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Técnico Judiciário - Área Administrativa - 2010


Página 1  •  Total 80 questões
140328Questão 1|Português|médio

Multidões de mascarados e maquiados com cores alegóricas

das nacionalidades envolvidas nas disputas da Copa do

Mundo falam por esse meio uma linguagem que simbolicamente

quer dizer muito mais do que pode parecer. Trata-se de um

ritual cíclico de renovação de identidades nacionais expressas

nos ornamentos e paramentos do que é funcionalmente uma

nova religião no vazio contemporâneo. Aqui no Brasil as manifestações

simbólicas relacionadas com o futebol e seus significados

têm tudo a ver com o modo como entre nós se difundiu

a modernidade, nas peculiaridades de nossa história social.

Embora não fosse essa a intenção, rapidamente esse

esporte assumiu entre nós funções sociais extrafutebolísticas

que se prolongam até nossos dias e respondem por sua imensa

popularidade. A República, em que todos se tornaram juridicamente

brancos, sucedeu a monarquia segmentada em senhores

e escravos, brancos e negros, todos acomodados numa dessas

duas identidades. A República criou o brasileiro genérico e

abstrato. O advento do futebol entre nós coincidiu com a busca

de identidades reais para preencher as incertezas dessa ficção

jurídica. Clubes futebolísticos de nacionalidades, de empresas,

de bairros, de opções subjetivas disfarçaram as diferenças

sociais reais e profundas, sobrepuseram-se a elas e tornaram

funcionais os conflitos próprios da nova realidade criada pela

abolição da escravatura.

No futebol há espaço para acomodações e inclusões,

mesmo porque, sem a diversidade de clubes e sem a competição,

o futebol não teria sentido. O receituário da modernidade

inclui, justamente, esses detalhes de convivência com a diversidade

e com a rotatividade dos que triunfam. Nela, a vida recomeça

continuamente; depois da vitória é preciso lutar pela vitória

seguinte.

O futebol, essencialmente, massificou e institucionalizou

a competição e a concorrência, elevou-as à condição de valores

sociais e demonstrou as oportunidades de vitória de cada um no

rodízio dos vitoriosos. Nele, a derrota nunca é definitiva nem

permanente. Por esse meio, o que era mero requisito do funcionamento

do mercado e da multiplicação do capital tornou-se

expressamente um rito de difusão de seus princípios no modo

de vida, na mentalidade e no cotidiano das pessoas comuns.

É nesse sentido que o futebol só pode existir em sociedades

competitivas e de antagonismos sociais administráveis.

Fora delas, não é compreendido. Há alguns anos, um antropólogo

que estava fazendo pesquisa com os índios xerentes, de

Goiás, surpreendeu-se ao ver que eles haviam adotado entusiasticamente

o futebol. Com uma diferença: os 22 jogadores

não atuavam como dois times de 11, mas como um único time

jogando contra a bola, perseguida em campo todo o tempo.

Interpretaram o futebol como ritual de caça. Algo próprio de uma

sociedade tribal e comunitária.

(Adaptado de José de Souza Martins. O Estado de S. Paulo,

aliás, J7, 4 de julho de 2010)

É correto perceber no texto que o autor

  • A

    contesta a noção de que o futebol, com seu ritual próprio, possa ser considerado símbolo de uma única nação ou região geográfica.

  • B

    assinala a interferência dos rituais religiosos numa atividade esportiva, que deveria se caracterizar por linguagem e normas específicas.

  • C

    critica a interferência de interesses financeiros e de mercado que cercam o futebol, extrapolando seus objetivos originais, de esporte e lazer.

  • D

    defende a ideia de que o futebol é democrático, ao permitir a ascensão social, independentemente de eventuais desigualdades.

  • E

    aponta a transformação de um esporte, de início democrático, em elemento primordial de afirmação de valores pessoais e de nacionalidades distintas.

140329Questão 2|Português|médio

Multidões de mascarados e maquiados com cores alegóricas

das nacionalidades envolvidas nas disputas da Copa do

Mundo falam por esse meio uma linguagem que simbolicamente

quer dizer muito mais do que pode parecer. Trata-se de um

ritual cíclico de renovação de identidades nacionais expressas

nos ornamentos e paramentos do que é funcionalmente uma

nova religião no vazio contemporâneo. Aqui no Brasil as manifestações

simbólicas relacionadas com o futebol e seus significados

têm tudo a ver com o modo como entre nós se difundiu

a modernidade, nas peculiaridades de nossa história social.

