do sequestro pelo juiz, em qualquer fase do processo ou ainda antes de oferecida a denúncia ou queixa.

  • E

    caberá o sequestro dos bens imóveis, que será autuado de forma apartada, admitindo embargos de terceiro, sendo que a decisão judicial substitui a necessidade de inscrição no Registro de Imóveis.

Residência Jurídica - 2023 | Prova