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Assistente em Administração - 2017


Página 1  •  Total 50 questões
123297Questão 1|Português|médio

Texto 01

Linha de Frente

                                              (Criolo]

O nó da tua orelha ainda dói em mim

E Cebolinha mandou avisar

Que Quando a "fleguesa” chegar

Muitos pãezinhos há de degustar

Magali faz a cadência da situação

É que essa padaria nunca vendeu pão

E tudo que é de ruim sempre cai pra cá

Tem pouca gente na fronteira, então é só chegar

O dinheiro vem pra confundir o amor

O santo pesado que tá sem andor

Na turma da Mônica do asfalto

Cascão é rei do morro e a chapa esquenta fácil

Quem tá na linha de frente

Não pode amarelar

O sorriso inocente

Das crianças de lá

Nó na orelha, faixa 10.

Disponível em: https://www.letras.mus.br/criolo/1895348/

A literatura é uma arte difícil de ser conceituada, para tal Aristóteles, em sua Arte Poética, definiu aquilo que chamamos de gêneros literários. Nesse sentido, podemos afirmar que no texto acima:

  • A

    há predominância do gênero lírico, pois se observa a exploração da musicalidade das palavras e apresenta versos permeados pela função poética da linguagem.

  • B

    há predominância do gênero épico, pois o texto apresenta uma narrativa epopeica.

  • C

    há predominância do gênero narrativo, pois o autor narra a história de personagens em tempo e espaço definidos.

  • D

    há predominância do gênero dramático, pois a voz da narrativa está entregue as suas personagens.

  • E

    há predominância de um gênero trágico, pois o autor se preocupa em retratar a triste realidade das crianças brasileiras.

123298Questão 2|Português|médio

Texto 01

Linha de Frente

                                              (Criolo]

O nó da tua orelha ainda dói em mim

E Cebolinha mandou avisar

Que Quando a "fleguesa” chegar

Muitos pãezinhos há de degustar

Magali faz a cadência da situação

É que essa padaria nunca vendeu pão

E tudo que é de ruim sempre cai pra cá

Tem pouca gente na fronteira, então é só chegar

O dinheiro vem pra confundir o amor

O santo pesado que tá sem andor

Na turma da Mônica do asfalto

Cascão é rei do morro e a chapa esquenta fácil

Quem tá na linha de frente

Não pode amarelar

O sorriso inocente

Das crianças de lá

Nó na orelha, faixa 10.

Disponível em: https://www.letras.mus.br/criolo/1895348/

O idioma está sempre sujeito a variações linguísticas,pois as principais diferenças entre os vários modos de falar e escrever o português são, em sua maioria,facilmente identificáveis e relacionam-se a inúmeros fatores que, geralmente combinados, determinam amaneira individual de expressão dos diferentes falantes. Nesse sentido, podemos considerar, no que se refere ao registro, que a palavra "fleguesia", presente na primeira estrofe da canção:

  • A

    trata-se de um termo escolhido pelo autor para enfatizar a fala de uma criança e, nesse caso, observa-se uma variante situacional.

  • B

    trata-se de um termo escolhido pelo autor para enfatizar a fala de uma criança e, nesse caso, observa-se uma variante geográfica.

  • C

    trata-se de um termo escolhido pelo autor para enfatizar a fala de uma criança e, nesse caso, observa-se uma variante sociocultural.

  • D

    trata-se de um termo escolhido pelo autor para enfatizar a fala de uma criança e, nesse caso, observa-se uma variante diatópica.

  • E

    trata-se de um termo escolhido pelo autor para enfatizar a fala de uma criança e, nesse caso, observa-se uma variante histórica.

123299Questão 3|Português|médio

Texto 01

Linha de Frente

                                              (Criolo]

O nó da tua orelha ainda dói em mim

E Cebolinha mandou avisar

Que Quando a "fleguesa” chegar

Muitos pãezinhos há de degustar

Magali faz a cadência da situação

É que essa padaria nunca vendeu pão

E tudo que é de ruim sempre cai pra cá

Tem pouca gente na fronteira, então é só chegar

O dinheiro vem pra confundir o amor

O santo pesado que tá sem andor

Na turma da Mônica do asfalto

Cascão é rei do morro e a chapa esquenta fácil

Quem tá na linha de frente

Não pode amarelar

O sorriso inocente

Das crianças de lá

Nó na orelha, faixa 10.