Embora não fosse essa a intenção, rapidamente esse

esporte assumiu entre nós funções sociais extrafutebolísticas

que se prolongam até nossos dias e respondem por sua imensa

popularidade. A República, em que todos se tornaram juridicamente

brancos, sucedeu a monarquia segmentada em senhores

e escravos, brancos e negros, todos acomodados numa dessas

duas identidades. A República criou o brasileiro genérico e

abstrato. O advento do futebol entre nós coincidiu com a busca

de identidades reais para preencher as incertezas dessa ficção

jurídica. Clubes futebolísticos de nacionalidades, de empresas,

de bairros, de opções subjetivas disfarçaram as diferenças

sociais reais e profundas, sobrepuseram-se a elas e tornaram

funcionais os conflitos próprios da nova realidade criada pela

abolição da escravatura.

No futebol há espaço para acomodações e inclusões,

mesmo porque, sem a diversidade de clubes e sem a competição,

o futebol não teria sentido. O receituário da modernidade

inclui, justamente, esses detalhes de convivência com a diversidade

e com a rotatividade dos que triunfam. Nela, a vida recomeça

continuamente; depois da vitória é preciso lutar pela vitória

seguinte.

O futebol, essencialmente, massificou e institucionalizou

a competição e a concorrência, elevou-as à condição de valores

sociais e demonstrou as oportunidades de vitória de cada um no

rodízio dos vitoriosos. Nele, a derrota nunca é definitiva nem

permanente. Por esse meio, o que era mero requisito do funcionamento

do mercado e da multiplicação do capital tornou-se

expressamente um rito de difusão de seus princípios no modo

de vida, na mentalidade e no cotidiano das pessoas comuns.

É nesse sentido que o futebol só pode existir em sociedades

competitivas e de antagonismos sociais administráveis.

Fora delas, não é compreendido. Há alguns anos, um antropólogo

que estava fazendo pesquisa com os índios xerentes, de

Goiás, surpreendeu-se ao ver que eles haviam adotado entusiasticamente

o futebol. Com uma diferença: os 22 jogadores

não atuavam como dois times de 11, mas como um único time

jogando contra a bola, perseguida em campo todo o tempo.

Interpretaram o futebol como ritual de caça. Algo próprio de uma

sociedade tribal e comunitária.

(Adaptado de José de Souza Martins. O Estado de S. Paulo,

aliás, J7, 4 de julho de 2010)

O exemplo dos índios xerentes coloca em evidência a

  • A

    retomada da imagem de multidões de mascarados e maquiados que falam por esse meio uma linguagem que simbolicamente quer dizer muito mais do que pode parecer .

  • B

    insistência na opinião já exposta de como entre nós se difundiu a modernidade, nas peculiaridades de nossa história social.

  • C

    dúvida a respeito do que foi afirmado sobre o modo como rapidamente esse esporte assumiu entre nós funções sociais extrafutebolísticas.

  • D

    importância, no Brasil, de um esporte cujas opções subjetivas disfarçaram as diferenças sociais reais e profundas.

  • E

    justificativa da afirmação de que o futebol só pode existir em sociedades competitivas e de antagonismos sociais administráveis .

140330Questão 3|Português|médio

Multidões de mascarados e maquiados com cores alegóricas

das nacionalidades envolvidas nas disputas da Copa do

Mundo falam por esse meio uma linguagem que simbolicamente

quer dizer muito mais do que pode parecer. Trata-se de um

ritual cíclico de renovação de identidades nacionais expressas

nos ornamentos e paramentos do que é funcionalmente uma

nova religião no vazio contemporâneo. Aqui no Brasil as manifestações

simbólicas relacionadas com o futebol e seus significados

têm tudo a ver com o modo como entre nós se difundiu

a modernidade, nas peculiaridades de nossa história social.

Embora não fosse essa a intenção, rapidamente esse

esporte assumiu entre nós funções sociais extrafutebolísticas

que se prolongam até nossos dias e respondem por sua imensa

popularidade. A República, em que todos se tornaram juridicamente

brancos, sucedeu a monarquia segmentada em senhores

e escravos, brancos e negros, todos acomodados numa dessas

duas identidades. A República criou o brasileiro genérico e

abstrato. O advento do futebol entre nós coincidiu com a busca

de identidades reais para preencher as incertezas dessa ficção

jurídica. Clubes futebolísticos de nacionalidades, de empresas,

de bairros, de opções subjetivas disfarçaram as diferenças

sociais reais e profundas, sobrepuseram-se a elas e tornaram

funcionais os conflitos próprios da nova realidade criada pela

abolição da escravatura.

No futebol há espaço para acomodações e inclusões,

mesmo porque, sem a diversidade de clubes e sem a competição,

o futebol não teria sentido. O receituário da modernidade

inclui, justamente, esses detalhes de convivência com a diversidade

e com a rotatividade dos que triunfam. Nela, a vida recomeça

continuamente; depois da vitória é preciso lutar pela vitória

seguinte.

O futebol, essencialmente, massificou e institucionalizou

a competição e a concorrência, elevou-as à condição de valores

sociais e demonstrou as oportunidades de vitória de cada um no

rodízio dos vitoriosos. Nele, a derrota nunca é definitiva nem

permanente. Por esse meio, o que era mero requisito do funcionamento

do mercado e da multiplicação do capital tornou-se

expressamente um rito de difusão de seus princípios no modo

de vida, na mentalidade e no cotidiano das pessoas comuns.

É nesse sentido que o futebol só pode existir em sociedades

competitivas e de antagonismos sociais administráveis.

Fora delas, não é compreendido. Há alguns anos, um antropólogo

que estava fazendo pesquisa com os índios xerentes, de

Goiás, surpreendeu-se ao ver que eles haviam adotado entusiasticamente

o futebol. Com uma diferença: os 22 jogadores

não atuavam como dois times de 11, mas como um único time

jogando contra a bola, perseguida em campo todo o tempo.

Interpretaram o futebol como ritual de caça. Algo próprio de uma

sociedade tribal e comunitária.

(Adaptado de José de Souza Martins. O Estado de S. Paulo,

aliás, J7, 4 de julho de 2010)

Dentre as funções sociais extrafutebolísticas apontadas no texto, só NÃO se encontra a

  • A

    descoberta de identidades que surgiram com a difusão desse esporte entre nós.

  • B

    valorização do capital financeiro, que possibilita maior número de conquistas vitoriosas.

  • C

    democratização, por ter se transformado em uma atividade acessível a todos.

  • D

    igualdade de tratamento e de oportunidades aos integrantes das diferentes classes sociais.

  • E

    possibilidade de triunfo em diferentes situações e a qualquer momento, com base no esforço individual.

140331Questão 4|Português|médio

Multidões de mascarados e maquiados com cores alegóricas

das nacionalidades envolvidas nas disputas da Copa do

Mundo falam por esse meio uma linguagem que simbolicamente

quer dizer muito mais do que pode parecer. Trata-se de um

ritual cíclico de renovação de identidades nacionais expressas

nos ornamentos e paramentos do que é funcionalmente uma

nova religião no vazio contemporâneo. Aqui no Brasil as manifestações

simbólicas relacionadas com o futebol e seus significados

têm tudo a ver com o modo como entre nós se difundiu

a modernidade, nas peculiaridades de nossa história social.

Embora não fosse essa a intenção, rapidamente esse

esporte assumiu entre nós funções sociais extrafutebolísticas

que se prolongam até nossos dias e respondem por sua imensa

popularidade. A República, em que todos se tornaram juridicamente

brancos, sucedeu a monarquia segmentada em senhores

e escravos, brancos e negros, todos acomodados numa dessas

duas identidades. A República criou o brasileiro genérico e

abstrato. O advento do futebol entre nós coincidiu com a busca

de identidades reais para preencher as incertezas dessa ficção

jurídica. Clubes futebolísticos de nacionalidades, de empresas,

de bairros, de opções subjetivas disfarçaram as diferenças

sociais reais e profundas, sobrepuseram-se a elas e tornaram

funcionais os conflitos próprios da nova realidade criada pela

abolição da escravatura.

No futebol há espaço para acomodações e inclusões,

mesmo porque, sem a diversidade de clubes e sem a competição,

o futebol não teria sentido. O receituário da modernidade

inclui, justamente, esses detalhes de convivência com a diversidade

e com a rotatividade dos que triunfam. Nela, a vida recomeça

continuamente; depois da vitória é preciso lutar pela vitória

seguinte.

O futebol, essencialmente, massificou e institucionalizou

a competição e a concorrência, elevou-as à condição de valores

sociais e demonstrou as oportunidades de vitória de cada um no

rodízio dos vitoriosos. Nele, a derrota nunca é definitiva nem

permanente. Por esse meio, o que era mero requisito do funcionamento

do mercado e da multiplicação do capital tornou-se

expressamente um rito de difusão de seus princípios no modo

de vida, na mentalidade e no cotidiano das pessoas comuns.

É nesse sentido que o futebol só pode existir em sociedades

competitivas e de antagonismos sociais administráveis.

Fora delas, não é compreendido. Há alguns anos, um antropólogo

que estava fazendo pesquisa com os índios xerentes, de

Goiás, surpreendeu-se ao ver que eles haviam adotado entusiasticamente

o futebol. Com uma diferença: os 22 jogadores

não atuavam como dois times de 11, mas como um único time

jogando contra a bola, perseguida em campo todo o tempo.