Disponível em: https://www.letras.mus.br/criolo/1895348/

Sobre os versos/ "O nó da tua orelha ainda dói em mim","É que essa padaria nunca vendeu pão” e "Tem pouca gente na fronteira, então é só chegar", é correto afirmar que o autor:

  • A

    faz uma alusão aos maus tratos cometidos pelo Cebolinha, levando o leitor a interpretar que as crianças entram muito cedo no mundo das drogas, considerando que o Brasil é um lugar de fácil acesso, pois o sistema de segurança pública é falho.

  • B

    faz uma alusão aos nós dados pelo Cebolinha nas orelhas do Sansão, como uma referência a uma atitude criminosa cometida por uma criança, cuja punição será severa. Nos versos posteriores, ele insinua que a padaria funciona como fachada para o tráfico e finaliza criticando o Brasil por entender que as fronteiras são mal vigiadas, facilitando, assim, a entrada de drogas no país.

  • C

    faz uma alusão aos nós dados pelo Cebolinha nas orelhas do Sansão, fazendo o leitor interpretar que as crianças cometem crimes, pois são aliciadas por traficantes que entram facilmente no Brasil através das fronteiras desprotegidas.

  • D

    leva o leitor a pensar que as crianças entram no mundo do crime muito cedo, o que fica claro nos versos seguintes, quando ele afirma que nossas fronteiras são seguras.

  • E

    leva o leitor a pensar que o aumento do consumo de drogas na infância é causado pela falta de proteção das fronteiras do país.

123300Questão 4|Português|médio

Texto 01

Linha de Frente

                                              (Criolo]

O nó da tua orelha ainda dói em mim

E Cebolinha mandou avisar

Que Quando a "fleguesa” chegar

Muitos pãezinhos há de degustar

Magali faz a cadência da situação

É que essa padaria nunca vendeu pão

E tudo que é de ruim sempre cai pra cá

Tem pouca gente na fronteira, então é só chegar

O dinheiro vem pra confundir o amor

O santo pesado que tá sem andor

Na turma da Mônica do asfalto

Cascão é rei do morro e a chapa esquenta fácil

Quem tá na linha de frente

Não pode amarelar

O sorriso inocente

Das crianças de lá

Nó na orelha, faixa 10.

Disponível em: https://www.letras.mus.br/criolo/1895348/

No que se refere ao uso adequado do pronome relativo "que”, marque a alternativa correta.

  • A

    Só espero que isto não venha a piorar a situação do teu pobre irmãozinho menor, ai meu Deus, que será que teu pai vai resolver fazer com ele? (João Ubaldo Ribeiro]

  • B

    "Você é a droga que eu gosto/ Você é a droga que eu gosto / Você é a droga que eu gosto” (Cacique Clandestino]

  • C

    "A garota que eu gosto / É você meu bem, é você meu bem / Toda minha vida vou entregar / À você, a você e mais ninguém” (Renato e seus Blue Caps]

  • D

    “Ah meu Deus! / Eu sei, eu sei / Que a vida devia ser / Bem melhor e será / Mas isso não impede/ Que eu repita / É bonita, é bonita” (Gonzaguinha]

  • E

    "Pois o sangue que eu via fora de mim, aquele sangue eu estranhava com atração: ele era eu”. (Clarice Lispector]

123301Questão 5|Português|médio

Texto 02

Era uma vez a menina que não era bela nem recatada e muito menos do lar

Por Karen Curi

Sexta-feira à noite. Numa mesa de bar, três amigas entornavam as suas perturbações em taças de vinho sobre a máxima, tão mínima, da "bela, recatada e do lar”.