Interpretaram o futebol como ritual de caça. Algo próprio de uma

sociedade tribal e comunitária.

(Adaptado de José de Souza Martins. O Estado de S. Paulo,

aliás, J7, 4 de julho de 2010)

Algo próprio de uma sociedade tribal e comunitária.

O comentário acima, que encerra o texto, deve ser corretamente entendido como

  • A

    reconhecimento de um engano na avaliação da importância do futebol no mundo moderno, a partir do desrespeito às suas regras em algumas sociedades.

  • B

    percepção de que nem sempre o esporte é corretamente praticado, especialmente em agrupamentos sociais afastados dos centros mais populosos.

  • C

    conclusão coerente da constatação de que as regras do futebol reproduzem a competitividade e a concorrência que caracterizam as sociedades contemporâneas.

  • D

    concordância com uma visão conservadora do futebol, como símbolo de comunidades mais desenvolvidas e organizadas socialmente.

  • E

    opinião, de certo modo preconceituosa, de que sociedades marcadas por um certo primitivismo não conseguem assimilar normas de sociedades mais avançadas.

140332Questão 5|Português|médio

Multidões de mascarados e maquiados com cores alegóricas

das nacionalidades envolvidas nas disputas da Copa do

Mundo falam por esse meio uma linguagem que simbolicamente

quer dizer muito mais do que pode parecer. Trata-se de um

ritual cíclico de renovação de identidades nacionais expressas

nos ornamentos e paramentos do que é funcionalmente uma

nova religião no vazio contemporâneo. Aqui no Brasil as manifestações

simbólicas relacionadas com o futebol e seus significados

têm tudo a ver com o modo como entre nós se difundiu

a modernidade, nas peculiaridades de nossa história social.

Embora não fosse essa a intenção, rapidamente esse

esporte assumiu entre nós funções sociais extrafutebolísticas

que se prolongam até nossos dias e respondem por sua imensa

popularidade. A República, em que todos se tornaram juridicamente

brancos, sucedeu a monarquia segmentada em senhores

e escravos, brancos e negros, todos acomodados numa dessas

duas identidades. A República criou o brasileiro genérico e

abstrato. O advento do futebol entre nós coincidiu com a busca

de identidades reais para preencher as incertezas dessa ficção

jurídica. Clubes futebolísticos de nacionalidades, de empresas,

de bairros, de opções subjetivas disfarçaram as diferenças

sociais reais e profundas, sobrepuseram-se a elas e tornaram

funcionais os conflitos próprios da nova realidade criada pela

abolição da escravatura.

No futebol há espaço para acomodações e inclusões,

mesmo porque, sem a diversidade de clubes e sem a competição,

o futebol não teria sentido. O receituário da modernidade

inclui, justamente, esses detalhes de convivência com a diversidade

e com a rotatividade dos que triunfam. Nela, a vida recomeça

continuamente; depois da vitória é preciso lutar pela vitória

seguinte.

O futebol, essencialmente, massificou e institucionalizou

a competição e a concorrência, elevou-as à condição de valores

sociais e demonstrou as oportunidades de vitória de cada um no

rodízio dos vitoriosos. Nele, a derrota nunca é definitiva nem

permanente. Por esse meio, o que era mero requisito do funcionamento

do mercado e da multiplicação do capital tornou-se

expressamente um rito de difusão de seus princípios no modo

de vida, na mentalidade e no cotidiano das pessoas comuns.

É nesse sentido que o futebol só pode existir em sociedades

competitivas e de antagonismos sociais administráveis.

Fora delas, não é compreendido. Há alguns anos, um antropólogo

que estava fazendo pesquisa com os índios xerentes, de

Goiás, surpreendeu-se ao ver que eles haviam adotado entusiasticamente

o futebol. Com uma diferença: os 22 jogadores

não atuavam como dois times de 11, mas como um único time

jogando contra a bola, perseguida em campo todo o tempo.

Interpretaram o futebol como ritual de caça. Algo próprio de uma

sociedade tribal e comunitária.

(Adaptado de José de Souza Martins. O Estado de S. Paulo,

aliás, J7, 4 de julho de 2010)

A República criou o brasileiro genérico e abstrato . (2o parágrafo)

O mesmo tipo de complemento verbal grifado acima está na frase:

  • A

    ... esse esporte assumiu entre nós funções sociais extrafutebolísticas ...

  • B

    ... respondem por sua imensa popularidade.

  • C

    O advento do futebol entre nós coincidiu com a busca de identidades reais ...

  • D

    ... a vida recomeça continuamente ...

  • E

    ... os 22 jogadores não atuavam como dois times de 11 ...

140333Questão 6|Português|médio

Multidões de mascarados e maquiados com cores alegóricas

das nacionalidades envolvidas nas disputas da Copa do

Mundo falam por esse meio uma linguagem que simbolicamente

quer dizer muito mais do que pode parecer. Trata-se de um

ritual cíclico de renovação de identidades nacionais expressas

nos ornamentos e paramentos do que é funcionalmente uma

nova religião no vazio contemporâneo. Aqui no Brasil as manifestações

simbólicas relacionadas com o futebol e seus significados

têm tudo a ver com o modo como entre nós se difundiu

a modernidade, nas peculiaridades de nossa história social.

Embora não fosse essa a intenção, rapidamente esse

esporte assumiu entre nós funções sociais extrafutebolísticas

que se prolongam até nossos dias e respondem por sua imensa

popularidade. A República, em que todos se tornaram juridicamente

brancos, sucedeu a monarquia segmentada em senhores

e escravos, brancos e negros, todos acomodados numa dessas

duas identidades. A República criou o brasileiro genérico e

abstrato. O advento do futebol entre nós coincidiu com a busca

de identidades reais para preencher as incertezas dessa ficção

jurídica. Clubes futebolísticos de nacionalidades, de empresas,

de bairros, de opções subjetivas disfarçaram as diferenças

sociais reais e profundas, sobrepuseram-se a elas e tornaram

funcionais os conflitos próprios da nova realidade criada pela

abolição da escravatura.

No futebol há espaço para acomodações e inclusões,

mesmo porque, sem a diversidade de clubes e sem a competição,

o futebol não teria sentido. O receituário da modernidade

inclui, justamente, esses detalhes de convivência com a diversidade

e com a rotatividade dos que triunfam. Nela, a vida recomeça

continuamente; depois da vitória é preciso lutar pela vitória

seguinte.

O futebol, essencialmente, massificou e institucionalizou

a competição e a concorrência, elevou-as à condição de valores

sociais e demonstrou as oportunidades de vitória de cada um no

rodízio dos vitoriosos. Nele, a derrota nunca é definitiva nem

permanente. Por esse meio, o que era mero requisito do funcionamento

do mercado e da multiplicação do capital tornou-se

expressamente um rito de difusão de seus princípios no modo

de vida, na mentalidade e no cotidiano das pessoas comuns.

É nesse sentido que o futebol só pode existir em sociedades

competitivas e de antagonismos sociais administráveis.

Fora delas, não é compreendido. Há alguns anos, um antropólogo

que estava fazendo pesquisa com os índios xerentes, de

Goiás, surpreendeu-se ao ver que eles haviam adotado entusiasticamente

o futebol. Com uma diferença: os 22 jogadores

não atuavam como dois times de 11, mas como um único time

jogando contra a bola, perseguida em campo todo o tempo.

Interpretaram o futebol como ritual de caça. Algo próprio de uma

sociedade tribal e comunitária.

(Adaptado de José de Souza Martins. O Estado de S. Paulo,

aliás, J7, 4 de julho de 2010)

Para responder às questões de números 6 e 7, considere o segmento:

Com uma diferença: os 22 jogadores não atuavam como dois times de 11, mas como um único time jogando contra a bola, perseguida em campo todo o tempo. (último parágrafo)

Os dois pontos introduzem

  • A

    sequência de fatos que justificam a surpresa do pesquisador citado.

  • B

    enumeração de situações pertinentes a uma sociedade tribal.

  • C

    contestação apresentada pelo autor sobre a opinião do antropólogo.

  • D

    repetição enfática de informações apresentadas anteriormente.

  • E

    comentário explicativo a respeito da afirmativa anterior a eles.

140334Questão 7|Português|médio

Multidões de mascarados e maquiados com cores alegóricas

das nacionalidades envolvidas nas disputas da Copa do

Mundo falam por esse meio uma linguagem que simbolicamente

quer dizer muito mais do que pode parecer. Trata-se de um

ritual cíclico de renovação de identidades nacionais expressas

nos ornamentos e paramentos do que é funcionalmente uma

nova religião no vazio contemporâneo. Aqui no Brasil as manifestações

simbólicas relacionadas com o futebol e seus significados

têm tudo a ver com o modo como entre nós se difundiu

a modernidade, nas peculiaridades de nossa história social.

Embora não fosse essa a intenção, rapidamente esse

esporte assumiu entre nós funções sociais extrafutebolísticas

que se prolongam até nossos dias e respondem por sua imensa

popularidade. A República, em que todos se tornaram juridicamente

brancos, sucedeu a monarquia segmentada em senhores

e escravos, brancos e negros, todos acomodados numa dessas

duas identidades. A República criou o brasileiro genérico e

abstrato. O advento do futebol entre nós coincidiu com a busca

de identidades reais para preencher as incertezas dessa ficção

jurídica. Clubes futebolísticos de nacionalidades, de empresas,

de bairros, de opções subjetivas disfarçaram as diferenças

sociais reais e profundas, sobrepuseram-se a elas e tornaram

funcionais os conflitos próprios da nova realidade criada pela

abolição da escravatura.