— Já passamos dos trinta, estamos beirando os 40, se a gente ficar uma semana sem treinar a calça não fecha. Temos manchas de sol, rugas em volta dos olhos, celulite, estrias. Fazemos sexo no primeiro encontro, saímos para beber sem hora pra voltar. Trabalhamos feito burro de carga: em casa, no escritório, fins de semana e feriados. Gente, nós somos a antítese desse tipo de mulher. Eu confesso aqui, tenho até uma ponta de inveja. (...)

O circo pegou fogo. Uma bateu no peito para enaltecer a independência financeira conquistada com pós-graduação e mestrado. A outra disse que não precisava de um marido rico para ser feliz, e que até se orgulhava de sua vasta experiência amorosa. Aquelas mulheres se encontravam na encruzilhada da realidade com a expectativa. O tempo passou e elas não haviam se transformado em princesas.

Mas tornar-se princesa era algo realmente desejado? Seria a salvação de uma existência pagã? Chegaram à conclusão de que tinham deixado para trás alguns sonhos e hormônios. Carregavam uns quilos a mais, o colesterol alto e uma cartela de Rivotril. Ok. Mas isso não tornava aquelas três mulheres feias ou menos descentes. Muito pelo contrário.

Pior do que a taxa glicêmica, a alta do dólar, o preço da gasolina, a declaração do imposto de renda, o novo treino de glúteo, a mamografia que precisou ser repetida e o ex-noivo que se casou com uma menina de 20 anos, bem pior do que as rotineiras desgraças de cada dia era a constatação que a sociedade ainda exigia que elas fossem “belas, recatadas e do lar”, tal como as moças do período Anglo-saxão. Pelo amor de Deus e sua divina misericórdia pelas mulheres pós-modernas!

Aquelas almas, encharcadas de desalento, estavam tomadas pela ideia de que o tempo continuava sendo o pior inimigo de uma mulher; mais cruel que o chefe, mais sádico que o ex-noivo e mais subversivo que a vizinha do apartamento de baixo. Como poderiam ter conquistado o mundo e ainda serem diminuídas ao estereótipo da princesa do castelo cor-de-rosa? O tempo havia percorrido seus pensamentos e corpos, tornaram-se mulheres maduras, seguras, independentes, suficientes, fortes. Como é possível insinuar para que caibam em modelagens frágeis, plásticas, consentidas, próprias às senhoritas de outros carnavais?

Só porque tinham lá as suas imperfeições estéticas, viviam as suas experiências afetivas e trabalhavam como gente grande, isso não poderia deixá-las fora do balaio das mulheres desejadas. O tempo, inimigo da lei da gravidade, não poderia — ainda por cima — baixá-las junto ao pó dos seres indesejáveis, inapropriados e imorais. Caramba! Seria muita injúria!

Apesar dos pesares, restara um gole de autoestima no fundo da garrafa. Um bafo com teor alcoólico acentuado soprava o raciocínio dos ébrios. Uma delas, no auge da sabedoria que só o vinho é capaz de prover, encerrou a quarta garrafa com a conclusão mais conveniente possível:

— Prefiro ser feliz do meu jeito, do que ser triste tentando ser uma princesa que eu não sou!

Chegaram à conclusão de que eram tão belas quanto à moça da foto. Entretanto, orgulhosamente espalhafatosas, presumidas empregadoras e muitas outras coisas mais.

E assim foram felizes no para sempre daquele momento. Fim.

Disponível em: http://www.revistahula.com

Assinale a alternativa em que o termo em destaque exerce a mesma função sintática que o trecho sublinhado em: "Já passamos dos trinta, estamos beirando os 40,

se

a gente ficar uma semana sem treinar a calça não fecha".

  • A

    Corinthians se prepara para a ‘guerra’ na Argentina. (meutimao.com)

  • B

    Se as meninas do Leblon não olham mais pra mim/ (eu uso óculos) / E volta e meia/ Eu entro no carro pela contramão / (eu uso óculos). (Os Paralamas do Sucesso).

  • C

    Mas ontem/ Eu recebi um Telegrama/ Era você de Aracaju/ Ou do Alabama / Dizendo: Nêgo sinta-se feliz. (Zeca Baleiro).