No futebol há espaço para acomodações e inclusões,

mesmo porque, sem a diversidade de clubes e sem a competição,

o futebol não teria sentido. O receituário da modernidade

inclui, justamente, esses detalhes de convivência com a diversidade

e com a rotatividade dos que triunfam. Nela, a vida recomeça

continuamente; depois da vitória é preciso lutar pela vitória

seguinte.

O futebol, essencialmente, massificou e institucionalizou

a competição e a concorrência, elevou-as à condição de valores

sociais e demonstrou as oportunidades de vitória de cada um no

rodízio dos vitoriosos. Nele, a derrota nunca é definitiva nem

permanente. Por esse meio, o que era mero requisito do funcionamento

do mercado e da multiplicação do capital tornou-se

expressamente um rito de difusão de seus princípios no modo

de vida, na mentalidade e no cotidiano das pessoas comuns.

É nesse sentido que o futebol só pode existir em sociedades

competitivas e de antagonismos sociais administráveis.

Fora delas, não é compreendido. Há alguns anos, um antropólogo

que estava fazendo pesquisa com os índios xerentes, de

Goiás, surpreendeu-se ao ver que eles haviam adotado entusiasticamente

o futebol. Com uma diferença: os 22 jogadores

não atuavam como dois times de 11, mas como um único time

jogando contra a bola, perseguida em campo todo o tempo.

Interpretaram o futebol como ritual de caça. Algo próprio de uma

sociedade tribal e comunitária.

(Adaptado de José de Souza Martins. O Estado de S. Paulo,

aliás, J7, 4 de julho de 2010)

Para responder às questões de números 6 e 7, considere o segmento:

Com uma diferença: os 22 jogadores não atuavam como dois times de 11, mas como um único time jogando contra a bola, perseguida em campo todo o tempo. (último parágrafo)

O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo em que se encontra o grifado no segmento transcrito está na frase:

  • A

    A rivalidade entre torcedores fanáticos por seus clubes leva, muitas vezes, a comportamentos agressivos, dentro e fora dos estádios.

  • B

    O comportamento da torcida exibia o orgulho pela beleza do espetáculo e pelo bom desempenho do time durante a partida.

  • C

    As cores das pinturas faciais e das máscaras carregam simbolismos próprios de cada nação representada por elas.

  • D

    A presença de torcedores maquiados, com bandeiras de diferentes países, sempre constituiu um espetáculo à parte no futebol.

  • E

    Sociedades estruturadas com valores comunitários não compreenderiam as regras de um jogo caracterizado pela competitividade.

140335Questão 8|Português|médio

Multidões de mascarados e maquiados com cores alegóricas

das nacionalidades envolvidas nas disputas da Copa do

Mundo falam por esse meio uma linguagem que simbolicamente

quer dizer muito mais do que pode parecer. Trata-se de um

ritual cíclico de renovação de identidades nacionais expressas

nos ornamentos e paramentos do que é funcionalmente uma

nova religião no vazio contemporâneo. Aqui no Brasil as manifestações

simbólicas relacionadas com o futebol e seus significados

têm tudo a ver com o modo como entre nós se difundiu

a modernidade, nas peculiaridades de nossa história social.

Embora não fosse essa a intenção, rapidamente esse

esporte assumiu entre nós funções sociais extrafutebolísticas

que se prolongam até nossos dias e respondem por sua imensa

popularidade. A República, em que todos se tornaram juridicamente

brancos, sucedeu a monarquia segmentada em senhores

e escravos, brancos e negros, todos acomodados numa dessas

duas identidades. A República criou o brasileiro genérico e

abstrato. O advento do futebol entre nós coincidiu com a busca

de identidades reais para preencher as incertezas dessa ficção

jurídica. Clubes futebolísticos de nacionalidades, de empresas,

de bairros, de opções subjetivas disfarçaram as diferenças

sociais reais e profundas, sobrepuseram-se a elas e tornaram

funcionais os conflitos próprios da nova realidade criada pela

abolição da escravatura.

No futebol há espaço para acomodações e inclusões,

mesmo porque, sem a diversidade de clubes e sem a competição,

o futebol não teria sentido. O receituário da modernidade

inclui, justamente, esses detalhes de convivência com a diversidade

e com a rotatividade dos que triunfam. Nela, a vida recomeça

continuamente; depois da vitória é preciso lutar pela vitória

seguinte.

O futebol, essencialmente, massificou e institucionalizou

a competição e a concorrência, elevou-as à condição de valores

sociais e demonstrou as oportunidades de vitória de cada um no

rodízio dos vitoriosos. Nele, a derrota nunca é definitiva nem

permanente. Por esse meio, o que era mero requisito do funcionamento

do mercado e da multiplicação do capital tornou-se

expressamente um rito de difusão de seus princípios no modo

de vida, na mentalidade e no cotidiano das pessoas comuns.

É nesse sentido que o futebol só pode existir em sociedades

competitivas e de antagonismos sociais administráveis.

Fora delas, não é compreendido. Há alguns anos, um antropólogo

que estava fazendo pesquisa com os índios xerentes, de

Goiás, surpreendeu-se ao ver que eles haviam adotado entusiasticamente

o futebol. Com uma diferença: os 22 jogadores

não atuavam como dois times de 11, mas como um único time

jogando contra a bola, perseguida em campo todo o tempo.

Interpretaram o futebol como ritual de caça. Algo próprio de uma

sociedade tribal e comunitária.

(Adaptado de José de Souza Martins. O Estado de S. Paulo,

aliás, J7, 4 de julho de 2010)

Considerando-se a substituição dos segmentos grifados por aqueles colocados entre parênteses no final de cada frase, o verbo que deve permanecer no singular está em:

  • A

    ... como entre nós se difundiu a modernidade ... (os benefícios da modernidade)

  • B

    Embora não fosse essa a intenção ... (essas as intenções)

  • C

    No futebol há espaço para acomodações e inclusões ... (vários espaços)

  • D

    ... o futebol não teria sentido. (os jogos de futebol)

  • E

    Nele, a derrota nunca é definitiva nem permanente . (as derrotas)

140336Questão 9|Português|médio

Multidões de mascarados e maquiados com cores alegóricas

das nacionalidades envolvidas nas disputas da Copa do

Mundo falam por esse meio uma linguagem que simbolicamente

quer dizer muito mais do que pode parecer. Trata-se de um

ritual cíclico de renovação de identidades nacionais expressas

nos ornamentos e paramentos do que é funcionalmente uma

nova religião no vazio contemporâneo. Aqui no Brasil as manifestações

simbólicas relacionadas com o futebol e seus significados

têm tudo a ver com o modo como entre nós se difundiu

a modernidade, nas peculiaridades de nossa história social.

Embora não fosse essa a intenção, rapidamente esse

esporte assumiu entre nós funções sociais extrafutebolísticas

que se prolongam até nossos dias e respondem por sua imensa

popularidade. A República, em que todos se tornaram juridicamente

brancos, sucedeu a monarquia segmentada em senhores

e escravos, brancos e negros, todos acomodados numa dessas

duas identidades. A República criou o brasileiro genérico e

abstrato. O advento do futebol entre nós coincidiu com a busca

de identidades reais para preencher as incertezas dessa ficção

jurídica. Clubes futebolísticos de nacionalidades, de empresas,

de bairros, de opções subjetivas disfarçaram as diferenças

sociais reais e profundas, sobrepuseram-se a elas e tornaram

funcionais os conflitos próprios da nova realidade criada pela

abolição da escravatura.

No futebol há espaço para acomodações e inclusões,

mesmo porque, sem a diversidade de clubes e sem a competição,

o futebol não teria sentido. O receituário da modernidade

inclui, justamente, esses detalhes de convivência com a diversidade

e com a rotatividade dos que triunfam. Nela, a vida recomeça

continuamente; depois da vitória é preciso lutar pela vitória

seguinte.

O futebol, essencialmente, massificou e institucionalizou

a competição e a concorrência, elevou-as à condição de valores

sociais e demonstrou as oportunidades de vitória de cada um no

rodízio dos vitoriosos. Nele, a derrota nunca é definitiva nem

permanente. Por esse meio, o que era mero requisito do funcionamento

do mercado e da multiplicação do capital tornou-se

expressamente um rito de difusão de seus princípios no modo

de vida, na mentalidade e no cotidiano das pessoas comuns.

É nesse sentido que o futebol só pode existir em sociedades

competitivas e de antagonismos sociais administráveis.

Fora delas, não é compreendido. Há alguns anos, um antropólogo

que estava fazendo pesquisa com os índios xerentes, de

Goiás, surpreendeu-se ao ver que eles haviam adotado entusiasticamente

o futebol. Com uma diferença: os 22 jogadores

não atuavam como dois times de 11, mas como um único time

jogando contra a bola, perseguida em campo todo o tempo.

Interpretaram o futebol como ritual de caça. Algo próprio de uma

sociedade tribal e comunitária.