  • D

    Se você for eu vou atrás / se você for eu vou atrás. (Tiê)

  • E

    Eu tô na Lanterna/ Dos Afogados/ Eu tô te esperando/ Vê se não vai demorar. (Herbert Viana)

123302Questão 6|Português|médio

Texto 02

Era uma vez a menina que não era bela nem recatada e muito menos do lar

Por Karen Curi

Sexta-feira à noite. Numa mesa de bar, três amigas entornavam as suas perturbações em taças de vinho sobre a máxima, tão mínima, da "bela, recatada e do lar”.

— Já passamos dos trinta, estamos beirando os 40, se a gente ficar uma semana sem treinar a calça não fecha. Temos manchas de sol, rugas em volta dos olhos, celulite, estrias. Fazemos sexo no primeiro encontro, saímos para beber sem hora pra voltar. Trabalhamos feito burro de carga: em casa, no escritório, fins de semana e feriados. Gente, nós somos a antítese desse tipo de mulher. Eu confesso aqui, tenho até uma ponta de inveja. (...)

O circo pegou fogo. Uma bateu no peito para enaltecer a independência financeira conquistada com pós-graduação e mestrado. A outra disse que não precisava de um marido rico para ser feliz, e que até se orgulhava de sua vasta experiência amorosa. Aquelas mulheres se encontravam na encruzilhada da realidade com a expectativa. O tempo passou e elas não haviam se transformado em princesas.

Mas tornar-se princesa era algo realmente desejado? Seria a salvação de uma existência pagã? Chegaram à conclusão de que tinham deixado para trás alguns sonhos e hormônios. Carregavam uns quilos a mais, o colesterol alto e uma cartela de Rivotril. Ok. Mas isso não tornava aquelas três mulheres feias ou menos descentes. Muito pelo contrário.

Pior do que a taxa glicêmica, a alta do dólar, o preço da gasolina, a declaração do imposto de renda, o novo treino de glúteo, a mamografia que precisou ser repetida e o ex-noivo que se casou com uma menina de 20 anos, bem pior do que as rotineiras desgraças de cada dia era a constatação que a sociedade ainda exigia que elas fossem “belas, recatadas e do lar”, tal como as moças do período Anglo-saxão. Pelo amor de Deus e sua divina misericórdia pelas mulheres pós-modernas!

Aquelas almas, encharcadas de desalento, estavam tomadas pela ideia de que o tempo continuava sendo o pior inimigo de uma mulher; mais cruel que o chefe, mais sádico que o ex-noivo e mais subversivo que a vizinha do apartamento de baixo. Como poderiam ter conquistado o mundo e ainda serem diminuídas ao estereótipo da princesa do castelo cor-de-rosa? O tempo havia percorrido seus pensamentos e corpos, tornaram-se mulheres maduras, seguras, independentes, suficientes, fortes. Como é possível insinuar para que caibam em modelagens frágeis, plásticas, consentidas, próprias às senhoritas de outros carnavais?

Só porque tinham lá as suas imperfeições estéticas, viviam as suas experiências afetivas e trabalhavam como gente grande, isso não poderia deixá-las fora do balaio das mulheres desejadas. O tempo, inimigo da lei da gravidade, não poderia — ainda por cima — baixá-las junto ao pó dos seres indesejáveis, inapropriados e imorais. Caramba! Seria muita injúria!

Apesar dos pesares, restara um gole de autoestima no fundo da garrafa. Um bafo com teor alcoólico acentuado soprava o raciocínio dos ébrios. Uma delas, no auge da sabedoria que só o vinho é capaz de prover, encerrou a quarta garrafa com a conclusão mais conveniente possível:

— Prefiro ser feliz do meu jeito, do que ser triste tentando ser uma princesa que eu não sou!

Chegaram à conclusão de que eram tão belas quanto à moça da foto. Entretanto, orgulhosamente espalhafatosas, presumidas empregadoras e muitas outras coisas mais.

E assim foram felizes no para sempre daquele momento. Fim.

Disponível em: http://www.revistahula.com

No trecho: “Numa mesa de bar, três amigas entornavam as suas perturbações em taças de vinho sobre a máxima,

tão mínima

, da “bela, recatada e do lar”. O fragmento em destaque pode ser classificado sintaticamente como:

  • A

    Vocativo

  • B

    Aposto

  • C

    Objeto direto

  • D

    Objeto indireto

  • E

    Adjunto adnominal

123303Questão 7|Português|médio

Texto 02

Era uma vez a menina que não era bela nem recatada e muito menos do lar

Por Karen Curi

Sexta-feira à noite. Numa mesa de bar, três amigas entornavam as suas perturbações em taças de vinho sobre a máxima, tão mínima, da "bela, recatada e do lar”.

— Já passamos dos trinta, estamos beirando os 40, se a gente ficar uma semana sem treinar a calça não fecha. Temos manchas de sol, rugas em volta dos olhos, celulite, estrias. Fazemos sexo no primeiro encontro, saímos para beber sem hora pra voltar. Trabalhamos feito burro de carga: em casa, no escritório, fins de semana e feriados. Gente, nós somos a antítese desse tipo de mulher. Eu confesso aqui, tenho até uma ponta de inveja. (...)

O circo pegou fogo. Uma bateu no peito para enaltecer a independência financeira conquistada com pós-graduação e mestrado. A outra disse que não precisava de um marido rico para ser feliz, e que até se orgulhava de sua vasta experiência amorosa. Aquelas mulheres se encontravam na encruzilhada da realidade com a expectativa. O tempo passou e elas não haviam se transformado em princesas.

Mas tornar-se princesa era algo realmente desejado? Seria a salvação de uma existência pagã? Chegaram à conclusão de que tinham deixado para trás alguns sonhos e hormônios. Carregavam uns quilos a mais, o colesterol alto e uma cartela de Rivotril. Ok. Mas isso não tornava aquelas três mulheres feias ou menos descentes. Muito pelo contrário.

Pior do que a taxa glicêmica, a alta do dólar, o preço da gasolina, a declaração do imposto de renda, o novo treino de glúteo, a mamografia que precisou ser repetida e o ex-noivo que se casou com uma menina de 20 anos, bem pior do que as rotineiras desgraças de cada dia era a constatação que a sociedade ainda exigia que elas fossem “belas, recatadas e do lar”, tal como as moças do período Anglo-saxão. Pelo amor de Deus e sua divina misericórdia pelas mulheres pós-modernas!

Aquelas almas, encharcadas de desalento, estavam tomadas pela ideia de que o tempo continuava sendo o pior inimigo de uma mulher; mais cruel que o chefe, mais sádico que o ex-noivo e mais subversivo que a vizinha do apartamento de baixo. Como poderiam ter conquistado o mundo e ainda serem diminuídas ao estereótipo da princesa do castelo cor-de-rosa? O tempo havia percorrido seus pensamentos e corpos, tornaram-se mulheres maduras, seguras, independentes, suficientes, fortes. Como é possível insinuar para que caibam em modelagens frágeis, plásticas, consentidas, próprias às senhoritas de outros carnavais?

Só porque tinham lá as suas imperfeições estéticas, viviam as suas experiências afetivas e trabalhavam como gente grande, isso não poderia deixá-las fora do balaio das mulheres desejadas. O tempo, inimigo da lei da gravidade, não poderia — ainda por cima — baixá-las junto ao pó dos seres indesejáveis, inapropriados e imorais. Caramba! Seria muita injúria!

Apesar dos pesares, restara um gole de autoestima no fundo da garrafa. Um bafo com teor alcoólico acentuado soprava o raciocínio dos ébrios. Uma delas, no auge da sabedoria que só o vinho é capaz de prover, encerrou a quarta garrafa com a conclusão mais conveniente possível:

— Prefiro ser feliz do meu jeito, do que ser triste tentando ser uma princesa que eu não sou!

Chegaram à conclusão de que eram tão belas quanto à moça da foto. Entretanto, orgulhosamente espalhafatosas, presumidas empregadoras e muitas outras coisas mais.

E assim foram felizes no para sempre daquele momento. Fim.