(Adaptado de José de Souza Martins. O Estado de S. Paulo,

aliás, J7, 4 de julho de 2010)

A República, em que todos se tornaram juridicamente brancos, sucedeu a monarquia ... (2o parágrafo)

A expressão pronominal grifada acima completa corretamente a lacuna da frase:

  • A

    As cenas de alegria, ...... torcedores agitavam bandeiras, ficaram gravadas na memória de todos.

  • B

    Apesar dos esforços para a conquista do título ...... todos sonhavam, a equipe foi eliminada do torneio.

  • C

    A vitória naquele jogo, importante ...... a equipe disputasse o título de campeã, tornou-se o objetivo maior do técnico.

  • D

    Diante das expressivas vitórias no campeonato, nenhum jogador entrava em campo ...... fosse aplaudido pela torcida.

  • E

    Os jogadores ...... todos se lembram são aqueles que trouxeram grandes alegrias para a torcida.

140337Questão 10|Português|médio

Multidões de mascarados e maquiados com cores alegóricas

das nacionalidades envolvidas nas disputas da Copa do

Mundo falam por esse meio uma linguagem que simbolicamente

quer dizer muito mais do que pode parecer. Trata-se de um

ritual cíclico de renovação de identidades nacionais expressas

nos ornamentos e paramentos do que é funcionalmente uma

nova religião no vazio contemporâneo. Aqui no Brasil as manifestações

simbólicas relacionadas com o futebol e seus significados

têm tudo a ver com o modo como entre nós se difundiu

a modernidade, nas peculiaridades de nossa história social.

Embora não fosse essa a intenção, rapidamente esse

esporte assumiu entre nós funções sociais extrafutebolísticas

que se prolongam até nossos dias e respondem por sua imensa

popularidade. A República, em que todos se tornaram juridicamente

brancos, sucedeu a monarquia segmentada em senhores

e escravos, brancos e negros, todos acomodados numa dessas

duas identidades. A República criou o brasileiro genérico e

abstrato. O advento do futebol entre nós coincidiu com a busca

de identidades reais para preencher as incertezas dessa ficção

jurídica. Clubes futebolísticos de nacionalidades, de empresas,

de bairros, de opções subjetivas disfarçaram as diferenças

sociais reais e profundas, sobrepuseram-se a elas e tornaram

funcionais os conflitos próprios da nova realidade criada pela

abolição da escravatura.

No futebol há espaço para acomodações e inclusões,

mesmo porque, sem a diversidade de clubes e sem a competição,

o futebol não teria sentido. O receituário da modernidade

inclui, justamente, esses detalhes de convivência com a diversidade

e com a rotatividade dos que triunfam. Nela, a vida recomeça

continuamente; depois da vitória é preciso lutar pela vitória

seguinte.

O futebol, essencialmente, massificou e institucionalizou

a competição e a concorrência, elevou-as à condição de valores

sociais e demonstrou as oportunidades de vitória de cada um no

rodízio dos vitoriosos. Nele, a derrota nunca é definitiva nem

permanente. Por esse meio, o que era mero requisito do funcionamento

do mercado e da multiplicação do capital tornou-se

expressamente um rito de difusão de seus princípios no modo

de vida, na mentalidade e no cotidiano das pessoas comuns.

É nesse sentido que o futebol só pode existir em sociedades

competitivas e de antagonismos sociais administráveis.

Fora delas, não é compreendido. Há alguns anos, um antropólogo

que estava fazendo pesquisa com os índios xerentes, de

Goiás, surpreendeu-se ao ver que eles haviam adotado entusiasticamente

o futebol. Com uma diferença: os 22 jogadores

não atuavam como dois times de 11, mas como um único time

jogando contra a bola, perseguida em campo todo o tempo.

Interpretaram o futebol como ritual de caça. Algo próprio de uma

sociedade tribal e comunitária.

(Adaptado de José de Souza Martins. O Estado de S. Paulo,

aliás, J7, 4 de julho de 2010)

A frase redigida com lógica, clareza e correção é:

  • A

    O esporte é motivo de orgulho à todos os participantes de um torneio que se valorisa identidades nacionais.

  • B

    As competições esportivas, em todo o mundo, oferece belas cenas da torcida, vestida com as cores de seus países.

  • C

    A difuzão do futebol em todo o mundo levou à se realizar campeonatos nos quais muitos times destacam-se.

  • D

    No esporte, é necessário estabelecer metas cujo alcance não deve ser comprometido por eventuais derrotas.

  • E

    Verdadeiros campeões é aqueles que se disporam a lutar por objetivos e se empenharam em sua conquista.

Técnico Judiciário - Área Administrativa - 2010 | Prova