Disponível em: http://www.revistahula.com

No que se refere às relações sintagmáticas, o termo em destaque em: "Numa mesa de bar, três amigas entornavam as suas perturbações em taças de vinho sobre a máxima, tão mínima, da "bela, recatada e do lar", pode ser considerado:

  • A

    Sintagma adjetival

  • B

    Sintagma nominal

  • C

    Sintagma verbal

  • D

    Determinante

  • E

    Elemento modificador

123304Questão 8|Português|médio

Texto 02

Era uma vez a menina que não era bela nem recatada e muito menos do lar

Por Karen Curi

Sexta-feira à noite. Numa mesa de bar, três amigas entornavam as suas perturbações em taças de vinho sobre a máxima, tão mínima, da "bela, recatada e do lar”.

— Já passamos dos trinta, estamos beirando os 40, se a gente ficar uma semana sem treinar a calça não fecha. Temos manchas de sol, rugas em volta dos olhos, celulite, estrias. Fazemos sexo no primeiro encontro, saímos para beber sem hora pra voltar. Trabalhamos feito burro de carga: em casa, no escritório, fins de semana e feriados. Gente, nós somos a antítese desse tipo de mulher. Eu confesso aqui, tenho até uma ponta de inveja. (...)

O circo pegou fogo. Uma bateu no peito para enaltecer a independência financeira conquistada com pós-graduação e mestrado. A outra disse que não precisava de um marido rico para ser feliz, e que até se orgulhava de sua vasta experiência amorosa. Aquelas mulheres se encontravam na encruzilhada da realidade com a expectativa. O tempo passou e elas não haviam se transformado em princesas.

Mas tornar-se princesa era algo realmente desejado? Seria a salvação de uma existência pagã? Chegaram à conclusão de que tinham deixado para trás alguns sonhos e hormônios. Carregavam uns quilos a mais, o colesterol alto e uma cartela de Rivotril. Ok. Mas isso não tornava aquelas três mulheres feias ou menos descentes. Muito pelo contrário.

Pior do que a taxa glicêmica, a alta do dólar, o preço da gasolina, a declaração do imposto de renda, o novo treino de glúteo, a mamografia que precisou ser repetida e o ex-noivo que se casou com uma menina de 20 anos, bem pior do que as rotineiras desgraças de cada dia era a constatação que a sociedade ainda exigia que elas fossem “belas, recatadas e do lar”, tal como as moças do período Anglo-saxão. Pelo amor de Deus e sua divina misericórdia pelas mulheres pós-modernas!

Aquelas almas, encharcadas de desalento, estavam tomadas pela ideia de que o tempo continuava sendo o pior inimigo de uma mulher; mais cruel que o chefe, mais sádico que o ex-noivo e mais subversivo que a vizinha do apartamento de baixo. Como poderiam ter conquistado o mundo e ainda serem diminuídas ao estereótipo da princesa do castelo cor-de-rosa? O tempo havia percorrido seus pensamentos e corpos, tornaram-se mulheres maduras, seguras, independentes, suficientes, fortes. Como é possível insinuar para que caibam em modelagens frágeis, plásticas, consentidas, próprias às senhoritas de outros carnavais?

Só porque tinham lá as suas imperfeições estéticas, viviam as suas experiências afetivas e trabalhavam como gente grande, isso não poderia deixá-las fora do balaio das mulheres desejadas. O tempo, inimigo da lei da gravidade, não poderia — ainda por cima — baixá-las junto ao pó dos seres indesejáveis, inapropriados e imorais. Caramba! Seria muita injúria!

Apesar dos pesares, restara um gole de autoestima no fundo da garrafa. Um bafo com teor alcoólico acentuado soprava o raciocínio dos ébrios. Uma delas, no auge da sabedoria que só o vinho é capaz de prover, encerrou a quarta garrafa com a conclusão mais conveniente possível:

— Prefiro ser feliz do meu jeito, do que ser triste tentando ser uma princesa que eu não sou!

Chegaram à conclusão de que eram tão belas quanto à moça da foto. Entretanto, orgulhosamente espalhafatosas, presumidas empregadoras e muitas outras coisas mais.

E assim foram felizes no para sempre daquele momento. Fim.

Disponível em: http://www.revistahula.com

De acordo com os gêneros textuais, o texto acima pode ser considerado:

  • A

    Uma crônica narrativa, pois apresenta linguagem leve e engraçada e se preocupa em fazer uso recorrente da função referencial.

  • B

    Uma crônica, pois é um texto narrativo longo, reflexivo e interpretativo, cuja linguagem apresenta um teor crítico, irônico e humorístico.

  • C

    Uma crônica, pois é um texto jornalístico, que faz uso de uma temática cotidiana para criticar os comportamentos humanos. Apresenta predominância da função fática.

  • D

    Uma crônica, pois trata-se de um texto breve e coeso, que se preocupa apenas em relatar o fato com humor.

  • E

    Uma crônica, pois é um texto narrativo, reflexivo e interpretativo, cuja linguagem apresenta um teor crítico, irônico e humorístico.

123305Questão 9|Português|médio

TEXTO 3

[...] “Mas não há dúvida de que se faziam grandes progressos em direção a uma eleição mais limpa. A rápida urbanização do país facilitava a mudança. O eleitor urbano era muito menos vulnerável ao aliciamento e à coerção. Ele era, sim, vulnerável aos apelos populistas, e foi ele que deu a vitória a Vargas em 1950, a Kubitschek em 1955, a Goulart (como vice-presidente) em 1960. O populismo pode, sob certos aspectos, ser considerado manipulação política, uma vez que seus líderes pertenciam às elites tradicionais e não tinham vinculação autêntica com causas populares. Pode-se alegar que o povo era massa de manobra em disputas de grupos dominantes. Mas o controle que tinham esses líderes sobre os votantes era muito menor do que a situação tradicional.” [...]

Trecho extraído de: Cidadania no Brasil: o longo caminho, José Murilo de Carvalho.

Na escrita, para se conferir eficácia à coesão textual, é comum o uso de recursos linguísticos que restringem ou ampliam o significado de um termo, estabelecendo, desse modo, diferentes vínculos de sentido no texto. Sendo assim, as palavras: Vargas, Kubitschek, Goulart, presidente e líderes, extraídas do texto acima, são exemplos de:

  • A

    homônimos e heterônimos

  • B

    sinônimos e antônimos

  • C

    hipônimos e hiperônimos

  • D

    hipônimos e parônimos

  • E

    hiperônimos e homônimos

123306Questão 10|Português|médio

TEXTO 3

[...] “Mas não há dúvida de que se faziam grandes progressos em direção a uma eleição mais limpa. A rápida urbanização do país facilitava a mudança. O eleitor urbano era muito menos vulnerável ao aliciamento e à coerção. Ele era, sim, vulnerável aos apelos populistas, e foi ele que deu a vitória a Vargas em 1950, a Kubitschek em 1955, a Goulart (como vice-presidente) em 1960. O populismo pode, sob certos aspectos, ser considerado manipulação política, uma vez que seus líderes pertenciam às elites tradicionais e não tinham vinculação autêntica com causas populares. Pode-se alegar que o povo era massa de manobra em disputas de grupos dominantes. Mas o controle que tinham esses líderes sobre os votantes era muito menor do que a situação tradicional.” [...]

Trecho extraído de: Cidadania no Brasil: o longo caminho, José Murilo de Carvalho.

Assinale a alternativa em que a oração em destaque exerce a mesma função sintática que o trecho sublinhado em: “Mas não há dúvida de que se faziam grandes progressos em direção a uma eleição mais limpa".

  • A

    Os renascentistas estavam certos, ao contrário, de que a Antiguidade era uma cultura viva.

  • B

    Maneco recordava sua última visita a Porto Alegre, onde fora comprar ferramentas, pouco antes de vir estabelecer-se ali na estância. (Érico Verissimo)

  • C

    Existe uma cultura preciosa em nosso país, mas infelizmente ela é pouco valorizada.

  • D

    Sendo assim, o certo seria que não nos ativéssemos a bens materiais.

  • E

    Para além das aulas, lembre-se de que o valor artístico é permanente.

Assistente em Administração - 2017 | Prova